sábado, 30 de maio de 2009

Eleição 2010


Assim fica dificil ganhar eleição!!!


Braga critica postura do ministro Carlos Minc



Braga: ‘Minc deveria demonstrar o mesmo cuidado com a Mata Atlântica, que tem recorde de desmatamento no Rio’



Redação e Agências - O governador Eduardo Braga (PMDB) fez duras críticas, ontem, ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quinta-feira, mencionou alguns temas que, por ora, não terão o apoio do ministério, entre eles o licenciamento ambiental prévio da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO). “É muito fácil ser brasileiro em Ipanema, em meio à pirotecnia dos carnavalescos. Difícil é ser brasileiro nos rios da Amazônia”, afirmou Braga durante um seminário promovido pela Suframa para discutir a crise econômica global.

De acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, na reunião de quinta-feira com o presidente Lula, Minc criticou outros ministros que, segundo ele, fecham acordos nos gabinetes e depois, à revelia do que fora decidido, vão com suas “machadinhas” ao Congresso para “esquartejar” a legislação ambiental. Segundo a Folha, os ministros citados foram Alfredo Nascimento (Transportes), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).

“A competitividade depende da criação de uma infraestrutura de portos no interior e de rodovias que o ministro Alfredo Nascimento está trabalhando para fazer”, afirmou Braga, que estava acompanhado de Nascimento no evento realizado na Suframa.

Para o governador, o ministro de Meio Ambiente tem praticado pouco seu discurso sobre desenvolvimento sustentável para preservar a Mata Atlântica, especificamente no Rio de Janeiro, Estado de origem de Minc. “Somente 7% da Mata Atlântica está preservada e, recentemente, saiu um relatório sobre desmatamento, inclusive sobre o Estado do Rio de Janeiro, que lamentavelmente teve maior destruição. O Rio é o segundo maior Estado destruidor da Mata Atlântica”, afirmou Braga.

O governador disse que a floresta não é um problema para o desenvolvimento e que a economia verde é uma resposta importante para que o Estado vença esse momento de crise. “O problema para nossa floresta é a pobreza, é a falta de atividade econômica sustentável que aí sim a lei da sobrevivência, que é a maior e a principal de todas as leis, acabará derrubando a floresta para manter alimentado os filhos do Amazonas e os brasileiros que vivem em torno da floresta. O Amazonas já tem sua equação para isso, que é um polo industrial não poluidor, que não depende das matérias-primas da floresta e dos recursos não renováveis”, declarou o governador.

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