quarta-feira, 29 de setembro de 2010

COMANDANTE JORGE BRICENÕ UM REVOLUCIONARIO ASSASSINADO

Por Miguel Urbano Rodrigues

A morte do comandante Jorge Briceño, das FARC, foi apresentada pelo sistema mediático controlado pelo imperialismo como «grande vitória da democracia sobre o terrorismo» e festejada pelo presidente dos EUA e pela maioria dos governantes da União Europeia.

A mentira e a calúnia podem manipular a informação e enganar centenas de milhões de pessoas, mas não fazem História.

O comandante Jorge Briceño, nome de guerra de Victor Suarez, conhecido na Colômbia como Mono Jojoy – «homem branco», no dialecto das tribos amazónicas da Região – foi um estratego militar de prestígio continental e um revolucionário exemplar que dedicou a vida ao combate pela libertação do seu povo, oprimido pela oligarquia mais corrupta e sanguinária da América Latina.

A sua morte culminou numa operação de custo milionário em que participaram a Força Aérea, a Polícia, os serviços de inteligência, o Exército e a Marinha da Colômbia com a colaboração de Israel, da CIA e do Pentágono.

O crime começou a ser preparado cientificamente há quatro anos quando, numa bota de Mono Jojoy foi colocado um chip que permitia via satélite GPS acompanhar a sua movimentação nas densas florestas dos Departamento do Meta e do Caquetá, praticamente controladas pelo Bloco Oriental das Forças Armadas Revolucionárias – FARC, por ele comandado.

O cerco dos acampamentos do comandante Briceño, nas Serranias de La Macarena, principiou no dia 21 de Setembro. Segundo fontes oficiais, o bombardeamento das instalações, que abrangiam numerosas e profundas cavernas naturais nas escarpas da montanha, foi devastador. 20 Aviões e 37 helicópteros lançaram, no dia 22, sobre uma área reduzida, 100 bombas num total de 50 toneladas.

No ataque foram utilizadas armas e tecnologia que os EUA somente fornecem a Israel e à Colômbia.

A intervenção posterior de forças terrestres da VII Brigada do Exército encontrou, segundo o governo de Juan Manuel Santos, forte resistência das FARC. Nos combates que ainda prosseguem na Região, o Exército reconheceu ter sofrido numerosas baixas, entre feridos e mortos.

A TRAIÇÃO

Tal como ocorreu com a operação encenada cujo desfecho foi a mal chamada «libertação» de Ingrid Bettencourt, a traição de alguns guerrilheiros está na origem do assassínio do Jorge Briceño. Sem ela, a localização do acampamento e do lugar exacto onde se encontrava o comandante na hora do ataque, não teriam sido viáveis. Aliás, somente o segundo bombardeamento, realizado com bombas «inteligentes» de grande precisão, atingiu o objectivo: matar Jorge Briceño

Mono Jojoy sofria de uma diabetes avançada. Por suportar mal as botas da guerrilha, usava umas ortopédicas, especiais. Segundo informações divulgadas pelo Governo e pelo Exército, o responsável pela Intendência das FARC incumbido de comprar esse calçado entrou em contacto com os serviços de inteligência que introduziram o minúsculo chip numa dessas botas.

Cabe esclarecer que o Governo de Uribe – o anterior presidente – tinha criado um prémio equivalente a dois milhões de euros para quem contribuísse para a «captura ou morte» do chefe guerrilheiro.

A fixação da data para a operação – intitulada pelo governo «Boas Vindas às FARC» e «Sodoma» pelas Forças Armadas – foi antecipada porque nas últimas semanas a organização guerrilheira, desmentindo a propaganda oficial que a apresentava como moribunda, retomara a iniciativa em múltiplas frentes, numa demonstração da sua vitalidade.

Em Agosto e Setembro, em ataques de surpresa e embocadas, nos Departamentos do Caquetá e do Meta, foram abatidos em combate 90 elementos do Exército e da Polícia.

Simultaneamente, o Secretariado do Estado Maior Central das FARC reafirmava a sua disponibilidade para negociar com o novo governo a paz desejada pelo povo colombiano e dirigia-se à UNASUL, solicitando uma reunião em que pudesse expor e defender o seu projecto de uma verdadeira paz social para o País.

O presidente títere José Manuel Santos, com o aval de Washington, tomou então a decisão de montar o ataque à Serra de La Macarena cujo desfecho foi o assassínio do comandante Jorge Briceño e de alguns dos seus camaradas.

OS PARABÉNS DE OBAMA

Jorge Briceño é qualificado pelos media de Bogotá e dos EUA de assassino, terrorista feroz e narcotraficante. A linguagem costumeira para designar os dirigentes das FARC.

Essas calúnias e insultos estão desacreditados na América Latina. As forças progressistas do Continente e milhões de trabalhadores identificavam em Briceño um revolucionário de fibra, sabem que ele foi desde a juventude um comunista coerente. Ao oferecer um prémio gigantesco pela sua cabeça, o governo de Uribe demonstrou o respeito que lhe inspirava a capacidade de Mono Jojoy como estratego. Nas cordilheiras e nas selvas colombianas ele, combatendo, adquirira um prestígio quase lendário, emergindo como um símbolo da invencibilidade das FARC. Muitas vezes lhe anunciaram a morte para depois a desmentirem.

O general Padilla, quando comandante-chefe do Exército, dirigiu-lhe um apelo para que se rendesse, oferecendo-lhe garantias se o atendesse. Briceño, em resposta irónica, disse-lhe que uma organização revolucionária que lutava há quase quatro décadas somente deporia as armas quando o povo da Colômbia fosse libertado.

Em 2001, quando as FARC, na cidade de La Macarena, não longe da Serra do mesmo nome – libertaram unilateralmente cerca de 300 soldados e polícias capturados em combate, tive a oportunidade de conhecer e saudar Mono Jojoy. A troca de palavras foi breve porque ele era assediado por embaixadores ocidentais da Comissão Facilitadora da Paz então existente que admiravam o seu talento de estratego. Recordo que nessa jornada o interrogaram sobre a proeza militar que fora a tomada da cidade de Mitú na fronteira da Venezuela numa ofensiva fulminante de Briceño que humilhou os generais colombianos. As FARC combatiam então em 60 Frentes. Vi um vídeo do acontecimento. O discurso que na época dirigiu à população, concentrada na praça principal da cidade, foi uma peça de oratória revolucionária divulgada inclusive por grandes jornais da América Latina.

Compreende-se o ódio da oligarquia colombiana ao estratego das FARC.

Para o matar tiveram de mobilizar milhares de homens e dezenas de aeronaves e de gastar milhões para comprar a consciência de traidores. Agora exibem-lhe o cadáver como troféu.

O presidente dos EUA, numa atitude abjecta, saudou o seu colega colombiano pelo crime. Abraçou-o na Assembleia-Geral da ONU, anunciou um aprofundamento da aliança com o regime fascista de Bogotá, e declarou, eufórico: «sublinho a liderança do presidente Santos e felicito-o porque ontem foi um grande dia para a Colômbia, em que as suas forças armadas realizaram um extraordinário trabalho (…) O presidente da Colômbia pode contar com todo o nosso apoio».

Essa a noção que o imperialismo tem da ética.

Mas Obama e Santos podem insultar o comandante Briceño, chamar-lhe bandido, assassino e terrorista que as suas calúnias não têm o poder de apagar a grandeza do guerrilheiro caído em combate.

Os nomes de Uribe, de Santos e dos generais que o assassinaram serão em breve esquecidos. Não o de Mono Jojoy, revolucionário e soldado da tempera de Bolívar, Sucre, Artigas. Com o tempo subirão da terra pelas Américas estatuas do heróico comandante das FARC. Será recordado com admiração e orgulho pelas futuras gerações,tal como o de Manuel Marulanda, fundador das FARC

V.N de Gaia, 26 de Setembro de 2010.

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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

                                                              

                                                           IVAN PINHEIRO 21
                                                             PRESIDENTE

                                                            LUIZ NAVARRO 21
                                                               GOVERNADOR

                                                           FRANCISCO CASTELO 211
                                                                    SENADOR

                                                            AUGUSTO CASTRO 2121
                                                            DEPUTADO FEDERAL

                                                            ARAUJO BABÁ 21000
                                                             DEPUTADO ESTADUAL
                                                                                                     

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=FA9Am-cAxE8


                                                            IVAN PINHEIRO 21
                                                               PRESIDENTE

                                                            LUIZ NAVARRO 21

                                                            FRANCISCO CASTELO 211
                                                                 SENADOR

                                                            AUGUSTO CASTRO 2121
                                                            DEPUTADO FEDERAL

                                                            ARAUJO BABÁ
                                                            DEPUTADO ESTADUAL

                                                         
                                                          

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

OS ÊXITOS NA VENEZUELA! ISTO É RUIM PARA A DIREITA RAIVOSA.















  1. É tudo o que o "CAPITALISMO" não gostaria que a população da América Latina pudesse assistir. Até em fotografias pois qualquer um pode perceber que é real. O povo ovacionando seu líder por sentir-se beneficiado com suas ações. Isto è abalador para as mentiras assacadas contra a Venezuela pelo
  2. "IMPERIALISMO", Norte-Americano, que só sabe promover guerras para sustentar seu poderio militar e bélico.
  3. Na Venezuela o salário mínimo é de U$372 dólares no Brasil é apenas de U$248 dólares abaixo da Argentina e Chile. Pelos dados vôce tira que o CAPITALISMO no Brasil é exacerbado e cruel pois a politica se desenvolve para entregar as nossas economias ao capital estrangeiro como aconteceu com a Vale do Rio Doce, Petrobrás e outras, também, para tornar banqueiro mais ricos do que são.
  4.  
  5.                                                                      IVAN PINHEIRO 21
  6.                                                                        PRESIDENTE
  7.  
  8.                                                                      LUIZ NAVARRO 21
  9.                                                                        GOVERNADOR
  10.  
  11.                                                                      AUGUSTO CASTRO 2121
  12.                                                                    DEPUTADO ESTADUAL
  13.  
  14.                                                                       ARAÚJO BABÁ 21000
  15.                                                                     DEPUTADO ESTADUAL 
  16.  

domingo, 19 de setembro de 2010

DO MOVIMENTO CONTINENTAL BOLIVARIANO

Aos Povos da Venezuela e do mundo.

“Quando a opressão não deixa
mais alternativa, a guerra de liberação,
constitui o legítimo recurso dos povos
para alcançar a liberdade”

S. Bolívar. 1812 Cartgena.

Concebemos o direito à rebelião dos povos como um direito universal inalienável.

Em determinados momentos ou períodos históricos os povos tem, não somente o direito como o dever de levantar-se contra a opressão e o terrorismo de Estado, utilizando todas as formas de luta que estejam em seu alcance, incluindo a luta armada. Assim aconteceu em nossa América frente a cruel conquista e colonização euorpeia e frente às diversas formas de tirania e iniquidades, e assim vem sendo – e é – ao largo do combate da humanidade por suas liberdades e direitos.



Neste sentido, está clero que as causas que deram origem à confrontação armada na Colômbia não só não desapareceram como se aprofundaram e extendido, e que a pobreza, a iniquidade, a fraude eleitoral e a violação flagrante dos direitos dos direitos fundamentais do ser humano seguem sendo constantemente agravada que marca a história recente deste país irmão, impedindo uma saída pol´tica não beligerante.



O governo dirigido por Juan Manuel Santos é somente uma nova expressão destes regimes oligárquicos, manejados e dirigidos pelo império norte-americano desde o auge do santanderismo.



A chamada “democracia colombiana” vem se convertendo numa obscura máquina de eleger carrascos, não existindo garantias, nem conições mínimas para o desenvolvimento de uma alternativa política eleitoral que mude o destino histórico deste país.



Essa ansiada posibilidade tem sido cerceada em reiteradas ocasiões. Basta recordar o assassinato de milhares de liberais desmobilizados em meados do século XX, o assassinato em plena via pública de Jorge Eliécer Gaitán no ano de 1948 e a matança que se seguiu e, mais recentemente (entre 1984 e 1990) o brutal extermínio de mais de 5000 candidatos, ativistas e políticos desarmados da União patriótica junto aos assassinatos seletivos dos dirigentes guerrilheiros desmobilizados do M-19.



Entendemos a luta armada dos povos como uma epopéia pela libertação e isto, em absoluto, pode ser qualificado de terrorismo. Este termo, embalado, manipulado e explorado em maior escala pelos ianques e seus poderosos meios de desinformação depois dos sucessos do 11 de setembro, vem sendo usado junto às múltiplas artimanhas e mentiras como recurso para estigmatizar, desprestigiar e isolar os grupos insurgentes, procurando bloquear a solidariedade internacional em seu favor e criminalizar toda a tentativa de exercê-la.



Com esse mesmo propósito e igual sentido de adulteração da verdade e dos fatos, se insiste em vincular as guerrilhas colombianas com o narcotráfico, utilizando nessa direção o enorme poder comunicacional transnacional dos EUA e seus aliados para semear a falsa ideia de umas guerrilhas, que desviando-se de suas origens, se transformam em um cartel da droga.



Os vínculos com a narco-corrupção, sem dúvida, apontam em direção inversa, implicando profunda e inequivocadamente as altas esferas do governo, Estado e elites empresariais colombianas encabeçadas nos últimos anos pelo narco-paramilitar Uribe Vélez, pelo próprio Juan Manuel Santos e pelo inescrupuloso setor oligárquico que representa. Aqui é válido afirmar que o ladrão e o assassino julgam por sua condição.



Podemos entender que existem razões do Estado que gravitam neste momentos para a retomada das relações entre Venezuela e Colômbia, porém os povos, o povo bolivariano, mariateguista, artiguista, sanmartiniano, rodriguista, sandinista, zapatista, camanhista, alfarista, tupacamarista, guevarista… - e muito especialmente os revolucionários de todas as tendenências e formas de combate - devem entender, a partir da profundidade do internacionalismo e o latino-americanismo, que a solidariedade não admite silêncios cômodos nem omissões convenientes.



A luta de um povo por sua libertação é parte de nossa própria luta para nos livrarmos das cadeias. Embebidos do espírito bolivariano, assumimos a luta antiimperialista como luta continental contra o império opressor, sempre respeitando a independência, as identidades, as circunstâncias políticas e formas de ação de cada povo e cada setor. Negar tal independência implica adotar a faculdade de perceber e analisar a realidade diferenciada com lentes distantes, que só procuram ver po que favorece interesses egoístas ou manobras circusntanciais, deslegitimando a voz de seus atores reais e desconhecendo o direito e as justas causas e razões. Quem pode afirmar que uma guerrilha pode existir sem apoio popular e sem razões históricas ineludíveis por mais de 50 anos?



A guerra, sem dúvida, não pode seguir sendo o único trágico destino de nosso irmão povo colombiano, nem a rendição de suas heróicas forças insurgentes a saída equânime que dará término a mais de cinco décadas de sangue e morte. Isso seria aceitar que a injusta ordem imposta à ponta de fuzis e terror pelas oligarquias e o imperialismo é o único possível, aceitar o jugo e dar graças por ter vivido sem alcançar um acordo nacional que supere as causas do conflito e leve a Colômbia à uma paz com justiça social, sólida e duradoura.



Quem está fechamdo as portas ao diálogo que possibilitaria um acordo não é a insurgência armada. Não é casual que Santos, a poucos dias de selar o acordo com o presidente Chávez, mostrou sua verdadeira face, assinalando que não vai aceitar nenhum interlocutor nacional ou internacional que busque um processo de diálogo para a paz na Colômbia, negando-se a nomear um Comissionado de Paz e chamando o exército regular a fortalecer a ofensiva militar contra o povo em resistência, coroando-se como o “santo patrono” da Colômbia santanderista.



Frente ao conflito colombiano, somo solidários com os mais de sete mil presos políticos e prisioneiros de guerra, com os mais de quatro milhões de expulsos de suas terras, com os familiares dos milhares de desaparecidos, com os perseguidos políticos e refugiados colombianos espalhados por todo o mundo, em especial com os que se encontram na Venezuela e no Equador, com o movimento estudantil colombiano em pé de luta, com os dirigentes sindicais que dia a dia arriscam suas vidas para defender seus direitos, com o movimento indígena, com o povo consciente, pobre e perseguido da Colômbia que resiste nas montanhas, campos e cidades nas fileiras das FARC-EP e na ELN na Colômbia insurgente de Bolívar.



Somos partidários pelo reconhecimento dessas forças como FORÇAS BELIGERANTES, defensoras de uma proposta de paz com dignidade, portadoras de uma alternativa democrática destinada a contribuir junto a outros setores a criar uma nova Colômbia livre de bases militares norte-americanas, do terrorismo de Estado, de para-militarsmo genocida e de conflitos armados. Uma Colômbia em paz, autodeterminada e a caminho do reinado do desenvolvimento integral, inclusivo e de justiça social.



Acreditamos ser um dever das esquerdas e das forças democráticas e progressistas de nossa América e do mundo, estando ou não exercendo funções de governo, reconhecer o valor dessas forças alternativas (insurgentes ou não, armadas ou civis), apoiá-las em seu rol beligerante, isolar o regime narco-para-terrorista da Colômbia, exigir o desmantelamento das bases militares norte-americanas, bloquear seus propósitos agressivos contra a Venezuela e região, e rumara à saída política democrática do conflito armado.



É a hora das definições, de atuar em consequência e com coerência. A espada da batalha de Bolívar em nossas mãos não é um símbolo, é espírito de luta que percorre nossa America.

PELA PÁTRIA GRANDE EO SOCIALISMO:

VIVA A COLÔMBIA INSURGENTE DE BOLIVAR!

Movimento Continental Bolivariano, 21 de Agosto de 2010.

Tradução: Maria Fernanda M. Scelza

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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

DEBATES ENTRE CANDIDATOS DE ESQUERDA NESTA TERÇA-FEIRA,DIA 21, ÁS 21 HORAS PELA INTERNET



CONFIRMADOS IVAN PINHEIRO (PCB), JOSÉ MARIA (PSTU) E RUI PIMENTA (PCO).



Veja abaixo Nota do jornal Brasil de Fato

Debate entre candidatos a presidente no campo da esquerda

Um esforço do Brasil de Fato para se opor ao caráter anti-democrático do atual processo eleitoral

As eleições – espaço político importante para apresentar projetos para o país e elevar a consciência política da população brasileira – estão cada vez mais despolitizadas e mais dependentes do poder econômico. São vergonhosas e imorais as milionárias cifras gastas para eleger os poderes Executivo e Legislativo em nosso país.

A campanha eleitoral está reduzida à propaganda na televisão, a marketing de pessoas – não de
programas – que dependem de esquemas econômicos muito caros. A compra de cabos eleitorais – “militância” paga e material de propaganda sofisticados – se tornou um fato normal. Com isso, tem mais vantagem os candidatos que conseguem maiores arrecadações de recursos, junto a empresas, bancos etc., em mecanismos promíscuos para quem deseja ocupar cargos públicos e administrar volumosos recursos do povo.

Nesse cenário, não há um clima de debates de ideias e de agitação política na sociedade. As campanhas eleitorais estão engessadas, moldadas por uma legislação que impede uma participação popular mais ativa. Limita comícios e atividades de agitação política próprias da natureza do processo.

Com o debate sobre os rumos do país jogado ao ostracismo, a grande ausente do processo eleitoral brasileiro é a política. Política aqui entendida como a disputa de interesses contraditórios acerca dos problemas fundamentais da sociedade. E, numa sociedade de classes, desigual como a brasileira, o desaparecimento do conflito favorece os mais fortes, os dominantes.

A mídia corporativa cumpre um papel fundamental nesta mediocrização das campanhas eleitorais. A cobertura limita-se aos “favoritos” – exatamente aqueles com os orçamentos milionários – e a linha editorial prioriza as trajetórias e características pessoais dos candidatos. Ou seja, projetos para o país jamais são discutidos.

Num esforço para apresentar alternativa ao quadro eleitoral, o Brasil de Fato realizará no dia 21 de setembro, às 21 horas, um debate entre os candidatos à Presidência da República representados em nosso conselho editorial. Foram convidados Dilma Rousseff (PT), Ivan Pinheiro (PCB), José Maria de Almeida (PSTU), Marina Silva (PV), Plínio Arruda Sampaio (PSOL) e Rui Costa Pimenta (PCO).

Seguindo sua característica de ser plural no campo da esquerda, o jornal Brasil de Fato convida também outros veículos de comunicação da imprensa alternativa e popular no sentido de dar amplitude ao debate.

Este debate trata-se de uma atividade unificada de movimentos sociais e partidos de esquerda, aberto a adesão de outros movimentos que entendem a importância de fortalecer a diversidade de vozes dentro de uma sociedade democrática.

O debate terá também um caráter de ato político, com o objetivo de denunciar a falta de democracia do atual processo eleitoral, uma vez que a mídia corporativa adota critérios arbitrários para excluir candidaturas da sua cobertura. Portanto, o debate é na prática, um protesto contra o atual sistema eleitoral e midiático.

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PCB RESPODE A NOTA DE PLINIO ARRUDA SAMPAIO SOBRE AUSÊNCIA NO DEBATE DO JORNAL BRASIL DE FATO








A Comissão Política Nacional do PCB vem a público declarar-se contra a reivindicação do candidato Plínio de Arruda Sampaio no sentido de que seja representado por outro membro do PSOL no debate dos candidatos a Presidente pelos partidos de esquerda, via internet, que será realizado neste dia 21 de setembro, às 21 horas, com promoção e mediação do jornal Brasil de Fato, ao qual o próprio presidenciável do PSOL, recentemente, reivindicou publicamente espaço para a sua candidatura, mesmo depois de o jornal lhe ter dedicado uma página, como o fez para os demais candidatos de esquerda

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a Comissão Organizadora do debate, de que fazem parte representantes do jornal Brasil de Fato e dos partidos que, de imediato, aceitaram participar do debate (PCB, PCO e PSTU), tomou todos os cuidados para buscar garantir a presença do candidato do PSOL: a proposta do debate e do dia para a sua realização foram informados com bastante antecedência, assim como foram verificadas as datas dos debates nacionais de televisão a que Plínio foi convidado e os demais candidatos de esquerda não. Constatou-se que, no dia 21, não haverá debate na TV. Infelizmente, nenhum representante do PSOL, apesar de convidado, apareceu na sede do Brasil de Fato nas diversas reuniões que já se realizaram para organizar o debate entre os candidatos socialistas.

Entretanto, o candidato do PSOL anuncia, em nota encaminhada ao Brasil de Fato, que, no dia do debate entre os presidenciáveis de esquerda, optou por ir a um debate promovido pelo Instituto Ethos, com os presidenciáveis dos outros partidos, de centro e de direita. O instituto é ligado ao empresariado, e tem a pretensão de promover a “ética” no interior do capitalismo. Este evento será durante o dia e em São Paulo, mesmo local do debate na internet, que ocorrerá às 21h. O candidato do PSOL ainda alega compromissos de campanha na véspera e no dia seguinte ao dia 21, como se os outros candidatos também não os tivessem.

A atitude de Plínio de Arruda Sampaio revela uma profunda subestimação pelos demais partidos de esquerda e por seus candidatos a Presidente. Uma atitude que contribui para o isolamento em que a burguesia pretende jogar os partidos revolucionários, como o PCB, o PCO e o PSTU, colocando-os como residuais, desimportantes, "nanicos".

Para o PCB, o debate do dia 21, entre os candidatos da esquerda, é o mais importante evento de toda esta campanha eleitoral rebaixada, manipulada, midiatizada. É muito mais do que um debate; é um gesto histórico da esquerda socialista brasileira para deixar claro que a luta continua para muito além das eleições; é um gesto de unidade, que cria condições para uma verdadeira frente permanente anticapitalista e não meras coligações eleitorais para as quais nos procuram nos anos pares.

A ida ao debate do candidato a Presidente pelo PSOL valorizaria o evento e seria um gesto de solidariedade aos partidos políticos e organizações socialistas, excluídos pela grande mídia e pela burguesia.

Por isso, o PCB não aceita a sua substituição no debate e pede a reflexão de Plínio e do PSOL, para que revejam a escolha por um evento que provavelmente versará sobre a possibilidade de moralizar o capitalismo, com candidatos da ordem (já que PCB, PCO e PSTU jamais serão convidados pelo Instituto Ethos), em detrimento do debate que busca valorizar a unidade de ação das esquerdas no movimento político e nas lutas de massas no Brasil.

Rio, 15 de setembro de 2010

Comissão Política Nacional do PCB

VEJA ABAIXO A NOTA DE PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO:

Nota de Plínio sobre debate do jornal Brasil de Fato

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O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio Arruda Sampaio, respondeu a matéria do jornal Folha de São Paulo que acusava o PSOL de "esnobar" debate entre os candidatos de esquerda promovido pelo jornal Brasil de Fato. Abaixo reproduzimos a nota na íntegra.

Esta Folha publicou nota (Eleições 2010, p.9, 12/9) cujo título distorce o que foi informado pela candidatura ao afirmar que "Plínio esnoba debate da esquerda".

Conforme relata o texto, a assessoria da campanha informou que não poderia comparecer ao debate promovido pelo jornal "Brasil de Fato" no próximo dia 21 porque estarei em agendas previamente marcadas. O evento que reunirá as candidaturas da esquerda apresentadas nesta eleição acontece um dia após o debate entre presidenciáveis realizado pelas emissoras afiliadas ao SBT na região Nordeste do país, que será transmitido a partir do Recife.

No mesmo dia 21, estou convidado a participar de um encontro entre presidenciáveis promovido pelo Instituto Ethos, em São Paulo, onde também tenho atividades agendadas anteriormente à iniciativa do "Brasil de Fato" no dia 22. E no dia 23 participo do debate promovido pela CNBB, em Brasília.

Como fica evidente, diferentemente do que foi publicado por esta Folha, em nenhum momento "esnobei" o encontro promovido no dia 21 por um jornal com o qual tenho as melhores relações.

Minha candidatura inclusive estará representada à mesa do debate, caso haja acordo dos demais participantes, por decisão da coordenação de nossa campanha, que considera a iniciativa um importante evento para abrir espaço aos candidatos de esquerda, omitidos cotidianamente pelos monopólios da comunicação no país.

PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO, candidato à Presidência pelo PSOL (São Paulo, SP)



http://www.plinio50.com.br/noticias/391-nota-de-plinio-sobre-debate-do-jornal-brasil-de-fato.html













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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

A VISÃO DE MUNDO DOS COMUNISTAS PELO OLHAR DE IVAN PINHEIRO



Na última quarta-feira, 08 de setembro, foi lançado na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio Janeiro, o livro "Um Olhar Comunista", coletânea de artigos do secretário-geral do PCB, Ivan Pinheiro.

Conhecido, entre outras coisas, por seus discursos inflamados, Ivan produz há anos artigos sobre os temas que lhe são caros. E eles são muitos. Começam na política partidária, e lá estão as sugestões para um PCB ideologicamente mais forte e inserido nos movimentos sociais, e terminam na saudade e respeito por amigos já idos, como “Pachecão” e “Dona Dolores”.

