quarta-feira, 31 de março de 2010

 http://www.youtube.com/watch?v=BHQvyifbRfw - Clique e compare as ações democraticas
Os meios de desinformação dos países ocidentais, partidários do capitalismo selvagem, falam da dura represão as "Damas de Branco". Vejamos os videos e façamos as comparações dos metodos represivos de ambos sistemas.


A SEGUIR, O EXEMPLO DA UNIÃO EUROPÉIA
http://www.youtube.com/watch?v=Vr1iGB3grlM


Postagem de Luiz: Navarro

segunda-feira, 29 de março de 2010

KÁTIA ABREU RECEBE 25 VEZES MAIS QUE O MST!




A foto acima é da Senadora Katia Abreu                                                                                        Dinheiro do governo no Agronegocio

Em dezembro de 2009  Miguel  Carter: Kátia Abreu recebe 25 vezes mais dinheiro do Governo do que o MST


http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=29189

CONVERSA AFIADA

Por Paulo Henrique Amorim

Em dezembro de 2009, Miguel Carter concluiu o trabalho de organizar o livro ‘Combatendo a Desigualdade Social – O MST e a Reforma Agrária no Brasil.’. É um lançamento da Editora UNESP, que reúne colaborações de especialistas sobre a questão agrária e o papel do MST pela luta pela Reforma Agrária no Brasil.

Esta semana, ele conversou com Paulo Henrique Amorim, por telefone.

PHA – Professor Miguel, o senhor é professor de onde?

MC – Eu sou professor da American University, em Washington D.C.

PHA – Há quanto tempo o senhor estuda o problema agrário no Brasil e o MST?

MC- Quase duas décadas já. Comecei com as primeiras pesquisas no ano de 91.

PHA – Eu gostaria de tocar agora em alguns pontos específicos da sua introdução “Desigualdade Social Democracia no Brasil”. O senhor descreve, por exemplo, a manifestação de 2 de maio de 2005, em que, por 16 dias, 12 mil membros do MST cruzaram o serrado para chegar a Brasília. O senhor diz que, provavelmente, esse é um dos maiores eventos de larga escala do tipo marcha na história contemporânea. Que comparações o senhor faria ?

MC – Não achei outra marcha na história contemporânea mundial que fosse desse tamanho. A gente tem exemplo de outras mobilizações importantes, em outros momentos, mas não se comparam na duração e no numero de pessoas a essa marcha de 12 mil pessoas. Houve depois, como eu relatei no rodapé, uma mobilização ainda maior na Índia, também de camponeses sem terra. Mas a de 2005 era a maior marcha.

PHA – O senhor compara esse evento, que foi no dia 2 de maio de 2005, com outro do dia 4 de junho de 2005 – apenas 18 dias após a marcha do MST – com uma solenidade extremamente importante aqui em São Paulo que contou com Governador Geraldo Alckmin, sua esposa, Dona Lu Alckmin, e nada mais nada menos do que um possível candidato do PSDB a Presidência da República, José Serra, que naquela altura era prefeito de São Paulo. Também esteve presente Antônio Carlos Magalhães, então influente senador da Bahia. Trata-se da inauguração da Daslu. Por que o senhor resolver confrontar um assunto com o outro ?

MC – Porque eu achei que começar o livro com simples estatísticas de desigualdades sociais seria um começo muito frio. Eu acho que um assunto como esse precisa de uma introdução que também suscite emoções de fato e (chame a atenção para) a complexidade do fenômeno da desigualdade no Brasil. A coincidência de essa marcha ter acontecido quase ao mesmo tempo em que se inaugurava a maior loja de artigos de luxo do planeta refletia uma imagem, um contraste muito forte dessa realidade gravíssima da desigualdade social no Brasil. E mostra nos detalhes como as coisas aconteciam, como os políticos se posicionavam de um lado e de outro, como é que a grande imprensa retratava os fenômenos de um lado e de outro.

PHA – O senhor sabe muito bem que a grande imprensa brasileira – que no nosso site nós chamamos esse pessoal de PiG (Partido da Imprensa Golpista) - a propósito da grande marcha do MST, a imprensa ficou muito preocupada como foi financiada a marcha. O senhor sabe que agora está em curso uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, que reúne o Senado e a Câmara, para discutir, entre outras coisas, a fonte de financiamento do MST. Como o senhor trata essa questão ? De onde vem o dinheiro do MST ?

MC _ Tem um capítulo 9 de minha autoria feito em conjunto com o Horácio Marques de Carvalho que tem um segmento que trata de mostrar o amplo leque de apoio que o MST tem, inclusive e apoio financeiro.

PHA – O capítulo se chama “Luta na terra, o MST e os assentamentos” - é esse ?

MC – Exatamente. Há uma parte onde eu considero sete recursos internos que o MST desenvolveu para fortalecer sua atuação, nesse processo de fazer a luta na terra, de fortalecer as suas comunidades, seus assentamentos. E aí tem alguns detalhes, alguns números interessantes. Porque eu apresento dados do volume de recursos que são repassados para entidades parceiras por parte do Governo Federal. Eu sublinho no rodapé dessa mesma página o fato de que as principais entidades ruralistas do Brasil têm recebido 25 vezes mais subsídios do Governo Federal (do que o MST). E o curioso de tudo isso é que só fiscalizado como pobre recebe recurso público. Mas, sobre os ricos, que recebem um volume de recursos 25 vezes maior que o dos pobres, (sobre isso) ninguém faz nenhuma pergunta, ninguém fiscaliza nada. Parece que ninguém tem interesse nisso. E aí o Governo Federal subsidia advogados, secretárias, férias, todo tipo de atividade dos ruralistas. Então chama a atenção que propriedade agrária no Brasil, ainda que modernizada e renovada, continua ter laços fortes com o poder e recebe grande fatia de recursos públicos. Isso são dados do próprio Ministério da Agricultura, mencionados também nesse capítulo. Ainda no Governo Lula, a agricultura empresarial recebeu sete vezes mais recursos públicos do que a agricultura familiar. Sendo que a agricultura familiar emprega 80% ou mais dos trabalhadores rurais.

PHA – Qual é a responsabilidade da agricultura familiar na produção de alimentos na economia brasileira ?

MC – Na página 69 há muitos dados a esse respeito.

PHA- Aqui: a mandioca, 92% saem da agricultura familiar. Carne de frango e ovos, 88%. Banana, 85%.. Feijão, 78%. Batata, 77%. Leite, 71%. E café, 70%. É o que diz o senhor na página 69 sobre o papel da agricultura familiar. Agora, o senhor falava de financiamentos públicos. Confederação Nacional da Agricultura, presidida pela senadora Kátia Abreu, que talvez seja candidata a vice-presidente de José Serra, a Confederação Nacional da Agricultura recebe do Governo Federal mais dinheiro do que o MST ?

MC – Muito mais. Essas entidades ruralistas em conjunto, a CNA, a SRB, aquela entidade das grandes cooperativas, em conjunto elas recebem 25 vezes do valor que recebem as entidades parceiras do MST. Esses dados, pelo menos no período 1995 e 2005, fizeram parte do relatório da primeira CPI do MST. O relatório foi preparado pelo deputado João Alfredo, do Ceará.

PHA – O senhor acredita que o MST conseguirá realizar uma reforma agrária efetiva ? A sua introdução mostra que a reforma agrária no Brasil é a mais atrasada de todos os países que fazem ou fizeram reforma agrária. Que o Brasil é o lanterninha da reforma agrária. Eu pergunto: por que o MST não consegue empreender um ritmo mais eficaz ?

MC – Em primeiro lugar, a reforma agrária é feita pelo Estado. O que os movimentos sociais como o MST e os setenta e tantos outros que existem em todo o Brasil fazem é pressionar o Estado para que o Estado cumpra o determinado na Constituição. É a cláusula que favorece a reforma agrária. O MST não é responsável por fazer. É responsável por pressionar o Governo. Acontece que nesse país de tamanha desigualdade, a história da desigualdade está fundamentalmente ligada à questão agrária. Claro que, no século 20, o Brasil, se modernizou, virou muito mais complexo, surgiu todo um setor industrial, um setor financeiro, um comercial. E a (economia) agrária já não é mais aquela, com tanta presença no Brasil. Mas, ainda sim, ficou muito forte pelo fato de o desenvolvimento capitalista moderno no campo, nas últimas décadas, ligar a propriedade agrária ao setor financeiro do país. É o que prova, por exemplo, de um banqueiro (condenado há dez anos por subornar um agente federal – PHA) como o Dantas acabar tendo enormes fazendas no estado do Pará e em outras regiões do Brasil. Houve então uma imbricação muito forte entre a elite agrária e a elite financeira. E agora nessa última década ela se acentuou num terceiro ponto em termos de poder econômico que são os transacionais, o agronegócio. Cargill, a Syngenta… Antes, o que sustentava a elite agrária era uma forte aliança patrimonialista com o Estado. Agora, essa aliança se sustenta em com setor transacional e o setor financeiro.

PHA – Um dos sustos que o MST provoca na sociedade brasileira, sobretudo a partir da imprensa, que eu chamo de PiG, é que o MST pode ser uma organização revolucionária – revolucionária no sentido da Revolução Russa de 1917 ou da Revolução Cubana de 1959. Até empregam aqui no Brasil, como economista Xico Graziano, que hoje é secretário de José Serra, que num artigo que o senhor fala em “terrorismo agrário”. E ali Graziano compara o MST ao Primeiro Comando da Capital. O Primeiro Comando da Capital, o PCC, que, como se sabe ocupou por dois dias a cidade de São Paulo, numa rebelião histórica. Eu pergunto: o MST é uma instituição revolucionária ?

