domingo, 24 de maio de 2009

Efígie de Morales adornará moeda

Morales na comemoração da telefonia rural em Avaroa, nos Andes boliviano



LA PAZ, Bolívia (AFP) - O Banco Central da Bolívia (BCB) anunciou a entrada em circulação, a partir de terça-feira, de moeda comemorativa do bicentenário da revolução de Chuquisaca de 1809, com a efígie do presidente Evo Morales - o primeiro indígena a ocupar o cargo.
A moeda comemorativa do primeiro grito libertário na América contra a metrópole espanhola - de 25 de maio de 1809 -, está cunhada em ouro nórdico (com uma liga de bronze e alumínio) e coroada com um anel externo de prata, a um custo de 80 bolivianos (pouco mais de dez dólares).

O reverso da peça mostra os rostos de Bartolina Sisa e Túpac Katari, dois líderes indígenas que lideraram a luta pela independência e a libertação da etnia aimara.

Outra versão da moeda comemorativa apresenta no verso o escudo da Bolívia, uma nação fundada em 6 de agosto de 1825.

As peças comemorativas foram forjadas na Casa da Moeda do Chile.

Contra separatistas

Na quarta-feira, Morales aprovou um decreto destinado a apreender propriedades e dinheiro de toda a pessoa acusada de participar de atos separatistas ou que atentem contra a segurança do Estado, informou o chefe do gabinete civil.

"Este decreto se aplica a todos os cidadãos que estiverem envolvidos em atos que ameacem potencialmente a unidade ou a segurança do Estado; aplica-se a todos aqueles envolvidos direta ou indiretamente", afirmou o ministro Juan Ramón Quintana, em entrevista à imprensa, no palácio de Governo.

Segundo o novo decreto, a apreensão será decretada por um juiz, a pedido da promotoria que, por sua vez, investigará casos de secessão ou de atentados contra a segurança do Estado e estabelece o distrito de La Paz como sede para elucidar todos os casos, incluídos os que possam ocorrer em Santa Cruz, feudo da oposição de direita.

A medida - criticada logo de início, por considerar que se presta à perseguição política- surge depois que o governo de Morales e a Justiça denunciaram que prósperos empresários de Santa Cruz, feudo opositor, financiaram um grupo de milicianos que tinha como objeto separar essa região do restante da Bolívia.

Nenhum comentário: