domingo, 28 de agosto de 2011

VENEZUELA - BATALHA DE IDÉIAS












Venezuela - Batalha de ideias

Domingo, 28 Agosto 2011 02:00

Rebelión - [Adrián Carmona, Tradução de Diário Liberdade] Habitualmente, encontram-se nos meios de comunicação de nosso país referências constantes à situação venezuelana. Notícias que não teriam nenhuma repercussão se sucedessem em qualquer outro país do mundo – com exceção de Cuba, claro – têm acolhida segura nos mass media espanhóis [1-5] quando se trata de Venezuela.

Esta particular euforia informativa em tudo o que se refere ao país caribenho busca transmitir uma sensação constante de insegurança e instabilidade. Como destaca o jornalista Pascual Serrano [6]

Os cidadãos puderam comprovar a constante presença de Venezuela nos meios de comunicação. Parece que se trata de um país a beira do caos, da desestabilização, em conflito e crise constante. E tudo isso, apesar de não chegarem informações que falem de mortos por violência política, repressão policial, distúrbios de rua ou greves massivas. As organizações de direitos humanos não têm informes de jornalistas presos ou cidadãos perseguidos por razões ideológicas. Por outro lado, países que atravessam por muita maior conflitualidade social como Chile, Peru ou México não são notícia frequente.

Algo similar comentava Santiago Alba Rico [7] a respeito da atenção informativa prestada pelos grandes meios de comunicação espanhóis para a atualidade cubana, enquanto se pisoteavam brutalmente os direitos humanos na Tunísia:

De janeiro a junho deste ano de 2005, por exemplo, El País publicou 618 notícias relacionadas a Cuba, onde não acontecia nada, e somente 658 sobre Tunísia, quase todas sobre o mundial de handebol; e ABC direcionou 400 vezes o olhar a Cuba, país onde não ocorria nada, enquanto somente mencionava a Tunísia 99 vezes, 55 delas em relação ao mundial de handebol. Em 10 de março deste mesmo ano uma rápida busca no Google apresentava 750 links sobre a distribuição do governo cubano das famosas panelas arrozeiras e somente três (dois da Anistia Internacional) sobre a greve de fome e a tortura a presos na Tunísia.

No entanto, a realidade que se levanta frente a imagem ideológica que transmitem os meios de comunicação de massas é outra [8]:

Economia

a venezuelana cresceu 47,4% no período que vai de 1998 a 2008 (os dez primeiros anos do governo bolivariano), o que equivale a um ritmo de 4,3% anual. Em termos de crescimento econômico por pessoa, o PIB venezuelano cresceu neste período uns 18,2%. É interessante contrastar esta cifra com os dados do período prévio a primeira vitória eleitoral de Chávez, quando a economia venezuelana sofreu uma das piores caídas do mundo. Entre 1978 e 1998 o PIB por pessoa sofreu uma contração de 21,5%.

Se nos centrarmos no período posterior a tomada de controle da empresa estatal de petróleo (PDVSA) por parte do governo bolivariano (anteriormente sob controle de setores abertamente hostis ao governo, que utilizaram o setor petroleiro estatal para tratar de desestabilizar e derrotar ao governo eleito) os dados de crescimento melhoram espetacularmente. O PIB real venezuelano cresceu em 94,7%, em 5,25 anos, o que significa um ritmo anual de 13,5%.

Um dado importante a ter em conta é que o setor não petroleiro desfrutou, em grande parte, de taxas de crescimento maiores do que o setor petroleiro. O mesmo pode se dizer do setor privado.

Luta contra a pobreza

gundo o informe Nossa Democracia [9], elaborado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Venezuela encabeça a lista dos países da América Latina que mais reduziu a pobreza. Os dados confirmam que [8]

a percentagem de lares em condições de pobreza se reduziu em mais da metade, de 54% no primeiro semestre de 2003 até 26% em fins de 2008. A percentagem de lugares em extrema pobreza diminuiu ainda mais: uma caída de 72% até 7% de lares em condições de pobreza extrema.

Igualmente, no período 1998-2008 o índice de Gini (coeficiente que mede o nível de desigualdade de um país; com 0 correspondendo a uma igualdade perfeita e 1 a completa desigualdade) caiu, em tantos por cento, aproximadamente 6 pontos, de 46,96 a 40,99. Podemos compará-lo com a evolução seguida pelo mesmo indicador nos EUA, que entre 1998 e 2005 experimentou uma mudança similar, mas em direção oposta, aumentando de 40,3 a 46,9.

Saúde

os dez primeiros anos de governo bolivariano, a mortalidade infantil [8] “reduziu-se a mais de um terço, caindo de 21,4 até 13,7 óbitos por cada 1000 nascidos vivos”. Igualmente, os venezuelanos desfrutaram de importantes avanços na segurança alimentar. Em particular [8],

o consumo calórico em média aumentou de 91,0% dos níveis recomendados em 1998 até 101,7% em 2007. Ainda mais importante, as mortes relacionadas à desnutrição se reduziram a mais de 50%, de 4,9 a 5,3 óbitos por cada 100.000 habitantes entre 1998 e 2006.

Por outro lado [8],

em 1998, 80% de venezuelanos tinham acesso a água potável e 62% a serviços de saneamento. Em 2007, 92% tinham acesso a água potável e 82% a saneamento. Em comparação com o ano de 1998, aproximadamente quatro milhões de venezuelanos a mais têm agora acesso a água potável e mais de cinco milhões a mais a serviços de saneamento.

Em relação à atenção sanitária oferecida à população venezuelana,

Entre 1999 e 2007, o número de médicos de atenção primária no setor público aumentou mais de doze vezes, de 1.628 a 19.571, brindando, assim, atenção médica a milhões de venezuelanos em situação de pobreza que previamente não tinham acesso a serviços de saúde. Em 1998, o país contava com 417 salas de emergência, 74 centros de reabilitação e 1.628 centros de atenção primária em comparação com 721 salas de emergência, 445 centros de reabilitação e 8.621 centros de atenção primária (incluindo as 6.500 clínicas populares, geralmente em bairros de escassos recursos) para fevereiro de 2007.

Educação

Em matéria educacional [8]

A taxa de escolaridade líquida para a educação básica (graus de 1 a 9) aumentou de 85 até 93,6%, e a escolaridade para a educação secundária aumentou ainda mais, de um quinto da população até mais de um terço [...] Para a educação secundária, o aumento significa que 14,7% de adolescentes entre 15 e 19 anos de idade, o que equivale em torno de 400.000 indivíduos, tiveram a possibilidade de continuar sua educação como resultado direto de uma maior inversão social. Os avanços mais importantes se deram na educação superior: entre os anos escolares 1999-2000 e 2006-2007, a escolarização aumentou em 86%.

Outros dados

Nos primeiros dez anos de governo bolivariano (1998-2008):

O desemprego caiu de 11,3% até 7,8%.

O número de beneficiários do sistema de seguridade social mais que duplicou.

A dívida pública total diminuiu de 30,7% a 14,3% do PIB.

Referências

] Pascual Serrano, Ahora Chávez persigue a Los Simpsons.

[2] Pascual Serrano, El País, Los Simpsons y Padre de familia.

[3] Pascual Serrano, Era en Francia, no en Venezula.

[4] Pascual Serrano, Venezuela y Cuba como munición.

[5] Pascual Serrano, En Venezuela prohíbe Chávez, en Francia la justicia.

[6] Pascual Serrano, Venezuela, donde lo normal siempre es un escándalo.

7] Santiago Alba Rico, Y de pronto, la revolución.

[8] Mark Weisbrot, Rebecca Ray y Luis Sandoval. El gobierno de Chávez después de 10 años: Evolución de la economía e indicadores sociales. Center for Economic and Policy Research (CEPR). Febrero 2009.

[9] TeleSur, Naciones Unidas y OEA confirman reducción de pobreza en Venezuela.

http://estacionfinlandia.wordpress.com

Traduzido para Diário Liberdade por Gabriela Blanco

Postagem de: Luiz Navarro

SÓCRATES DÁ UMA RESPOSTA FANTÁSTICA SOBRE CUBA EM ENTREVISTA À FOLHA












27 AGOSTO 2011

CLASSIFICADO EM INTERNACIONAL - REVOLUÇÃO CUBANA



Crédito: Blogdopaulinho.net

Folha: Por falar nisso, em toda essa impressionante onda de carinho que cercou você nesses dias, há também quem diga que de democrata você não tem nada porque deu o nome de Fidel a seu caçula. É mais uma de suas contradições?



