quinta-feira, 28 de maio de 2009

Enquanto o interios está em baixo dágua,manaus...



LATA D’ÁGUA NA CABEÇA


Nossa Senhora de Fátima na secura desde domingo
Desde o último domingo, os moradores da comunidade Nossa Senhora de Fátima, zona Norte, estão sem água nas torneiras. A Águas do Amazonas mandou alguns funcionários ‘consertarem’ a bomba d’água do poço artesiano e, ao invés de melhorar, fez foi piorar. Quebrou um joelho da engrenagem e o resultado é que, se antes a água já não era essas coisas, agora piorou. A saída é procurar quem tem poço artesiano para pedir água.

Como os moradores daquele bairro não esperam muito, reuniram-se na tarde de ontem, com o intuito de pedir providências. O líder comunitário do bairro, André Queiroz, revoltadíssimo, chamou os moradores para pedir uma definição da situação. “Nós estamos sem água desde domingo e ninguém fez nada. A Águas do Amazonas só sabe cavar buraco e não resolve o problema; o pior é que os trabalhadores disseram que estava tudo consertado, mas os moradores só foram ver no outro dia que era tudo mentira”, disse André.



Passeata contra a violência

Conhecidos das autoridades, os moradores não se conformam com o triste título que o bairro ganhou: o mais violento da zona Norte e de Manaus. Tentando tirar essa mancha, como disse André, não se pode julgar toda uma comunidade por causa de algumas pessoas, ele reuniu os moradores e foram por toda a extensão da Rodovia Grande Circular, na zona Leste, cobrar uma posição das autoridades.

“Queimamos pneus e embaralhamos o trânsito. Quem não conhece nossos problemas, pode até dizer que somos vândalos, mas é que não agüentamos mais tamanho descaso. Queremos que o Poder Público dê uma solução, pois não agüentamos mais tamanha violência em nossa comunidade”, desabafou ele.



Grande Vitória também pede água

Mesmo Manaus estando localizada à Beira do Rio Negro, todos os bairros da zona Leste, sem exceção, penam com o problema da falta de água. No Grande Vitória, não é diferente. Apesar das contas de água chegarem religiosamente em dia, a água desapareceu. Os moradores são obrigados a tirar o líquido, mais que precioso, de um poço artesiano, em frente a uma Casinha do SOS.

As filas imensas já cansaram os moradores, principalmente os da Rua Lábrea, localizada longe do poço, obrigando-os a subir e descer ladeiras com latas d’água na cabeça.

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