terça-feira, 21 de dezembro de 2010

UM NATAL COM SAÚDE E UM ANO NOVO CHEIO DE PESPECTIVAS SOCIALISTA

Nós do PCB, desejamos que o trabalhador consiga perceber, que só na união está contida a alavanca para lutar contra os desmandos da burguesia. Que é necessário ousar lutar ousar vencer, que o amanhã não deve permanecer no obscurantismo, que absorvendo consciência critica possa conseguir afastar as brumas dos enganos imperialista, dando passagem aos raios brilhantes da emancipação socialista.

 2011 sem torpor, nas ações do brasileiro trabalhador



Escrito e postado por: Luiz Navarro

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O COMBATE A DROGA EFETUADO PELOS NORTE AMERICANOS É UMA FARSA

Nos salões de festa dos magnatas do mundo inteiro e em particular dos norte americanos, rola a cocaína quase pura para que o anfitrião e seus convidados possam "viajar" sem sair do local. Festa de rico que quer mostrar prestigio, tem que rolar "cocaína". Jamais, em qualquer parte do mundo, o mais atento dos mortais testemunhou uma ação policial contra os magnatas que promovem esses bacanais. Isto mesmo bacanais escandalosos pois é testemunhado pela grande mídia que só faz elogios aos anfitriões que na maioria dos casos tais magnatas são acionistas da grande mídia.


Essa tolerância com a "cocaína", chega aos gabinetes governamentais norte americano, tanto é que a CIA, comprovou que o ex-presidente da Colômbia o Álvaro Uribe é membro destacado do cartel de Medelin, assim mesmo o governo norte americano concedeu empréstimo ao governo Colombiano para sob a alegação que tais recursos serviriam para o combate as droga e ao terrorismo. Note-se que o terrorismo partiu sempre dos paramilitares que agiam na Colômbia sob o beneplácido do governo. Esta verba destinada ao governo Colombiano é como colocar a raposa dentro do galinheiro para vigiar as galinhas.


Ha poucos dias uma reportagem em jornal local,noticiou a prisão pela policia militar, de uma familia inteira de supostos traficantes.


Por este torrão tupiniquim, também existem os "magnatinhas" que são "grileiros" de terras que também oferecem aos seus convidados em festas bacanais a cocaína servida em bandeja para a "viagem" de seus convidados. Nos bairros da cidade de Manaus todo o morador sabe onde tem uma boca de fumo. Quem fornece a droga seriam facilmente identificados por órgão inteligente da policia. Se isto não acontece é porque não existe vontade politica de acabar com o tráfico de drogas sendo portanto uma farsa o combate ao mesmo.


Escrito e postado por: Luiz Navarro

COSTA RICA- SOLICITAÇÃO PARA A ENTRADA DE TROPAS AMERICANAS NO PAÍS JÁ ESTÁ NO CONGRESSO

Karol Assunção *

Adital - A solicitação para a permissão do patrulhamento da Costa Rica por tropas estadunidenses já está no Congresso Nacional do país centro-americano. Em nota enviada ao Congresso, o Ministério de Segurança Pública da Costa Rica pede a aprovação da ajuda militar estadunidense para o próximo ano sob a justificativa de combater o narcotráfico no país.

Mesmo com protestos de oposição e de grupos sociais contrários à militarização, o Ministério quer novamente a entrada de tropas dos Estados Unidos. Se aprovada, autorização permitirá que 46 navios de guerra, 42 helicópteros armados e mais de quatro mil militares estadunidenses patrulhem a costa do país de 1° de janeiro a 30 de junho de 2011.

Informações dão conta de que a autorização incluirá "um eventual ataque, permanência em porto e desembarque das tripulações das embarcações Guarda-Costas dos Estados Unidos". Sob a alegação de combate ao narcotráfico, os navios de guerra do país norte-americano atuarão nas águas do Oceano Pacífico e do Mar do Caribe pertencentes à Costa Rica.

A entrada de tropas dos Estados Unidos não será novidade para o país centro-americano. Neste ano, a Assembleia Legislativa concedeu uma permissão - de julho a dezembro - para a entrada de 99 navios, com mais de 17 mil soldados, dos Estados Unidos na Costa Rica.

O "Acordo entre o Governo da República da Costa Rica e o Governo dos Estados Unidos da América para a cooperação para suprimir o tráfico ilícito" é lembrado pelo Ministério do país centro-americano no pedido de autorização para a entrada de tropas estadunidenses.

Aprovado pela Lei 7929, de outubro de 1999, tal acordo estabelece, entre outros pontos, que os dois Estados não realizarão reclamações, "com exceção daquelas contratuais, contra o outro por dano, perda ou destruição da propriedade do outro, lesões ou morte de pessoal de ambos que surgirem das atividades as quais se aplica este acordo".

Além disso, o convênio destaca que as reclamações de terceiros a respeito das atividades da operação deverão ser destinadas ao governo responsável e serão discutidas de acordo com as leis do Estado em questão.

Com informações de El País Costa Rica/ El Tiempo/ La Voz del Sandinismo



* Jornalista da Adital


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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PC DO B JANTA COM CURRIOLA DO DEM E DO PSDB.

Jantar de confraternização do PCdoB-SP lota e é sucesso absoluto


Mais de 450 pessoas lotaram a Churrascaria Novilho de Prata, no bairro do Paraíso, em São Paulo durante o jantar de confraternização do PCdoB-SP. O evento tinha por objetivo arrecadar fundos para o Partido pós-eleição, mas foi também uma ocasião festiva que reuniu militantes, amigos e parceiros do PCdoB.



A animação ficou por conta da roda de samba puxada por Leci Brandão; ao lado da cantora e deputada estadual eleita estão o vereador Netinho de Paula, Pedro Bigardi, Nádia Campeão e Aurélio Peres.

Animados por uma roda de samba, entre dirigentes, simpatizantes e personalidades do mundo político, marcaram presença no jantar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e vereadores de diversos partidos, dentre os quais José Police Neto (PSDB), Claudio Prado (PDT), Marco Aurelio Cunha (DEM), Claudio Fonseca (PPS) e Eliseu Gabriel (PSB).



Prestigiaram o jantar também os vereadores comunistas na Câmara Municipal, Netinho de Paula e Jamil Murad; a bancada comunista na ALESP eleita em 2010, com Pedro Bigardi e Leci Brandão, também marcou presença.



O ex-deputado comunista Aurélio Peres emocionou a todos quando mencionou sua eleição, ainda sob a clandestinidade, em 1982, e o salto que o PCdoB deu em 2010.



A valorização do ano vitorioso ficou a cargo da presidente estadual, Nádia Campeão, que foi seguida pelo discurso do deputado estadual Pedro Bigardi, cuja eleição sem dúvidas representou uma das maiores vitórias alcançadas pelos comunistas neste último pleito.



Para o secretário estadual de finanças, Vanius de Oliveira, "o jantar possuia dois objetivos: confraternizar com nossa militância o ano de 2010, que foi de muitas batalhas mas também muito vitorioso: nós temos motivos para comemorar. O segundo é que, ao longo dessas batalhas, foram ficando alguns ativos que precisávamos cobrir para fechar o ano com chave de ouro e, tanto num quesito quanto no outro, o jantar superou todas as expectativas."

Da redação


site: http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=143267&id_secao=3

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Postagem de: Luiz Navarro

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A TAL DA ÉTICA NO VOTO- A ÉTICA "ZÉ PASTINHA"

Laerte Braga

Um conceito clássico, um tanto reacionário, mas menos por isso inválido para abrir uma discussão, é o que diz que “ética ou moral é o estudo da ação humana enquanto livre e pessoal”. O objetivo? “Traçar a vontade na sua inclinação para o bem.”

Vai daí que, bem de que?

O “empresário” Paulo Stak (vive do aluguel de máquinas industriais, não tem indústria nenhuma) preside a FIESP/DASLU (Federação das Indústrias de São Paulo), a segunda mais poderosa entidade empresarial do Brasil. A primeira é a FEBRABAN (Federação Brasileira dos Bancos).

No processo de discussão e votação da CPMF (Contribuição Permanente sobre Movimentações Financeiras) levou ao Senado Federal um abaixo assinado com mais de um milhão de assinaturas contra o imposto. Em entrevista à imprensa e ao lado do senador Artur Virgílio, declarou que manifestava ali, naquelas assinaturas, a vontade do povo brasileiro de acabar com um imposto dentre os tantos que “nos asfixiam”.

Artur Virgílio, senador da República, líder dos tucanos na chamada Câmara Alta (de altas baixarias), ele próprio acusado de desviar verbas carimbadas para a educação quando prefeito de Manaus, responde na Justiça por isso, reclamou de Stak que haviam “yuppies demais na entrega do abaixo assinado”. “É preciso mais povo” reclamou Virgílio.

“Quantos banguelas você quer?” Foi a resposta de Stak que, dois meses, mais ou menos, depois, gastou um milhão de reais na festa de recepção dos convidados ao casamento de sua filha. Isso enquanto se descobria que as assinaturas foram obtidas entre os camelôs de São Paulo e pagas.

Como, poucos dias antes da votação que determinou o fim da CPMF, o médico Adib Jatene, um dos mais respeitados cirurgiões e homens públicos do País, meteu o dedo no nariz de Stak num restaurante em São Paulo e acusou-o de sonegador.

Stak respondeu que não era bem assim, que o doutor Jatene estava equivocado, mas baixou a cabeça sonegador que é. Entre outras coisas Jatene disparou: “vocês querem o fim da CPMF porque é o único imposto que não conseguem sonegar. Não estão nem um pouco preocupados com o bem estar do povo. Enquanto não se taxar a riqueza neste País vocês não têm moral para coisa alguma”.

Stak não disse nada. Continuou desconversando. Uma questão de força moral. Jatene tem, ele não.

A ética de Stak é essa. “traçar sua inclinação para o bem”. O bem deles. Beira-mar tem uma ética entre seus comandados. Escreveu não leu e ganha um presente sete palmos abaixo da terra. É assim que funciona a “organização”. Não difere nem um pouco do esquema FIESP/DASLU, exceto pelo fato de um ter o amparo da lei e outro não.

O presidente da Associação Brasileira dos Magistrados, o juiz pernambucano Mozart Valadares Pires, recém eleito, tem uma ética peculiar e própria na denúncia dos candidatos com “ficha suja”. Ou seja, aqueles que respondem a processos na Justiça. Coloca no mesmo patamar a candidata Marta Suplicy e o candidato Paulo Maluf, hour concours em qualquer concurso de corrupção em qualquer lugar do mundo.

“Mãos limpas”, “ética”, “ficha suja”, essas expressões ganharam força e se prestam ao papel de iludir a opinião pública mantendo tudo como está, sem nenhuma mudança e assegurando a ética de dominação dos donos.

Foi assim no governo de FHV (Fernando Henrique Vende). A palavra chave era “privatizar” e a conseqüência era “progresso”. Quem se opunha estava contra o futuro. A GLOBO vendeu a idéia o tempo todo e hoje o Brasil é um país fragmentado, a VALE é dona da Amazônia (o general Heleno garante que os índios são os culpados), a ARACRUZ é dona do Espírito Santo em parceria com a própria VALE, os bancos estrangeiros controlam o mercado financeiro a partir do norte-americano Henry Meireles, presidente do Banco Central do Brasil (filial do FED dos EUA).

O futuro está aí. O Brasil em marcha acelerada para o século XIX, inauguração de linhas de diligências da Wells Fargo, vendendo ferro para a China e comprando trilhos e com reservas imensas de petróleo, mas de companhias estrangeiras, na quebra do monopólio estatal e na transferência do controle da maioria das ações preferenciais (sobre os lucros) da PETROBRAS para grupos estrangeiros.

A ética tucana de vender na feira do neoliberalismo por comissão mais vantajosa, ou às vezes nem tanto, mas para amigos do peito (grupo Jereissati por exemplo), um País inteiro e depois o maior dos vendedores, FHV (Fernando Henrique Vende), montar um instituto, o Instituto Fernando Henrique, em São Paulo (onde mais? Sob o controle do reino FIESP/DASLU e batuta do “contratado” da ALSTON José Propina Serra) para perpetuar o “faraó” e lavar dinheiro de Daniel Dantas, na sociedade da mana com a filha do governador em Miami (onde mais também?).

No Brasil as palavras se desvalorizam no sentido de perder o valor intrínseco, da noite para o dia. Se você perguntar a Paulo Maluf se ele se houve com dignidade e lisura em todos os cargos que exerceu vai responder que sim sem piscar um olho sequer. E teve setecentos mil votos para deputado federal.

Fernando Henrique Vende tem mania de dar conselhos assim como se fosse “o farol de Alexandria” (designação dada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim). Tem a ética do espelho mágico. O que diz que maior é ele. Bate e rebate ele próprio.

Essa história de lista suja de candidatos não precisaria existir. Bastaria que a lei fosse cumprida. Que os tribunais de contas, pirâmides do nada, cumprissem seus papéis ao invés de se associarem ao crime, caso de três conselheiros de Minas, um deles Andrada (Toninho Andrada.). Que os tribunais de Justiça não protelassem julgamentos de políticos acusados de corrupção e que se arrastam há mais de não sei quantos anos.

Ou que gilmar mendes não fosse ministro do stf, nem ele e nem marco aurélio melo, responsáveis pela alegria dos banqueiros.

Ou que juízes recusassem o convite da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) para um fim de semana com tudo pago em Comandatuba.

O sujeito hoje “corrupta” num estado do norte, Roraima ou Rondônia, deixa por lá estragos sem tamanho e vem “corruptar” em Minas, na FEAM (Fundação Estadual do Meio-ambiente). Falo do quadrilheiro Joaquim Martins da Silva Filho. E Aécio que não sabe direito onde fica a capital do estado que governa, Minas, pois mora no Rio nem tem idéia do que acontece, preocupado que está com o show de cada jogo no Mineirão.

O juiz Mozart Valadares Pires tem dito palavras aparentemente limpas e preocupadas com o resgate da dignidade na vida pública. Mas encapa ideologias totalitárias (são vários grupos de extrema-direita ligados ao seu discurso). O que vale dizer parece ser uma coisa mas é UDN no duro mesmo.

O caso de São Paulo é definitivo. Cita os nomes dos candidatos Paulo Maluf e Marta Suplicy, mas ignora que Gilberto Kassab, o atual prefeito, enfrenta várias acusações de corrupção e que o candidato tucano Geraldo Alckimin é alvo de investigação pela Polícia da Suíça por ter recebido propinas para facilitar concorrências para a empresa ALSTON, fato não noticiado pela mídia brasileira (claro, já viu a mídia, a GLOBO que é o carro chefe, dar tiro no pé?).

A tal “lista suja” virou partido político da hipocrisia. Aquele tipo de coisa, ou gente, que chega e faz um rebuliço danado, você pensa que tudo vai mudar e daí que fica tudo do mesmo jeito, o que no duro ele quer é se acomodar no cesto dos privilégios do mundo institucional falido e corrupto.

Sua própria eleição para a presidência é contestada por seus adversários que falam em compra de votos e fraude em urnas.

Esse trem é que nem Zé Pastinha. Você olha assim, escuta, tem a impressão que está diante de um exemplo de dignidade, caráter, trabalhador e tal, mas quando emerge a face real, é um pilantra sem tamanho, vagabundo da pior espécie. E tem quem acredite que seja bonzinho. Esse é o problema.

Postagem de: Luiz Navarro

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DERROTAR DILMA NAS RUAS

José Arbex Jr

Exatamente como aconteceu no dia 3 de outubro, 36 milhões de eleitores (número equivalente 27% do universo de 136 milhões de brasileiros qualificados para votar) preferiram não depositar o seu voto em qualquer candidato à presidência. Esse é, de longe, o dado mais significativo de segundo turno das eleições: 4,7 milhões anularam o voto, 2,5 milhões votaram em branco e 29 milhões se abstiveram. Dilma Rousseff foi eleita, portanto com apenas 41% do total de votos possíveis, ao passo que José Serra obteve 32% (isto é, ficou míseros 5 pontos percentuais acima dos votos não válidos e das abstenções).

Para um país onde o voto é obrigatório, os resultados revelam, no mínimo, que boa parte de população não deposita qualquer confiança ou entusiasmo nos dois candidatos. Os votos em Dilma tampouco demonstraram uma suposta força de “esquerda a direita” como alardeiam supostas lideranças da mais suposta ainda “esquerda”, já que boa parte dos votos foi carreada pela máquina coronelista do PMDB, com a preciosa ajuda de tradicionais esquerdistas do quilate de José Sarney e Michel Temer, e outra parte, ainda foi depositada pelo subproletariado cooptado pela distribuição das migalhas oriundas do assistencialismo estatal.

Os votos em Dilma não refletem sequer o apoio do Partido dos Trabalhadores à sua candidatura. Dilma foi a “candidata do lula”, não do PT a presidência do país. Ela filiou—se ao PT apenas em 2001, não tem base partidária e foi guindada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à chefia da casa civil após a queda de José Dirceu, em 2005, em detrimento da opção por petistas “históricos”. Da mesma forma, Lula acertou “pelo alto” um acordo com o PMDB, assegurando-lhe o cargo de vice de Dilma (Michel Temer) e o apoio do PT à candidatura aos governos do Maranhão (Roseana Sarney) e Minas Gerais (Hélio Costa).