Sócrates: De fato, estou tirando muita coisa de positivo neste meu quase nascer de novo. Quanto ao Fidel Castro, símbolo da Revolução Cubana, como Che Guevara, as pessoas estão mal informadas. No nosso país se conhece muito pouco o que acontece fora daqui e mesmo aqui dentro. A estrutura política cubana é extremamente democrática. Eu queria que meu filho nascesse lá, eu queria ser um cubano. Nós estivemos lá agora, nós fomos passear! Peguei minha mulher e fui lá, passear, curtir lampejos de humanidade. Um povo como aquele, numa ilhota, que há mais de 60 anos briga contra um império, só pode ser muito forte, e ditadura alguma faz um povo tão forte. Ditadura não é tempo de serviço, necessariamente é qualidade de serviço. Em Cuba, o povo participa de tudo, em cada quarteirão. E aqui? Pra quem você reclama? Você vota e não tem pra quem reclamar.




Fonte: http://www.blogdopaulinho.net/?p=32447

Postagem e comentário de: Luiz Navarro
                                               - Sócrates ficou famoso pelas jogadas de calcanhar. A sua entrevista supra coloca os imperialistas e seus lacaios, rente ao chão pelas suas mentiras e enganações sobre o "socialismo"

sexta-feira, 26 de agosto de 2011



Moyses Mota

Moyses Mota, Sociologo, Professor, amigo e camarada de todos.
Posições políticas sempre a esquerda um ser humano notável.
Moysés Mota foi assassinado ontem em seu lar ao tentar defender sua casa da sanha assassina de um assaltante. Chocante e barbaro esse assassinato porque Moysés Mota era avesso a violencia pessoa muito simples embora muito compentente em sua área de atuação. O que  é mais absurdo é que o assaltante procurar roubar a casa de um trabalhador da educação, que sabemos pelo salário pago e sendo honesto como era Moyses Mota, não havia riquezas materiais que motivasse o ato insano do assaltante.
Só tomei conhecimento do fato hoje nesta hora, pelo facebook nos comentários de um membro do facebook.
Que a sua última morada Moyses Mota, não lhe seja pesada e que possas descansar em paz.

Postagem e escrito por: Luiz Navarro

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

JOSÉ PAULO NETO, ASSUME A PRESIDÊNCIA DO INSTITUTO CAIO PRADO JR.










ESCRITO POR PCB
19 AGOSTO 2011



Crédito: PCB

Rio de Janeiro



O professor José Paulo Netto assumiu, na última semana, a presidência do Instituto Caio Prado Jr. (ICP), em evento realizado no Rio de Janeiro. “Estou muito gratificado pela indicação. Agradeço a confiança e afirmo que vou me doar, no limite de minhas possibilidades, para o ICP”, afirmou o intelectual comunista.



Doutor em Serviço Social, professor emérito da ESS da UFRJ e autor, entre outras publicações, de “Ditadura e Serviço Social - Uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64”, “Capitalismo Monopolista e Serviço Social”, “Crise do Socialismo e Ofensiva Neoliberal” e “Democracia e transição socialista”, José Paulo Netto é militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e assume a função no lugar de Antônio Carlos Mazzeo.



Sua nova responsabilidade coincide com um momento de intenso trabalho do Instituto, que acaba de lançar o primeiro número do “Cadernos do ICP”, Gramsci e o conceito de hegemonia, e prepara a publicação da quarta edição da revista Novos Temas. Aliás, a primeira medida anunciada em sua posse é o convite aos intelectuais Miguel Urbano Rodrigues (Portugal), Carlos Lozano Guillen (Colômbia) e Marcos Domich (Bolívia) para integrarem o conselho editorial da revista teórica marxista.



Em sua posse, José Paulo falou sobre a importância que o Instituto Caio Prado Jr. deve ter na formulação do ideário marxista em um momento de crise do capitalismo e crescente exploração sobre as classes trabalhadoras pelo mundo.



O ICP e os “Cadernos”



O Instituto Caio Prado Jr., que será dirigido pelo professor, é um centro de estudos e pesquisas cuja ênfase é a análise de questões políticas e filosóficas e dos problemas centrais do trabalho na sua contradição com o capital, dos movimentos sociais, da economia, da política e da história. Reúne professores, intelectuais, militantes sociais e pesquisadores de diversos matizes teórico-políticos dentro do espectro que se formou em torno do pensamento de Marx, Engels e demais filósofos do campo marxista. Em sua mais recente iniciativa, a entidade lançou a coleção Cadernos do ICP, publicação quadrimestral para a difusão de conteúdos normalmente tidos como herméticos à maioria dos trabalhadores e até mesmo militantes comunistas. O primeiro número, publicado na posse de José Paulo Netto, traz o texto “Gramsci e o conceito de hegemonia”, do historiador Ricardo Costa.



