quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Segurança no Amazonas: Entregues à sorte



Policiais ficam nas ruas oito horas sem água para beber, sem a refeição devida e sem local para suas necessidades fisiológicas


Os policiais militares destacados para a Operação Natal, que teve início semana passada em toda a cidade, reclamam de desorganização e má condução dos trabalhos por parte da Polícia Militar. Eles se queixam, principalmente, da refeição servida e do transporte que lhes é disponibilizado.

Os policiais reclamam, também, do desconto de R$ 77 nos contracheques deles a pretexto de pagar a alimentação, embora muitos tenham que almoçar em casa ou tenham acesso a uma refeição de má-qualidade. Outro grupo conta que o transporte da instituição demora demais para fazer a remoção dos policiais que são espalhados pela cidade em dois turnos, a partir das 6h e 14h, obrigando muitos a esperar e assim trabalhar além das 8 horas normais.

Segundo um dos policiais ouvidos pela reportagem - e que pediu para não ser identificado por temer represálias - existe, de fato, um problema com a refeição. Ele contou que como não existe comida suficiente para todos da operação, fato revelado pela própria direção da PM em reunião interna, alguns policiais são removidos mais cedo de seus postos de trabalho: em vez de saírem às 14h, eles são recolhidos pela condução às 12h e vão para casa. “É uma espécie de acerto interno. Como não há almoço, somos dispensados mais cedo”, contou. É uma medida prática, mas que prejudica o policiamento ostensivo pretendido pela PM. O próximo turno começa às 15h, três horas depois da remoção.

Sanduíche e banana

Outro policial, que pediu o sigilo constitucional da fonte, diz que o almoço servido para os que têm acesso ao benefício é de má-qualidade e que até mesmo o café da manhã, servido a partir das 6h nos quartéis, já teve problemas. “Ouvimos relatos de colegas que já trabalharam sem café e almoço. E a refeição do meio-dia é mal preparada, não é bem-feita”, contou.

Ligações recebidas na redação de A CRÍTICA dão conta de que já foram servidos almoços compostos de sanduíches com queijo e fiambre, banana batida e refrigerante. “As pessoas que estão no comando não planejam a operação. Começamos a trabalhar sem ter condições mínimas”, disse.

Outra queixa dos policiais é relativa às horas diárias trabalhadas, que passou de seis a oito. Segundo eles, quem trabalha em pé, em vigilância constante, duas horas a mais desgastam muito.

* O governo do Amazonas gasta milhões em propaganda, dizendo que está tudo bem com a segurança do Estado com viaturas novas, concursos para efetivar contigente,criou a 'policia ambiental',(não conseguem nem detectar os focos de incendios, a fumaça tomou conta da cidade) ou seja tudo demagogia e enganação dessa oligarquia que se estalou no nosso estado à mais de cinco décadas. Como se pode da segurança se o efetivo da PM é maltratado e desrespeitado.Mas em 2010 podemos e devemos fazer as mudanças necessarias para nosso Estado.

Fonte:acrítica

Postado:Prof.Sérgio

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