Mas seu olhar e mãos também observam e discorrem sobre o internacionalismo proletário, a violência imperialista, a ideologia burguesa submersa em filmes e disputas desportivas. Se faltou algo, do qual ele muito entende e é uma de suas grandes paixões, é a música popular brasileira e suas diversas canções. Fica para uma próxima edição!

O que não falta é sua firme e convicta afirmação pelo comunismo, que lhe fez merecedor de um prefácio do comunista português Miguel Urbano Rodrigues e de um bela coluna do saudoso Fausto Wolff no hoje falecido Jornal do Brasil.

“Avô de muitas crianças pelo mundo”, como afirmou no lançamento do livro, a escrita de Ivan Pinheiro demonstra a têmpera daqueles já agraciados pela experiência – e o melhor, sem perder a chama pela libertação do homem. Coisa de quem tem o olhar comunista.


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Postagem de :Luiz Navarro
O CAVALO DE TRÓIA COLOMBIANO




Ivan Pinheiro*



A bomba que explodiu em Bogotá, logo após a posse do novo presidente colombiano, obviamente não foi de autoria das FARC, como insinuou a mídia burguesa internacional. Em toda a sua história, as FARC jamais recorreram ao terrorismo; nunca explodiram uma bomba que pudesse atingir inocentes.

O mais corriqueiro expediente da CIA, no mundo todo, é exatamente promover atentados e explosão de bombas, com vítimas, sob falsa bandeira, ou seja, acusando de autoria alguma organização contrária aos interesses imperialistas. Para a guerrilha colombiana, seria um tiro no pé, no momento em que desenvolve uma campanha por um diálogo de paz mediado pela Unasul.

Bomba foi obra dos órgãos de informação e repressão da Colômbia, assessorados pela CIA e pelo Mossad.

A bomba foi contra as FARC, para isolá-las de governos e setores progressistas e reformistas e tentar sepultar qualquer possibilidade de negociações de paz entre o estado Colombiano e a insurgência. A bomba foi para classificar a guerrilha como “terrorista”, de forma a não ser reconhecida como parte legítima de uma negociação de paz, que não interessa ao imperialismo nem à burguesia colombiana. Ao primeiro, para ampliar sua presença militar na Colômbia e fazer dela o que Israel representa para o Oriente Médio. À segunda, para continuar se locupletando da ajuda financeira dos EUA e atribuindo às FARC o narcotráfico que, em verdade, é comandado pela máfia dirigida por Uribe e Santos, que controla a produção e a distribuição da cocaína, inclusive para os EUA.

Os verdadeiros terroristas escolheram o melhor momento para explodir a bomba: o inicio do novo governo colombiano e as vésperas de eleições importantes no Brasil. Os reformistas, em seus cálculos eleitorais, precisam se mostrar contrários às FARC para ganhar votos, já que a insurgência está satanizada pela mídia.

Foi exatamente para se aproveitar da reta final da eleição brasileira que Santos, o novo Presidente da Colômbia, veio recentemente ao nosso país. Cinicamente, ao mesmo tempo em que pede ao Brasil para não se intrometer no conflito interno colombiano, escolheu candidatos a Presidente para audiências públicas, com o objetivo de comprometê-los com a classificação das FARC como organização “narcoterrorista”.

Que José Serra (PSDB) se comprometesse publicamente nesse sentido não foi nenhuma surpresa. Em sua campanha tem feito críticas, pela direita, em relação à pragmática política externa do governo Lula, que é progressista nas relações entre Estados e governos e imperialista nas relações comerciais.

A surpresa foi Dilma Roussef (PT) ter aderido à demonização da insurgência, logo ela que a esquerda reformista classifica como socialista, com o único argumento de que participou, como guerrilheira, da luta armada contra a ditadura em nosso país! Santos conseguiu uma grande vitória, arrancando compromissos públicos dos candidatos que a mídia transformou em favoritos.

O Brasil não foi escolhido aleatoriamente para ser o primeiro país visitado pelo novo Presidente colombiano. Ele precisa evitar que nosso país lidere, nos marcos da UNASUL, uma grande mobilização a favor de um processo de negociações para uma paz democrática na Colômbia, que tem como pré-requisito a classificação da guerrilha como organização política beligerante e não como “terrorista” ou “narcotraficante”.

Este é mais um indício de que um previsível governo Dilma/Michel Temer poderá se colocar à direita do governo Lula. Este, pelo menos, ficou “em cima do muro” sobre o tema. Com o objetivo principal de incrementar negócios de empresas brasileiras na Colômbia, Lula conciliou com a instalação de mais sete bases militares norte-americanas na Colômbia e celebrou inúmeros acordos militares e comerciais com esse país (inclusive mais onze na semana passada), mas jamais classificou as FARC como “terrorista” ou “narcotraficante”. Aliás, o compromisso que Dilma assumiu com Santos desmentiu o próprio assessor internacional de Lula (Marco Aurélio Garcia) que, na véspera, dissera que o “governo brasileiro não é uma agência de classificação e, por isso, não classifica a guerrilha como organização terrorista”.

Este compromisso público de Dilma cria condições para que o Poder Executivo ou o Congresso Nacional, num governo em que o PMDB terá mais peso - com um Vice-Presidente forte, mais governadores (apoiados pelo PT), mais ministros, as maiores bancadas e Presidências na Câmara e no Senado - transforme em lei a classificação das FARC como “narcoterrorista”, como em alguns países da Europa, de forma a tornar crime qualquer solidariedade ou relacionamento com a insurgência.

Agora fica compreensível a recente entrevista do secretário de relações internacionais do PT, no jornal Brasil de Fato. Ele afirma que as FARC devem “declarar um cessar-fogo unilateral” como requisito para negociações e propõe que “o conflito na Colômbia deixe de ser militar e passe a ser político eleitoral”, como se eleição fosse o único espaço para a esquerda fazer política. Este é exatamente o discurso de Santos para “resolver” o conflito, com a rendição da guerrilha.

Para reforçar sua argumentação, o dirigente petista, tido como à esquerda em seu partido, lembra que, em El Salvador, o atual presidente foi eleito pela legenda de uma antiga organização guerrilheira, a FMLN. É verdade. Faltou dizer que o mesmo acontece na Nicarágua, cujo governo atual é da FSLN.

Não é preciso apelar às FARC para aceitar uma negociação, como se a organização fosse contra. Basta ler os comunicados das FARC e assistir à mensagem de seu comandante, Alfonso Cano, propondo negociações, com a mediação da UNASUL. Se for por falta de fonte, pode-se recorrer à pagina do PCB (WWW.pcb.org.br). Se queremos a solução do conflito, temos que apelar aos que não querem a negociação, não aos que a querem!

Nos anos 80 e 90, houve na América Latina um processo negociado de desmilitarização de grupos guerrilheiros. Todos esses entendimentos resultaram na transformação das guerrilhas em organizações políticas legais. Na Colômbia, entretanto, este processo terminou com o cruel assassinato de mais de 5.000 membros da União Patriótica, partido político então legal, que incorporava parte dos militantes das FARC que desceram das montanhas, do Partido Comunista Colombiano e de outras organizações de esquerda. Entre os assassinados a sangue frio pelas milícias de direita, estavam o candidato à Presidência da República e os parlamentares eleitos pela UP, intelectuais, sindicalistas e lideranças de massa.

O estado terrorista colombiano não cumpriu o acordo, assinado na presença da imprensa mundial e de personalidades internacionais.

Portanto, as FARC não podem promover uma rendição unilateral, incondicional, uma paz de cemitérios, jogando fora um patrimônio de décadas de luta e submetendo seus militantes a um genocídio. O que pretendem é um diálogo que torne possível uma paz democrática, que ponha fim não só ao conflito, mas ao terrorismo de Estado, à expulsão de camponeses de suas terras, às milícias paramilitares, ao assassinato e à prisão de milhares de militantes e que assegure liberdades democráticas e mudanças econômicas e sociais.

Como uma força beligerante que está nas montanhas pode promover um “cessar-fogo” unilateral, deixando-se matar pelas forças de repressão?

Imaginem se Ho-Chi-Min fosse para as negociações de Paris com suas tropas tendo cessado fogo? Qual o resultado da guerra do Vietnã?

Não dá para tergiversar. Esta é uma proposta ditada pelo oportunismo “político eleitoral” e para favorecer a política externa brasileira, que tem como fundamento fazer do Brasil uma grande potência capitalista mundial. E, principalmente, para desarmar qualquer resistência dos povos à opressão e limitar a luta ao seu aspecto “político-eleitoral”.

Ao invés de pedirmos o suicídio coletivo de revolucionários “não eleitorais”, temos que iniciar imediatamente uma campanha para obrigar o estado colombiano a negociar. E o Brasil tem todas as condições para liderar e fazer acontecer esse movimento.

Desmontar o “Cavalo de Tróia” montado pelo imperialismo na Colômbia não importa apenas para evitar uma guerra com a Venezuela ou a derrubada de seu governo. Como disse Fidel Castro, as bases militares ianques na Colômbia são punhais no coração de toda a América Latina, inclusive, não nos iludamos, sobre o Brasil, cujas extraordinárias riquezas naturais – a biodiversidade da Amazônia, as imensas reservas de água doce e o pré-sal - são os principais objetos da cobiça dos Estados Unidos em nosso continente.

Daí a importância de mobilizarmos personalidades e forças progressistas em nosso país para nos somarmos à iniciativa adotada pela Senadora colombiana Piedad Córdoba e diversos intelectuais do nosso continente que criaram recentemente, em Buenos Aires, o movimento “Latino-Americanos pela Paz na Colômbia”.

* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB


Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

|Postagem de Luiz Navarro

                                                          IVAN PINHEIRO 21
                                                            PRESIDENTE

                                                          LUIZ NAVARRO 21
                                                            GOVERNADOR

                                                          AUGUSTO CASTRO 2121
                                                           DEPUTADO FEDERAL

                                                          ARAUJO BABÁ 21000
                                                          DEPUTADO ESTADUAL

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PRESOS POLITICOS EM GREVE DE FOME

Tudo indica que, para a Mídia Corporativa, um preso comum cubano que entre em greve de fome vale mais que três dezenas de presos políticos indígenas do Chile, que tomam essa decisão para que alguém os ouça.

Por aqui ninguém do JN perguntará aos candidatos à presidência o que o Brasil poderia fazer para salvar os mapuches, presos sob acusação de terrorismo (lutam pelo direito à terra, triste mania de índios que se recusam a aceitar a realidade e migrarem logo para as favelas e periferias).

A Folha de SP e O Globo do RJ não farão enquetes com seus leitores sobre as medidas que o governo brasileiro deveria imediatamente tomar - afinal, 31 vidas no Chile, e ainda mais 31 índios não pacificados e não reduzidos, não valem o mesmo que uma vida no Irã ameaçada pelo fundamentalismo.

Melhor cobrir os mineiros presos, é muito mais show, tem mais emoção, e todo todo o mundo está do seu lado, rezando para que eles saiam bem - sobretudo aqueles que ficam mais ricos às suas custas, que não podem correr riscos.

Melhor lembrar os quase 3mil mortos no 11 de setembro de 2001 nos EUA, mortos com os ataques aos símbolos do mercado financeiro e do poder militar estadunidenses. Afinal essas vidas sim são de um valor inigualável, tanto que já custaram mais de um milhão de vidas no Iraque, produzidas pelo mesmo país que não se satisfaz em levar morte e destruição ao mundo, desde que foi capaz (o único com essa competência) de utilizar a bomba atômica no Japão e promover vários golpes de estado sanguinários pelo mundo.

Para as fétidas agências de comunicação aliadas ao imperialismo (para as quais essa palavras nem existem, visto que é da sua natureza acompanhá-lo e obedecê-lo), criminosos mesmo são os governos de Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador, visto que esses não aceitam o figurino da conivência internacional com os assassinos e mentirosos yanques.

Vamos furar o bloqueio e acompanhar o que não querem que saibamos.

_________________

Campanha Internacional de apoio aos presos políticos em greve de fome no Chile

13 Setembro 2010

Por Rodrigo Fonseca

Postagem de: Luiz Navarro

Organizações Mapuche e solidárias da Europa e dos Estados Unidos

A partir de 12 de julho de 2010, trinta e um comuneiros mapuche se encontram em greve de fome nas prisões de Concepción, Valdivia, Lebo e Temuco. Os presos políticos mapuche em greve de fome reivindicam o direito a processos justos, à aplicação de uma justiça objetiva e principalmente a abolição da Lei Antiterrorista.

O fato de que prisioneiros políticos indígenas se vejam obrigados a uma ação tão drástica se deve ao fato de que no decorrer da última década, a lei antiterrorista No. 18.314 - ditada durante o regime ditatorial de Pinochet – é aplicada exclusivamente contra os líderes políticos e comuneiros mapuche. A abolição desta lei é exigida por grande parte do Sistema Internacional de Direitos Humanos, entre os quais se destaca a Comissão de Ética Contra a Tortura, cujo relatório foi discutido pelo Comitê de Eliminação da Discriminação Racial das Nações Unidas no mês de agosto de 2009. A aplicação da Lei Antiterrorista é uma violação aos direitos humanos dos cidadãos que exercem seu direito de protestar, reivindicam o direito de propriedade sobre suas terras ancestrais, exigem respeito a sua forma de vida e sua identidade cultural. O Conselho de Direitos Humanos da ONU, em vários Relatórios Especiais, recomendou a não aplicação da Lei Antiterrorista às atividades e manifestações de protesto e reivindicações do povo mapuche. Estas Recomendações sustentam que a aplicação desta lei não garante um julgamento imparcial, e trazem antecedentes sobre os casos em que estes direitos são violados. Destaca-se a utilização de testemunhas sem rosto, a manutenção dos acusados em prisão preventiva indefinida, e submissão dos réus a um duplo julgamento, pela justiça civil e militar, ao mesmo tempo.

