sábado, 16 de maio de 2009

Editorial.


Manaus Capital do caos.

Manaus insatisfação pós-eleição. Política, corrupção e tráfico de influência parecem acompanhar a saga humana na perspectiva do exercício do poder. Em Manaus-AM, em particular, parece que a acompanham como um mal inevitável, como uma conjugação fatal. O presidente da Câmara Municipal de Manaus responde a dezesseis processos na Justiça por improbidade administrativa. Em menos de seis meses a frente da presidência da CMM, uma avalanche de dispensas de licitações, a exceção virou regra na Augusta Casa do Povo. O ingrediente não é novo parece ser a impunidade a alimentar as praticas lesivas ao erário público. A má política cresceu se afirmou e conquistou o poder da capital morena, ancorado em discurso de boa gestão. O Prefeito Amazonino Mendes (PTB), exerce o mandato protegido por liminar da Justiça Eleitoral, uma insegurança política. Comenta-se, que o mandatário municipal está no seu limite físico, um tratamento de uma diabete consome grande parte de seu tempo.

Manaus respira o um ar de desordem cívica e convulsão social. Uma gigantesca onda de insatisfação pós-eleição. Nas esquinas, ruas, avenidas, vielas a voz rouca da população manauara lamenta o caos enraizado no palácio da compensa.

Custa crer que essa conjugação seja um determinismo do exercício do poder. Por mais que tenhamos dificuldades em separar a tênue linha que separa o exercício publicamente defensável do poder e a prática corriqueira de levar vantagem, em tudo, acreditar nessa conjugação é desacreditar no ser humano, é, no fundo, uma aposta no pior e no desastre da comunidade humana.

Nesses tempos cartoriais, o parâmetro do legal e do ilegal é o texto da lei. A lei, todavia, pode não ser necessariamente fonte autêntica de direito, porque pode privilegiar e expressar interesses particulares à custa do interesse geral e do bem coletivo.

Colheremos os frutos amargos da elitização e da mercantilização do voto

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