quinta-feira, 31 de março de 2011

ENTREVISTA DO IVAN PINHEIRO AO TRIBUNA POPULAR -SITE DO PCV(VENEZUELA)

Materia no site do pcv


http://www.pcv-venezuela.org/index.php/internacional/8200-pcb-alerta-que-gobierno-de-dilma-rousseff-sera-mas-conservador-que-el-de-lula








http://www.youtube.com/watch?v=5ffn2cZ4bzw&feature=player_embedded#at=1010

quarta-feira, 30 de março de 2011

O artigo do articulista merece a reprodução

O DETETIVE DA PALAVRA


José Ribamar Bessa Freire

27/03/2011 - Diário do Amazonas

A universitária Valéria Silva, do Curso de Museologia, não esperou a aula terminar. Ali mesmo, na sala, diante de seus colegas, tirou um revólver da mochila e disparou um tiro certeiro nos cornos do professor de antropologia que caiu estrebuchando numa poça de sangue e saliva, sem largar o giz que segurava entre os dedos. “Ele falava demais” – ela disse ao reitor, a quem entregou a arma, ainda trêmula, as bochechas infladas, os olhos injetados, quase saltando das órbitas.

BALA CALA DOCENTE, berraram os jornais no dia seguinte, registrando depoimentos dos colegas de Valéria, que nunca escondeu seu ímpeto assassino, nem mesmo para os vizinhos do edifício em Botafogo onde mora: - “Um dia eu ainda mato esse ladrão de discurso, que sufoca a gente. Ele fala, fala, fala e não ouve ninguém. Não deixa aluno abrir a boca. Rouba a nossa voz, nos impõe um silêncio humilhante”. Colegas e vizinhos julgavam que era apenas uma forma exagerada de expressar seu descontentamento.

E era, porque nesse relato, onde quase tudo é verdade - personagens, ‘ameaças’ de morte e até o domicílio em Botafogo - o desenlace fatal não aconteceu (ainda?) porque Valéria, por enquanto, não mata nem mosquito da dengue. O crime só foi aqui encenado para mostrar como a mídia está se lixando para os eventos acadêmicos. Uma aula, por mais excepcional que seja, jamais será notícia, a não ser que uma aluna fique nua dentro da sala ou use mini-saia como aquela estudante que causou o maior tumulto em uma faculdade de São Bernardo do Campo (SP). Mas aí, a notícia não é a aula.

Acabo de assistir a um evento acadêmico nessa quinta-feira, numa sala de aula em Niterói (RJ). A Universidade Federal Fluminense (UFF) pariu mais uma doutora. Maria do Socorro Pereira Leal, professora da Universidade Federal de Roraima, defendeu tese de doutorado no Curso de Pós Graduação em Letras. Ela analisou a disputa de terras no Brasil, a partir dos discursos dos fazendeiros, dos políticos e dos índios no processo de demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol (RR), destacando a cobertura on line de três jornais: Folha de Boa Vista, Folha de São Paulo e O Globo.

Análise do discurso

A maioria dos leitores de jornal está mais ou menos familiarizada com a Geografia, a Sociologia, a História, a Economia, a Antropologia, a Biologia e outras ciências, mas são ainda poucos os que conhecem uma disciplina chamada Análise do Discurso (AD), desenvolvida inicialmente na França, mas que hoje circula em todo o mundo, incluindo várias universidades brasileiras. A AD faz com a fala o que o microscópio faz com a célula: mostra aquilo que é invisível a olho nu.

Para isso, criou algumas técnicas que disseca o discurso das pessoas, entendendo por discurso qualquer produção da linguagem, desde o noticiário da televisão, o artigo de jornal, uma carta, um bate-papo, uma fofoca, enfim tudo aquilo que as pessoas falam ou escrevem, o que dizem e até o que deixam de dizer.

O analista do discurso é uma espécie de detetive da palavra, que descobre o sentido oculto de um texto ou daquilo que ele silencia, avaliando como o discurso faz sentido e como mudam as referências das palavras. ‘Morna’ não significa o mesmo em ‘a mamadeira está morna’ e ‘a cerveja está morna’. No primeiro caso alerta que o bebê pode beber, no segundo que o bebum não pode beber.

A tese de Socorro Leal, intitulada “Índios & brasileiros: posse da terra Brasilis nos discursos jornalístico on line, político e indígena” discute justamente os sentidos que os fazendeiros, os políticos e os índios dão a algumas palavras-símbolo como Lei, Nação, Família, Desenvolvimento, que aparentemente são auto-explicativas, mas que designam conceitos abstratos, cujo uso abusivo e estereotipado produz significados indeterminados.

A pesquisadora parte do princípio de que a língua está encharcada de história, de ideologia e mantém relação com o inconsciente. Seu fio condutor é a lei que reconhece como propriedade da União as terras onde vivem tradicionalmente os índios, garantindo a eles a posse e o usufruto permanente delas.

Por que se demarca a terra para os índios em vez de se demarcar para os outros, os não índios? Para responder essa pergunta, a autora começa analisando as manchetes sobre a homologação da Raposa Serra do Sol. Os títulos dos jornais estão direcionados a criar um consenso, tecendo uma unanimidade ao considerar a medida como uma “agressão à família roraimense”, “um obstáculo ao desenvolvimento do país” e “um atentado contra a nação brasileira, cuja soberania corre perigo”.

A menção à soberania nacional é retomada do discurso de certos setores militares, que consideram a demarcação das terras indígenas como “a criação de nações dentro de outra nação”. Este discurso acusatório exclui os índios da brasilidade e omite qualquer referência à legalidade constitucional que reconhece os direitos dos índios.

Na contramão,“há um silenciamento imposto aos índios, o direito à palavra e à voz lhes é negado”, suas declarações não são registradas no discurso jornalístico, não são entrevistados para defender o que pensam e abrir o contraditório. Nenhuma manchete foi encontrada, apontando a importância do reconhecimento dos direitos índios para o Brasil. Ao invés disso, diz-se da ‘ilegalidade’, dos ‘prejuízos’ e dos ‘efeitos péssimos para a agricultura’ que são causados pela demarcação. O argumento que levanta não só exclui as atividades da lavoura indígena como legítimas, mas as qualifica como danosas aos ‘interesses nacionais’.

A autora mostra como até mesmo as manchetes soltas, sem relação com a disputa pelas terras, projetam um discurso nacionalistóide: “o Brasil é dos brasileiros”. A tese de que “os índios não são brasileiros” vem justificar o princípio econômico de que a terra é uma mercadoria, cuja propriedade é caracterizada pela aquisição. Quem não compra, não pode tê-la.

Sem família

A pesquisadora questiona ainda o funcionamento de um termo como ‘família’, recorrente nas manchetes dos jornais no episódio da homologação da Raposa Serra do Sol. Os sentidos evocados apelam para valores morais e políticos que em princípio, fazem parte do repertório de qualquer leitor.

Esses sentidos de família se atualizam no contexto da expulsão determinada pela Justiça daqueles que ocuparam ilegalmente as terras indígenas. Assim, os títulos dos jornais constroem uma relação exclusiva entre esse termo e a brasilidade: “as famílias de brasileiros não têm onde morar”, “cerca de 300 famílias terão que deixar a terra” ou “senador afirma que instituições não podem expulsar famílias da reserva”.

Não há uma única manchete que anuncie como as ‘famílias’ indígenas foram beneficiadas – escreve Socorro Leal, esclarecendo que isso não pode ser explicado como simples coincidência do dizer.

De que ‘família’ se diz, quando se anuncia a terra sendo disputada entre índios e brasileiros? Quais as implicações de o jornalismo poder apontar sentidos de forma que os índios ficam fora da ‘família’? – indaga a autora. Não há nada que aponte para outra forma de organização. O núcleo de organização social mínimo dos índios é qualificado como fora da norma, não constituindo uma família. Um dos principais efeitos de sentidos é o peso negativo dessa exclusão para os índios.

O conceito de ‘desenvolvimento’ e como ele vai sendo discursivamente construído também tem um lugar de destaque. A tese analisa os sentidos que o termo adquire nos documentos dos fazendeiros e dos políticos, que vêem no reconhecimento dos direitos indígenas por parte do Governo Federal um “obstáculo de ordem legal, administrativa e política”, ou ainda “óbices e entraves” ao desenvolvimento definido como produção de riquezas e geração de renda. A relação deste discurso como meio ambiente, quando aparece nos documentos dos políticos e dos arrozeiros, esvazia e despolitiza a reivindicação dos índios.

A voz dos índios

A tese procura, finalmente, analisar o discurso dos índios, que apresenta diversas formas de resistência ao discurso SOBRE os índios. Para isso, a pesquisadora trabalha com as cartas aprovadas no final de cada Assembleia dos Povos Indígenas de Roraima, realizadas entre 2003 e 2010, e endereçadas às autoridades brasileiras. O processo de autoria coletiva desses documentos começa nas assembleias que se prolongam por um mínimo de quatro dias e contam com a participação de setecentos índios em média.

A partir de 2005, o vocábulo ‘desenvolvimento’ - diz Socorro Leal – passou a integrar o léxico das cartas indígenas analisadas, mas elas explicitam outro sentido, como no discurso de Davi Yanomami, que faz uma crítica contundente aos projetos econômicos do Estado e uma defesa do etnodesenvolvimento:

“A terra floresta só pode morrer se for destruída pelos brancos. Então, os riachos sumirão, a terra ficará friável, as árvores secarão e as pedras das montanhas racharão com o calor. Os espíritos xapiripé que moram nas serras e ficam brincando na floresta acabarão fugindo. Seus pais, os xamãs, não poderão mais deter as fumaças-epidemias e os seres maléficos que nos adoecem. Assim todos morrerão”.

Historicamente, os índios têm uma presença física no Estado, mas estão fora de suas fronteiras discursivas, apagados como cidadãos. Eles permaneceram mudos, com uma cidadania surda, incompleta e até mesmo impossibilitada, sem direito lingüístico de resposta.

“Em nossa sociedade, os índios ou quaisquer outros que falem uma língua que não a portuguesa não existem no Brasil enquanto seres falantes” – escreve Socorro, apoiada em Eduardo Guimarães que estudou o processo de constituição da língua nacional no Brasil. É que depois da Constituição de 1988, o Estado até que reconhece a existência das línguas indígenas, mas lá, dentro das aldeias. O Estado só escuta se eles falarem português, até mesmo para entrar com um processo na justiça, reivindicando seus direitos.

“O silêncio do mundo indígena, sem dúvida alguma, é um dos maiores dramas da humanidade” diz a autora, citando Le Clézio. Esse silêncio começa, agora, a ser rompido. A tese de Socorro Leal nos ajuda a entender o que está nas entrelinhas dos diferentes discursos e contribui para o conhecimento do Brasil contemporâneo.

P.S. - A tese da professora Socorro Leal, orientada pela doutora Bethania Mariani, trabalha com ferramentas criadas por Michel Pêcheux, na França, e Eni Orlandi, no Brasil. Ela foi aprovada com a nota máxima pela banca examinadora composta pelos doutores Bethania Mariani (orientadora), Belmira Magalhães, Daniel Nascimento Silva, Silvia Maria de Sousa e esse locutor que vos fala.

Postagem de: Luiz Navarro

segunda-feira, 28 de março de 2011

EUA E ALIADOS COMETEM CRIMES MONSTRUOSOS NA LÍBIA

27 Março 2011

Classificado em Internacional - Imperialismo

Crédito: Googleusercontent

Miguel Urbano Rodrigues

Os EUA e os seus aliados repetem na Líbia crimes contra a humanidade similares aos cometidos no Iraque e no Afeganistão.

A agressão ao povo líbio difere das outras apenas porque o discurso que pretende justificá-la excede o imaginável no tocante à hipocrisia.

A encenação prévia, pela mentira e perfídia, traz à memória as concebidas por Hitler na preparação da anexação da Áustria e das campanhas que precederam a invasão da Checoslováquia e da Polónia.

Michel Chossudovsky, James Petras e outros escritores progressistas revelaram em sucessivos artigos - citando fontes credíveis - que a rebelião de Benghazi foi concebida com grande antecedência e minúcia e alertaram para o papel decisivo nela desempenhado pelos serviços de inteligência dos EUA e do Reino Unido.

A suposta hesitação dos EUA em apoiar a Resolução do Conselho de Segurança da ONU que criou a chamada zona de «Exclusão Aérea», e posteriormente, em assumir a «coordenação das operações militares» foi também uma grosseira mentira. Farsa idêntica caracterizou o debate em torno da transferência para a OTAN do comando da operação dita «Amanhecer de Odisseia», titulo que ofende o nome e a epopeia do herói de Homero.

O Pentágono tinha elaborado planos de intervenção militar na Líbia muito antes das primeiras manifestações em Benghazi, quando ali apareceram as bandeiras da monarquia fantoche inventada pelos ingleses após a expulsão dos italianos. Tudo isso se acha descrito em documentos (alguns constantes de correspondência diplomática divulgada pela Wikileaks) que principiam agora a ser tornados públicos por webs alternativos.

OS CRIMES ENCOBERTOS

Os discursos dos responsáveis pela agressão ao povo líbio e a torrencial e massacrante campanha de desinformação montada pela grande mídia ocidental, empenhados na defesa e apologia da intervenção militar, são diariamente desmentidos pela tragédia que se abateu sobre a Tripolitania, ou seja o ocidente do país controlado pelo Governo.

Hoje não é mais possível desmentir que o texto da Resolução do CS - que não teria sido aprovado sem a abstenção cúmplice da Rússia e da China – foi desafiadoramente violado pelos Estados agressores.

Os ataques aéreos não estavam previstos. Mas foram imediatamente desencadeados pela força aérea francesa e pelos navios de guerra dos EUA e do Reino Unido que dispararam em tempo mínimo mais de uma centena de mísseis de cruzeiro Tomahwac sobre alvos muito diferenciados.

Têm afirmado repetidamente os governantes dos EUA do Reino Unido, da França, da Itália que a «intervenção é humanitária» para proteger as populações e que «os danos colaterais» por ela provocados são mínimos.

Mentem consciente e descaradamente.

As «bombas inteligentes» não são cegas. Têm atingido, com grande precisão, depósitos de combustíveis e de produtos tóxicos, pontes, portos, edifícios públicos, quartéis, fábricas, centrais eléctricas, sedes de televisões e jornais. Reduziram a escombros a residência principal de Muamar Khadafi.

Um objectivo transparente foi a destruição da infra-estrutura produtiva da Líbia e da sua rede de comunicações.

Outro objectivo prioritário foi semear o terror entre a população civil das áreas bombardeadas.

Afirmaram repetidas vezes o secretario da Defesa Robert Gates e o secretario do Foreign Ofice, William Haggue que as forças daquilo a que chamam a «coligação» mandatada pelo Conselho de Segurança, não se desviaram das metas humanitárias de «Odisseia». Garantem que o número de vítimas civis tem sido mínimo e, na maioria dos bombardeamentos cirúrgicos, inexistente.

Não é o que informam os correspondentes de alguns influentes media ocidentais e árabes.

Segundo a Al Jazeera e jornalistas italianos, o «bombardeamento humanitário» de Adhjedabya foi na realidade uma matança sanguinária, executada com requintes de crueldade.

Outros repórteres utilizam a palavra tragédia para definir os quadros dantescos que presenciaram em bairros residenciais de Tripoli.

Generais e almirantes norte-americanos e britânicos insistem em negar que instalações não militares ou afins tenham sido atingidas. É outra mentira. As ruínas de um hospital de Tripoli e de duas clínicas de Ain Zara, apontadas ao céu azul do deserto líbio, expressam melhor do que quaisquer palavras a praxis dos «bombardeamentos humanitários». Jornalistas que as contemplaram e falaram com sobreviventes do massacre, afirmam que em Ain Zara não havia um só militar nem blindados, sequer armas.

Na tirada de humor negro, no primeiro dia da agressão, um oficial dos EUA declarou que a artilharia anti aérea líbia ao abrir fogo contra os aviões aliados que bombardeavam Tripoli estava a «violar o cessar-fogo» declarado por Khadafi.

Cito o episódio por ser expressivo do desvario, do farisaísmo, do primarismo dos executantes da abjecta agressão ao povo líbio, definida como «nova cruzada» por Berlusconi, o clown neofascista da coligação ocidental.

Khadafi é o sucessor de Ben Laden como inimigo número um dos EUA e dos governantes que há poucos meses o abraçavam ainda fraternalmente.

O dirigente líbio não me inspira hoje respeito. Acredito que muitos dos seus compatriotas que participam na rebelião da Cirenaica e exigem o fim do seu regime despótico actuam movidos por objectivos louváveis.

Mas invocar a personalidade e os desmandos de Muamar Khadafi no esforço para apresentar como exigência de princípios e valores da humanidade a criminosa agressão ao povo de um pais soberano é o desfecho repugnante de uma ambiciosa estratégia imperialista.

O subsolo líbio encerra as maiores reservas de petróleo (o dobro das norte-americanas) e de gás da África. Tomar posse delas é o objectivo inconfessado da falsa intervenção humanitária.

É dever de todas as forças progressistas que lutam contra a barbárie imperialista desmascarar a engrenagem que mundo afora qualifica de salvadora e democrática a monstruosa agressão à Líbia.

A Síria pode ser o próximo alvo. Isso quando não há uma palavra de crítica às monarquias teocráticas da Arábia Saudita, do Bahrein, dos Emirados.

Uma nota pessoal a terminar. Os líderes da direita Europeia, de Sarkozy e Cameron à chanceler Merkel, cultivam nestes dias – repito - o discurso da hipocrisia. Nenhum, porém, consegue igualar na mentira e na desfaçatez a oratória de Barack Obama, que, pelos seus actos, responderá perante a História pela criminosa política externa do seu país, cujo povo merecia outro presidente.

Vila Nova de Gaia, 26 de Março de 2011

Postagem de: Luiz Navarro

domingo, 27 de março de 2011

PC DO B FATURA COM PARCEIROS DE 2014 e 2016

PC do B fatura com parceiros de 2014 e 2016

Rodrigo Mattos

Patrocinadores da Olimpíada do Rio-2016 e da Copa de 2014 fizeram doações na eleição de 2010 para o PC do B, partido do ministro do Esporte, Orlando Silva Jr..

O ministério participa da elaboração de leis que darão benefícios aos parceiros comerciais dos dois eventos. Ainda atua em negociações com a Fifa e o COI (Comitê Olímpico Internacional).

Levantamento da Folha mostra que o PC do B recebeu R$ 940 mil de patrocinadores da Olimpíada e da Copa, contra nada no pleito de 2002.

Os doadores foram a Coca-Cola, o McDonald's e o Bradesco. As duas primeiras empresas são patrocinadoras dos dois eventos, e o banco, apenas dos Jogos do Rio.

O dinheiro foi dado ao Comitê Financeiro Único do PC do B em três Estados: Amazonas, São Paulo e Rio. O que faturou mais foi o da a capital fluminense, sede da Olimpíada e da decisão da Copa.