MC – No sentido de fazer uma revolução russa, cubana, isso uma grande fantasia. E uma fantasia às vezes alardeada com maldade, porque eu duvido que uma pessoa como o Xico Graziano, que já andou bastante pelo campo no Brasil, não saiba melhor. Ele sabe melhor. Mas eu acho que (o papel do) MST é (promover) uma redistribuição da propriedade. E não só isso, (distribuição) de recursos públicos, que sempre privilegiou os setores mais ricos e poderosos do país. Há, às vezes, malícia mesmo de certos jornalistas, do Xico Graziano, Zander Navarro, dizendo que o MST está fazendo uma tomada do Palácio da Alvorada. Eles nunca pisaram em um acampamento antes. Então, tem muito intelectual que critica sem saber nada. O importante desse (“Combatendo a desigualdade social”) é que todos os autores têm longos anos de experiência (na questão agrária). A grande maioria tem 20, 30 anos de experiência e todos eles têm vivência em acampamento e assentamentos. Então conhecem a realidade por perto e na pele. O Zander Navarro, por exemplo, se alguma vez acompanhou de perto o MST, foi há mais de 15 anos. Tem que ter acompanhamento porque o MST é de fato um movimento.

PHA – Ou seja, na sua opinião há uma hipertrofia do que seja o MST ? Há um exagero exatamente para criar uma situação política ?

MC – Exatamente. Eu acho que há interesse por detrás desse exagero. O exagero às vezes é inocente por gente que não sabe do assunto. Mas às vezes é malicioso e procura com isso criar um clima de opinião para reprimir, criminalizar o MST ou cortar qualquer verba que possa ir para o setor mais pobre da sociedade brasileira. Há muito preconceito de classe por trás (desse exagero).

Postagem de: Luiz Navarro

domingo, 28 de março de 2010

DAMAS DE BRANCO EM CUBA, RECEBEM RESPOSTA POPULAR

DAMAS DE BRANCO http://www.youtube.com/watch?v=Flsj3-w7wjo clique para assistir o video.

O "Imperialismo" Norte-americano, deve estar tentando absorver a mais profunda decepção pela tentativa frustada de manipulação de algumas mulheres mães ou parentes de presos por crime comum. O povo sem qualquer organização saiu as ruas para combater uma tentativa de desestabilizar a Revolução Cubana.

O governo  Barac Obama, comprometido com os milionários Norte-americanos, não pode compreender que o povo cubano é um povo que ama a sua liberdade e que vai lutar por ela, com toda a garra e bravura inerente do povo cubano. A felicidade que a liberdade propicía as pessoas que a vivem, condiciona-os a uma vontade ferrea, de defende-la custe o que custar pois, essa liberdade foi conquistada com muita luta e sangue derramado, de irmãos que não compreendiam que aquela luta conduzia liberdade e dignidade. Quem conheçe a Historia de Cuba sabe que a ilha servia de prostibulo aos milionários. Por isso esta trama finaciada pelos Estados Unidos da America do Norte, não teve sucesso e jamais terá.

Apesar do bloqueio criminoso, Cuba tem o melhor serviço de Saúde para o povo cubano e para ajudar aqueles que necessitam. O povo Haitiano tem tecebido de Cuba os melhores serviços de Saúde em momento crucial.
 Cuba tem sido modêlo para o mundo, em sistema de Educação,  no video se percebe claramente, um povo sadío e absolutamente feliz. É isto que o IMPERIALISMO tenta impedir; que os demais povos sintam; pela liberdade, vale vale qualquer sacrificio.

hoje em dia é muito dificil engodar as pessoas. Toda "tramóia", é descoberta imediatamente e a verdade vem a tona límpida e translúcida.

Postado e escrito por: Luiz Navarro

sexta-feira, 26 de março de 2010

PCB COMEMORA 88 ANOS DE VIDA

Ivan Pinheiro (*)

Neste 25 de março de 2010, o PCB completa oitenta e oito anos de sua fundação. É o Partido mais antigo do Brasil. A história do PCB confunde-se com a história do Brasil e sobretudo com a história das lutas do proletariado e dos trabalhadores em geral.

Mas a comemoração não é exclusiva do PCB e de seus amigos. Os que estamos revitalizando esta sigla histórica reconhecemos que do ventre do PCB nasceram várias organizações políticas. Estas têm também o direito de comemorar este aniversário, que não pertence apenas aos que nele hoje militamos.

Queremos comemorar esta data confraternizando-nos com os diversos camaradas que saíram do PCB e criaram outras organizações revolucionárias por conta de divergências internas, basicamente com relação à política de conciliação de classes que vigorou no Partido em boa parte da segunda metade do século passado, críticas com as quais concordamos. Da mesma forma, devem festejar a data os milhares de comunistas brasileiros, hoje sem partido, em função da diáspora que teve como matriz o PCB.

Para nós, do PCB, esta confraternização, naturalmente, é mais fraterna com aqueles que, apesar das divergências passadas, têm alguma proximidade com a nossa atual linha política, consolidada recentemente no XIV Congresso, cujos eixos centrais são o caráter socialista da revolução brasileira e a rejeição às ilusões de alianças com a burguesia.

Estes camaradas são nossos parceiros no esforço de construção da necessária frente antiimperialista e anticapitalista em nosso país, no rumo do socialismo, que não será obra de um só partido. Nossa saudação, portanto, aos que, saindo do PCB, criaram outros espaços de luta, dentre os quais destacamos, pelo seu relevo, os camaradas Luiz Carlos Prestes, Carlos Marighella e Mário Alves.

O próprio PCdoB - com o qual hoje temos divergências de fundo - tem direito e legitimidade para comemorar este aniversário, já que também foi do interior do PCB, liderados por João Amazonas, que alguns camaradas saíram para fundá-lo, em 1962, ligando-se primeiro aos chineses e depois aos albaneses.

Só esperamos que o PPS assuma sua identidade de partido burguês e não venha se referir a heranças que não honra, com a única intenção de maquiar sua vergonhosa aliança com a direita.

Voltando ao PCB, a sua longevidade não tem nada a ver com o exercício do poder, que revigora os partidos da ordem. Até porque, em sua longa história, o PCB nunca esteve no poder. Pelo contrário, passou a maior parte de sua vida na clandestinidade.

Mas este março de 2010 marca também dois aniversários da maior importância para o nosso Partido. Celebramos 18 anos de reconstrução revolucionária do PCB, contados desde 1992, quando as forças vivas da nossa militância resolveram manter o PCB, enfrentando a maioria do Comitê Central de então, que tentou liquidar e enterrar jurídica e politicamente o PCB.

E comemoramos ainda, neste mês de março, os 110 anos de nascimento de uma das figuras mais importantes da história do proletariado e do PCB, aquele cuja trajetória de lutas melhor representa o tipo de militante e de Partido revolucionário que estamos reconstruindo.

Falo de Gregório Bezerra. Militante comunista inserido no movimento de massas, organizador da luta dos camponeses sem terra antes do golpe de 1964, que o obrigou a partir para o exílio na então União Soviética. Um exemplo de coragem e dedicação à revolução, um verdadeiro comunista, que fez jus à acusação que lhe faziam os órgãos de repressão da ditadura: um agitador subversivo!

Viva a reconstrução revolucionária do PCB!

Gregório Bezerra vive!

(*) Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB


Postagem de : Luiz Navarro

TODA SOLIDARIEDADE A CUBA SOCIALISTA

Toda solidariedade à Cuba Socialista

(Nota Política do PCB)



A Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem a público manifestar sua indignação diante da vergonhosa campanha que os meios de comunicação, a serviço das grandes corporações capitalistas, vêm desenvolvendo contra Cuba e seu sistema socialista.

Sob o pretexto de protestar contra a morte por greve de fome de um delinqüente comum, agora transformado em “preso político”, os meios de comunicação realizam uma grande ofensiva para satanizar e tentar desmoralizar Cuba, justamente agora que vem obtendo seguidas vitórias diplomáticas e econômicas, além do fato de que possui significativas conquistas sociais, como a alta qualidade e a universalidade dos sistemas públicos de saúde e educação, inteiramente gratuitos.

Em que pesem todas as nossas divergências, não podemos deixar de registrar que o Presidente Lula - que se encontrava em Havana no dia da morte do preso comum - não se rendeu à intensa pressão do imperialismo, que lhe cobrava a condenação de Cuba.

Todos sabem que em Cuba não há tortura nem desaparecimentos políticos e a participação popular, através da democracia direta, é um dos instrumentos que tem garantido o regime socialista, mesmo depois da queda da URSS e dos países do Leste Europeu e da intensificação da propaganda anticomunista em todo o continente.

No entanto, essa campanha visa não apenas atingir Cuba, mas também, todos os processos de mudanças que estão ocorrendo na América Latina, especialmente na Venezuela e na Bolívia. Eles temem que o exemplo cubano se espalhe pelo continente e desviam a atenção da opinião pública do fato de que a crise econômica capitalista jogou centenas de milhares de trabalhadores, em todo o mundo, no desemprego e na miséria.

Os meios de comunicação que hoje atacam Cuba são os mesmos que silenciam diante das atrocidades (torturas e assassinatos) cometidas pelos Estados Unidos contra supostos “terroristas”, em bases e prisões espalhadas pelo mundo. A manipulação é tão cínica que a mais cruel e conhecida dessas prisões fica justamente em Guantánamo, parte do território cubano ocupada pelos EUA antes da revolução socialista e nunca devolvida. São os mesmos meios de comunicação que calam diante do genocídio do povo palestino e do massacre da população do Iraque e do Afeganistão.

Na verdade, o que desperta o ódio desses meios de comunicação a serviço do capital é o fato de que, apesar do desumano bloqueio de mais de 50 anos, o que por si só é uma terrível violação dos direitos de um povo, Cuba resiste bravamente ao imperialismo e se transformou num exemplo de dignidade para todos os povos do mundo.

Muitos não sabem que estes pretensos dissidentes possuem ligações com organizações de cubanos exilados em Miami desde 1959 e são financiados pela CIA, pela USAID e outras organizações imperialistas.

Este não é o primeiro e, provavelmente, não será o último ato de uma peça teatral que se arrasta há mais de 50 anos, operada pelos meios de comunicação contra a dignidade de um povo que soube suportar tentativas de invasões militares, embargos criminosos, boicotes e pressões políticas de todas as formas, e permanece dando ao mundo um exemplo de firmeza ideológica e convicção do seu papel histórico para o proletariado mundial.

O Partido Comunista Brasileiro, coerente com sua política internacionalista, manifesta sua irrestrita solidariedade ao povo, ao governo e ao Partido Comunista de Cuba e reafirma sua decisão de lutar, no Brasil, por uma pátria socialista.

Rio de Janeiro, março de 2009

Comissão Política Nacional

Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Postagem de : Luiz Navarro

IVAN PINHEIRO - SECRETARIO GERAL DO PCB NACIONAL



   




  IVAN PINHEIRO, Advogado aposentado do Banco do Brasil na foto acima; é Secretario Geral do Partido Comunista Brasileiro  e longe de estar acomodado é uma pessoa lutadora vibrante . Sua maior dedicação é lutar pela emancipação do trabalhador brasileiro através da revolução "SOCIALISTA"

Quando houve o golpe liquidacionista IVAN PINHEIRO, empunhou a bandeira do Partido Comunista Brasileiro e depois de muita luta impediu que o hoje partido da "ordem", declaradamente de direita, o PPS, (que hoje mostrou a "cara" posicionando-se ao lado da direita mais radical e atrasada que é o PSDB), em um golpe desonesto, conseguisse extinguir o PARTIDÃO. Não é mole não acabar com o PARTIDÃO! 

Quando os liquidacionistas pensavam que tinham acabado com o PARTIDÃO, eis que uma liminar judicial coloca o PCB, nos noticiarios brasileiro, tornando a bandeira do comunismo mais firme e vigorosa que antes. Os liquidacionistas frustaram-se em seus objetivos. Causaram danos é verdade, danos estes que vem sendo reparados a passos largos e em breve os nossos algozes terão que reconhecer seus erros ou debandar de vez para a direita. Hoje ainda se dizem "socialistas", entretanto suas ações são diferentes. Teremos sempre um confessionario, para que os mesmos possam arrepender-se de seus atos.

O IVAN PINHEIRO, foi um dos que se empenharam, para impedir a liquidação do PCB, e hoje dirige um partido uno, coeso e com militancia consciente do valor do resgate da Historia do PCB.  Historia, que outros tentam se apropriar indevidamente. e olhem que estes outros estão defendendo a politica neo-liberal propícia ao "Capitalismo".
IVAN PINHEIRO é uma pessoa com credibilidade, porque suas ações sempre foram honestas e direcionadas para defesa de seus ideais SOCIALISTAS, e sempre agiu de acordo com o verbo propalado, diferentemente de pessoas que pregam de uma forma mas, agem de outra

Aos farsantes que usam o "SOCIALISMO", para seus objetivos, breve será a hora que definirá aa suas  posições ideologicas como braço estrategico da "DIREITA". 

Postado e escrito por : Luiz Navarro 

quinta-feira, 25 de março de 2010

TODO APOIO À GREVE DOS PROFESSORES

Unidade Classista – Trabalhadores da educação

Construindo a Intersindical e a Oposição Alternativa

A Unidade Classista é uma corrente sindical composta por militantes do PCB e por trabalhadores e sindicalistas que querem resgatar um sindicalismo de luta, de defesa dos interesses dos trabalhadores, unitário e classista. A Unidade Classista participa da construção da Intersindical, instrumento de organização e luta dos trabalhadores.

Nós, professores da rede estadual de São Paulo, estamos em greve desde 5 de março. A situação dos profissionais da educação em São Paulo se tornou insuportável. Os salários, congelados há mais de dez anos, não permitem uma vida digna, muito menos possibilitam aos professores investirem na sua formação. O governo Serra procura culpar os professores por todos os males da educação, isentando os sucessivos governos pelo abandono das escolas e dos alunos. O governo destrói os planos de carreira, dividindo a categoria em regimes de trabalho diferenciados e cada vez mais precários, numa insuportável sopa de letrinhas.

A greve dos professores é necessária e todos os trabalhadores devem manifestar ativamente sua solidariedade com os profissionais da educação em luta. A luta dos professores é a luta de todos os trabalhadores, dos pais e dos estudantes.

Os governos não cumprem com as suas obrigações constitucionais de garantir uma educação pública e de qualidade. Terceiriza a elaboração e a aplicação das políticas públicas para organizações não governamentais, tipo Todos pela educação, ligada ao grande empresariado de São Paulo. A política do “mérito” e a submissão da educação aos interesses empresariais é uma política tanto do governo Serra quanto do governo Lula. A remuneração por mérito é originada em um decreto do Ministério da Educação. Essa mesma política é reproduzida na rede municipal pelo prefeito Kassab.

A luta dos professores, nos últimos anos, tem impedido vários ataques dos governos contra a educação. Em 2007, 60000 trabalhadores da educação saíram às ruas e barraram o PLC 26, que tratava da contratação dos OFA’s. Em 2009, com uma mobilização bem menos significativa, os professores lutaram contra esse mesmo PLC, que se tornou a lei 1093, de contratação de temporários, e 1097, a lei da política meritocrática. Neste ano, o governo do Estado, em função da mobilização em plenas férias, não aplicou o caráter eliminatório da provinha dos OFA. Há estudos de Institutos ligados ao governo e ao empresariado acerca do modelo de Nova York, onde as empresas assumem a gestão das escolas, aumentando a terceirização e a precarização e estimulando a competição entre escolas e professores. Em Nova York, os professores que não atingiram a pontuação exigida perdem o acesso às salas de aula, ficam em salas vigiadas por câmeras estudando conteúdos exigidos pelo governo local.

Essa greve deve ir além das questões econômicas, lutando para impedir os ataques contra os professores e a educação. As nossas lutas servem de acúmulo para conquistas futuras e para dificultar a implantação de um projeto que põe a escola a serviço dos interesses do capital e da burguesia. Por isso é necessário insistir na luta, fazendo a greve e discutindo com os colegas e a comunidade escolar a sua importância, independente dos resultados imediatos.

A mobilização dos professores é exemplo para outras categorias em luta. A mobilização não pode cair nas armadilhas do oportunismo eleitoral e do aparelhamento partidário. Deve ser construída nas escolas, no cotidiano dos professores, em conjunto com os professores das demais redes, com os trabalhadores de apoio, com os alunos e pais de alunos. A unidade e a disposição de luta são a chave da vitória e da conquista das reivindicações. Cada professor é um ativista na luta pelos direitos da categoria e por uma educação digna.

Postagem e comentario de : Luiz Navarro

Está passando da hora dos professores que vestem a camisa da educação no Amazonas, libertarem-se da organização sindical que está atrelada ao governo, tomando como exemplo o movimento em São Paulo, e partindo para uma reinvindicação de salários condizentes, com a necessidade de atender a demanda educacional, que é absolutamente deficiente e precária em nosso estado devido ao sucateamento da "EDUCAÇÃO"

quarta-feira, 24 de março de 2010

A ÉTICA DO DESEMBARGADOR ARI MOUTINHO!

                                        






                                       


                                                       Anti-ético e falso moralista, Ari Moutinho,  deve favores ao Governador Eduardo Braga, assim pronunciou-se o Deputado Angelus Figueiras.

                                                       Acho que o deputado esqueçeu de dizer, que logo após a eleição do candidato (cassado pela Juíza Maria Eunice que foi  afastada pelo Desembargador Ari Moutinho e reintegrada pelo Conselho Nacional de Justiça), senhor Amazonino Mendes, ao assumir o mandato de Prefeito, nomeou a filha do Desembargador Ari Moutinho, para cargo de importância vital na Prefeitura de Manaus.

                                                       Esqueçeu também de dizer, que a eleição em Manaus, está sob suspeita e que o Ministério Público, tem o dever de pedir a anulação do pleito. Quando começou a apuração da eleição de 2008, até aproximadamente 10 minutos não aparecia sequer um voto para o candidato Amazonino Armando Mendes, todos os demais apareciam votados menos o Amazonino. Parecendo que alguém queria mostrar, que a apuração do pleito estava dirigida e que só seria eleito, aquele que se submetesse aos achaques.

                                                       A apuração foi paralizada e aproximadamente 10 minutos depois reiniciou com o senhor Amazonino na frente de todos com 145.000 votos aproximadamente. Quem parou a eleição e mudou o resultado que existia anteriormente, teve a capacidade de apresentar o resultado que a sua vontade desejasse.

                                                       A população Amazonanse é testemunha que a vontade do eleitor não foi respeitada tanto é que organizações várias, postaram-se em frente ao Tribunal Regional Eleitoral, ao termino da apuração, gritando pelo voto da população, em clara alusão de fraude eleitoral.

                                                       O voto da ministra Cámem Lúcia, foi claro - agindo em proveito próprio, o Desembargador Ari Moutinho, deixou de convocar nova eleição quando o cargo de Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, ficou vago com a renúncia do Desembargador Jovaldo Aguiar. Isto prova uma eleição viciada passível de anulação. Com a palavra o Ministério Público.

Postado e escrito por: Luiz Navarro
                                                

segunda-feira, 22 de março de 2010

PCB - NA TV

Dia 25 de Março

(nesta quinta-feira)

De 20:30 às 20:35 h, horário de Brasília

No mesmo dia da celebração dos 88 anos de vida do PCB, fundado em 25 de março de 1922!