Além do primeiro número dos cadernos, o ICP lançou recentemente o livro "Caio Prado Junior: história e sociedade", que agrega os trabalhos apresentados no seminário sobre Caio Prado realizado em parceria com o CEMARX-Uneb, em outubro de 2010.

Postagem de: Luiz Navarro

sábado, 20 de agosto de 2011







Lançamentos – Estaremos presentes - Datas já marcadas:


24 de agosto – 11h – quarta-feira - Brasília – Semana da Anistia – Ministério da Justiça.

25 de agosto – 18h – quinta-feira - Porto Alegre UFRGS Salão Nobre da Faculdade de Direito

15 de setembro - 18h – quinta-feira – Rio de Janeiro - ALERJ

22 de setembro – 18h quinta-feira - Osasco Espaço Cultural Grande Otelo

24 de setembro – 14h - sábado - São Paulo – Memorial da Resistência - Ato Lamarca (Sena e Roque).

30 de setembro – sexta-feira - Recife – Prefeitura ( Amparo) e Caravana da Anistia.

13 de outubro – quinta-feira – Fortaleza – Associação 64-68 Anistia.

Valeu

Eli.

Postagem de: Luiz Navarro











quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A QUEDA DO IMPÉRIO NORTE-AMERICANO









Não existem dúvidas que o império Norte-americano esteja em declínio, as dúvidas são as origens que motivaram a queda. Grande parte dos analistas supõem que a hegemonia económica caiu em consequencia do descumprimento das promessas do Barac Obama.

 Está claro que o declínio tem raízes económicas, entretanto a causa principal é devido principalmente as ações governamentais flagradas com mentiras monumentais que chocaram o mundo. A invasão do Iraque sob a alegação de que armas químicas (jamais encontradas), faziam parte do arsenal de Sadam Roussein presidente do Iraque, eleito constitucionalmente e assassinado por um tribunal montado pelos Norte-americanos.

O apoio ao "Golpe de Estado", em Honduras removendo um Presidente constitucionalmente eleito. As barreiras comerciais derrespeitando as leis internacionais em proteção aos bens produzido nos Estados Unidos da America do Norte, a invasão do Panamá retirando de seu território um Presidente constitucionalmente eleito e o mantendo em cárcere em território Norte-americano.

A instalação de Bases militares e a criação da IV FROTA NAVAL, patrulhando as nações Sul-americanas com "OLHO GORDO", no petroleo das mesmas. Existe hoje a suspeita que o episódio de 11 de Setembro com o abate do edifício "WOLD TRADE CENTER", foi uma farsa elaborada para justificar a invasão do Iraque e talvez até a invasão dos países do "Eixo do Mal", na clara e indisfaçavel ação de subtração do petróleo, das nações invadidas.

Essas e outras ações não mencionadas, conduziram os imperialistas Norte-americanos, ao descrédito total. As demais nações perceberam que as democracias só valem quando rezam a cartilha dos imperialistas. Tanto é verdade que a China sugeriu que o Dólar Norte- americano fosse substituído como moeda balizadora do comercio mundial. Tanto que China e Rússia não apoiaram na ONU as pretensão dos Norte-americanos de invasão da Líbia.

Quando a credibilidade é perdida sua recuperação torna-se quase impossível. Ficou mais que evidente a cobiça por petróleo, o desejo de saquear as riquezas dos outros, e as imposições sobre os organismos mundiais. Não acredito na recuperação Norte-americana devido as suspeitas de suas ações no mundo.

É a mesma coisa de quem se diz que é comunista ou socialista e serve continuamente o "Deus Mercado",
a credibilidade desaba essas condições já são visíveis em alguns "comunistas", no nosso Amazonas.

Postagem e escrito por: Luiz Navarro

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ANIVERSÁRIO DE FIDEL CASTRO



Celebração do 85º aniversário de Fidel Castro, na embaixada de Cuba em Buenos Aires

Assista o video e veja o que é um lider prestigiado no mundo.




http://www.youtube.com/watch?v=RGwqrft_iZs&feature=player_embedded

domingo, 14 de agosto de 2011


Veja esse video




http://www.youtube.com/playlist?list=PL9EA1CD205D8902D2




Jornal Globo News dia 10 de Agosto de 2011 às 10h19, TV Rede Globo do Brasil.