A Coca-Cola deu a maior fatia do dinheiro. Principal subsidiária da empresa no Brasil, a Recofarma Indústria do Amazonas Ltda. doou R$ 450 mil aos comunistas. A Rio de Janeiro Refrescos Ltda., distribuidora na capital do Rio, deu R$ 100 mil.

A empresa é a mais interessada nos eventos: está garantida no rol de patrocinadores principais da Fifa (até 2022) e do COI (até 2020).

O PC do B recebeu R$ 350 mil do Banco Alvorada, controlado pelo Bradesco.

No final do ano passado, o banco ganhou a concorrência para prestar os serviços financeiros e de seguros para a Olimpíada de 2016.

A Arcos Dourados Comercio Ltda., nome do McDonald's no Brasil, doou R$ 40 mil aos comunistas.

A rede de alimentação é patrocinadora oficial da Olimpíada desde 1976 e tem contrato até pelo menos Londres-2012. No caso da Copa do Mundo, seu contrato vem desde 1994 e está em vigor.

As doações dos três patrocinadores olímpicos representam em torno de um sétimo do total ganho pelo PC do B nos Estados de São Paulo, Rio e Amazonas (sede da Coca-Cola), os que mais arrecadaram na última campanha.

Feito em conjunto pelo Esporte e pela Casa Civil, a Lei do Ato Olímpico deu exclusividade a esses e outros parceiros do COI no uso de espaços de publicidade em áreas federais relacionadas aos Jogos-2016, como aeroportos. Foi aprovada no Congresso.

A versão em estudo da Lei Geral da Copa, da qual o Ministério do Esporte também participa da gestação, prevê também limites de áreas exclusivas para patrocinadores da Fifa. Ainda determina prisão para quem tentar fazer marketing pirata com a Copa.

Essas medidas estavam nas garantias dadas pelo governo à Fifa e ao COI em negociações das quais o ministério de Orlando Silva Jr. também participou. São imposições para receber os eventos.



Verba para comunistas dispara em 4 anos



As contribuições dos patrocinadores da Olimpíada e da Copa ao PC do B foram praticamente quintuplicadas da eleição de 2006 para a realizada no ano passado.

O cálculo leva em conta recursos aos comitês financeiros únicos, sem considerar dinheiro aos candidatos.

Há quatro anos, o partido recebeu R$ 194,6 mil da Coca-Cola, por meio das subsidiárias Recofarma Indústria do Amazonas Ltda. e da Rio de Janeiro Refrescos Ltda.

Foi o único patrocinador que deu dinheiro aos comunistas naquele pleito.

Para 2010, o valor da doação da Coca-Cola foi a R$ 550 mil, um aumento de 182% em relação à eleição anterior.

Como comparação, a contribuição eleitoral da empresa a todos os partidos apresentou um crescimento de 94% nesses quatros anos.

O McDonald's não deu dinheiro a partidos em 2006, mas, no ano passado, doou R$ 40 mil ao PC do B.

O Banco Alvorada, controlado pelo Bradesco, até deu R$ 60 mil ao partido, mas na época não tinha associação com Olimpíada ou Copa.

Em 2002, o PC do B não ganhou nada dos parceiros dos Jogos do Rio e da Copa.

Ainda houve salto na arrecadação do Comitê Financeiro Único do Rio, cidade-sede da Olimpíada-2016, multiplicada por oito em 2010 e chegando a R$ 3,2 milhões. (RM)


Ministério nega interesse partidário

As leis sobre a Copa-2014 e os Jogos-2016 são fruto de garantias governamentais dadas à Fifa e ao COI (Comitê Olímpico Internacional). Foi o que disse a assessoria do Ministério do Esporte, ao negar motivação partidária na atuação de Orlando Silva Jr..

"Ressaltamos que o ministro do Esporte toma decisões com base no interesse público, e não em interesses partidários", afirmou a assessoria do Ministério do Esporte.

Na edição de domingo passado, a Folha mostrou que, em cinco anos de gestão, Silva Jr. concentrou verbas do maior programa da pasta, o Esporte e Lazer na Cidade, em prefeituras aliadas do PC do B em São Paulo, que compõem sua base política.

A respeito das doações dos parceiros de Copa e Olimpíada, a pasta informou que tanto o Ato Olímpico como a Lei Geral da Copa foram ou são elaborados a partir dos compromissos do governo para sediar os eventos. "O Poder Executivo e o Poder Legislativo respaldaram as garantias governamentais perante o COI", declarou o ministério.

A assessoria, porém, não especificou o papel do ministério nessas legislações.

O presidente do PC do B, Renato Rabelo, declarou que apenas o Banco Alvorada, controlado pelo Bradesco, fez contribuições para a direção do partido. As outras doações foram enviadas para os comitês estaduais.

Mas ressaltou que o Bradesco e a Coca-Cola já apoiavam candidatos ou o partido em eleições anteriores.

"Sinceramente, nem sabia quem eram os patrocinadores da Olimpíada e da Copa", declarou Rabelo, que afirmou não influir em decisões do Ministério do Esporte.

"Não procuramos ninguém por ser patrocinador olímpico. Procuramos quem defende os princípios iguais aos do partido", ressaltou.

As empresas também negaram relação entre as doações ao PC do B e a presença do partido no ministério.

"A Coca-Cola faz doações para partidos políticos desde 1996, muito antes de o Brasil ter sido escolhido sede de Copa e Olimpíada", declarou a companhia, via assessoria.

De acordo com a assessoria do McDonald's, os contratos dos eventos são definidos mundialmente, "sem o envolvimento dos mercados onde serão realizados".

A empresa disse que acredita em "apoiar valores democráticos" e que, por isso, "apoiou alguns partidos políticos nas eleições de 2010".

A assessoria do Bradesco, ao negar elo entre doações e o patrocínio, afirmou que "eventuais contribuições aos partidos políticos observam todos os aspectos legais".

Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

sábado, 26 de março de 2011

89 ANOS DE MUITA RESISTENCIA

CAMARADA,

No próximo dia 25 de março, o Partido Comunista Brasileiro – PCB, completa 89 anos, a maior idade de um Partido Político vivo.

Desde sua fundação em 1922 na cidade de Niterói- Rio de Janeiro que ele vem demonstrando compromisso no desempenho de suas atribuições, sempre primando pelo exercício da cidadania em prol dos menos favorecidos.

O PCB nasceu da necessidade de organizar um povo, um Estado, um País. Nasceu resmungando, clamando por justiça que foi e sera,sua principal meta.

Hoje o PCB, apesar de regulamentado ainda sofre pressão e assusta a classe dominante por não se furtar à nobre missão que é de contribuir com a sociedade proletariada, onde esta sempre procurando captar e respeitar os anseios dos trabalhadores.

Camarada militante, é com esse objetivo que convidamos vc, para juntar-se a nós nesta caminhada rumo ao socialismo a esse que se orgulha chegar nessa suplema idade com força, coragem e ação.

“Um dia, no futuro, os historiadores vão narrar muito de nossa existência, e, quando forem descrever tudo o que o PCB representou e representa para essa sociedade.Farão justiça, pois enxergarão que seu papel de benfeitor desta humanidade não tem igual”.

Um forte abraço

IDALCY

Postagem de: Luiz Navarro

sexta-feira, 25 de março de 2011

VIDEO DA MANIFESTAÇÃO DE LAVAGEM DAS ESCADAS DO TEATRO MUNICIPAL




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Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br



Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

DILMA - LIBERTE BATISTTI JÁ!

(Nota Política do PCB)

O Comitê Central do PCB, reunido no Rio de Janeiro, analisou a situação do ativista político e escritor italiano, Cesare Battisti, preso em Brasília desde 19 de março de 2007, perfazendo quatro anos de reclusão em nosso país, sem ter cometido nenhum crime em território nacional e acusado pelo Estado italiano de crimes que até agora, a não ser por testemunhos de delatores premiados, entre eles Pietro Mutti, que, para se livrarem de suas penas, imputaram Battisti com relatos que carecem absolutamente de provas materiais.

Battisti, que na década de 1970 militava no grupo de ultra-esquerda Proletari Armati per Il Comunismo (PAC), é acusado de haver cometido dois crimes no mesmo dia com apenas meia hora de diferença entre um e outro. O bizarro dessa situação é que um crime teria sido cometido na cidade de Udine e outro na cidade de Milão. Acontece que essas cidades distam 381 quilômetros uma da outra, o que demonstra a falsidade desses testemunhos. Julgado in absentia, chegou-se a falsificar sua assinatura para nomear advogados indicados pelo governo italiano (que aceitaram um julgamento forjado, sem a presença do réu), falsidade comprovada posteriormente por exame grafológico.

O que agrava consideravelmente o indiciamento e a condenação de Battisti, alem da própria instrução do processo, realizada sem provas concretas e baseada apenas nas delações dos militantes que colaboraram com as forças de segurança, os pentiti (arrependidos), é que essas delações foram arrancadas sob tortura, conforme denunciaram, à época, o relatório da Amnesty International e o depoimento da escritora Laura Grimaldi. Cabe dizer ainda que, naquele período na Itália, viviam-se os Anni di Piombo, Anos de Chumbo (entre 1970 e inícios da década de 1980), momento histórico de grandes confrontos de classe, sendo que, para responder às movimentações de amplos segmentos proletários e populares por profundas mudanças sócio-políticas, o Estado italiano impôs uma lei de exceção que permitia às forças de segurança investigar as organizações suspeitas de “terrorismo” e prender ativistas políticos e sociais sem ordem judicial, condição essa que dificulta até os dias de hoje a reabertura dos processos que envolveram as organizações e os militantes de esquerda daquele período.

Ressaltamos, também, que essas medidas autoritárias, que restringiam a ampla liberdade dos cidadãos italianos, eram corroboradas pelo extinto PCI (Partido Comunista Italiano), que, rumando para o radical reformismo e para a conciliação de classe, acenava com a possibilidade de uma aliança de governo com a então poderosa Democracia Cristã, claramente apoiada pelos EUA, propondo o tristemente célebre Compromesso Stórico.

Desse modo, com os elementos arrolados acima, entendemos que é absolutamente impossível aceitar as alegações do Estado italiano sobre a culpabilidade de Battisti, diante da fragilidade das provas apresentadas e de sua condenação, claramente política. Além do mais, o governo neofascista de Silvio Berlusconi aproveita-se oportunisticamente da situação, tentando fazer a conexão de Battisti com os movimentos sociais e sindicais que, hoje, fazem dura oposição a seu governo sabidamente corrupto, onde o próprio Presidente do Conselho de Ministros, o Sr. Berlusconi, aparece envolvido em escândalos sexuais e de pedofilia. Sabemos o que espera Battisti se for repatriado para seu país de origem: prisão perpétua e, inicialmente, seis meses de privação da luz do sol, condição que por si mesma revela o medievalismo dessas medidas e o ódio revanchista da extrema direita que está no governo e no poder.

A presidente Dilma Roussef deve cumprir o que foi determinado pelo ex-presidente Lula, isto é, a imediata libertação de Cesare Battisti e a concessão de status de refugiado político a ele. Lavar as mãos, deixando uma decisão política dessa gravidade para o Supremo Tribunal Federal (majoritariamente conservador), é objetivamente condenar Battisti ao ergastolo (prisão perpétua), é compactuar com as acusações falsas e revanchistas dos que desejavam e ainda desejam conter os avanços das lutas populares rumo às conquistas que possibilitem a construção de uma sociedade justa e sem a exploração dos trabalhadores.

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Comitê Central – março de 2011

Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

quarta-feira, 23 de março de 2011

CONTRA A INVASÃO DA LÍBIA E A GUERRA IMPERIALISTA





(Nota política do PCB)

O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), reunido no Rio de Janeiro, manifesta o seu mais veemente repúdio aos ataques militares contra a Líbia e à aprovação pela ONU de uma zona de exclusão aérea sobre seu território, sob o pretexto de proteger as forças de oposição a Kadafi.

O PCB ressalta que, por trás da ofensiva bélica imperialista existe um objetivo muito claro: o controle das reservas de petróleo líbio pelas potências imperialistas e a tentativa de divisão do território da Líbia.

O pretexto de defender os direitos humanos e proteger a população do País é apenas uma cortina de fumaça para justificar esse ato infame contra o povo líbio, pois nem EUA nem a União Européia têm autoridade moral para defender essas bandeiras, uma vez que foram e são patrocinadores das ditaduras mais sanguinárias do planeta, dos governos mais sanguinários do Oriente Médio e das monarquias despóticas que dirigem grande parte da região. Além disso, esses países calam-se diante da invasão do Bahrein pelas tropas da Arábia Saudita e dos emirados Árabes Unidos.

O PCB condena a campanha de desinformação realizada pela mídia hegemônica mundial no sentido de justificar a invasão. Trata-se de mais uma ação do imperialismo no sentido de continuar a política de invasões a países soberanos, como aconteceu na Iugoslávia, Iraque e Afeganistão, com enorme banho de sangue, visando a se apropriar das riquezas naturais e do controle geopolítico da região.

O PCB, coerente com a política de respeito à autodeterminação dos povos, exige o imediato fim dos bombardeios e da intervenção militar e apela às forças progressistas e internacionalistas no sentido de cerrar fileiras na defesa da integridade do território líbio e contra as intervenções imperialistas.

Fora as tropas da OTAN da Líbia!

Pelo fim dos ataques militares à população!

Pela autodeterminação do Povo líbio!

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Comitê Central

20 de março de 2011

Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

O CINISMO NÃO TEM LIMITES

Se alguém pensava que cinismo tem limites, esse caso do bombardeio à Líbia mostra que não. E o que mais dá nojo é o representante do império vir anunciar que determinou o ataque à Líbia aqui no território brasileiro, entre gorfadas de champanha com a nossa presidenta, e ex-guerrilheira Dilma

Apesar de não confiar "nenhum pouquinho assim" no império, apesar de nunca ter visto possibilidade de política de esquerda no governo Dilma (e nem no governo Lula) não teve como não ficar espantado com os noticiários do último sábado. Com os dois pés firmes em solo brasileiro, Obama disse aos seus que era para bombardear a Líbia. Pediu licença para os nativos, foi até um espaço reservado, apenas com os jornalistas gringos, e anunciou que tinha determinado o ataque. Em nome da liberdade, é claro.

Não cabe registrar que eles próprios aplaudem o uso de tropas sauditas (ditadura monárquica) para impedir as manifestações populares do Bahrein contra um governo a eles submisso.

A Líbia parece ser o único país do mundo em que o governo não pode usar a força contra opositores em armas. Ou alguém ignora (angelicalmente) que os opositores da Líbia são muito diferentes do opositores do Egito, da Tunísia, do Iemen, do Bahein. Na Líbia, os opositores têm armas sofisticadas, têm tanques de guerra, têm aviões de combate, têm o controle de três bases militares. Será que foi uma manifestação popular que foi lá e em alguns minutos se apoderou de tudo isso? Será que eles fizeram, em barracões improvisados e em algumas horas, todas aquelas armas? Com certeza, não! Eles foram armados pelo imperialismo, eles foram financiados pelos monopólios imperialistas europeus. E eles não são apenas os anônimos manifestantes dos outros países! Eles têm identidade política. Erguem a bandeira da velha monarquia ditatorial.

Os brasileiros que querem ser chamados de esquerda não podem ignorar estes fatos, sob o risco de estarem ajudando o império em sua ardilosa política de dominação criminosa do mundo. E nem se trata de defender Kadhafi, embora seja razoável estar no lado dele e não do lado do imperialismo e de seus monopólios privados.

Pois o governo da Líbia foi proibido de levantar seus aviões contra seus opositores que têm tanques de guerra, aviões de combate e o controle de três bases militares! E quando o governo da Líbia disparou uma bateria anti-aérea (de solo, por óbvio) para derrubar um avião de combate que vinha em sua direção, o imperialismo disse que ele estava descumprindo a decisão da ONU. Aliás, a "zona de exclusão aérea" na Líbia só vale para o governo Kadhafi? Os opositores não precisam respeitar a zona de exclusão aérea? A resolução não vale para todos, apenas para os inimigos do império?

Impedir o governo de atacar os opositores com o argumento de proteger a população civil da Líbia e ao mesmo tempo disparar toneladas de bombas contra a capital do país é alguma coisa que está além de qualquer compreensão razoável. Só mesmo alguém desprovido de cérebro para não perceber que as bombas do imperialismo também podem atingir (e atingem de fato) a população civil.

O governo brasileiro poderia ter se posicionado diferente na ONU, aliás, como os outros países também. Mas, acima de tudo, o governo brasileiro não deveria ceder seu território para declarações de guerras imperialistas. Aliás, o Rio de Janeiro também foi invadido, inclusive militarmente, para os passeios dominicais do porta-voz do imperialismo. Evacuaram todas as áreas da cidade nas imediações dos trajetos do dito cujo. E ainda querem nos convencer que foi uma alegria para o povo, que o povo recebeu com satisfação?!?

Dilma Roussef está se saindo pior que o pior diagnóstico. É lamentável...

Amauri Soares

Postagem de: Luiz Navarro

terça-feira, 22 de março de 2011

VADE RETRO, OBAMA

(Governo brasileiro se curva ao imperialismo)

(Nota Política do PCB)

A vinda de Obama ao Brasil foi um gesto forte que marcou, para o Brasil e o mundo, um claro movimento de estreitamento das relações entre os governos brasileiro e norte-americano. O governo Dilma aponta para a continuidade, em nova fase, das ações de defesa dos interesses do capitalismo brasileiro no exterior.

A agenda midiática da visita sinaliza claramente um realinhamento do Brasil ao imperialismo norte-americano. Obama, por decisão do novo governo, foi o primeiro estadista estrangeiro a visitar o Brasil após a posse de Dilma. Mas não foi uma visita qualquer.

O governo brasileiro montou um palanque de honra e um potente amplificador para Obama falar ao mundo, em especial à América Latina, para ajudar os EUA a recuperarem sua influência política e reduzir o justo sentimento antiamericano que nutre a maioria dos povos. Nem na ditadura militar, um presidente estadunidense teve uma recepção tão espalhafatosa como a que Dilma lhe ofereceu.

Os meios de comunicação burgueses do mundo todo anunciam hoje em suas manchetes “o carinho do povo brasileiro com Obama” e a “amizade Brasil/Estados Unidos”. Caiu a máscara de uma falsa esquerda que proclama a política externa brasileira como “antiimperialista”.

Em verdade, o Brasil esteve três dias sob intervenção do governo ianque, que decidiu tudo, desde os acordos bilaterais a serem assinados à agenda, à segurança, à repressão a manifestações, ao itinerário, ao alojamento, às visitas e até ao cardápio de Obama. No Rio de Janeiro, a diplomacia americana e a CIA destituíram o governador e o prefeito, que queriam surfar na visita ilustre, decidindo tudo a respeito da presença de Obama na capital do Estado. Até a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que fica na Cinelândia, foi obrigada a suspender suas atividades na sexta-feira. Foi ocupada por agentes norte-americanos e militares brasileiros para os preparativos do comício de domingo, que seria na praça em frente.

