quinta-feira, 14 de maio de 2009

Brasil tem 1\3 dos analfabetos América Latina


Manaus crianças estudam sentadas no chãoEDUCAÇÃO

Analfabetismo: Nos últimos anos, a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais de idade vem caindo no País. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2001 aponta um índice de 12,4%, inferior à taxa referente ao ano de 1992 (17,2%). Iniciou-se a década com menos analfabetos do que no passado, mas o contingente ainda é muito expressivo, corresponde a 14,9 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade que declararam não saber ler e escrever. Embora em declínio, o analfabetismo no Brasil representa, ainda, uma das maiores taxas da América Latina. No Nordeste, a taxa declinou de 32,7 %, em 1992, para 24,3%, em 2001.

Analfabetismo funcional: Todavia, o que chama a atenção são as elevadas percentagens de adultos com baixa escolaridade ou quase nula que, de acordo com os critérios da UNESCO, são considerados analfabetos funcionais, isto é, pessoas com menos de 4 anos de estudo. Em 2001, permaneciam nesta condição 27,3% dos adultos residentes no Brasil. Na Região Nordeste, a situação é mais dramática: a taxa duplica em relação às Regiões Sudeste e Sul, 42,8% contra 20,4% e 21,2%, respectivamente.

Anos de estudo: Em 2001, enquanto no Sudeste e no Sul os jovens de 18 e 19 anos, em média, tinham 8,5 anos de estudo, no Nordeste eles apenas alcançaram, em média, 6,2 anos de estudo. Ainda é baixa a escolaridade da população de 10 anos ou mais de idade, principalmente a economicamente ativa. No conjunto do País, a média de anos de estudo da População Economicamente Ativa -PEA -, era de apenas 6,7 anos.

Frequência escolar: Houve aumento da proporção dos que freqüentavam creche ou escola, em todas as faixas etárias. Destaca-se a faixa de 7 a 14 anos onde o acesso à escola está praticamente universalizado, 96,5% das crianças freqüentavam alguma instituição de ensino em 2001. Mesmo nas áreas rurais este indicador atingiu 94,7%. O ensino fundamental regular teve quatro milhões de alunos reprovados e foi abandonado por 2,8 milhões de estudantes em 2002. Os aprovados somam 27,8 milhões. As regiões com maior número de reprovados são a Nordeste, com 1,8 milhão de alunos (45% do total), e a Sudeste, com 938 mil (23%). No ensino médio, 1,1 milhão de estudantes brasileiros abandonaram os estudos em 2002 e 747 mil foram reprovados. Os aprovados foram 6,3 milhões


fonte: IBGE

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