terça-feira, 19 de julho de 2011

NÃO HÁ VONTADE PARA A PAZ NA COLOMBIA !

Piedad Córdoba: Não há vontade para a paz na Colômbia neste momento

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imagemCrédito: Carlos Lozano Guillen
Carlos Lozano Guillen
A defensora dos direitos humanos declarou que o Governo de Juan Manuel Santos busca uma vitória militar no conflito interno, onde as autoridades “estão dando um tempo para lograr matar o secretariado das FARC”.
A líder do coletivo Colombianos e Colombianas pela paz, Piedad Córdoba, considerou nesta quarta-feira que na Colômbia não existe “neste momento uma vontade que trilhe a via da aproximação com a paz”. De fato os últimos episódios do conflito armado interno de seu país dão conta de um recrudescimento do mesmo.
A dirigente defensora dos direitos humanos chegou a esta conclusão durante uma entrevista para A Rádio do Sul, onde avaliou as últimas ações armadas da guerrilha, “com os golpes que receberam em várias regiões do país” e a ofensiva ordenada pelo Governo do presidente Juan Manuel Santos, que busca “uma vitória militar, que serviria para as medalhas de alguns generais, apesar de que há tantos mortos e tanta pobreza na Colômbia”.
Córdoba estimou que as atuais autoridades colombianas “estão dando um tempo para lograr matar o secretariado das FARC, e já não sei então com quem fariam a paz, ou seja, quais seriam os acordos”, disse.
Neste sentido, estimou que se atualmente em seu país se impulsionam algumas reformas importantes, estas “não são nem definitivas nem profundas”.
A ex-legisladora mencionou que com o impulso de tais reformas parece aplicar-se na Colômbia uma espécie de “manual de operação” similar à atual situação de Honduras, onde se logrou o regresso do ex-presidente Manuel Zelaya através do Acordo de Cartagena.
“Não há garantias”, indicou Córdoba, em referência à prisão do ex-ministro da Presidência de Zelaya, Enrique Flores Lanza, além da soltura de pessoas e ameaças que constituem um ultraje aos propósitos desse pacto.
Destacou que em Honduras foi aprovada uma Lei de Inteligência e Contrainteligência “que é exatamente igual” à que se discute este ano no Parlamento colombiano, que no seu parecer “legalizaria muito do que foi toda a perseguição e a intromissão”.
Postagem de: Luiz Navarro

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