No caso da América Latina, foi um gesto de solidariedade aos EUA em sua luta contra os processos de mudança, sobretudo na Venezuela, Bolívia e no Equador e uma vista grossa ao bloqueio a Cuba Socialista e à prisão dos Cinco Heróis cubanos.

A moeda de troca para abrirmos mão de nossa soberania foi um mero aceno de apoio norte-americano à pretensão obsessiva do Estado burguês brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, um símbolo para elevar o Brasil à categoria de potência capitalista mundial. Tudo para expandir os negócios dos grandes grupos brasileiros no mercado norte-americano e mundial.

Enganam-se os que pensam que existe contradição entre a política externa do governo Lula e a de Dilma, ambas fundamentalmente a serviço do capital. Trata-se agora de uma inflexão pragmática. Após uma fase em que o Brasil expandiu e consolidou os interesses de seus capitalistas por novos “mercados” como América Latina, África, Ásia e Oriente Médio, a tarefa principal agora é dar mais atenção aos maiores mercados do mundo, para cuja disputa segmentos da burguesia brasileira se sentem mais preparados.

Vai no mesmo sentido a vergonhosa atitude de Dilma lavar as mãos para facilitar a extradição de Cesare Battisti ao governo italiano, dirigido pelo degenerado cafetão Berlusconi, entregando um militante de esquerda na bandeja do imperialismo europeu, no exato momento em que cresce na região a resistência dos trabalhadores.

O governo brasileiro, durante os três dias em que Obama presidiu o Brasil, não fez qualquer gesto ou apelo aos EUA, sequer de caráter humanitário, pelo fim do bloqueio a Cuba, o desmonte do centro de tortura em Guantánamo, a criação do Estado Palestino, o fim da intervenção militar no Iraque e no Afeganistão.

Debochando da soberania brasileira e da nossa Constituição - que define nosso país como amante da paz mundial e da autodeterminação dos povos -, Obama ordenou os ataques militares contra a Líbia a partir do território brasileiro, exatamente em Brasília, próximo à Praça dos Três Poderes, que se ajoelharam todos diante desta humilhação ao povo brasileiro. Não se deu ao trabalho de ir à Embaixada americana, para de lá ordenar a agressão militar. Fê-lo em meio a compromissos com seus vassalos, entre os quais ministros de Estado brasileiros que se deixaram passar pelo vexame de serem revistados por agentes da CIA.

O principal objetivo da vinda de Obama ao Brasil foi lançar uma ofensiva sobre as reservas petrolíferas brasileiras do pré-sal, uma das razões da reativação da IV frota naval americana nos mares da América Latina. No caso de alguns países, o imperialismo precisa invadi-los militarmente para se apoderar de seus recursos naturais. No Brasil, bastam três dias de passagem do garoto propaganda do estado terrorista norte-americano, espalhando afagos cínicos e discursos demagógicos.

Outro objetivo importante da visita tem a ver com a licitação para a compra de aviões militares, suspensa por Dilma no início do ano, justamente para recolocar no páreo os aviões norte-americanos. Além disso, os EUA garantiram outros bons negócios na agricultura, no setor de serviços, na maior abertura do mercado brasileiro e latino-americano em geral.

Obama só foi embora fisicamente. Mas deixou aqui fincada a bandeira de seu país, no coração do governo Dilma. Cada vez fica mais claro que, no caso brasileiro, o imperialismo não é apenas um inimigo externo a combater, mas um inimigo também interno, que se entrelaçou com os setores hegemônicos da burguesia brasileira. O pacto Obama/Dilma reforça o papel do Brasil como ator coadjuvante e sócio minoritário dos interesses do imperialismo norte-americano na América Latina, como tristemente já indicava a vergonhosa liderança brasileira das tropas militares de intervenção no Haiti.

O PCB, que participou ativamente das manifestações contra a presença de Obama no Brasil, denuncia o inaudito aparato repressivo no centro do Rio de Janeiro. Repudia a repressão exercida contra ativistas políticos e se solidariza de forma militante com os companheiros presos.

Desde a época da ditadura, nunca houve tamanha repressão e restrição à liberdade de expressão e ao direito de ir e vir. No domingo, o centro do Rio de Janeiro foi cercado por tropas e equipamentos militares. Uma passeata pacífica foi encurralada por centenas de militares armados, agentes à paisana, cavalaria e tropa de choque. Nunca houve tamanho aparato militar, mobilizado pelas três esferas de governo - Federal, Estadual e Municipal -, sob o comando da CIA e do Pentágono, em clara e desavergonhada submissão ao imperialismo.

A resistência do movimento popular teve uma vitória importante: a pressão exercida levou à suspensão de um comício de Obama em praça pública, na Cinelândia, local que simboliza as lutas democráticas e da esquerda brasileira. Obama fugiu do povo e falou em local fechado para convidados escolhidos a dedo, pelo consulado americano, a nata da burguesia carioca: falsos intelectuais, empresários associados, jornalistas de aluguel, artistas globais, políticos oportunistas, deslumbrados e emergentes, enfim, uma legião de puxa-sacos que se comportaram como claque de programa de auditório de mau gosto para o chefe dos seus chefes.

PCB (Partido Comunista Brasileiro)

Comitê Central – 20 de março de 2011

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Postagem de: Luiz Navarro

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

sábado, 19 de março de 2011

AINDA TEMOS NO MUNDO PESSOAS HONRADAS QUE NÃO QUEBRAM O DORSO DIANTE DOS PODEROSOS

Carta de protesto dos parlamentares franceses e europeus contra a nomeação de Álvaro Uribe Vélez na França


18 Março 2011

Classificado em Internacional - Imperialismo

Crédito: PCB

França

Nós, parlamentares franceses e europeus, manifestamos a nossa indignação com a nomeação do ex-presidente colombiano, Álvaro Uribe Vélez como professor na França na escola Nacional de Engenheiros de Metz (ENIM).

A União Europeia e a França reivindicam ser defensores dos direitos humanos. Aceitar essa nomeação seria adicionar uma nova incoerência ao cumprimento destes objetivos políticos, e dar um mau exemplo para a educação dos jovens europeus.

Gostaríamos de lembrar o balanço do mandato do Sr. Uribe na defesa dos direitos humanos:

O Sr. Uribe desenvolveu uma controversa política de "Segurança Democrática", que buscava oficialmente lutar contra a insegurança e reforçar o Estado de Direito. Em um contexto de conflito armado na Colômbia há mais de 50 anos, este prometeu aos soldados, bônus e benefícios para cada guerrilheiro morto em combate. Esta "políticas de cifras" desastrosas teve o efeito de incitar os militares a matar mais de 3000 civis inocentes, provenientes das favelas para disfarçá-los e apresentá-los como "guerrilheiros mortos em combate."

Vários casos de assassinato, corrupção e revelações em consequência da lei "Justiça e Paz" foram capazes de mostrar fortes laços entre os esquadrões da morte (paramilitares), ligado à máfia e à família política de Uribe. Mais de 120 políticos próximos ao seu governo estão sendo investigados e dezenas são condenados por ligações criminosas. Até mesmo o primo do ex-presidente e associado político, Mario Uribe, acaba de ser condenado a sete anos de prisão por ter usado organizações criminosas para facilitar sua eleição para o parlamento nacional, e grilado grandes quantidades de terra fértil.

A Colômbia é hoje o segundo país (depois do Sudão), com mais deslocados no mundo. Assim, o fenômeno que começou antes de Álvaro Uribe chegar ao poder, estima-se que 2,4 milhão de pessoas foram deslocadas durante seu mandato. Além disso, existem relatos de mais de mil sepulturas em massa na Colômbia e um cemitério com mais de 2.000 corpos não identificados, localizado no departamento de Meta, "alimentado" pelos militares desde 2005. Em outras regiões, os relatórios mostram que os crematórios estavam instalados para desaparecer os corpos das vítimas.

Vários casos de corrupção envolvendo o governo e a família política de Uribe foram descobertos durante seu mandato. É o caso, por exemplo, do seu ex-ministro da agricultura, que está sendo julgado por desvio de enormes quantias de dinheiro de seu principal objetivo (ajudar o pequeno campesinato) para beneficiar os grandes latifundiários e, indiretamente, contribuir para o financiamento de reeleição do Sr. Uribe.

Sob a presidência de Uribe, o serviço secreto colombiano (DAS) foi usado ​​para espionagem, perseguição, ameaças, estigmatizar e atacar os defensores dos direitos humanos, sindicalistas, opositores políticos, jornalistas, o Supremo Tribunal de Justiça; a recente descoberta de documentos internos da DAS revelam o plano de vigiar e desacreditar a Comissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu, o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU e ONGs de direitos humanos. Entre estas organizações ou pessoas, várias foram explicitamente identificadas pelo ex-presidente como "vitrine intelectual" das FARC, e colocadas em perigo.

A nomeação do Sr. Uribe para o cargo de "professor universitário" na l'ENIM não é fortuita. Isso aparece depois que o governo colombiano durante o mandato de Uribe, concedeu-lhes a modernização dos centros de formação na Colômbia (SENA). Na ocasião, Uribe tinha sido nomeado "Engenheiro Honoris Causa da ENIM". O Sr. Uribe, comprometido por vários casos graves em seu país, havia tentado criar uma respeitabilidade e tornou-se nomeado professor na Universidade de Georgetown (EUA). Mas essa tentativa havia criado uma forte rejeição pelo ambiente estudantil e da sociedade civil dos EUA.

Hoje, apelamos a todos os cidadãos e cidadãs franceses e europeus para denunciar a nomeação de Álvaro Uribe para a ENIM, e exortar esta instituição de ensino para quebrar o presente contrato.

Acreditamos que o sistema de ensino europeu não pode servir para "limpar" as pessoas que cometeram violações dos direitos humanos, e que o Sr. Uribe deve responder pelas acusações de que é responsável perante as autoridades colombianas, ou na falta deste, frente ao Tribunal Penal Internacional

ASSINAM:

Jürgen Klute, deputado europeu, Alemanha, Delegação à Assembleia parlamentaria EUROLAT.

Jean-Luc Mélenchon, deputado europeu, França, Vice-presidente da Comissão de Assuntos Exteriores.

Martine Billard, deputada francesa, Vice-presidente do Grupo de Amizade França-República da Colômbia.

Nikolaos Chountis, deputado europeu, Grécia, Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários.

Marie-Christine Vergiat, deputada europeia, França, Comissão de Direitos Humanos.

Cornelia Ernst, deputada europeia, Alemanha, Comissão Liberdades Civis, Justiça e Assuntos do Interior.

Gabriele Zimmer, deputada europeia, Alemanha, Comissão de Desenvolvimento.

Eva-Britt Svensson, deputada europeia, Suécia, Presidente da Comissão de Direitos da Mulher e Igualdade de Gênero.

Georgios Toussas, deputado europeu, Grécia, Comissão de Transportes e Turismo.

Charalampos Angourakis, deputado europeu, Grécia, Comissão de Desenvolvimento Regional.

Bairbre de Brún, deputada europeia, Reino Unido, Comissão do Meio Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar.

Thomas Händel, deputado europeu, Alemanha, Comissão de Emprego e Assuntos Sociais.

Willy Meyer, deputado europeu, Espanha, Vice-presidente da Delegação à Assembleia parlamentar EUROLAT.

Sabine Wils, deputada europeia, Alemanha, Comissão do Meio Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar.

Helmut Scholz, deputado europeu, Alemanha, Comissão do Comércio Internacional.

Catherine Grèze, deputada europeia, Delegação à Assembleia parlamentar EUROLAT.

Sabine Losing, deputada europeia, Alemanha, Comissão de Assuntos Exteriores.

Miguel Portas, deputado europeu, Portugal, Comissão de Crises Financeiras, Econômicas e Social.

Jacky Henin, deputado europeu, França, Comissão de Indústria, Pesquisa e Energia.

Raül Romeva i Rueda, deputado europeu, Espanha, Delegação à Assembleia parlamentar EUROLAT.

Dominique Voynet, parlamentar francesa, Secretária da Comissão de Assuntos estrangeiros, defesa e forças armadas.

Noël Mamère, deputado francês, Secretaria da Comissão de Leis.

Francois de Rugy, deputado francês, Secretaria da Comissão da Assembleia Nacional.

Jean Desessard, parlamentar francês, Comissão de Assuntos Sociais.

Ivan Renar, parlamentar francês, Vice-presidente da Comissão de Cultura, educação e comunicação.

Marie-Christine Blandin, parlamentar francesa, Secretária da Comissão de Cultura, educação e comunicação.

Michel Billout, parlamentar francês, Vice-presidente da Comissão de Assuntos Europeus.

Alima Boumediene-Thierry, parlamentar francesa, Comissão de Assuntos Europeus.

Anny Poursinoff, deputada francesa, Comissão de assuntos econômicos.

Pascal Canfin, deputado europeu, França, Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários.

Fonte: http://www.kaosenlared.net/noticia/carta-protesta-parlamentarios-franceses-europeos-contra-nominacion-alv


Postagem de: Luiz Navarro

Por Luiz Navarro - Álvaro Uribe Veléz, foi o presidente mais sanguinario da Colombia e colocou sete bases militares Norte-Americanas em seu territorio. Agora está recebendo os beneficios da França até por haver assassinado Raul Rayes, lider e Relações pública das FARC,s no momento que era negociado a libertação de reféns; um ato absolutamente traiçoeiro  Este é um premio ensanguentado que provoca a justa reação dos parlamentares europeus.

quinta-feira, 17 de março de 2011

ENTREGA DA MEDALHA DINARCO REIS, EM MEMORIA, A OTAVIO BRANDÃO

Diante da intervenção estadunidense no Brasil e especificamente no Rio de Janeiro, onde a Câmara dos Vereadores da cidade estará ocupada por militares e a segurança de Obama, nosso ato foi transferido.


Diante desse arbitrário ato, de fechamento da Câmara de Vereadores e da Praça do povo carioca, a Cinelândia, para colocá-los a serviço dos EUA, nosso ato de Entrega da Medalha Dinarco Reis, em Memória, a Octávio Brandão foi transferido para a Próxima Sexta Feira, dia 25 de Março de 2011, data onde também se comemorarão os 89 Anos da Fundação do Partido Comunista Brasileiro

Assim fica:

Local: Plenário da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, Cinelândia - Centro

Data e Horário: 25 de Março de 2011, às 18:00

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a Fundação Dinarco Reis (FDR) convidam para a homenagem de entrega da Medalha Dinarco Reis, em memória, a Octávio Brandão

Octávio Brandão, teórico e dirigente comunista, teve sua vida vinculada à luta dos trabalhadores. Tendo contato com a classe operária desde a infância, Brandão foi um dos primeiros marxistas a olhar para a formação da sociedade brasileira e suas contradições.

No Brasil, foi o primeiro tradutor d’ O Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels. Sua atuação no PCB data o início de sua construção enquanto partido de vanguarda. Já em 1928, foi eleito para o Conselho Municipal do Rio de Janeiro, atual Câmara dos Vereadores, pelo Bloco Operário Camponês (BOC). Juntamente com Minervino de Oliveira, é reconhecido como pioneiro na representação parlamentar comunista no Brasil.

Durante o governo de Getulio Vargas, no ano de 1931, foi deportado para a Alemanha em consequência de suas atividades políticas. No entanto, conseguiu rumar para a União Soviética, onde permaneceu exilado por 15 anos.

De volta ao Brasil, venceu as eleições de 1947, conquistando um novo mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Assim como toda a bancada do PCB, Brandão foi cassado um ano depois, refletindo as opções feitas pelo governo Dutra em relação à Guerra Fria.

Apesar das perseguições, continuou lutando em prol do povo brasileiro. Em 1916‑1917, publicou material (em 1919 transformado no livro Canais e Lagoas) onde defendeu a tese da existência de petróleo no território brasileiro, tendo sido por isso homenageado, em 1937, pelo escritor Monteiro Lobato.

A Vida e a Luta de Octávio Brandão estão intimamente ligadas à luta dos trabalhadores brasileiros.

"No final de tantos combates, vitórias e reveses, reafirmo categoricamente: a causa pela qual me bati é ideologicamente justa e moralmente nobre." (Octávio Brandão, 1970)

"Contra a Burguesia. Contra o Imperialismo. Contra o Latifúndio. As três desgraças do Brasil!!"

Octávio Brandão e as Lutas do Seu Tempo (Documentário – 1978)

Ato com a presença de Antonio Carlos Mazzeo, João Quartim de Moraes, Mauricio Azedo, Vereador Eliomar Coelho (PSOL), Partido Comunista Brasileiro, Fundação Dinarco Reis e Centro Cultural Octávio Brandão

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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de : Luiz Navarro

terça-feira, 15 de março de 2011

OBAMA TOMA POSSE DIA 19 E FALA AOS NATIVOS DIA 20

Laerte Braga

Barack Hussein Obama o mais perigoso líder terrorista em todo o mundo, presidente do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A chega no dia 19 ao Brasil. Vai ser recebido pela “presidente” Dilma Serra Roussef e toma posse da nova colônia norte-americana em seguida.

No dia 20, no Rio de Janeiro, Barack Hussein Obama fará um discurso aos nativos, na Cinelândia. O evento está sendo considerado histórico e pode ser comparado à chegada da família portuguesa ao País, fugindo de Napoleão.

Obama foge dos próprios norte-americanos cada vez mais conscientes que foram vítimas – como os brasileiros – de estelionato eleitoral. No território continental do conglomerado terrorista crescem os protestos contra a barbárie dos acionistas do grupo. Madison foi o ponto de partida.

Na segunda-feira à tarde, militares e agentes norte-americanos vistoriaram o território – Cinelândia – onde Obama vai fazer seu discurso aos nativos. A convocação está sendo feita pelas principais rede de tevê do Brazil. Estão sendo usados desde agentes de primeiro escalão como os ministros Nelson Jobim, Moreira Franco e Anthony Patriot, até funcionários subalternos como o apresentador Fausto Silva, além, lógico, dos dois responsáveis pelos principais noticiários do conglomerado por aqui. Willian Bonner e Willian Haack.

A sede do governo do Brazil está promovendo um concurso via twitter para aqueles que desejarem dar boas vindas ao líder terrorista e ouvir seu discurso na Cinelândia. Os que melhor se saírem no quesito submissão podem ganhar prêmios variados.

Dilma Serra Roussef mentiu aos brasileiros, por exemplo, quando anunciou que a compra de caças para reequipar a “Força Aérea Brasileira” – BRASILEIRA, será? – estava suspensa por seis meses e que nova licitação seria feita, ou seja, todo o processo reiniciado.

O presidente do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A disse hoje, através de porta-vozes, que será transferida tecnologia dos caças do grupo BOEING a empresa norte-americana (com algum capital do antigo Brasil) EMBRAER, privatizada no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A escolha da Cinelândia não é acidental. Os responsáveis pelo conglomerado querem deixar claro que a ocupação do Brasil é definitiva, não pensam em tirar as patas daqui tão cedo. O local – Cinelândia – é emblemático na história das lutas populares. Todo e qualquer vestígio de história, dessa história, vai ser varrido por Barack Hussein Obama.

