quinta-feira, 21 de maio de 2009

APRENDIZAGEM COMPROMETIDA

Onde está a merenda!!!

Merenda escolar desaparece na rede municipal


O inferno astral da administração municipal do Negão ganhou um reforço de peso. A desnutrição é a principal causa do mau desempenho dos alunos no processo ensino-aprendizagem. E, segundo especialistas em educação e comportamento, a grande explicação para o retardo intelectual, afetivo e cognitivo de crianças e adolescentes. Eis aí uma das principais explicações para o mal desempenho de Manaus e do Amazonas como um todo, flagrado no ranking nacional como um dos estados onde a educação fundamental e o ensino médio são os mais precários. Uma vergonha e um desafio para emergencial e radical enfrentamento. As quatrocentos e vinte e quatro escolas que compõem a rede pública municipal não recebem merenda escolar adequada e suficiente desde que iniciou o ano letivo e, por coincidência, a gestão Amazonino Mendes. Os alunos passam fome, quando as famílias e os professores não têm condição de intervir na situação. As escolas rurais e do cinturão de pobreza da periferia são as mais atingidas.

Fisiologia e retaliação


Na gestão Terezinha Ruiz, ou Terezinha Ruim como definia alguns seguidores do Negão, que assumiu a pasta da Educação desde o começo, embora não fosse o nome de agrado do prefeito Amazonino, a movimentação foi dramática para evitar o agravamento do problema. Deputada dos Democratas, Ruiz padeceu desde o começo a retaliação e o descaso dos demais colaboradores de Amazonino, a começar pela base aliada de vereadores que pegaram no cangote da dita cuja, a pedir sinecura e a desestabilizar a infeliz por conta de sua recusa em compactuar com a política da fisiologia, a prática dominante daquela categoria. Resultado: ela teve que pegar o beco.

Casa do sem jeito


Cercado de expectativas messiânicas e movido por intenções revolucionárias, o engenheiro e advogado Vicente Nogueira não resistiu aos apelos de sua excelência, seu amigo e parceiro de grandes iniciativas desde a virada do século, quando assumiu a Educação estadual e lançou as bases da UEA. Por isso assumiu a SEMED, onde deveria imprimir uma mudança radical para melhor. Até agora, porém, nada aconteceu depois de tanta badalação. É que o estilo caudilhesco de governo adotado pelo Negão não admite parcerias entre os colaboradores, nem aproximação estratégicas entre áreas afins. É a paranóia da conspiração e a implantação efetiva da máxima maquiavélica de que é preciso dividir para governar. E aí, mana, tudo fica habitando a casa do sem jeito.

Incompetência e casca de banana


A Secretaria Municipal de Educação (Semed) reconheceu que os problemas de distribuição existem, mas está trabalhando para resolvê-los até o fim do mês. Vindo do Cetam, Centro de Educação Tecnológica do Estado, que já treinou e qualificou mais de 300 mil jovens, que aprendem e recebem merenda, Vicente estava acostumado com a fartura de recursos. Todo final de ano seu problema era gastar verbas do orçamento que sobravam de seu estilo franciscano de governar. Na SEMED falta tudo, sobretudo competência dos setores de apoio, que ficam no jogo de empurra para ferrar o parceiro e ficar bem na foto com o patrão. Uma verdadeira esculhambação.

Fiasco pedagógico


As dificuldades e apuros na rede de distribuição se deparam com manifestações diferenciadas do problema da escassez da merenda. Enquanto alguns colégios apresentam pequenos atrasos e ausências nas cestas enviadas às unidades, outros encontram mais dificuldades para manter o serviço aos alunos. Professores, gestores e funcionários não falam sobre o assunto com medo de represálias, contribuindo para que o problema continue sem solução. E não é só em relação à merenda. É material escolar que não existe, equipamentos danificados e outros roubados e incompletos que impedem a prática pedagógica com o mínimo de qualidade. Um fias

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