Pronunciamentos de Ivan Pinheiro e Mauro Iasi (membros do Comitê Central do PCB)

- cadeia nacional de TV aberta: de 20:30 às 20:35;

- cadeia nacional de rádio: de 20:00 às 20:05 h

Postagem de : Luiz Navarro

ENTREVISTA COM IVAN PINHEIRO



ENTREVISTA COM IVAN PINHEIRO, SECRETÁRIO GERAL DO PCB

(Jornal do Commercio, de Pernambuco, edição de 14 de março de 2010)

PCB LUTA PARA VOLTAR AO CENARIO POLITICO

PARTIDÃO ENALTECE FIGURAS HISTÓRICAS E BUSCA INSPIRAÇÃO NO PASSADO PARA SER RECOLOCADO COMO UMA DAS REFERÊNCIAS DA ESQUERDA NO BRASIL

GILVAN OLIVEIRA

O QUASE NONAGENÁRIO PCB tenta se reinserir no plano político buscando inspiração em seu passado. O “Partidão” traçou a estratégia de enaltecer as trajetórias de seus militantes históricos e apresentá-las como referência aos seus atuais filiados e aos interessados em ingressar na sigla. Esse seria um dos caminhos para recolocar o PCB como referência na esquerda no país, afirma o secretário geral do comitê central do PCB, o advogado Ivan Pinheiro (RJ), pré-candidato dos comunistas a presidente nas eleições deste ano.

Ele esta no Recife para participar dos atos em homenagem aos 110 anos de nascimento do militante comunista Pernambucano Gregório Bezerra, morto em 1983 e que militou no na legenda. A trajetória política de Gregório é uma das referencias que o PCB quer apresentar para cativar novos filiados “de qualidade” e recuperar o terreno perdido.

“Gregório foi uma das figuras mais importantes da esquerda brasileira. Ele soube conjugar como ninguém a luta institucional com a luta direta dos trabalhadores”, reforçou Pinheiro. O PCB aproveitou a homenagem prestada ontem a Gregório, na Câmara de Vereadores de Recife, para entregar a medalha Dinarco Reis, uma condecoração do Partido ao único filho vivo de Gregório, Jurandir Bezerra, e a netos do militante. A comenda também será entregue a militantes de outros estados, como forma de valorizar comunistas de vários locais. Em 2010, serão outorgadas mais quatro medalhas Dinarco Reis – um militante do PCB morto em 1989, que atuou na Aliança Nacional Libertadora, em 1935, e lutou como voluntário na Guerra Civil Espanhola na década de 1930.

Segundo Ivan Pinheiro, entre os vários militantes que estão na mira do Comitê Central para terem suas trajetórias resgatadas estão a de Luiz Carlos Prestes e até a do ex-cronista esportivo e ex treinador de futebol, João Saldanha, ambos mortos em 1990. “É uma questão delicada. Alguns dos que homenageamos saíram do PCB (caso de Prestes). E nas famílias dos que morreram há polêmicas e resistências, idiossincrasias. Responsabilizam o PCB por um exílio, por uma morte, por não ter tido aquele militante tão pai quanto devia, tão avô quanto devia”, relatou.

Pré-Candidatura

Se em 2006 se aliou ao PSOL para apoiar a candidatura da ex senadora Heloisa Helena (AL) à presidência, este ano o Partidão vai de candidatura própria. O anúncio de Ivan Pinheiro como pré-candidato será em rede nacional no programa eleitoral gratuito da legenda, dia 25 de Março, na data do 88° aniversário da sigla.

Segundo Pinheiro, o PCB optou pela postulação própria por não ter conseguido costurar uma unidade com o PSOL e o PSTU na construção de uma “frente de esquerda”. Eles entraram em um debate mais preocupado no resultado eleitoral do que em criar essa frente (suprapartidária)”, reclamou.

O Secretário Geral do PCB admitiu que sua candidatura não é competitiva. Disse que ela tem como função ocupar espaços para divulgar propostas do Partido. “Vamos participar das eleições, expor nossas opiniões, desmistificar toda a satanização em torno do PCB”.

“A Política do PCB nos anos 80 foi equivocada”

“Advogado e bancário aposentado, Ivan Pinheiro, 64 anos, disputou a prefeitura do Rio de Janeiro em 1996 e de lá para cá vem se dedicando à reconstrução do PCB que segundo ele, terá um impulso maior a partir das eleições deste ano. Nesta entrevista, ele comenta erros históricos do PCB e como o partido trabalha sua reinserção social, depois de quase ter desaparecido do mapa político brasileiro."

Jornal do Commercio: Como vocês estão trabalhando essa reconstrução do PCB pelo país? É através do movimento estudantil? Em que segmento da sociedade o PCB está se reinserindo?

Ivan Pinheiro: é exatamente por ai, vamos dar relevância ao movimento social. O movimento estudantil é muito importante para nós. Mas o (foco) é o sindical, sobretudo porque a centralidade do trabalho continua essencial para nós.

JC: Como está o PCB em termos de inserção nos movimentos sociais e sindicais?

Pinheiro: O PCB está se reconstruindo e se reinserindo nos movimentos sociais. Aos poucos, com consistência, sem inchaço. Temos recrutamento de qualidade. Não falamos mais em campanha de filiação. O ambiente sindical, que foi mais favorável a nós no passado, foi ocupado pelo PT, sobretudo. Atribuímos isso a uma política equivocada em toda a década de 1980 em que a maioria da direção do PCB – que em 1992 tentou acabar com ele (saindo do Partido e criando o PPS) – praticou no ambiente sindical uma política que chamamos de conciliação de classes. Essa direção foi contra participarmos da CUT, um erro grosseiro a pretexto de que aquilo poderia desestabilizar a transição democrática. Hoje estamos dando atenção especial a movimentos sindicais em áreas industriais. Temos um bom crescimento no sul e sudeste.

JC: e no nordeste?

Pinheiro: Pernambuco é um Estado referência. Estamos ainda fracos na Bahia; no Maranhão, temos um peso razoável, mas o Estado do Nordeste onde temos um peso maior no movimento sindical é no Ceará: estamos nas principais categorias lá, nos sindicatos de professores, trabalhadores das indústrias de calçados e da construção civil. Ao todo, estamos em 21 Estados.

JC: A sua pré candidatura a presidente está colocada. E como essa postulação está sendo construída no Partido?

Pinheiro: A idéia da candidatura própria foi tomada pelo Comitê Central do Partido no inicio do ano. Não era isso que queríamos. A esquerda socialista (PCB, PSTU e PSOL), em 2006, veio unida em torno da candidatura da (ex senadora) Heloisa Helena (PSOL). Mas nós tivemos muitos constrangimentos; a campanha não foi o que a gente esperava. Lutamos para que fosse um frente política permanente e não uma mera aliança como acabou acontecendo. Temos divergências e queremos mostrar nossa identidade.

JC: O senhor vem visitando vários Estados. É para estimular candidaturas locais do PCB?

Pinheiro: Exatamente. Não estamos fazendo eventos públicos em torno das eleições. A comemoração dos 110 anos de Gregório não é propriedade nossa; estamos participando. Estamos discutindo com os companheiros como a gente monta as campanhas estaduais. A nossa orientação é a seguinte: chapa própria no âmbito nacional; e nos Estados, chapa própria, mas não em todos. Pode ser alianças, preferencialmente com o PSOL e o PSTU, porque estão no campo da oposição de esquerda ao Governo Lula. Nós teremos quatro eleições no fim do ano nos Estados: Governador, Senador e Deputados Federais e Estaduais. Estamos recomendando que, no mínimo, participemos com candidaturas próprias em duas delas.

JC: O PCB vai privilegiar algumas delas?

Pinheiro: Sempre vamos valorizar o legislativo. Não temos qualquer ilusão de eleger um Governador comunista num país capitalista e implantar o socialismo naquele lugar. O nosso problema é ter voz na televisão e. onde a gente puder, eleger deputados. É muito difícil, mas vamos ver.

JC: O Partido já fez um mapeamento para ver onde tem mais chance de eleger um deputado?

Pinheiro: Esse mapa está inconcluso. É uma coisa que a gente não domina bem, a matemática eleitoral.


Postagem de: Luiz Navarro

domingo, 21 de março de 2010

O CANDIDATO JOSÉ SERRA FAZ QUESTÃO DE MOSTRAR QUE É DE DIREITA

                             






                                                  Prestem bem atenção, o sorriso enigmático do governador de São Paulo parecendo se divertir a nossa custa. Esta foto apareceu quando São Paulo estava debaixo d'agua.                                                

                                                  Ontem na entrevista a rede Bandeirantes, o Governador de São Paulo, declarando-se candidato a Presidente da República, disse que só quem decide é o Prefeito, o Governador ou o presidente da República não existindo outra forma de dirigir a administrção pública.
                                 

                                            Essa fala do José Serra, mostra claramente a sua radicalidade e intransigência para com outras formas de governo. Se neste momento que está lançando a sua candidatura a Presidência da República demonstra claramente que é um "RADICAL DE DIREITA".  O que fará no exercício do cargo?. Essa gente do PSDB, é assim mesmo! Eu lembro de um candidato a prefeito de Manaus que hoje é do PSDB, antes era do PSB, que dizia quando assumisse a Prefeitura o povo é quem governaría, tanto é que, o "Slogan" da Prefeitura de Manaus era, "PREFEITURA POPULAR DE MANAUS". Esse "SLOGAN" não resistiu 6 mêses, foi abandonado por falta de credibilidade.   Esse prefeito eleito do PSDB, em Manaus não recebia seus aliados ou dava-lhes um "chá de cadeira", de 4 horas para depois negar-lhes atender qualquer solicitação. Em seguida esse mesmo Prefeito do PSDB, abandonou todos aliados que havia concorridos para sua eleição para aliar-se ao Governador que todos tinham combatido, jogando no lixo tudo e todos.                                  

                                                   Sua maior atuação foi montar em uma pá mecânica para derrubar um barraco construído de forma irregular ou mandar surrar os CAMELÔS DE MANAUS. Essa gente do PSDB é perigosa, dizem uma coisa e fazem outra. Com eles começou o estelionato eleitoral. Lembram-se dos cinco dedos mostrado pelo FHC?

                                             O LULA, gostou e aplicou um estelionato maior ainda, pois fez tudo exatamente o contrário do que dizia. Governou com e para a "ELITE", do começo ao fim de seu governo. Os bancos em tempo algum, conseguiram tanto lucro como no governo LULA. O mundo caminha para governos mais abertos notadamente para governos "SOCIALISTAS", que é a forma de governo realmente que vem proporcionar a distribuição de rendas, disponibilizando melhor qualidade de vida ao trabalhador.