Postagem de : Luiz Navarro

sábado, 13 de agosto de 2011

RELATO DE FREI TITO DE ALENCAR LIMA


 
Este é o depoimento de um preso político, frei Tito de Alencar Lima, 24 anos. Dominicano. (redigido por ele mesmo na prisão). Este depoimento escrito em fevereiro de 1970 saiu clandestinamente da prisão e foi publicado, entre outros, pelas revistas Look e Europeo.
Fui levado do presídio Tiradentes para a "Operação Bandeirantes", OB (Polícia do Exército), no dia 17 de fevereiro de 1970, 3ª feira, às 14 horas. O capitão Maurício veio buscar-me em companhia de dois policiais e disse: "Você agora vai conhecer a sucursal do inferno". Algemaram minhas mãos, jogaram me no porta-malas da perua. No caminho as torturas tiveram início: cutiladas na cabeça e no pescoço, apontavam-me seus revólveres.
Preso desde novembro de 1969, eu já havia sido torturado no DOPS. Em dezembro, tive minha prisão preventiva decretada pela 2ª auditoria de guerra da 2ª região militar. Fiquei sob responsabilidade do juiz auditor dr Nelson Guimarães. Soube posteriormente que este juiz autorizara minha ida para a OB sob “garantias de integridade física”.
Ao chegar à OB fui conduzido à sala de interrogatórios. A equipe do capitão Maurício passou a acarear-me com duas pessoas. O assunto era o Congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968. Queriam que eu esclarecesse fatos ocorridos naquela época. Apesar de declarar nada saber, insistiam para que eu “confessasse”. Pouco depois levaram me para o “pau-de-arara”. Dependurado nu, com mãos e pés amarrados, recebi choques elétricos, de pilha seca, nos tendões dos pés e na cabeça. Eram seis os torturadores, comandados pelo capitão Maurício. Davam-me "telefones" (tapas nos ouvidos) e berravam impropérios. Isto durou cerca de uma hora. Descansei quinze minutos ao ser retirado do "pau-de-arara". O interrogatório reiniciou. As mesmas perguntas, sob cutiladas e ameaças. Quanto mais eu negava mais fortes as pancadas. A tortura, alternada de perguntas, prosseguiu até às 20 horas. Ao sair da sala, tinha o corpo marcado de hematomas, o rosto inchado, a cabeça pe sada e dolorida. Um soldado, carregou-me até a cela 3, onde fiquei sozinho. Era uma cela de 3 x 2,5 m, cheia de pulgas e baratas. Terrível mau cheiro, sem colchão e cobertor. Dormi de barriga vazia sobre o cimento frio e sujo.
Na quarta-feira fui acordado às 8 h. Subi para a sala de interrogatórios onde a equipe do capitão Homero esperava-me. Repetiram as mesmas perguntas do dia anterior. A cada resposta negativa, eu recebia cutiladas na cabeça, nos braços e no peito. Nesse ritmo prosseguiram até o início da noite, quando serviram a primeira refeição naquelas 48 horas: arroz, feijão e um pedaço de carne. Um preso, na cela ao lado da minha, ofereceu-me copo, água e cobertor. Fui dormir com a advertência do capitão Homero de que no dia seguinte enfrentaria a “equipe da pesada”.
Na quinta-feira três policiais acordaram-me à mesma hora do dia anterior. De estômago vazio, fui para a sala de interrogatórios. Um capitão cercado por sua equipe, voltou às mesmas perguntas. "Vai ter que falar senão só sai morto daqui", gritou. Logo depois vi que isto não era apenas uma ameaça, era quase uma certeza. Sentaram-me na "cadeira do dragão" (com chapas metálicas e fios), descarregaram choques nas mãos, nos pés, nos ouvidos e na cabeça. Dois fios foram amarrados em minhas mãos e um na orelha esquerda. A cada descarga, eu estremecia todo, como se o organismo fosse se decompor. Da sessão de choques passaram-me ao "pau-de-arara". Mais choques, pauladas no peito e nas pernas a cada vez que elas se curvavam para aliviar a dor. Uma hora depois, com o corpo todo ferido e sangrando, desmaiei. Fui desamarrado e reanimado. Conduziram-me a outra sala dizendo que passariam a carga elétrica para 230 volts a fim de que eu falasse "antes de morrer". Não cheg aram a fazê-lo. Voltaram às perguntas, batiam em minhas mãos com palmatória. As mãos ficaram roxas e inchadas, a ponto de não ser possível fechá-las. Novas pauladas. Era impossível saber qual parte do corpo doía mais; tudo parecia massacrado. Mesmo que quisesse, não poderia responder às perguntas: o raciocínio não se ordenava mais, restava apenas o desejo de perder novamente os sentidos. Isto durou até às 10 h quando chegou o capitão Albernaz.