A favela Cidade de Deus será visitada num gesto caridoso pelo terrorista Barack Hussein Obama. Seus assessores, a comitiva tem perto de mil pessoas, certamente distribuirão balas, pirulitos, e bandeirinhas norte-americanas para serem agitadas assim que o assassino de crianças afegãs pisar ali (semana passada um general norte-americano no Afeganistão pediu desculpas às famílias das crianças por conta de um bombardeio equivocado, foram quarenta ao todo).

O governo da nova colônia já foi instruído a reprimir toda e qualquer manifestação contra Barack Hussein Obama e as tevês proibidas de veicular imagens de eventuais protestos de brasileiros inconformados com a transformação do país em colônia.

Obama leva o pré-sal disfarçado em acordos – tipo aqueles das letrinhas miúdas – assina uma série de documentos orientando a “presidente” a como proceder no futuro.

Nas reuniões preparatórias para a “festa” na Cinelândia houve quem lembrasse o velho Abelardo Barbosa – Chacrinha – e sugerisse farta distribuição de bacalhau, já que o próximo feriado prolongado é o da semana santa. A idéia não foi aceita, a maior parte acha preferível gastar esse dinheiro suplementando bancos dos EUA que deram o golpe em milhões de cidadãos do conglomerado, tomando suas casas e agora se acham em sérias dificuldades (de mentirinha, o conglomerado já os socorreu).

A hipótese de apresentação de vários artistas não está afastada e a GLOBO pronta para uma exibição ao vivo – em telões – do BBB-11. Debaixo do edredon um casal mostrará a Obama os segredos do bordel em família.

Um cartaz está sendo afixado em diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro convidando os nativos a comparecerem ao local e a ouvirem o discurso do novo dono.

No site VI O MUNDO, em http://www.viomundo.com.br/politica/paul-krugman-outro-inside-job.html é possível encontrar o trabalho de Paul Krugman sobre os métodos do conglomerado em relação a mortais comuns, isso nos EUA. Foi publicado originalmente no NEW YORK TIMES, que ainda que insistam em desmentir ou tentar ocultar, é um jornal editado na cidade de New York.

Um dos itens mantidos em segredo nas ordens que serão transmitidas à “presidente” Dilma Serra Roussef está a privatização da previdência social. Empresas do conglomerado querem tomar conta do negócio e com o dinheiro daqui tampar o rombo de lá. Dilma vai jogar o verde da redução da jornada de trabalho para colher o maduro da privatização da previdência.

Esse era um dos acordos feitos entre FHC e os investidores norte-americanos em Foz do Iguaçu à época da campanha eleitoral.

Como sempre as versões oficiais, as notas conjuntas virão recheadas de linguagem diplomática falando em colaboração, amizade histórica, coisas do gênero.

O discurso de Obama na Cinelândia será uma das peças de sua campanha eleitoral em 2012, quando tentará se manter à frente do conglomerado terrorista.

Obama vai exibir a CONQUISTA DO BRAZIL como seu grande trunfo e mostrar todo o potencial que a nova colônia representa para a matriz.

O processo de convencimento dos nativos que assim será melhor ficará a cargo da GLOBO e mídia privada. Iremos virar mexicanos e breve um grande muro para impedir o ingresso de brasileiros nos EUA (exceto Jobim, Moreira Franco, Anthony Patriot, etc) estará erguido em nossas fronteiras, mesmo que não tenhamos, como não temos, fronteiras com a sede. Mas, acaba sendo um grande negócio para empreiteiros.

No programa MANHATAN COLLECTION (que ninguém assiste desde que Paulo Francis morreu) na edição do próximo domingo deverão ser espocadas champagnes comemorativas da conquista do Brazil.

Por enquanto só está faltando Pelé e a bateria de uma escola de samba.

Seria a dupla ideal, dois brancos engraxados com graxa preta no vasto mundo do conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

segunda-feira, 14 de março de 2011

VEM AÍ O TERRORISTA OBAMA - MÃO NA CARTEIRA

Laerte Braga

A embaixada do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A em Brasília está se empenhando em transformar a chegada do presidente do grupo, Barack Hussein Obama, num prolongamento do carnaval brasileiro.

Usando redes sociais na Internet desde o dia 10 de março, avisa aos nativos que ainda é possível enviar mensagem de boas vindas ao terrorista norte-americano. No melhor estilo de trocar apito por petróleo as mensagens mais entusiasmadas vão receber brindes como canecas e camisas com a imagem do tirano e até IPhones e iPads. A campanha está sendo feita pelo twitter da organização terrorista.

Como nos melhores supermercados de qualquer país do mundo a promoção é feita várias vezes por dia e é preciso estar atento e absolutamente alienado para acompanhar o twitter do conglomerado e ser brindado com os mimos que precedem a chegada da corte terrorista.

Segundo a embaixada o assassino de iraquianos, afegãos e palestinos gosta de “contato popular”.

Barack Hussein Obama é um dos grandes embustes do século XXI. Finge-se de negro e governa segundo os preceitos arianos do MEIN KAMPF (ressuscitado pelo executivo norte-americano na antiga Grã Bretanha - é colônia hoje - David Cameron).

Dono do maior arsenal terrorista de todo o planeta, capaz de destruir a Terra cem vezes se preciso for, maior acionista (o conglomerado que preside) da esmagadora maioria da mídia privada – no Brasil da totalidade – quer transformar sua visita/conquista numa grande festa onde os brasileiros sejam os protagonistas da submissão absoluta ao império.

No governo Dilma Roussef tem três importantes aliados. O ministro da Defesa Nelson Jobim, o ministro de Assuntos Estratégicos Moreira Franco e o ministro das Relações Exteriores Anthony Patriot.

As redes nacionais de tevê estão sendo instruídas a não mostrar imagens de eventuais descontentamentos ou protestos com a presença do terrorista no País, razão pela qual os cenários estão escolhidos a dedo para evitar constrangimentos ao genocida.

Obama vem dizer a Dilma que está tudo errado e que o pré-sal precisa ser repassado aos norte-americanos para a garantia da paz, da democracia e do mundo cristão.

Como a presidente ainda é uma incógnita e está cercada de alguns dos piores elementos da política brasileira, aparenta ser brava, mas é dócil e fácil de ser levada (um brigadeiro, uma camiseta, algo assim) há o temor que Obama consiga levar parte do petróleo nos chamados leilões realizados pelo governo e que implicam, na prática, na cessão de riquezas nacionais aos terroristas que controlam o mundo.

Temerosos que William Bonner e William Haack, agentes norte-americanos junto à mídia brasileira, tenham crises histéricas de paixão quando ao vivo em seus jornais, especialistas estão treinando a ambos para evitar esse tipo de procedimento. A William Waack já foi prometido um jantar tete a tete com a secretária de Estado Hilary Clinton que desde as eleições presidenciais de 2010 nunca escondeu sua admiração pela lealdade do jornalista global.

Se é a luz de vela ou não, não se sabe, é possível que seja iluminado por tochas com petróleo do pré-sal.

Três a seis miligramas de bromazepan deverão ser ministradas a jornalistas globais, da FOLHA, do ESTADÃO, das outras redes de tevê, para evitar surpresas desagradáveis, do tipo “grita o nome do Obama/e depois de desmaiar...”

No caso de VEJA não vai haver necessidade, o cinismo vence a emoção e a revista já está pronta para anunciar a descoberta do Brasil corrigindo um erro histórico que vem desde 1500. OBAMA DESCOBRE O BRASIL! ESTAMOS SALVOS! Deve ser por aí, poucas variações.

O que grande parte dos brasileiros desconhecem é que as chamadas UNIDADES DE POLÍCIA PACIFICADORA foram importadas de Israel e dos EUA, parceiros mundiais no terrorismo e revestidas dessa característica, impõem a paz do terror aos moradores das favelas do Rio de Janeiro, numa experiência que acontece também no Haiti, onde militares brasileiros cuidam do trânsito, de ajudar idosas a atravessar as ruas e controlar favelas.

Dentro de um projeto mais amplo, do qual o grupo terrorista BOPE faz parte, como faz o filme TROPA DE ELITE e sua continuação (é enganar o incauto cidadão com a história de polícia honesta), o líder do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A deve visitar uma favela no Rio (quem sabe até ensaie uns passos de samba) e mostrar seu contentamento pela pacificação à base do porrete, do saque (O BOPE agride cidadãos indefesos, invade suas residências e rouba o que por lá existe de valor).

O alvo maior, no entanto, é o petróleo.

O terrorista pretende tirar Dilma Roussef para dançar uma valsa de Strauss e em seguida, num champagne preparado com antecedência, levar o pré-sal de volta na bagagem, além de negociar a venda de aviões da BOEING (empresa acionista do conglomerado terrorista) para as forças aéreas brasileiras. O comandante da FAB está radiante com a possibilidade do “negócio”, Jobim então nem se fala.

E Anthony Patriota já fez até promessa de descer nu no aeroporto de New York para mostrar o respeito e a admiração pelos nossos amigos.

Como são cerca de três dias de visita o genocida Barack Obama deve também tratar de tentar dar um jeito em Hugo Chávez, presidente da Venezuela, seduzindo a brasileira a dar apoio às tentativas de golpe de estado naquele país, restabelecendo a democracia cristã e ocidental, tudo com a bênção do núncio apostólico no Brasil.