                                             Diz o jornalista Laerte Braga que, "TUCANADA E CANALHADA", confundem-se entre sí e acabam um engolindo o outro.

                                             É hora caro eleitor, de colocar o Brasil longe das mãos vorazes desta gente que só fizeram o mal ao povo que lhes elegeu.
Escrito e postado por: Luiz Navarro

sábado, 20 de março de 2010

PCB - 88 ANOS DE LUTA












































A história do Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 25 de março de 1922, confunde-se com a história das lutas dos trabalhadores e do povo brasileiro por condições dignas de vida, contra a exploração capitalista e em favor de uma sociedade igualitária, a sociedade socialista. O PCB surgia em meio ao contexto internacional de vitória da Revolução Soviética de 1917 na Rússia e da criação da Internacional Comunista em 1919, episódios históricos que sinalizavam, para o movimento operário e sindical no Brasil, a possibilidade real de vitória das forças proletárias no combate ao capitalismo. Os anos iniciais de formação foram marcados por imensas dificuldades, principalmente em função da violenta repressão policial desencadeada sobre os comunistas e sobre o nascente movimento operário pelos governos da Velha República. Isto não impediu que o PCB começasse a exercer importante influência no interior do proletariado brasileiro, divulgando as conquistas da Revolução Bolchevique e as ideias contrárias ao capitalismo através do jornal A Classe Operária, mas também por meio de palestras, festas nas sedes dos sindicatos, revistas, livros, panfletos e artigos publicados na imprensa sindical.

Os intelectuais Astrojildo Pereira e Octávio Brandão, que iniciaram sua militância no movimento anarquista, muito contribuíram para a formulação das teses marxistas sobre a realidade brasileira, propondo a aliança dos trabalhadores da cidade e do campo contra o imperialismo e o poder do latifúndio no Brasil. No final da década de 1920, o PCB participou de eleições municipais e nacionais sob a legenda do Bloco Operário e Camponês (BOC), elegendo representantes na Câmara do Rio e lançando um candidato negro - o operário Minervino de Oliveira - à Presidência da República.

A queda da República Velha e a ascensão de Getúlio Vargas nos anos 1930 não representaram refresco para os comunistas: foram anos de enfrentamento à onda fascista que varria o mundo. Contando em suas fileiras com a presença de Luiz Carlos Prestes - egresso do movimento tenentista - o PCB articulou uma grande frente nacional e antifascista, propondo à sociedade um projeto de desenvolvimento democrático, anti-imperialista e antilatifundiário, através da Aliança Nacional Libertadora (ANL). A perseguição varguista ao movimento levou os comunistas a promoverem a insurreição de novembro de 1935, com a tomada de quartéis no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro. Derrotada a insurreição, abateu-se sobre o país uma ação repressiva sem precedentes, a que se seguiu a ditadura do Estado Novo, que obrigou os militantes comunistas a vários anos de luta clandestina.

A reorganização de grupos comunistas espalhados pelo país (com destaque para os núcleos da Bahia e de São Paulo) e a participação do Brasil na guerra antifascista possibilitaram a reestruturação nacional do PCB, com a realização da célebre Conferência da Mantiqueira, em agosto de 1943. A partir dela, o Partido conquistava novos espaços na vida política e, com o fim da guerra e a queda do Estado Novo, tornou-se um partido nacional de massas, conquistou legalidade plena, formando aguerrida bancada parlamentar - elegeu 14 deputados e um senador, Luiz Carlos Prestes - e assumindo a vanguarda das lutas democráticas e pela aprovação de reformas sociais na Assembleia Nacional Constituinte.

A Guerra Fria e a subserviência do governo Dutra ao imperialismo estadunidense impuseram novo período de ilegalidade ao PCB a partir de 1947. Mas a retomada das lutas operárias nos anos 1950, durante os governos de Vargas e JK, trouxe de volta o PCB à condição de principal organização representativa dos interesses dos trabalhadores, dos intelectuais, artistas, jovens e mulheres. Os comunistas tiveram decisiva participação na campanha O Petróleo é Nosso!, pela criação da Petrobras e estatização da produção e distribuição do petróleo. No início da década de 1960, exerceram intensa atividade política e cultural, produzindo inúmeras publicações e participando dos movimentos em defesa das reformas de base, das lutas contra o imperialismo e o latifúndio.

Diante do ascenso do movimento operário e popular, organizado em torno dos sindicatos de trabalhadores e do seu comando geral (CGT), das Ligas Camponesas, da UNE, dos Centros Populares de Cultura e dos partidos de esquerda, a burguesia brasileira, associada ao capital internacional e apoiada nas forças armadas, promoveu em 1964 o golpe contrarrevolucionário, destituindo o nacionalista João Goulart do poder, para garantir a reprodução plena do capital monopolista no país. Durante a ditadura empresarial-militar que calou os trabalhadores e as forças de oposição, impondo violento arrocho salarial e aprofundando a dependência do país diante do imperialismo, o PCB definiu uma linha de ação centrada na retomada das lutas políticas de massas. Mesmo recusando o caminho seguido por outras organizações de esquerda, que optaram pelas ações armadas, o PCB teve, entre 1973 e 1975, um terço de seu Comitê Central assassinado pela repressão e milhares de militantes submetidos à tortura, alguns até a morte, dentre os quais o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho.

No ocaso da ditadura, para o que muito contribuíram as greves do ABC paulista, a campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita e, mais adiante, o movimento pelas Diretas Já, o PCB passou a confundir a participação na Frente Democrática de combate à ditadura com uma estratégia de luta política que privilegiava a conquista de espaços institucionais, através das eleições burguesas. Na esteira da crise internacional do socialismo, marcada pela queda da União Soviética e dos regimes do Leste Europeu, parte da direção nacional do Partido abdicou da luta contra o capitalismo e tentou destruir o PCB.

Mas é impossível acabar com o Partidão! Em 1992, iniciava-se nossa trajetória em defesa da reorganização revolucionária do PCB. O XIV Congresso Nacional, realizado em outubro de 2009, consolida este processo, no qual afirmamos nosso compromisso histórico com a revolução socialista, rejeitando categoricamente qualquer possibilidade de alianças com a burguesia. Por isso estamos na oposição ao governo Lula, que hoje cumpre o papel de aprofundar o capitalismo em nosso país. A atual crise econômica, muito mais profunda que a tal "marolinha" desejada por Lula, provocou forte redução da produção industrial e aumentou o desemprego em vários setores da economia. Frações destacadas da burguesia brasileira, tendo à frente o setor financeiro, o empresariado exportador e o agronegócio, que tantos lucros acumularam no período histórico mais recente, buscam ainda tirar proveito da crise aumentando a taxa de exploração da força de trabalho, rebaixando salários e ampliando jornadas, reduzindo direitos e garantias dos trabalhadores.

Por isso mantemos firme nossa determinação de organizar a classe trabalhadora, nas suas lutas específicas e gerais contra o capital e o patronato, em torno da Unidade Classista e da Intersindical. Reorganizamos a União da Juventude Comunista, que agora em abril realizará seu V Congresso, mobilizando e organizando a juventude comunista por todo o Brasil. Reestruturamos nossa atuação junto aos movimentos de mulheres e dos negros, através dos Coletivos Ana Montenegro e Minervino de Oliveira. Prestamos nossa solidariedade militante aos movimentos sociais, com destaque para o MST, que hoje sofrem intenso processo de criminalização de seus atos, por conta da combativa atitude no enfrentamento aos ditames do capital no campo e nas cidades. Defendemos a plena reestatização da Petrobras, mantendo viva a campanha "O Petróleo tem que ser nosso!".

Denunciamos a presença de tropas brasileiras no Haiti, cumprindo o triste papel de força auxiliar e subalterna do imperialismo, assim como a presença da IV Frota dos EUA na América do Sul e toda a tentativa de desestabilizar as conquistas dos governos e movimentos populares na América Latina. Damos vivas à Revolução Cubana, que segue firme enfrentando o criminoso bloqueio econômico imperialista e avança na construção do socialismo.

Para fazer avançar a luta contra o capitalismo e no caminho da construção do projeto socialista em nosso país, defendemos a criação de uma Frente Nacional Permanente de caráter Anticapitalista e Anti-imperialista, que não se confunda com uma articulação meramente eleitoral. E entendemos ser igualmente necessária a formação do Bloco Revolucionário do Proletariado, capaz de reunir as organizações políticas e sociais dos trabalhadores brasileiros dispostas a lutar de forma radical contra o sistema capitalista e em favor da alternativa socialista.

Neste mês de março de 2010, comemoramos também os 110 anos de nascimento de um dos mais destacados personagens da história do proletariado e do PCB, aquele cuja trajetória de lutas melhor representa o tipo de militante e de Partido revolucionário que estamos reconstruindo. Trata-se de Gregório Bezerra, bravo militante comunista que enfrentou os porões da ditadura do Estado Novo, foi deputado atuante da bancada parlamentar do PCB em 1945/1946, organizou a luta dos camponeses sem terra pela reforma agrária, encarou de frente a brutal repressão militar e a tortura imposta pelo regime de 1964. Um exemplo de coragem e dedicação à revolução socialista, um verdadeiro comunista que fez jus à acusação que lhe faziam os órgãos de repressão da ditadura e da qual se orgulhava: um agitador subversivo!

VIVA OS 88 ANOS DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)!

CAMARADA GREGÓRIO BEZERRA, PRESENTE! AGORA E SEMPRE!

VIVA A REVOLUÇÃO SOCIALISTA!



COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)

Postagem de: Luiz Navarro

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Pronunciamento do membros da União de Escritores e Artistas de Cuba e da Associação “Hermanos Saíz”.