"Nosso assunto agora é especial", disse o capitão Albernaz, ligou os fios em meus membros. "Quando venho para a OB - disse - deixo o coração em casa. Tenho verdadeiro pavor a padre e para matar terrorista nada me impede... Guerra é guerra, ou se mata ou se morre. Você deve conhecer fulano e sicrano (citou os nomes de dois presos políticos que foram barbaramente torturados por ele), darei a você o mesmo tratamento que dei a eles: choques o dia todo. Todo "não" que você disser, maior a descarga elétrica que vai receber". Eram três militares na sala. Um deles gritou: "Quero nomes e aparelhos (endereços de pessoas)". Quando respondi: "não sei" recebi uma descarga elétrica tão forte, diretamente ligada à tomada, que houve um descontrole em minhas funções fisiológicas. O capitão Albernaz queria que eu dissesse onde estava o Frei Ratton. Como não soubesse, levei choques durante quarenta minutos.
Queria os nomes de outros padres de São Paulo, Rio e Belo Horizonte "metidos na subversão". Partiu para a ofensa moral: "Quais os padres que têm amantes? Por que a Igreja não expulsou vocês? Quem são os outros padres terroristas?". Declarou que o interrogatório dos dominicanos feito pele DEOPS tinha sido "a toque de caixa" e que todos os religiosos presos iriam à OB prestar novos depoimentos. Receberiam também o mesmo "tratamento". Disse que a "Igreja é corrupta, pratica agiotagem, o Vaticano é dono das maiores empresas do mundo". Diante de minhas negativas, aplicavam-me choques, davam-me socos, pontapés e pauladas nas costas. À certa altura, o capitão Albernaz mandou que eu abrisse a boca "para receber a hóstia sagrada". Introduziu um fio elétrico. Fiquei com a boca toda inchada, sem poder falar direito. Gritaram difamações contra a Igreja, berraram que os padres são homossexuais porque não se casam. Às 14 horas encerraram a sessão. Carregado, voltei à cela onde fiquei estirado no chão.
Às 18 horas serviram jantar, mas não consegui comer. Minha boca era uma ferida só. Pouco depois levaram-me para uma "explicação". Encontrei a mesma equipe do capitão Albernaz. Voltaram às mesmas perguntas. Repetiram as difamações. Disse que, em vista de minha resistência à tortura, concluíram que eu era um guerrilheiro e devia estar escondendo minha participação em assaltos a bancos. O "interrogatório" reiniciou para que eu confessasse os assaltos: choques, pontapés nos órgãos genitais e no estomago palmatórias, pontas de cigarro no meu corpo. Durante cinco horas apanhei como um cachorro. No fim, fizeram-me passar pelo "corredor polonês". Avisaram que aquilo era a estréia do que iria ocorrer com os outros dominicanos. Quiseram me deixar dependurado toda a noite no "pau-de-arara". Mas o capitão Albernaz objetou: "não é preciso, vamos ficar com ele aqui mais dias. Se não falar, será quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis". "Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de sua valentia".
Na cela eu não conseguia dormir. A dor crescia a cada momento. Sentia a cabeça dez vezes maior do que o corpo. Angustiava-me a possibilidade de os outros padres sofrerem o mesmo. Era preciso pôr um fim àquilo. Sentia que não iria aguentar mais o sofrimento prolongado. Só havia uma solução: matar-me.
Na cela cheia de lixo, encontrei uma lata vazia. Comecei a amolar sua ponta no cimento. O preso ao lado pressentiu minha decisão e pediu que eu me acalmasse. Havia sofrido mais do que eu (teve os testículos esmagados) e não chegara ao desespero. Mas no meu caso, tratava-se de impedir que outros viessem a ser torturados e de denunciar à opinião pública e à Igreja o que se passa nos cárceres brasileiros. Só com o sacrifício de minha vida isto seria possível, pensei. Como havia um Novo Testamento na cela, li a Paixão segundo São Mateus. O Pai havia exigido o sacrifício do Filho como prova de amor aos homens. Desmaiei envolto em dor e febre.
Na sexta-feira fui acordado por um policial. Havia ao meu lado um novo preso: um rapaz português que chorava pelas torturas sofridas durante a madrugada. O policial advertiu-me: "o senhor tem hoje e amanhã para decidir falar. Senão a turma da pesada repete o mesmo pau. Já perderam a paciência e estão dispostos a matá-lo aos pouquinhos". Voltei aos meus pensamentos da noite anterior. Nos pulsos, eu havia marcado o lugar dos cortes. Continuei amolando a lata. Ao meio-dia tiraram-me para fazer a barba. Disseram que eu iria para a penitenciária. Raspei mal a barba, voltei à cela. Passou um soldado. Pedi que me emprestasse a "gillete" para terminar a barba. O português dormia. Tomei a gillete. Enfiei-a com força na dobra interna do cotovelo, no braço esquerdo. O corte fundo atingiu a artéria. O jato de sangue manchou o chão da cela. Aproximei-me da privada, apertei o braço para que o sangue jorrasse mais depressa. Mais tarde recobrei os sentidos num leito do pron to-socorro do Hospital das Clínicas. No mesmo dia transferiram-me para um leito do Hospital Militar. O Exército temia a repercussão, não avisaram a ninguém do que ocorrera comigo. No corredor do Hospital Militar, o capitão Maurício dizia desesperado aos médicos: "Doutor, ele não pode morrer de jeito nenhum. Temos que fazer tudo, senão estamos perdidos". No meu quarto a OB deixou seis soldados de guarda.
No sábado teve início a tortura psicológica. Diziam: "A situação agora vai piorar para você, que é um padre suicida e terrorista. A Igreja vai expulsá-lo". Não deixavam que eu repousasse. Falavam o tempo todo, jogavam, contavam-me estranhas histórias. Percebi logo que, a fim de fugirem à responsabilidade de meu ato e o justificarem, queriam que eu enlouquecesse.
Na segunda noite recebi a visita do juiz auditor acompanhado de um padre do Convento e um bispo auxiliar de São Paulo. Haviam sido avisados pelos presos políticos do presídio Tiradentes. Um médico do hospital examinou-me à frente deles mostrando os hematomas e cicatrizes, os pontos recebidos no hospital das Clínicas e as marcas de tortura. O juiz declarou que aquilo era "uma estupidez" e que iria apurar responsabilidades. Pedi a ele garantias de vida e que eu não voltaria à OB, o que prometeu.
De fato fui bem tratado pelos militares do Hospital Militar, exceto os da OB que montavam guarda em meu quarto. As irmãs vicentinas deram-me toda a assistência necessária Mas não se cumpriu a promessa do juiz. Na sexta-feira, dia 27, fui levado de manhã para a OB. Fiquei numa cela até o fim da tarde sem comer. Sentia-me tonto e fraco, pois havia perdido muito sangue e os ferimentos começavam a cicatrizar-se. À noite entregaram-me de volta ao Presídio Tiradentes.
É preciso dizer que o que ocorreu comigo não é exceção, é regra. Raros os presos políticos brasileiros que não sofreram torturas. Muitos, como Schael Schneiber e Virgílio Gomes da Silva, morreram na sala de torturas. Outros ficaram surdos, estéreis ou com outros defeitos físicos. A esperança desses presos coloca-se na Igreja, única instituição brasileira fora do controle estatal-militar. Sua missão é: defender e promover a dignidade humana. Onde houver um homem sofrendo, é o Mestre que sofre. É hora de nossos bispos dizerem um BASTA às torturas e injustiças promovidas pelo regime, antes que seja tarde.
A Igreja não pode omitir-se. As provas das torturas trazemos no corpo. Se a Igreja não se manifestar contra essa situação, quem o fará? Ou seria necessário que eu morresse para que alguma atitude fosse tomada? Num momento como este o silêncio é omissão. Se falar é um risco, é muito mais um testemunho. A Igreja existe como sinal e sacramento da justiça de Deus no mundo
"Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio. Fomos maltratados desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sairmos com vida. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte: deu-se isso para que saibamos pôr a nossa confiança, não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos" (2Cor, 8-9).
Faço esta denúncia e este apelo a fim de que se evite amanhã a triste notícia de mais um morto pelas torturas.
Frei Tito de Alencar Lima, OP
Fevereiro de 1970