No Chile, no curso desta década a perseguição étnica toma proporções alarmantes. Neste momento, 37 dirigentes políticos mapuche estão presos em diferentes prisões do sul do Chile. Desses, 28 prisioneiros foram processados ou condenados pela lei antiterrorista. No total, há 60 comuneiros presos ou em liberdade condicional por sentença ou medidas cautelares. Três mapuche tiveram que pedir asilo político na Argentina (2) e Suíça, e cinco mapuche morreram em consequência dos disparos e da tortura da polícia chilena.

 Poder Executivo e os representantes do Poder Legislativo do Chile têm a obrigação de iniciar um processo de diálogo com os prisioneiros políticos em greve de fome. É necessário retificar a política discriminatória aplicada às históricas reivindicações do povo mapuche, que o Estado do Chile continua violando. O Estado chileno tem a obrigação de respeitar as obrigações dos tratados internacionais que assinou, como é o caso do Convênio 169 da OIT, da Declaração da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, e de pôr fim à repressão e às perseguições contra os dirigentes mapuche”.

Pontuamos o seguinte

 Organizações mapuche e solidárias da Europa e dos Estados Unidos, expressam seu apoio aos prisioneiros políticos mapuche em greve de fome, e respaldam suas reivindicações de justiça acerca de:

O fim da violência institucionalizada e a abolição da Lei Antiterrorista;

Pôr fim à política de militarização das zonas mapuche;

Assegurar o respeito às garantias do devido processo, e à liberdade dos presos políticos Mapuche atualmente presos;

Abolição do sistema de "duplo julgamento simultâneo" diante de Tribunais militares e Tribunais Civis. Garantias de defesa dos réus;

Direitos políticos e territoriais, autonomia e autodeterminação. Direitos reconhecidos na

Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, ratificada pelo Estado chileno em 13 de setembro de 2007.

Reafirmamos que a nação mapuche se encontra no legítimo direito de lutar pela recuperação e reconstrução de seu território histórico, usurpado pelo Estado chileno.

Territórios reconhecidos formalmente em tratados internacionais pelo Império Espanhol e o Estado do Chile.

Comunicamos que continuamos nosso trabalho de denúncia do Estado chileno pela sua política racista e repressiva contra a nação mapuche.

Traduzido por: Valeria Lima



Os proletários nada têm a perder, além dos seus grilhões. Têm um mundo a ganhar.

Proletariërs hebben er niets bij te verliezen, behalve hun ketens dan. Zij hebben er alleen maar bij te winnen.

The proletarians have nothing to lose but their chains. They have a world to win.

Les prolétaires n'y ont rien à perdre que leurs chaînes. Ils ont un monde à y gagner.

Los proletarios no tienen nada que perder, como no sea sus cadenas. Tienen un mundo entero que ganar.

domingo, 12 de setembro de 2010

PCB

Presidente

IVAN PINHEIRO

FRANK SVENSSON

GovernadorGovernador

Ivan Pinheiro, advogado, 64 anos,

(Rio de Janeiro, 18 de março de 1946),

pai de cinco filhas, é o Secretário Geral

do PCB - Partido Comunista Brasileiro.

Iniciou sua atividade política ainda na

adolescência, no Colégio Pedro II, onde

estudou entre 1957 e 1963; foi diretor do

Grêmio Estudantil. Em 1965, ingressou

na ainda Universidade do Estado da

Guanabara - UEG (atual Uerj), onde

estudou Direito. Nessa época, integrou-

-se ao Movimento Revolucionário Oito

de Outubro (MR-8). Durante o curso,

foi diretor do Centro Acadêmico Luiz

Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória

como liderança estudantil, atualmente

a sede do Centro Acadêmico chama-se

“Sala Ivan Pinheiro”. A partir de 1976,

sob seu comando, o Sindicato dos Ban-

cários se tornou, na prática, o principal

centro de resistência à ditadura no Rio

de Janeiro.

Nascido em Belo Horizonte, militante

do PCB, desde 1959, arquiteto-urbanista,

comecei minha vida profissional na

SUDENE com CELSO FURTADO. Fiz

parte da equipe dirigida por Darcy

Ribeiro e Oscar Niemeyer do Convênio

sobre Reforma Universitária entre o

PCB e a República Popular Socialis-

ta da Argélia. Por orientação de Luis

Carlos Prestes e Miguel Arraes fui fun-

dador do ensino de planejamento e

arquitetura na República Popular de

Angola. Lecionei em universidades da

França e da Suécia. Na Universidade

de Brasília alcancei o grau máximo

de professor titular em arquitetura e

urbanismo e sou seu professor asso-

ciado. Autor de vários artigos sobre

conceitos e história das cidades bem

como 2 livros:

Arquitetura, Criação

e Necessidade

e

Visão de Mundo e

Arquitetura.

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO







Presidente

FRANK SVENSSON

GovernadorGovernador

IVAN PINHEIRO

Rosana Chaib - Senadora 212

Luiz Corrêa - Deputado Federal 2121

Téo - Deputado Distrital 21121

VOTE PCB,VOTE 21.

para mais informações acesse o site www.pcb.org.br

Ivan Pinheiro - Presidente 21

Frank Svensson - Governador 21

PCB

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O PCB SÓ TEM UM CANDIDATO AO SENADO.

Nesta eleição temos duas vagas para o Senado da Republica. O PCB-AM, só tem um candidato oficial que é o Francisco Castelo. FRANCISCO CASTELO, eu o conheço há muito tempo e sei que jamais seria "LARANJA", de ou para alguem. Temos uma segunda opção de apoio a quem queremos no Senado da Republica, para representar o povo do Amazonas bem mais CAPAZ que os atuais ocupantes do Senado. Não podemos apoiar declaradamente o segundo candidato mas podemos e devemos sinalizar ao eleitor a melhor candidata para o Senado da Republica. È fácil basta analisar e perguntar? Quem sempre esteve ao lado dos movimentos Sociais. Quem sempre foi,  defendeu e defende o SOCIALISMO? Quem apesar da atual posição defende as lutas dos trabalhadores? Pois é, este perfil, indica a candidata que é a nossa segunda opção para o Senado da Republica!