ENQUANTO a Feira do Livro percorria nosso país e centenas de médicos cubanos salvavam vidas no Haiti, vinha se gestando uma nova campanha contra Cuba. Um delinqüente comum, com um histórico provado de violência, tornou-se "prisioneiro político", declarou-se em greve de fome para que lhe fossem instalados telefone, cozinha e televisão na cela. Alentado por pessoas sem escrúpulos e apesar de tudo quanto se fez para prolongar-lhe a vida, Orlando Zapata Tamayo morreu e converteu-se num lamentável ícone da maquinaria anticubana. Em 11 de março, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que "condena energicamente a morte evitável e cruel do dissidente e preso político Orlando Zapata Tamayo" e numa intromissão ofensiva em nossos assuntos internos "insta as instituições europeias a darem apoio incondicional e alentarem, sem reservas, o início dum processo pacífico de transição política, rumo a uma democracia pluripartidarista em Cuba".

Com o título "Orlando Zapata Tamayo: Eu acuso o governo cubano", está circulando um chamamento para recolher assinaturas contra Cuba. A declaração assegura que este recluso foi "injustamente preso e brutalmente torturado" e que morreu "denunciando estes crimes e a falta de direitos e de democracia em seu país". Ao mesmo tempo, mente sem pudor algum quanto a uma suposta prática de nosso governo de "eliminar fisicamente seus críticos e opositores pacíficos". Em 15 de março, um jornal espanhol mostrava na primeira página o rosto de Zapata Tamayo, já defunto, no caixão, ao tempo que anunciava a adesão ao chamamento de alguns intelectuais que ligavam suas assinaturas às de velhos e novos profissionais da contrarrevolução interna e externa.

Nós, escritores e artistas cubanos, estamos cientes da maneira em que se articulam, sob qualquer pretexto, as corporações midiáticas e os interesses hegemônicos e da reação internacional para prejudicar nossa imagem.

Sabemos com quanta sanha e morbo se deturpa nossa realidade e a forma em que se mente diariamente sobre Cuba. Sabemos também o preço que pagam os que tentaram se expressar, a partir da cultura, com matizes próprios.

Na história da Revolução jamais foi torturado um prisioneiro. Não houve um único desaparecido. Não houve uma só execução extrajudiciária. Fundamos uma democracia própria, imperfeita, é sim, mas muito mais participativa e legítima que aquela que nos pretendem impor. Não têm moral os que orquestraram esta campanha para dar-nos lições de direitos humanos.

É imprescindível parar esta nova agressão contra um país bloqueado e acossado sem piedade. Portanto, apelamos à consciência de todos os intelectuais e artistas que não escondam interesses espúrios em torno ao futuro duma Revolução que foi, é e será um modelo de humanismo e solidariedade.


Secretariado da União Nacional de Escritores e Artistas de Cuba (Uneac)

Direção Nacional da Associação Hermanos Saíz

16-03-2010

Postagem de: Luiz Navarro

terça-feira, 16 de março de 2010

BRASILEIROS SÃO ANTISSEMITAS?

Carta aberta aos amigos que me perguntam se amigos brasileiros deles que estão criticando Israel são antissemitas


(Gershon Knispel)

Lamento concordar com teus amigos que tiveram a coragem de expressar abertamente sua opinião em relação às últimas ações intoleráveis dos governos de Israel. Toda a comunidade internacional pensa o mesmo que teus amigos, mas não expressa publicamente.

Dois meses depois da Guerra dos Seis Dias, que resultou na ocupação do território palestino, um abaixo-assinado de 12 intelectuais, incluindo minha assinatura, foi publicado em 18 de setembro de 1967, no mais importante diário do pais, o “Haaretz”:

“O nosso direito de nos defender não nos dá o direito de oprimir outros; a ocupação obriga à revolta. A revolta leva ao esmagamento do povo revoltado, o esmagamento leva ao terror, que leva ao contraterror. As vítimas do terror são em geral pessoas inocentes. A manutenção dos territórios ocupados nos torna um povo de assassinos a serem assassinados, Vamos devolver o território ocupado imediatamente”.

Na euforia que se espalhou como fogo num palheiro, o abaixo-assinado não teve repercussão, mas hoje em dia centenas de cidadãos colocaram o texto em moldura, pendurado nas casas e nos escritórios como ícone.

Restaram poucos da geração dos pioneiros. Estes se sentem traídos pelos governos israelenses, que são acusados com razão pelos 186 países membros da ONU pelos crimes de guerra nos territórios palestinos, os 1.500 mortos palestinos vítimas da última guerra em Gaza e sete soldados israelenses, quatro deles mortos por fogo amigo um ano atrás.

Chamar esses críticos de antissemitas é uma ironia. Governos desse tipo de Israel provocam antissemitismo e obrigam os judeus de todo o mundo a defender esses crimes, justificando esta ocupação que já demora 42 anos.

Os mais famosos intelectuais, artistas plásticos e poetas de Israel, como o maestro Daniel Barenboim, o cineasta Amos Gitai, os escritores Amos Oz, e David Grossman, estão apelando para que os judeus da Diáspora contribuam para pôr fim a essa ocupação vergonhosa, destruir esse muro enorme e terminar com o crescimento dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, que na realidade viram uma espécie de apartheid, política que levou a África do Sul à beira do colapso.

Veja no noticiário a ordem de prisão contra a ex-chanceler Tzipi Livini, decisão do tribunal britânico contra os líderes de Israel, conforme o último relatório da ONU, que acusou o país de crime de guerra, relatório assinado pelo juiz judeu Goldenberg, da África do Sul, confirmado na Assembleia da ONU pelas 186 nações do mundo.

Na mesma notícia foi mencionado que, temerosos do exemplo do tribunal londrino, personalidades, políticos e militares de Israel começam a limitar suas viagens internacionais, para não serem presos. Será que só Israel está acima da Lei?

Estou lembrando nossas atividades contra o apartheid, quando perguntamos, para o visitante da África do Sul, se ele era a favor ou contra o apartheid. Imagine hoje se alguém perguntasse para nós se estamos a favor ou contra as últimas atitudes do governo de Israel e nos defendêssemos, como ele se sentiria?

Muitos dos meus amigos, como o arquiteto Artur Goldireich de Joanesburgo, que fugiu para Israel em abril de 1964, acusado de ser colaborador do grupo de Mandel – e eu cheguei no mesmo dia fugindo da perseguição do Dops -, trocamos experiências sobre esses regimes criminosos.

A tragédia é que este governo atual transformou o regime de Israel num apartheid e ainda exige que todos os judeus da Diáspora o defendam, e com isso virem sócios desse crime.

Como podemos defender uma coisa que está completamente contra nossa educação humanitária de ser israelita, como judeu de valores humanos nobres?

Eu lamento, mas estou admirando os esforços de teus amigos para chegarem até a verdade.

Gershon Knispel é artista plástico.

(Revista: Caros Amigos edição: fevereiro de 2010 pág. 33.)


Postagem e comentário de Luiz Navarro: -
Nem os Judeus de bom senso, estão apoiando as ações
criminosas do governo de Israel!

segunda-feira, 15 de março de 2010

GOVERNO DO PARAGUAI CONDECORA LIDER COMUNISTA! COM O "GRAU DA GRÃ CRUZ

O governo paraguaio condecorou o líder comunista Ananías Maidana com a Ordem Nacional ao Mérito, com o grau da “Gran Cruz” por sua luta em favor da democracia.


“Sabemos que em seu coração patriota se alojam todas as razões para a esperança”, expressou o presidente Fernando Lugo ao referir-se a Maidana, que já sofreu com a perseguição, a tortura e as prisões da ditadura stronista (1954-1989).

Maidana, Secretário Geral de Honra do Partido Comunista Paraguaio (PCP), é o primeiro comunista a receber uma distinção oficial no país. Os comunistas ficaram na ilegalidade durante décadas e seus membros foram perseguidos e aniquilados por se opor ao regime ditatorial.

“Pessoas como você terão muito mais que o bronze frio da memória; terão menção de gratidão eterna”, destacou Lugo em sua mensagem durante o ato realizado na Chancelaria na presença de dirigentes políticos e sociais progressistas.

O presidente lamentou no ato “representações da Nação paraguaia, por uma intolerância criminosa, por vários anos, e em alguns bolsões autoritários até hoje, condenaram e condenam o comunismo pela simples utopia de um mundo fraterno”.

Ao referir-se a Maidana, o presidente expressou: “Sabemos que no seu coração patriota se alojam todas as razões para a esperança, valor que deve unir-nos para construir, sem exclusão alguma, essa pátria que merecemos”; e aproveitou para enfatizar que “de uma vez por todas se deve entender que por nenhuma razão do universo devemos deter-nos nos projetos de mudança, a transformação não pode parar no Paraguai”.

Lugo afirmou: “Gratidão eterna, dom Ananías Maidana, comandante da pátria rebelde. De ontem, hoje e sempre”.

Fonte: Diário Última Hora

http://www.ultimahora.com/notas/303494-Gobierno-condecora-en-grado-de-Gran-Cruz-a-l%C3%ADder-comunista-en-Paraguay

Traduzido por Dario da Silva

Postagem de: Luiz Navarro

domingo, 14 de março de 2010

O QUE SABE O POVO BRASILEIRO SOBRE CUBA?

Por Emir Sader - Carta Maiorhttp://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostrar.cfm?blog_id=1&alterarHomeAtual=1

O que sabem os leitores dos diários brasileiros sobre Cuba? O que sabemos telespectadores brasileiros sobre Cuba? O que sabem os ouvintes derádio brasileiros sobre Cuba? O que saberia o povo brasileiro sobreCuba, se dependesse da mídia brasileira?


O que mais os jornalistas da imprensa mercantil adoram é concordar com seus patrões. Podem exorbitar na linguagem, para badalar os que pagam seu salários. Sabem que atacar ao PT é o que mais agrada a seus patrões, porque é quem mais os perturba e os afeta. Vale até dar espaco para qualquer mercenário publicar calúnias contra o Lula, para, depois jogá-lo de volta na lata do lixo.

No circo dessa imprensa recentemente realizado em São Paulo, os relatos dizem que os donos das empresas – Frias, Marinhos – tinham intervenções mais discretas, –ninguem duvida das suas posiçõoes de ultra-direita -, mas seus empregados se exibiam competindo sobre quem fazia a declaração mais extremista, mais retumbante, sabendo que seriam recolhidas pela mídia,mas sobretudo buscando sorrisinho no rosto dos patrões e, quem sabe,uns zerinhos a mais no contracheque no fim do mês.

Quem foi informado pela imprensa que há quase 50 anos Cuba já terminou com o analfabetismo, que mais recentemente, com a participação direta dos seus educadores, o analfabetismo foi erradicado na Venezuela, na Bolívia e no Equador? Que empresa jornalística noticiou? Quais mandaram repórteres para saber como países pobres ou menos desenvolvidos conseguiram o que mais desenvolvidos como os EUA ou mesmoo Brasil, a Argentina, o México, náo conseguiram?

Mandaram repórteres saber como funciona naquela ilha do Caribe, pouco desenvolvida economicamente, o sistema educacional e de saúde universale gratuito para todos? Se perguntaram sobre a comparação feita porMichael Moore no seu filme "Sicko" sobre os sistemas de saúde – em particular o brutalmente mercantilizado dos EUA e opúblico e gratuito de Cuba?

Essas empresas privadas da mídia fizeram reportagens sobre a Escola Latinoamerica na de Medicina que, em Cuba, já formou mais de cinco gerações de médicos de todos os países da América Latina e inclusive dos EUA, gratuitamente, na melhor medicina social do mundo? Foi despertada a curiosidade de algum jornalista, econômico, educativo ou não, sobre o fato de que Cuba, passando por grandes dificuldades econômicas – como suas empresas não deixam de noticiar – não fechou nenhuma vaga nem nas suas escolas tradicionais , nem na Escola Latinoamericana de Medicina, nem fechou nenhum leito em hospitais?

Se dependesse dessas empresas, se trataria de um regime “decrépito”, governado por dois irmãos há mais de 50anos, um verdadeiro “goulag tropical”,uma ilha transformada em prisão.

Alguém tentou explicar como é possivel conviver esse tipo de sociedade igualitária com a base naval de Guantánamo? Se noticiam regularmente as barbaridades que ocorrem lá, onde presos sob simples suspeita, são interrogados e torturados – conforme tantas testemunhas que a imprensa se nega em publicar – em condições fora de qualquer jurisdição internacional?

Noticiam que, como disse Raul Castro, sim, se tortura naquela ilha, se prende, se julga e se condena da forma mais arbitrária possível,detidos em masmorras, como animais, mas isso se passa sob responsabilidade norteamericana, desse mesmo governo que protesta por uma greve de fome de uma pessoa que – apesar da ignorância de cronistas da família Frias ]– não é um preso, mas está livre, na sua casa?

Perguntam-se por que a maior potência imperial do mundo, derrotada por essa pequena ilha, ainda hoje tem um pedaco do seu territorio?Escandalizam-se, dizendo que se “passou dos ]limites”, quando constatam que isso se dá há mais de um século, sob os olhos complacentes da “comunidade internacional” , modelo de ]“civilização”,agentes do colonialismo, da escravidão, da pirataria, do imperialismo, das duas grandes guerras mundiais, do fascismo?

Comparam a ]“indignação” atual dos jornais dos seus patrões com o que disseram ou calaram sobre Abu-Graieb? Sobre os “falsos positivos” (sabem do que setrata?) na Colômbia? Sobre a invasao e os massacres no Panamá, por tropas norteamericanas, que sequestraram e levaram para ser julgado em Miami seu ex-aliado e então presidente eleito do país, Noriega, cujos 30 anos foram completamente desconhecidos pela imprensa? Falam do muro que os EUA construíram na fronteira com o México, onde morre todos os anos mais gente do que em todo tempo de existência do muro de Berlim? A ocupação brutal da Palestina, o cerco que ainda segue a Gaza, é tema de seus espacos jornalisticos ou melhor calar para que os cada vez menos leitores, telespectadores e ouvintes possam se recordar do que realmente é barbarie, mas que cometida pela “civilizada”Israel – que ademais conta com empresas que anunciam regularmente nos orgãos dessas empresas – deve ser escondida? Que protestos fizeram os empregados da empresa que emprestou seus carros para que atuassem os servicos repressivos da ditadura,disfarçados de jornalistas, para sequestrar, torturar, fuzilar e fazer opositores desaparecerem? Disseram que isso passou de todos os limites” ou ficaram calados, para não perderseus empregos?

Mas morreu um preso em Cuba. Que horror! Que oportunidade para bajular  os seus patrões, mostrando indignação contra um país de esquerda! Que bom poder reafirmar diante deles que se se foi algum dia de esquerda,foi um resfriado, pego por más convivências, em lugares que nãofrequentam mais; já estão curados, vacinados, nunca mais pegarão essevírus. (Um empregado da família Frias, casado com uma tucana,orgulha- se de ter ido a todos os Foruns Econômicos de Davos e a nenhum Fórum Social Mundial.

Ali pôde conhecer ricaços e entrevistá-los, antes que estivessem envoldidos em escândalos, quebrassem ou fossem para a prisão. Cada um tem seu gosto, mas não dá para posar como “progressista” , escolhendo Davos a Porto Alegre.)

Não conhecem Cuba, promovem a mentira do silêncio, para poder difamar Cuba. Não dizem o que era na época da ditadura de Batista e em que se transformou hoje. Não dizem que os problemas que têm a ilha é porque não quer fazer o que fez o darling dessa midia, FHC, impondo duro ajuste fiscal para equilibrar as finanças públicas, privatizando, favorecendo o grande capital, financeirizando a economia e o Estado.Cuba busca manter os direitos universais a toda sua população, para o que trata de desenvolver um modelo econômico que não faça com que opovo pague as dificuldades da economia. Mentem silenciando sobre o fato de que, em Cuba, não há ninguem abandonado nas ruas, de que todos podem contar com o apoio do Estado cubano, um Estado que nunca se rendeu aoFMI.

Cuba é a sociedade mais igualitária do mundo, a mais solidária, um paíssoberano, assediado pelo mais longo bloqueio que a história conheceu,de quase 50 anos, pela maior potência econômica e militar da história.Cuba é vítima privilegiada da imprensa saudosa do Bush, porque se épossivel uma sociedade igualitária, solidária, mesmo que pobre, quemaior acusação pode haver contra a sociedade do egoísmo, do consumismo,da mercantilizacao, em que tudo tem preço, tudo se vende, tudo secompra?

Como disse Celso Amorim, o Ministro de Relações Exteriores do Brasil:os que querem contribuir a resolver a situação de Cuba tem uma fórmula muito simples – terminem com o bloqueio contra a ilha.Terminem com Guantanamo como base de terrorismo internacional, terminem com o bloqueio informativo, dêem aos cubanos o mesmo direito que dão diariamente aos opositores ao regime – o do expor o que pensam. Relatem as verdades de Cuba no lugar das mentiras, do silêncioe da covardia.

Diante de situações como essa, a razão e a atualidade de José Martí:

Há de haver no mundo certa quantidade de decoro,

como há de haver certa quantidade de luz.

Quando há muitos homens sem decoro, há sempre outros

que têm em si o decoro de muitos homens.

Estes são os que se rebelam com força terrível

contra os que roubam aos povos sua liberdade,

que é roubar-lhes seu decoro.

Nesses homens vão milhares de homens,

vai um povo inteiro,

vai a dignidade humana…

Postagem de: Luiz Navarro

sexta-feira, 12 de março de 2010

BENVINDOS OS CAMARADAS DO COLETIVO UNIÃO COMUNISTA

O PCB se orgulha de receber em suas fileiras os camaradas que compunham o Coletivo União Comunista, com os quais, nos últimos anos, vínhamos mantendo um respeitoso diálogo, passando em revista nossos pontos de vista sobre os caminhos da revolução brasileira.

Este fato histórico se dá no momento em que o PCB tem chamado a atenção dos verdadeiros comunistas brasileiros, em função das mudanças que vem operando em sua linha política e em sua concepção de partido, rompendo com as ilusões reformistas e apontando para a necessidade de luta para além da institucionalidade burguesa.

Temos, com o mesmo orgulho, recebido camaradas que vêm de outras organizações e coletivos, com culturas e referências teóricas e práticas diferenciadas. Não temos tornado públicos estes recrutamentos individuais em respeito a eles e às organizações de onde vêm. No caso da União Comunista, por se tratar de um coletivo agora dissolvido e por ter tornado pública sua consensual adesão, por decisão soberana de seus ex-membros, permitimo-nos tecer algumas considerações.

O mais significativo desta adesão é a possibilidade, a atualidade e a riqueza do convívio fraterno dentro da mesma organização revolucionária de camaradas que têm distintas leituras do colapso do processo de construção do socialismo na União Soviética e em outros países, sobretudo do Leste Europeu. No PCB, que tem como referência principal o legado de Marx, Engels e Lênin, levamos em conta também as contribuições, os erros e acertos de outros revolucionários, mesmo os que suscitam discussões apaixonadas e, por vezes, maniqueístas.

O XIV Congresso do PCB, realizado há poucos meses – ao debater o balanço e as perspectivas do socialismo - teve a sabedoria de não aprovar um texto obrigatório para seus membros, mas um documento que, sendo resultado do acúmulo existente no nosso Partido sobre o tema, sirva de referência para a continuidade deste necessário debate, que exige uma discussão ainda mais profunda e desapaixonada, até porque, do ponto de vista histórico, é muito recente.

O centralismo democrático num Partido Revolucionário não significa que todos tenham a mesma visão acerca da história do movimento comunista, nacional e internacional. E nem mesmo sobre os rumos da Revolução Brasileira. O centralismo democrático, caminho de mão dupla, é a unidade de ação e a disciplina partidária em torno das resoluções das instâncias partidárias e dos fundamentos do Partido.

