terça-feira, 9 de junho de 2009

Funasa invadida



Armados de arcos e flexas, índios enfrentaram policiais federais, mas acabaram permitindo a liberação de seis pessoas




Mais uma vez, indígenas invadiram o prédio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), localizado no bairro da Glória, Zona Oeste de Manaus. Aproximadamente 80 índios de sete etnias da calha do rio Solimões tomaram o prédio por volta das 15h30 de ontem.

Na hora da invasão havia no local uma média de 300 funcionários da Funasa e do Núcleo Regional do Ministério da Saúde que deixaram o local. Apenas seis pessoas, entre elas a coordenadora interina da Fundação, Sílvia Evangelista Pimenta, ficaram no prédio até a chegada da Polícia Federal.

A invasão ao prédio da Funasa foi motivado pela insatisfação das lideranças indígenas da calha do rio Madeira com o atual diretor do Distrito Sanitário Especial Indígena de Manaus (Dsei-Manaus), Radamésio Velasques de Abreu. Esse Dsei é responsável pela saúde indígena de 19 municípios.

“Nossa reivindicação é em cima do que o Pedro Paulo (coordenador regional Funasa) prometeu. Ele disse que iria exonerar o Radamésio, que é da região do Alto Rio Negro, e colocar o Zenildo, que tem o apoio de nossas lideranças e conhece a nossa realidade”, afirmou Dorlean dos Santos, coordenador da Organização Indígena dos Municípios de Novo Aripuanã e de Borba (OIMNB), que permanece na Funasa com demais indígenas.

Segundo o agente de portaria da Funasa, Lauro Emerson da Costa e Silva, 25, os índios chegaram em um micro-ônibus branco, de placas JXB-9030, e foram mandando ele e as demais pessoas deixarem o local. “Eles chegaram ameaçando com arcos e flechas e mandando todo mundo sair. Disseram que só era para ficar a dona Sílvia”, contou Lauro Emerson.

Refúgio

As seis pessoas que continuaram no prédio após a invasão se trancaram na sala da diretoria administrativa, no primeiro andar. Elas só deixaram a sala onde estavam por volta das 16h, quandro três viaturas da Polícia Federal chegaram a sede da Funasa e conseguiram a liberação dos servidores.

Fonte:acrítica

Nenhum comentário: