segunda-feira, 8 de junho de 2009

Contrabando é aquecido

O titular da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais e Patrimônio Histórico (Delemaph) da Polícia Federal, Carlos André Gastão de Araújo, afirma que o contrabando de peixes ornamentais "via Estado do Amazonas" continua aquecido apesar do aumento das operações de fiscalização feitas pelo Ibama e pela Polícia Federal. “Esse é um crime muito difícil de reprimir. Por mais que nós aumentemos a rigorosidade, os contrabandistas seguem procurando as brechas”, diz.

De acordo com o superintendente do Ibama no Amazonas, Henrique Pereira, o comércio de peixes ornamentais movimenta bilhões de dólares em todo o mundo e o Brasil é o responsável por 10% de todos os peixes exóticos capturados na natureza.

O Amazonas, por sua vez, é responsável por 85% do total exportado pelo Brasil. Por ano, as exportações de peixes ornamentais amazonenses movimentam US$ 3,5 milhões.

Para Jansen Zuanon, biólogo do Inpa, um dos fatores que complicam a fiscalização ao contrabando de peixes ornamentais no Brasil é a grande quantidade de espécies nativas. “Nós temos pelo menos umas 400 espécies de peixes cuja venda é proibida. É difícil os fiscais reconhecerem todos esses animais numa vistoria”.

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