O Vaticano é uma das empresas do conglomerado desde a eleição de João Paulo II, o santo do pau oco. Com Bento XVI atinge o ápice, bandeiras com a suástica aparecem em todos os cantos do enclave/estado/empresa.

As autoridades policiais estão sendo orientadas a arrancar todas as faixas de protesto contra a visita do “benfeitor”, quer dizer, feitor e a reprimir com dureza manifestações que a critério dessas autoridades possam se exceder nos protestos, tipo constatar que Obama e branco e como os atores brancos que faziam papel de negros em filmes, novelas, etc, é apenas engraxado de preto.

Se você estiver num ponto qualquer do país por onde vai passar a caravana do líder terrorista, mão na carteira. Ela leva o petróleo e a sua carteira, afinal, o país dele está passando o chapéu para poder sustentar as grandes corporações, que o digam os trabalhadores do estado de Wisconsin, em Madison.

A divulgação que a embaixada do conglomerado está distribuindo brindes a quem se dispuser a saudar a visita do líder terrorista foi feita pelo jornal ESTADO DE SÃO PAULO. Estranho? Não, aposta na submissão dos nativos, principalmente a maioria dos leitores daquele jornal que até hoje acha que D. Pedro II governa o Brasil e a escravidão é uma realidade (no que está certo quando se percebe a realidade dos trabalhadores brasileiros).

Uma das reuniões secretas que o terrorista vai manter no Brasil é com os líderes que se opõem à Comissão da Verdade. A que pretende esclarecer os horrores da ditadura militar no Brasil (foi comandada por Washington, um general norte-americano, Vernon Walthers). Os inimigos da verdade vão dizer a Obama que é preciso parar com isso do contrário torturadores, estupradores e assassinos da democracia cristão e ocidental estarão correndo risco de virem a ser punidos como acontece na Argentina e no Chile, onde a turma já está na cadeia. Jobim vai ser o mestre-salas.

Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

sexta-feira, 4 de março de 2011

MENTIRAS ASSACADAS CONTRA O PCB-AM

Se tivéssemos recebido algum dinheiro para impedir que o "Tucano" ARTUR VIRGÍLIO", de retornar ao Senado da Republica, conforme publica as suspeitas o blog "LUCTA SOCIAL". em matéria datada de 03 de Março de 2011, não seria de todo ruim, já que impedir o retorno do principal apoiador do FHC, nas privatizações das nossas estatais, de retirada do direitos dos trabalhadores, do engessamento da economia brasileira e da subserviencia a politica ao EUA, foi acima de tudo gratificante e justiceiro.
O candidato ao Senado derrotado do PSDB, senhor ARTUR NETO, é useiro e vezeiro em usar as pessoas para atingir seus objetivos e depois descarta-las. Em tempos distantes idos, a oposição do Amazonas reuniu-se em torno da (sua) candidatura de um jovem que se dizia comunista. Este jovem depois de eleito "chutou" seus camararadas e aliou-se ao governo que combatíamos, abandonando a própria sorte seus antigos aliados. Foi justa a atual posição do PCB do Amazonas. e não adianta chorar!!!!!!! O ónus da prova, cabe e quem acusa. Jamais o nosso nome  esteve envolvido em desvio de recursos de sindicatos ou de qualquer outra instituição, quanto mais receber dinheiro escuso. Estamos sabendo que pessoas inconformadas estão pagando determinados "crapulas", para agredir o PCB-AM e seu preseidente.  DESAFIAMOS O BLOG LUCTA SOCIAL, A PROVAR A SUSPEITA LEVANTADA, SOB PENA DE CAIR NO DESCRÉDITO E VIRAR SUSPEITO QUE ESTÁ RECEBENDO ALGUM TROCADO PARA TAL AÇÃO.

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER SÓ MESMO COM O PCB!

Publicado e escrito por: Luiz Navarro                                                              

quinta-feira, 3 de março de 2011



Assista o PCB na TV

 Postagem de: Luiz Navarro

quarta-feira, 2 de março de 2011

PCB NA TV; NESTA QUINTA FEIRA 03/03/2010

PCB NA TV: NESTA QUINTA-FEIRA

01 MARÇO 2011

CLASSIFICADO EM MULTIMÍDIA - VÍDEOS

Crédito: PCB

Dia 3 de março (quinta-feira)

De 20:30 às 20:35 h

- Crise do capitalismo;

- Governo Dilma;

- Frente anticapitalista e antimperialista;

- União da Juventude Comunista;

- Solidariedade Internacional.

- cadeia nacional de TV aberta: de 20:30 às 20:35;

- cadeia nacional de rádio: de 20:00 às 20:05 h

Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

Postagem de: Luiz Navarro

TODO APOIO À LUTA DO POVO LÍBIO CONTRA A´TÍRANIA E O IMPERIALISMO

02 de Março 2011

Classificado em PCB - Notas Políticas do PCB

Crédito: PCB

(Nota Política do PCB)

Os processos de revoltas populares em curso em diversos países do Oriente Médio têm pontos comuns e diferenças importantes entre si.

No caso da Líbia, é marcante o fato de que Moamar Khadafi, a partir da tomada do poder, em 1969, por meio de um golpe militar (que derrubou a monarquia então reinante, aliada aos governos dos principais países capitalistas), ter se aliado a países e movimentos que combatiam o imperialismo, nacionalizando o setor produtor de petróleo (a Líbia é hoje o terceiro maior produtor de petróleo da África e o detentor das maiores reservas provadas (cerca de 44 bilhões de barris). e utilizando boa parte dos respectivos recursos para modernizar e desenvolver a economia do país. As condições de vida do povo logo melhorariam, e em muito: a Líbia chegou a apresentar o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de toda a África. A sociedade se modificou, com o aparecimento de camadas médias e de trabalhadores qualificados, com bom acesso à educação e outros direitos sociais.

As retaliações do imperialismo a todos estes avanços e à postura política independente e progressista da Líbia foram constantes e numerosas, como em 1986, no ataque aéreo dos EUA a Trípoli e Bengazi, lançado de bases da OTAN na Inglaterra, quando 60 pessoas, incluindo a filha de Khadafi, foram mortas. Fortes sansões foram também impostas nesse período pelos Estados Unidos e pelos principais países capitalistas ao país, com o claro intuito de destruir sua economia e inviabilizar o regime e suas políticas claramente progressistas.

Fatores como a queda da URSS enfraqueceriam, logo a seguir, a economia e a autonomia política da Líbia e, após a invasão do Iraque pelos EUA e seus aliados, em 2003, tentando, ao que tudo indica, evitar outra agressão à Líbia, Khadafi começou a fazer concessões políticas e econômicas ao imperialismo, abrindo a economia a bancos e empresas – com destaque para o setor petrolífero e as corporações italianas e inglesas – e passou a cumprir as exigências do FMI e do Banco Mundial para promover reformas econômicas, onde os principais elementos foram a privatização de empresas estatais, o corte de gastos sociais e dos subsídios para a compra de alimentos e combustível, deixando de lado e de vez as propostas de transformações da sociedade no rumo da construção socialista.

Khadafi se acomodou no poder, fazendo alianças com a burguesia líbia, em ascensão, abrindo mão da construção de uma democracia participativa direta e se estagnando numa espécie de governo familiar – com seus filhos e parentes – e desistiu de levar adiante projetos de afirmação nacional como o da construção de artefatos nucleares. Como “prêmio”, Khadafi passou a ser aceito como uma liderança junto a governos como o de Tony Blair, Sarkozy, Silvio Berlusconi e Bush.

O resultado destas políticas foi um quadro de inflação e desemprego que, aliado à crise do capitalismo internacional em curso e ao caráter autoritário do regime, gerou a revolta e mobilizou a população, que identifica em Khadafi a origem de seus problemas. O quadro, no entanto, abre margem para tentativas de manipulação política de fontes internas e externas ao país: ao descontentamento com a natureza fechada e dura do regime, somam-se os interesses da burguesia líbia em manter-se no poder, com outra forma de governo, e dos países imperialistas que, com a difusão de forte propaganda, induzem setores populares a empunhar a bandeira da monarquia deposta e a reabilitar o antigo rei Idris, fiel seguidor dos ditames dos EUA e da Inglaterra. A CIA, por sua vez, se faz presente no treinamento e financiamento do grupo Frente Nacional para a Salvação da Líbia e mantém agentes infiltrados nas movimentações populares. .

Setores da direita norteamericana tentam promover uma campanha para uma intervenção militar direta dos EUA na Líbia. É no mínimo suspeita a cobertura da mídia sobre as manifestações e também é mais suspeito ainda a movimento dos governos dos EUA e da União Européia em aprovar novas sanções contra a Líbia. Já se fala abertamente, também, em constituir-se uma zona de exclusão aérea na parte da Líbia onde a revolta é maior.

Ao mesmo tempo em que criticamos a violência que vem sendo exercida contra os manifestantes na Líbia e em todos os países árabes e africanos, registramos a hipocrisia dos países imperialistas, que têm uma política de dupla moral: apesar de falarem em defesa dos direitos humanos, são eles os principais responsáveis pelas violações desses direitos no mundo e também os principais apoiadores e financiadores de ditaduras sanguinárias, não só entre árabes e africanos, mas em todas as regiões do planeta.

O Partido Comunista Brasileiro, coerente com sua linha política e com sua ação internacionalista, espera que as manifestações populares na Líbia e nos demais países da região resultem em governos democráticos, progressistas e revolucionários, capazes de proporcionar novas condições de vida para a população e um novo rumo de desenvolvimento, justiça e igualdade social para seus países, fora do jugo mesquinho dos interesses imperialistas.

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Comissão Política Nacional

2 de março de 2011

Postagem de: Luiz Navarro