Os conflitos provocados no PT por essas medidas foram públicos, assim como as defecções que o partido sofreu a partir de 2003, incluindo a de petistas “emblemáticos” como Heloísa Helena, Marina Silva e Ivan Valente, entre outros. A capacidade de Lula impor a sua vontade ai PT decorre de uma combinação de múltiplus fatores: alianças internas entre grupos que formam a “máquina” do partido, controladas diretamente por ele; uma política de cooptação de militantes guinados a cargos públicos bem remunerados e o mais importante: o fortalecimento do “lulismo” descolado do PT.

O “lulismo” – do qual Dilma tornou-se imagem refratada – é, provavelmente, o fenômeno político e social mais importante e nefasto do cenário conjuntural brasileiro contemporâneo. Começou a adquirir uma forma nítida e concreta a partir de 1998, quando Lula, antes identificado com as grande greves do ABC, passou a se apresentar como “lulinha paz e amor” e a cortejar o voto do subproletariado – constituído por trabalhadores informais, sem carteira assinada, dispostos a aceitar salários miseráveis e condições indignas de trabalho -, com um discurso assistencialista (centrando no programa Fome Zero), ao mesmo tempo em que acenava para os banqueiros a disposição de aceitar as regras do jogo financeiro, compromisso consagrado pela “carta aos Brasileiros”,em 2002.

Em sua primeira gestão, Lula criou uma série de programas sociais destinados a atrair o subproletariado. No final de 2003, lançou o Programa Bolsa Familia (PBF), que hoje atende a 12 milhões de lares. Entre os milhões daqueles que votaram em Lula pela primeira vez em 2006, e os que elegeram Dilma agora, a maioria era composta por nordestinos de renda baixa, o público alvo por excelência do PBF. Combinado com o PBF, Lula manteve o controle da inflação, garantiu um aumento menor do preço da cesta básica nas regiões mais pobres, assegurou um ganho real de 25% no salário mínimo, criou o “crédito consignado” e outras medidas destinadas a expandir o financiamento popular. Além disso, lançou uma série de programas que beneficiam setores tradicionalmente marginalizados, como o Luz para Todos (de eletrificação rural).

Se a “distribuição real de renda” é cantada em verso e prosa pela “esquerda” lulista como “prova” de que seu governo tem “uma lado progressista”, a contrapartida é o fato de que Lula passou a governar com o apoio direto do capital financeiro, cujos lucros, sem precedentes na história do país, somam dezenas de vezes o total dos investimentos em programas sociais. A contrapartida é o apaziguamento de uma ampla camada conservadora da classe média que quer a “ordem” e a estabilidade, e o amor do subproletario, que vê no presidente um “igual” que “chegou lá” e está “ajeitando as coisas” para os mais pobres. Seu governo incorporou plenamente a noção conservadora que dispensa a organização da classe trabalhadora, pois um Messias conduz as reformas.

Mas para fazer isso Lula teve que “congelar”- principalmente, por meio da cooptação – os movimentos sociais, as principais lideranças sindicais do país e “rifar” o seu próprio partido, o PT, que hoje existe apenas como sombra do poder pessoal de um presidente que se coloca acima de todos os partidos. O “lulismo” significou, portanto, o abandono dos perspectivas de esquerda que estiveram na base da fundação do PT, as quais pressupunham uma elevação da consciência de classe por meio da luta política. Houve , ao contrario, um rebaixamento da consciência. Por essa razão é que o escândalo do “mensalão”, em 2005, não impediu a reeleição de Lula: ele tinha o apoio de uma camada da sociedade que não lê jornais e que não se sentiu afetada. Por esse mesmo motivo, não teve repercussões mais desastrosas as revelações. Às vésperas do primeiro turno de 2010, das maracutaias envolvendo Erenice Guerra, amiga intima de Dilma e sua substituta na casa civil.

O governo Dilma – o Lula do mundo bizarro – será, necessariamente, muito pior e mais caótico. Lula, ao menos, tem brilho próprio, controla a máquina petista e coloca-se acima da disputa entre as várias facções dos grupos burgueses (negocia, costura acordos e concilia com todos eles, e ainda faz a ponte com o senhores do Império). Dilma Roussef não é nada disso. Ela deve sua eleição a Lula, sem ter o seu carisma nem base organizada para sustentar o seu governo. Começa como refém do PMDB no congresso e comprometida até o pescoço com um programa de governo que significa a manutenção da total subordinação ao capital financeiro.

A única perspectiva real que sobre à esquerda brasileira é romper com a paralisia que a marcou durante os oito anos de Lula e passar à oposição ativa, mais ou menos como propunha a fórmula lançada pelo comitê central do PCB, logo após o primeiro turno: “Derrotar Serra nas urnas e depois Dilma nas ruas.” A primeira parte já se cumpriu.

José Arbex Jr. é jornalista

Publicado em "Caros Amigos", edição de novembro de 2010

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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de : Luiz Navarro

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

GRUPO TORTURA NUNCA MAIS, NÃO PARTICIPA DE ATO DA CUT DE 13 DE DEZEMBRO

 Não participação do GTNM/RJ no Ato da CUT de 13 de Dezembro

O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ foi procurado pela CUT/RJ através de sua Assessoria de Comunicação, representada por Bepe Damasco, para participar da organização de ato nacional sobre os 41 anos da edição do famigerado

Ato Institucional nº 5.

Por ser um movimento social suprapartidário, autônomo e independente, o GTNM/RJ tem por princípio ético-político, desde sua fundação, não participar de eventos políticopartidários. Isto foi de imediato esclarecido ao representante da CUT/RJ que nos afiançou que o ato de 13 de dezembro seria suprapartidário.

Em reunião realizada, em 25 de novembro último, com a Diretoria do GTNM/RJ e o representante da CUT, ficou acordado que neste evento a CUT, por sugestão nossa, iria homenagear alguns companheiros fundadores do GTNM/RJ há 25 anos atrás. Assim, foram lembrados e confirmados os nomes de Alcir Henrique da Costa, Carlos Gomes Vilela Filho, Modesto da Silveira, Cléa Lopes de Moraes, Maria Dolores Perez Gonzalez (LOLA) e a entidade Centro pela Justiça e pelo Direito Internacional (CEJIL/Brasil). Ao lado disso, todos os mortos e desaparecidos políticos seriam lembrados e homenageados através de listas com seus nomes a serem afixadas no auditório do 9º andar da ABI, local do evento.

O GTNM/RJ ficou responsável por conseguir as biografias das pessoas a serem homenageadas e entrar em contato com elas. Assim, o fez. Somente em 06 de dezembro último recebemos, sem consulta anterior, o cartaz definitivo sobre o ato que não citava o GTNM/RJ como entidade parceira e nem os nomes dos homenageados por nós escolhidos.

Em 07 de dezembro, por insistência nossa, tomamos conhecimento de que na mesa do evento, além de entidades como a CUT, a ABI, o MST e o GTNM/RJ, também estariam presentes figuras públicas vinculadas aos partidos políticos PT e PMDB, este último através do governador do estado do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral.

Soubemos também que os nomes por nós indicados seriam apenas homenageados na fala da presidente do GTNM/RJ

- que foi uma das homenageadas escolhida pela CUT.

Os indicados pelo GTNM/RJ não estariam, portanto, contemplados nas homenagens indicadas pela CUT, todas elas também bastante representativas e que merecem nosso apoio, respeito e nossa homenagem.

Infelizmente, o que havia sido acordado foi modificado e sequer fomos informados.

Acrescente-se a isto o fato de que, no momento, junto a outros movimentos sociais e entidades, o GTNM/RJ faz parte de uma frente que acompanha preocupada e de forma bastante crítica a política militarizada de segurança pública que vem sendo implementada pelo atual governo do Rio de Janeiro ferindo os mais elementares

princípios dos direitos humanos afirmados pelo GTNM/RJ desde sua fundação em 1985.

Por tudo o que foi exposto, o GTNM/RJ torna público sua

não participação no ato promovido pela CUT no dia 13 de dezembro próximo. Não poderíamos sentar em uma mesa em que se fazem presentes alguns representantes e apoiadores de uma política exterminadora que produz mais insegurança pública, mais violência e mais desrespeito aos direitos humanos.

Assim, o GTNM/RJ -

espantado e impactado pelo rumo tomado para a realização de tão importante ato que há 41 anos trouxe a implantação do terrorismo de Estado em nosso país atingindo violentamente milhares de brasileiros - se sente impedido de participar de tal evento. Em função da afir ação de nossos princípios ético-políticos seria impossível no dia do AI-5 estar ao lado de algumas figuras que, no momento atual, ferem os direitos humanos tão penosamente afirmados por todos aqueles que foram perseguidos, sequestrados, mortos e desaparecidos pela tortura que se institucionalizou a partir daquele triste e terrível 13 de dezembro de 1969.

