sexta-feira, 15 de maio de 2009

Revolução Bolivariana



Partido Comunista da Venezuela (PCV):

A Revolução está ameaçada por forças externas e internas


O PCV convoca o povo venezuelano e os povos do mundo a organizar a defesa da Revolução Bolivariana.
O Comitê Central do Partido Comunista da Venezuela, de acordo com seu XVII Pleno que ocorre hoje [26 de novembro], convocou o povo venezuelano e os povos do mundo a organizar a defesa do processo revolucionário bolivariano frente à ativação do plano fascista que pretende dar um golpe de Estado e criar as condições para a intervenção estrangeira. Assim comunicou hoje Carlos Aquino, secretário nacional de organização.

O dirigente denunciou que a ofensiva contra-revolucionária está dirigida e articulada pela CIA norte-americana e tem sua expressão internacional atualmente a partir do território colombiano, com a entrada em cena abertamente do governo de Uribe. Segundo ele, para o PCV, as últimas declarações do presidente da Colômbia estão dirigidas não para alcançar a paz no país vizinho, mas para somar-se à ofensiva imperialista contra o povo da Venezuela, "Uribe é a fachada de poderes internacionais e da contra-revolução para desestabilizar o governo venezuelano", afirmou.

Os grandes avanços que se havia alcançado com a mediação da senadora Piedad Córdoba e do Presidente Chávez estavam dirigidos não apenas a conseguir a troca de prisioneiros que ambas as forças em enfrentamento têm, mas também para avançar até um acordo de paz mais profundo para a Colômbia. Sobre aqueles que trabalham com essas intenções, Aquino assinala: "não se pode contar entre eles com Uribe, ele não é parte dos fatores que estão comprometidos com a paz na Colômbia", disse.

O Partido Comunista da Venezuela concorda com a expressão do Presidente Chávez de que "a Colômbia deve ter outro presidente".

"Há vários meses o PCV vem alertando que este plano ou golpe contínuo tem como objetivos a destruição da revolução bolivariana, a derrocada do governo do Comandante Chávez e o retrocesso de todos os avanços alcançados para o povo através de nossa revolução", lembrou o dirigente.

O PCV também alertou que internamente vivemos um momento de definições, e que os setores revolucionários e mais avançados da sociedade venezuelana que estão comprometidos com o processo revolucionário estão participando ativamente para o triunfo do "duplamente Sim", cujo triunfo avança positivamente.

Neste marco de definições, os setores de oposição estão vislumbrando uma nova derrota nas urnas, e frente a isso há grupos que estão jogando para gerar a violência visando atingir seus objetivos. A estes o PCV afirma, "serão uma vez mais derrotados com a força mobilizada do povo que tomou consciência do momento histórico que se vive".

Os Comunistas respeitam a dissidência que possa existir no país. Isso é parte do jogo democrático e chamam a debatê-la na batalha das idéias, mas advertem que é diferente o que jogam outros setores: "quando uma posição contrária se materializa em ações que buscam cooptar militares das Forças Armadas para desenvolver alguma ação de desestabilização. O mesmo quando se estão reunindo armas para ações terroristas que queiram executar; quando bloqueiam as avenidas, as estradas; quando planejam desenvolver "guarimbas" [ações de violência, piquete nas ruas], nesta semana, e a isso nos referimos quando falamos de setores que estão trabalhando pela desestabilização", disse o dirigente.

Finalmente, Carlos Aquino enfatizou que o processo revolucionário venezuelano "está ameaçado por forças externas e internas" e alertou o povo "para manter-se mobilizado diante de qualquer ação civil ou militar que possam tentar as forças reacionárias, que são as forças da contra-revolução e do atraso".

O original encontra-se em http://www.tribuna-popular.org
Traduzido para o CeCAC por M

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