domingo, 17 de maio de 2009

GOVERNO FAZ COPA E ÓPERA




O povo se afoga nas águas do abandono
A ponte que une nada a lugar nenhum, segundo as palavras apocalípticas do ex-governador e senador Gilberto Mestrinho, vai ter nova injenção de recursos e o povo, embaixo dela, vê o nível das águas do rio bater todos os recordes de descaso e omissão com a enchente da angústia e do desespero que isso significa. No interior o caos está instalado e o povo passa fome e sede, pois o alimento escasseou e a água do rio está completamente poluída. Mais de 200 mil desabrigados, Anamã e Barreirinha, pra dar dois exemplos, estão literalmente sob as águas. Enquanto isso, o secretário de Cultura, Robério Braga, insensível e arrogante, promove o Festival de Ópera a um custo abusivo para os cofres públicos e para uma platéia reduzida e envergonhada com a falta de bom senso e sensibilidade social.



Menos pão e mais circo

Nas páginas dos jornais, sua excelência, o governador, reafirmando o sentido do riso à-toa definido por Vinícius de Morais, aparece com a réplica da Copa do Mundo, na sede da Confederação Brasileira de Futebol, para garantir a vinda desse evento para Manaus, atualmente entregue á gestão de ninguém, apesar de recolher aos cofres públicos mais de R$ 6 bilhões a cada ano. Copa e Ópera, e o povo nas ruas, sem ônibus, abrigo, respeito e esperança.



Recorde trágico

O Rio Negro deverá continuar subindo até o dia 23 de junho de acordo com os registros do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O primeiro alerta de\pré-confirmação foi emitido pelo órgão no dia 31 de março, quando foram registrados 27,46m. Historicamente, o primeiro aviso de cheia é efetuado a partir da cota registrada na estação do posto fluviométrico de Manaus, no Roadway, e da evolução da enchente acompanhada em 22 estão aí instaladas em pontos estratégicos da bacia hidrográfica. Desde a estiagem histórica de 2005, o governo estadual e federal já sabia que o Amazonas e a região como um todo teria uma iminente e surpreendente subida das águas. Se não houve preparação é por absoluta falta de sensibilidade e responsabilidade social. No segundo alerta, emitido dia 30 de abril, a cota do rio Negro no Porto de Manaus já havia atingido 28,68m. Com base nestes números a estimativa da Prefeitura de Manaus é que os registros cheguem a 30m, porque o pico de subida acontece entre os dias 10 e 23 de junho.

Estatísticas comparativas

Dados comparativos dos anos de 1953, quando ocorreu a maior cheia da história de Manaus, e 2009 indicam que nos dias 11 e 14 deste mês o nível do rio Negro ficou igualado em 29,03m. Porém, entre o dia 1º de janeiro e 14 de março, os índices registrados dia a dia sempre foram maiores do que em 1953, chegando a quase dois metros de diferença em 2 de fevereiro. De 15 de março a 7 de abril houve uma ligeira redução, mas que não passou de 18 centímetros nos dias 26 e 27 de março

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