No presente, o que une os comunistas que nos empenhamos na reconstrução revolucionária do PCB é a resolução aprovada no Congresso, que trata da ESTRATÉGIA E TÁTICA DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA, que será amplamente divulgada nos próximos dias.

Sejam benvindos, os comunistas brasileiros, a um Partido que não tem qualquer vantagem para oferecer a ninguém, não é legenda eleitoral e que pretende crescer com qualidade revolucionária, organização leninista, disciplina consciente e inserção no movimento de massas.

Ivan Pinheiro

Secretário Geral do PCB

Rio de Janeiro, março de 2010


Postagem de : Luiz Navarro

NOTA OFICIAL DO COLETIVO; UNIÃO COMUNISTA

PORQUE ADERIMOS AO PCB

Nosso Coletivo se formou com base na disposição de alguns militantes, em sua maioria rompidos com o PSTU no final dos anos noventa, de resistir ao processo de institucionalização e de capitulação ao regime democrático-burguês das organizações de esquerda no Brasil. Combinada com essa disposição, estava a intenção de batalhar pelo reagrupamento dos revolucionários, necessidade vital ante a ofensiva do capitalismo desde o desmonte da União Soviética.

Considerando as condições da conjuntura adversa, as debilidades de um punhado de militantes isolados, podemos dizer que sua trajetória rendeu alguns frutos. Nosso coletivo não se restringiu a discussões internas, manteve uma permanente ação militante, editou panfletos, boletins e até mesmo um jornal regular, O Proletário. Além disso, orientou seus membros no sentido de se estruturar e se organizar junto a nossa classe, animando suas atividades sindicais e culturais.

A consciência de que nosso caminho não deveria ser o de construir mais uma seita de esquerda, atrelada a um “messias do marxismo”, detentor de todas as respostas, nos levou desde o começo a nos reconhecer enquanto marxistas militantes, portando, comunistas. Reconhecemos e partimos das elaborações e aportes dos nossos dirigentes históricos: Marx, Engels, Lênin, Trotski, Gramsci e Rosa Luxemburgo. Procurando nos afastar, corretamente, dos exclusivismos sectários e reducionistas.

Mantendo coerência com essa linha de pensamento, buscamos estabelecer acordos e relações políticas com outras organizações da esquerda comunista. Fizemos parte do movimento que viria a resultar posteriormente na fundação do PSOL, ali defendemos a formação de uma frente de esquerda, em base a um programa mínimo, aberta as organizações e partidos legalizados, onde estes manteriam sua independência organizativa e política, proposta que se viu derrotada ante a intenção majoritária naquele movimento de se constituir enquanto partido meramente eleitoral, nos marcos do regime burguês, fato que nos levou ao afastamento definitivo.

Apesar deste revés, a UC não esmoreceu, pelo contrário, continuou seu trabalho militante. Orientou-se, então, por um combate permanente contra os desvios sectários e ultra-esquerdistas, adotando, no interior do movimento dos trabalhadores, a proposta de Frente Única de todos aqueles que se colocam no campo da luta contra a ofensiva capitalista.

É a partir desse período que, nas lutas dos trabalhadores, nas eleições e nas campanhas antiimperialistas, onde tivemos alguma participação aqui no Rio de Janeiro, verificamos que nossas posições estavam muito próximas das defendidas pelo PCB. A partir desse reconhecimento, procuramos estabelecer relações políticas com este partido, coerentes com nosso objetivo estratégico de reagrupamento dos revolucionários. Esta aproximação culminou com o convite para participarmos do seu XIV Congresso.

Nossa compreensão é de que o PCB demonstrou neste XIV Congresso ter o potencial para se transformar no aglutinador da esquerda comunista brasileira. Nos debates que o antecederam, observamos os posicionamentos dos militantes e simpatizantes ter livre acesso à mídia do partido, permitindo a todos tomar conhecimento não só das teses elaboradas pela direção, mas de um conjunto de aportes vindos das mais diversas instâncias partidárias. As teses colocaram em discussão uma rica análise da situação internacional e nacional, avançando também no exame da derrocada do modelo burocrático na URSS e das deformações estalinistas ali produzidas.

As conclusões do XIV Congresso apontaram corretamente a caracterização do capitalismo, enquanto sistema global, como principal inimigo do proletariado mundial e conseqüentemente colocando o internacionalismo proletário na ordem do dia. A nível nacional, define o caráter socialista da revolução brasileira, a partir do entendimento de que o capitalismo está plenamente consolidado no Brasil, conduzido por um bloco burguês acoplado de forma umbilical ao imperialismo.

O PT no governo cumpre um papel nefasto; demonstrou ser a quinta coluna da burguesia no seio do proletariado, reforçou o predomínio do capital monopolista em aliança com o imperialismo, desmobilizando e contribuindo para fazer retroceder a consciência de classe dos trabalhadores.

Como estratégia de combate a esse bloco burguês e seus aliados, o Congresso do PCB levanta a necessidade de se constituir um Bloco Revolucionário do Proletariado para aglutinar as forças políticas e sociais antiimperialistas e anticapitalistas, visando a emancipação dos trabalhadores. Esse Bloco precisa ir além de meras coligações eleitorais, devendo se concretizar nas mais diversas trincheiras da luta de classes.

Para nós, da União Comunista, estas são as questões fundamentais. Se temos acordo sobre elas, entendemos que seria um grande equívoco nos mantermos divididos em função de particularidades táticas ou locais. Por estas razões, coerentes com o que sempre defendemos, chegamos à deliberação de dissolver a UC e aderir, como soldados da revolução, ao Partido Comunista Brasileiro.

Viva a União dos Comunistas!



Viva a Revolução Socialista!



Viva o Partido Comunista Brasileiro!



Rio de Janeiro, março de 2010.


Postagem de : Luiz Navarro

quinta-feira, 11 de março de 2010

DOCUMENTO CONJUNTO DOS PARTIDOS COMUNISTAS E DE TRABALHADORES DOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPÉIA

Documento Conjunto dos Partidos Comunistas e de Trabalhadores dos Países da União Européia


O Encontro dos Chefes de Estado da União Européia, de 21 de fevereiro, sinaliza um novo ataque severo contra a classe trabalhadora e a população da Europa. As resoluções do Encontro, de acordo com a “Estratégia 2020 da UE” que promove e aprofunda a Estratégia de Lisboa, intensifica a política anti-popular da União Européia e dos governos burgueses através de duras medidas contra a classe trabalhadora e o povo. Eles procuram reforçar a lucratividade dos monopólios europeus com a União Européia e a competição do imperialismo internacional.

A estratégia da UE para sair da crise é baseada na imposição de mudanças no sistema de seguridade social, no aumento da idade de aposentadoria e no drástico corte de salários, pensões e benefícios sociais num todo. Esse ataque carrega a estampa das forças liberais e sociais democratas que sustentaram a estratégia do capital em cooperação com a União Européia.

O déficit público e a supervisão das economias em alguns Estados Membros incluindo Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e outros países são usados para intimidar, ideologicamente, o povo trabalhador da Europa.

As companhias transnacionais e os bancos tiveram lucros imensos através da exploração dos trabalhadores e dos subsídios do Estado, ambos antes e durante a crise. Agora eles competem pela partilha do novo empréstimo. Novamente eles jogam a culpa nos trabalhadores, os pobres e as famílias dos pequenos camponeses e nos trabalhadores autônomos através da persuasão e da intimidação.

O espírito de resistência é intensificado entre os trabalhadores europeus que não estão prontos para compartilharem o custo da crise a qual eles não devem suportar pois não são os culpados. Na Grécia, Portugal e outros países, trabalhadores e pequenos e médios agricultores estão protaganizando demonstrações públicas e indo às greves contra as medidas austeras tomadas. Os Partidos Comunistas e de Trabalhadores signatários estão desempenhando um papel protagonista neste movimento, estando na linha de frente da luta de classes.

Os Partidos Comunistas e de Trabalhadores chamam a classe trabalhadora e os povos de cada país a organizarem seus contra-ataques e condenarem os partidos que apóiam a ofensiva anti-popular da UE; para reforçar as fileiras do movimento operário; rejeitarem as alianças que promovem políticas anti-populares e darem uma forte resposta à agressão contra a população exigindo, ao invés disso: emprego pleno e estável com todos os direitos garantidos para todos, aumento substancial de salários, abolição das leis que vão contra o bem estar e o trabalho, redução na idade para aposentadoria e, principalmente, educação, saúde e segurança gratuitas. Trabalhadores podem viver melhor sem os capitalistas; eles produzem o bem estar e, por isso, devem aproveitar isso.

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Os Partido

1. Partido dos Trabalhadores da Bélgica

2. Partido Comunista Britânico

3. Novo Partido Comunista da Inglaterra

4. Partido Comunista da Bulgária

5. Partido dos Comunistas Búlgaros

6. AKEL, Chipre

7. Partido Comunista na Dinamarca

8. Partido Comunista da Estônia

9. Partido Comunista da Finlândia

10. Partido Comunista da Grécia

11. Partido Comunista dos Trabalhadores Húngaros

12. Partido Comunista da Irlanda

13. Partido dos Trabalhadores da Irlanda

14. Partido dos Italianos Comunistas

15. Partido Socialista da Letônia

16. Partido Socialista da Lituânia

17. Partido Comunista de Luxemburgo

18. Partido Comunista de Malta

19. Novo Partido Comunista da Holanda

20. Partido Comunista da Polônia

21. Partido Comunista da Romênia

22. Partido Comunista da Eslováquia

23. Partido Comunista dos Povos da Espanha

24. Partido Comunista da Suécia

Como a Noruega é um membro associado da UE,

Partido Comunista da Noruega também assina o documento.

Outros Partidos

Polo de Renascimento Comunista da França

Tradução: Mariângela Marques


Postagem de: Luiz Navarro