sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sarney admite ter recebido auxílio irregular


¨PEÇO DESCULPAS DEI UMA INFORMAÇÕES ERRADAS¨

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reconheceu receber auxílio-moradia de R$ 3,8 mil mensais desde 2008 mesmo tendo residência em Brasília. Ele e outros senadores



CONSTRANGIMENTO

Sarney disse que pagamento foi um equívoco e pediu desculpas por negado a informação à imprensaO presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), admitiu nesta quinta-feira (28) que estava recebendo de forma irregular o auxílio-moradia de R$ 3,8 mil mensais pago aos parlamentares. Dois dias atrás, após denúncia publicada pela Folha de S.Paulo, o ex-presidente negou a acusação dizendo que “nunca” recebeu o benefício, mas hoje teve que voltar atrás. “Dei uma informação errada e peço desculpas”, afirmou.

De acordo com Sarney, houve uma confusão a respeito do pagamento, e o dinheiro foi depositado em sua conta mensalmente sem que ele se desse conta. “Eu nunca pedi auxílio-moradia e, por um equívoco, a partir de 2008, segundo me informaram, realmente estavam depositando na minha conta auxílio-moradia”, afirmou. Sarney disse ainda que a Mesa Diretora do Senado vai estudar uma nova regulamentação para o pagamento do benefício e aproveitou a situação constrangedora para defender a sindicância externa que propôs depois do escândalo do abuso das cotas de passagens aéreas no Congresso. “Esse [o auxílio-moradia] é mais um motivo para que coloquemos a Fundação Getulio Vargas a examinar as coisas aqui dentro da Casa, para que isso não possa acontecer”, disse.

O terceiro secretário do Senado, Mão Santa (PMDB-PI), responsável pela administração dos imóveis da casa, anunciou que Sarney e os outros três senadores que recebiam o benefício de forma irregular terão que devolver o valor. "Ficou acertado que eles vão devolver o dinheiro. Tem que descontar no mínimo 10% dos vencimentos para a devolução", afirmou. Além de Sarney, que recebia a verba mesmo morando em sua própria casa, estavam em situação irregular os senadores João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT). Os três moram em apartamentos funcionais, cedidos pelo Senado aos parlamentares.

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