Postado e escrito por: Luiz Navarro

                                                                  IVAN PINHEIRO 21
                                                                    PRESIDENTE

                                                                  LUIZ NAVARRO 21
                                                                     GOVERNADOR

                                                                  AUGUSTO CASTRO 2121
                                                                     DEPUTADO FEDERAL

                                                                  ARAUJO BABÁ 21000
                                                                  DEPUTADO ESTADUAL

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

MILICIA DE EX DEPUTADO FEDERAL, ASSASSINOU O MILITANTE DO MST NO PARÁ










Milícia Armada de ex-Deputado Federal assassina militante do MST no Pará




Ação de Milícia armada dofazendeiro e ex-Deputado Federal Josué Bengstson (PTB) que renunciou ao mandato para fugir da cassação por envolvimento na Máfia das Sanguessugas resultaram namorte do trabalhador rural e militante do MST José Valmeristo Soares conhecidocomo Caribé. Por volta de 09:00h da manhã dois trabalhadores rurais JoãoBatista Galdino de Souza e José Valmeristo o Caribé se dirigiam a cidade de Santa Luzia do Pará quando foram abordados por um grupo de três pistoleiros armados no ramal do Pitoró que os obrigaram a entrar em um carro onde foram espancados e torturados. Após seçãode torturas foram obrigados a descer no Ramal do Cacual próximo à cidade de Bragança com a promessa de que iriam acertar as contas. João Batista Galdino conseguiu escapar para a mata e ouviu sete disparos.



Chegando à cidade de Santa Luzia João Batista denunciou à polícia que afirmou não poder ir por ser noite e dificilmente achariam o corpo. A Direção do MST denunciou à Secretaria de Segurança Pública do Pará através de Eduardo Ciso que afirmou mandar um grupo de policiais ao local e que conversaria com o Delegado do Interior para tomar providências. Nada foi feito e por volta de 10:00h da manhã de hoje(04/09/2010) os trabalhadores rurais encontraram o corpo de José ValmeristoSoares.



Os trabalhadores Rurais Sem Terra estão acampados às proximidades da Fazenda Cambará e a reivindicam para criarum assentamento de reforma agrária. A Fazenda Cambará faz parte de uma gleba federal chamada Pau de remo e possui 6.886 há de terras públicas. O fazendeiroe ex-deputado Federal Josué Bengstson possui somente 1.800 há com títulos e aPromotora de Justiça Ana Maria Magalhães já denunciou varias vezes que se trata de terras públicas. Os trabalhadores já haviam denunciado na ouvidoria agrária do INCRA, Ouvidoria Agrária Nacional do MDA, Delegacia Regional do MDA,Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Pará e Secretaria deSegurança Pública do Pará as várias ameaças de morte sofridas pelos jagunço epela própria polícia de Santa Luzia e Capitão Poço sem que nenhuma providência tenha sido tomada.



Denunciamos ao conjunto da sociedade brasileira mais esse vergonhoso ato de omissão e conluio da Polícia do Pará com os fazendeiros do Estado, bem como a incompetência da Secretaria de Segurança Pública do Pará e do Governo do Estado em resolver as graves violações dos direitos humanos no campo que fazem o Estado do Pará atingir o triste posto de campeão nacional de violência no campo. Denunciamos também a inoperância do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária [WINDOWS-1252?]– INCRA, bemcomo o Programa Terra Legal do Governo Federal que não tem resolvido osproblemas fundiários mesmo aqueles que chegam ao conhecimento público.



Exigimos a prisão imediata dos pistoleiros que assassinaram o trabalhador José Valmeristo Soares, bem como dos mandantes Josué Bengstson e seu Filho Marcos Bengstson.



Exigimos também a desapropriação imediata da fazenda Cambará para o assentamento imediato das famílias acampadas no acampamento Quintino Lira.



Belém, 04 de setembro de 2010



Direção Estadual do MST [WINDOWS-1252?]– Pará



Reforma Agrária. Por justiça social e soberania popular!



Em 4 de setembro de 2010 15:31, ulisses manacas escreveu:



Companheiras/os,







É com muita tristeza que denunciamos mais um assassinato de um trabalhador rural do MST e pra variar já havia várias denúncias sobre as ameaças.


Postagem de Luiz Navarro

sábado, 4 de setembro de 2010

TRAIU A TODOS PENSANDO EM SE DAR BEM!

Um jovem politico do MDB, logo mudou-se para o PSB, buscando oportunidades que na sua cabeça eram imprescindivel a sua busca pelo poder. Fingiu-se de SOCIALISTA, para melhor enganar a todos. Candidatou-se a Deputado Federal ainda pelo MDB, e o eleitorado não foi na sua conversa mole que era aveludada e macia recusando-se a sufragar seu nome nas urnas. Na segunda tentativa conseguiu lograr exito devido o nomero maior de adesões a sua candidatura, que logo a seguir foi colocada de lado para se lançar em voos mais altos. Candidatou-se ao Governo do Estado do Amazonas, e procurou o apoio do Governador da época senhor Gilberto Mestrinho que de pronto descartou a pretensão do jovem e ambicioso politico dizendo para o povo através da imprensa. - O poderá ser um bom parlamentar entretanto não tem nenhuma condição de vir a ser um bom executivo. Tinha razão o experiente Governador Gilberto Mestrinho. Perdeu a eleição quando gelou para o Amazonino no debate na TV Amazonas. Na eleição seguinte conseguiu reunir toda a oposição principalmente a esquerda em torno de seu nome na disputa pela Prefeitura de Manaus. O candidato da situação era nada menos que Gilberto Mestrinho que devido o Amazonino haver cruzado os braços para derrotar o velho caçique, temendo que sua fortaleza pudesse atrapalhar seus planos. Ganhou o Artur Virgilio e tornou-se o Prefeito de Manaus.
O jovem politico de voz macia e mansa, dito por êle mesmo que daí em diante sería um General. Desastre total! O slogan usado pomposamente no lugar de Prefeitura Municipal de Manaus, foi trocado pelo nome Prefeitura Popular de Manaus, logo abandonado (antes de seis meses), por falta de autenticidade. De popular só o nome. Os aliados que o elegeram tinham que esperar de 4 a 6 horas na esperança de serem recebidos e para surpresa chegava o aviso,  o Prefeito se ausentara por urgente necessidade. A coisa ficou mais grave quando o Gilberto Mestrinho elegeu-se novamente Governador. Foi a posse do mesmo e passou a frenquentar o Palacio Rio Negro na época sede do governo. O desastre continuou as ruas completamente esburacadas eram uma verdadeira tabua de pirulitos. Foi o pior Prefeito que a cidade de Manaus teve. Arrogante e violento. Quando percebeu que o Governador Gilberto Mestrinho não o apoiaria novamente ameaçou dar- lhe palmadas no BUMBUM. Portanto os jornais da época noticiaram fartamente a materia. Essa conversa mole é para enganar "bôbo", o Senador quando tem o poder na s mãos é violento sim. Eu lembro de uma frase dita pelo mesmo - Eu sou capaz de fazer qualquer coisa pelo poder!

Postagem e escrito por: Luiz Navarro

                                                                     PARA FUNCIONAR

                                                                     IVAN PINHEIRO 21
                                                                       PRESIDENTE

                                                                     LUIZ NAVARRO 21
                                                                        GOVERNADOR

                                                                     AUGUSTO CASTRO 2121
                                                                         DEPUTADO FEDERAL

                                                                     ARAUJO BABÁ 21000
                                                                     DEPUTADO ESTADUAL