segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tempo político da BR-319 não importa, diz Minc



Luiz Vasconcelos

Ministério dos Transportes tenta reconstruir trecho da rodovia que compreende os quilômetros 250 e 655. Obra está orçada em R$ 700 milhões.




Emerson Quaresma
A CRÍTICA

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, está disposto a bater de frente com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), com relação ao licenciamento ambiental prévio das obras de reconstrução da BR-319, que liga Manaus à Porto Velho (RO). À Folha de São Paulo, Minc disse, no ultimo sábado, que Alfredo “quer que as exigências (ambientais) sejam cobradas apenas ao final da obra”, por questão eleitoral, uma vez que é pré-candidato ao Governo do Estado. “Se perdeu o tempo da eleição, como diria meu filho, só lamento. Não importa o tempo político da obra”, disse Minc à Folha.

As declarações do ministro do Meio Ambiente foram dadas depois de conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na qual fez reclamações sobre outros ministérios, que segundo ele, vem insistindo em passar por cima de questões ambientais. “Saio com uma visão de respaldo do presidente da República. Quem quiser brigar, vai discutir com o presidente”, desafiou Minc. “Ele (Lula) meu deu força e eu a exercerei”, completou.

O ministro Alfredo Nascimento, por telefone, disse a A CRÍTICA que não quer entrar em nenhuma polêmica com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e afirmou que a pasta dos Transportes está respondendo a todas as exigências ambientais, e tem contado com o apoio do Governo do Estado.

“Para mim não interessa muito a polêmica. O que interessa é que estamos cumprindo todas as exigências que foram feitas. Não houve qualquer resistência para cumprir exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do bom senso”, disse Alfredo. O ministro disse ainda que não haverá resistências sobre as exigências do “bom senso”.

Para Alfredo, qualquer que seja o interesse do Ministério do Meio Ambiente sobre a preservação da floresta Amazônica “não é maior que a que nós amazonenses também temos, mais que qualquer outro organismo”. “Hoje já existe uma consciência de que a nossa sobrevivência depende da floresta em pé, ou ocupada com projetos de exploração sustentável. Estou fazendo o que é a minha obrigação”, afirmou.

Na semana passada o governador do Estado, Eduardo Braga (PMDB), criticou a postura do ministro. “É muito fácil ser brasileiro em Ipanema, em meio a pirotecnia dos carnalavescos. Difícil é ser brasileiro nos rios da Amazônia”, avaliou Braga. O governador disse ainda que Minc tem praticado pouco seu discurso sobre desenvolvimento sustentável ao observar que o Rio de Janeiro, terra de Minc, é o maior destruidor da Mata Atlântica.


* Perguntar não ofende: o expresso de manaus, no valor de R$ 75 MILHÕES, porque não deu certo.

** A empresa que ¨executou o seviço¨vai devolver dinheiro do contribuinte...

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