Em nome da ética e da luta de toda uma geração que deu sua vida por uma sociedade mais justa e fraterna, estaremos em nosso jornal virtual de 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos) homenageando com suas biografias alguns de nossos fundadores que foram indicados para este ato de 13 de dezembro próximo.

Pela Vida, Pela Paz


Tortura Nunca Mais!

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2010

Diretoria do GTNM/RJ

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Postagem de Luiz Navarro

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

NOVELA DE TÕDO VERÃO

Novela de Todo Verão

Alguém vai precisar dar um pontapé inicial para que haja mudança na postura das autoridades com vistas a solucionar alguns problemas e também para mudar os argumentos requentados e inconsistentes.

Esses argumentos em nada se diferenciam de roteiro de novela. Não existe uma novela que não tenha dois irmãos apaixonados, por um desconhecer quem é o pai. Não pode faltar uma cunhada caidinha pelo marido da irmã ou pelo seu padrasto ou vice-versa; uma série de traições entre casais e alguns triângulos amorosos, além de alguém sempre flagrado falando mal de outro. Essas situações cativam os telespectadores, que vibram com as surras homéricas dadas por franzinos traiçoeiros em gigantes traidores. É forçado em demasia que o bem se prevalece até no físico.

Todos esses enredos novelas após novelas conseguem mantê-las em evidência permanente, com altíssimos índices de audiência, e até as tornam um dos principais produtos de exportação do Brasil, com enorme aceitação em vários países do mundo.

Na Novela Nossa de Todo Verão o enredo também é repetitivo, com muitas semelhanças e algumas divergências essenciais. Começa pela Natureza que, teimosa, é repetitiva em mandar chuva em determinadas épocas para as regiões aclimatizadas para chover. Com qualquer chuva, surgem quilômetros de congestionamento nas grandes cidades. Com chuvas mais intensas, bairros inteiros ficam inundados, produzindo as cenas rotineiras de pessoas e fezes misturadas. Quando vêm os temporais, o primeiro problema surge com os institutos de previsão ao anunciarem que choveu, num dia ou em horas, trezentos por cento do previsto para todo o mês ou para período de chuvas. Falam com uma naturalidade assombrosa. Não dizem que ou as chuvas são imprevisíveis ou os institutos podem preveem tudo, menos chuva.

Algumas diferenças entre as novelas. Primeiro de roteiro. Na nossa, os personagens são sempre as vítimas; nas de televisão, os autores e diretores aprecem quando elas estão no auge; na Novela Nossa de Todo Verão, não existe autor nem responsável pela direção. Na nossa, as personagens são verdadeiras.

No fim é que tudo difere. A partir da suposição deste texto. A novela real é a fictícia, a de televisão, e traz sempre um resultado fictício. Aqui, a fictícia é a real, e traz também o resultado mais real do mundo. Na televisiva, o bem sempre prevalece; na real, na Nossa de Todo Verão, o mal sempre prevalece no fim. O autor da novela fictícia assume que é responsável pelo seu final; na nossa, não existem responsáveis, e o final é conhecido com antecedência.

Os telespectadores de ambas são reais. Só que os da fictícia vão das favelas aos bairros nobres como Leblon, no Rio de Janeiro, Morumbi e Alphaville, em São Paulo. Na real, o público alcançado é sempre da periferia. Pode ser apenas coincidência. A diferença essencial é que o público participa intensamente da novela fictícia, mas fica anestesiado em relação à novela real. Existe muito choro em ambas. Na fictícia, resulta do imaginário; na real, o choro vem pela perda de fato. Mas a principal diferença é que, de fato, a novela fictícia chega ao fim; já a novela real é eterna.

E a maior diferença entre as novelas, é que nas de televisão, as pessoas desaparecem do telespectador apenas no imaginário; na nossa, as mães nunca mais verão seus filhos, ou estes nunca mais terão suas mães. Os corpos dos garotos Igor Menderson da Silva e Hebert da Silva, do bairro de Americanópolis, São Paulo, prenunciam que a Novela Nossa de Todo Verão só tem recomeço. E já começou.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bel. Direito

Postagem de: Luiz Navarro