quarta-feira, 27 de maio de 2009

B0mbas e tiros em confronto




Euzivaldo Queiroz

Uma kombi, que não tinha adesivo de lotação, foi atingida com três tiros de Pistola .40, arma exclusiva da PM




Elaíze Farias
A CRÍTICA

Um confronto entre motoristas de kombi-lotação, policiais da Guarda Metropolitana de Manaus e agentes de trânsito, ontem pela manhã, envolveu barricadas, queima de pneus, lançamento de granadas de efeito moral e tiros de pistola no meio da rua.

A confusão aconteceu nas proximidades da sede da Cooperativa de Transporte da Zona Norte (Cooptrazon), localizada na rua Curaçao, no conjunto Nova Cidade, Zona Norte, e atraiu vários moradores do bairro.

A Cooptrazon acusa o diretor de trânsito do Instituto Municipal de Transportes e Trânsito (IMTT), Audo Albuquerque, de ter se descontrolado e ameaçado os kombeiros com tiros e ameaça de prisão. “A gente não estava nem trabalhando. Nenhum kombeiro está na rua fazendo lotação”, disse Suely dos Santos, presidente da Cooptrazon.

Já Audo Albuquerque disse que a ação da Guarda Metropolitana foi uma resposta às barricadas com pneus queimados e à tentativa de impedir a operação para apreender kombis-lotação, proibidas desde a semana passada de circular. “Foram eles que partiram para a agressão com pedaço de pau, ferro e até arma de fogo. Tentaram atropelar um dos guardas”, disse Albuquerque, que confirmou que atirou nos pneus de uma das kombis, de propriedade de Fabrício Marques de Lima.

A kombi, que não tinha adesivo de lotação, foi atingida com três tiros de Pistola .40, arma exclusiva da Polícia Militar. O motorista afirmou que não levava passageiros e que se dirigia para uma reunião na Cooptrazon. Ele estava acompanhado da mulher, Áquila de Souza Cesário, 24, do filho de nove meses e de duas sobrinhas. Segundo Áquila, os guardas metropolitanos também lançaram spray de pimenta no rosto dela, do filho e das sobrinhas.

Outra kombi descaracterizada que também teve o vidro quebrado foi de Márcio Castro, 34. Ele afirmou que estava passando pela rua Curaçao em direção à casa da irmã, no Nova Cidade, quando foi interceptado na rua.

Uso de armas criticado

O confronto de ontem só não se agravou devido à ação da Polícia Militar e da Rocam. O major Osimar Guedes criticou o uso de armas de fogo por parte da Guarda Metropolitana. “O diretor de trânsito estava em uma função civil”, disse.

Audo Albuquerque explicou que a ação da Guarda Metropolitana foi causada pelos kombeiros. Ele confirmou que uma granada foi lançada no meio da rua, para dispersar a multidão, mas negou que uma outra tenha sido atirada dentro da sede da Cooptrazon, conforme os kombeiros.


** 0 Prefeito Amazonino Mendes é o culpado,¨PROMETEU¨que regularizaria a situação dos kombeiros em manaus...

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