Postagem e comentário de Luiz Navarro - O s torturadores não podem ficar impunes, os arquivos tem que serem abertos e os culpados punidos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PABLO YURI RAIOL SANTANA FALA DE ARTUR VIRGILIO E DO "MODOS OPERANDI" DA TUCANAGEM













Pablo Yuri Raiol Santana criou o documento: "Cuidado com Canto da Sereia Tucana!":


O Senhor supremo do falso moralismo de bico fino, ou em outras palavras o ex-líder tucano, ex-senador amazonense e atual falastrão diplomático na Embaixada em Lisboa, Arthur Virgilio Neto, disse em artigo infame nos jornais de Manaus e em Brasília que a nossa presidenta Dilma Rousseff continua os desmandos e o Caos da Era Lula (assim visto na cabeça deturpada do tucano) – bem o que me faz crer que se um Desavisado qualquer fosse ler o artigo teria idéia que o Brasil seja a própria personificação do inferno na terra, pensando nisso faço a seguinte pergunta ao nada nobre ex-senador, Em que país o senhor morou nos últimos anos? Arrisco-me a dizer que alguns mais irônicos diriam que seria Planeta Marte? No meu ponto de vista o nada nobre ex-senador tucano é e continuará a ser o habitante número 1 do Planeta "Eu Sou um Ridículo" também conhecido como Planeta NOVA UDN (em alusão ao lacerdismo* que jaz no DNA de nossa oposição demotucana)





Nossa oposição é míope, incapaz de enxergar, não só os avanços ocorridos nos últimos anos, como incapaz de se dar conta da sua ridícula abstinência de poder e criatividade e ainda acham no alto de sua arrogância infeliz, que a população brasileira se deixará cair novamente no canto da sereia tucana, voltando ao personagem do artigo, o nada “bobo da corte tucana” Arthur Virgilio Neto, esse diplomata nada diplomático, que mais uma vez demonstra não ter respeito pela boa conduta do “Servidor Público” vem usando as dependências da embaixada brasileira em Lisboa, para continuar a fazer política partidária, se esquecendo que o povo do Estado do Amazonas, revogou o seu mandato de senador da república, revogou de forma democrática, o derrotando nas urnas, esse ex-senador mais uma vez continua sua jornada politiqueira de forma nada ética, e o que é pior, ainda continua a insistir na transferência para Lula e Dilma, de grande parte de suas próprias "características" e de seu PSDB.





É público e notório que desde que era governo do Senhor Fernando Henrique Cardoso, o FHC, (favor não confundir com THC) deu início a jornada triunfante do BONDE DA MAMADA NAS TETAS PÚBLICAS (tão exercido pelo PSDB, DEM e PPS) e continuam pregando e exercendo tal filosofia como se modalidade esportiva fosse a chamada "Bolsa Mamada" vem arranjando empregos/bicos nos conselhos de administração de empresas estatais de prefeituras e governos estaduais que comandam (Exemplo: Governos de Minas Gerais e São Paulo), sem contar a efetivação de uma dezenas de políticos não eleitos em cargos de assessor de porra nenhuma (ASPONE), alguns emblemáticos que citarei, casos de ex-parlamentares demotucanos derrotados no voto e seus respectivos familiares.



O Caso mais emblemático de bolsistas mamadores de tetas públicas é o caso do ex-comunista, ex-senador e atual cara de pau Roberto Freire, esse advogado pernambucano, expurgado pelo voto no Recife, mudou-se para São Paulo, através de um “bilhete premiado” conseguido através de uma negociata que envolveu ex-presidente FHC, e o levou a prestar "conselhos a empresas públicas ligadas a prefeitura de Kassab", a CET e a SPTURIS, duas empresas ligadas a assuntos que o nada nobre ex-senador pernambucano pouco conhece, ainda mais se tratando de uma cidade a qual o mesmo mal sabe andar, que Sá conhecer o dia-dia da mesma, tal tramóia nascida no seio do tucanato, serviu para assim justificar a "burocracia" da Justiça Eleitoral, e permitir a transferência de seu título eleitoral para São Paulo, que digo e repito, estado que Freire nunca teve ligação e participação política, Roberto Freire é o que eu chamo de um turista nada acidental – como diz Reinaldo Deltore, eu até me arrisco a chamá-lo de "turista fisiológico".





Para finalizar o artigo, cito novamente alguns outros bolsistas de mamada de tetas públicas, como é o caso do ex-senador amapaense Papaléo Paes (PSDB) um militar reformado, médico cardiologista, que nada entende do setor de gás e petróleo, no entanto consta como membro prestador de conselhos a empresa de Gás em Minas Gerais, A Gasmig, graças a pedido do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que amparou o “amigo desempregado” que creio eu, acha um infortúnio voltar a ser um cidadão normal em seu consultório médico, só pode, outro caso importante de um tucano de alta plumagem, bolsista de mamada de teta pública, é do ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB) conselheiro representante da CEMIG em uma empresa no Rio de Janeiro, igualmente a Papaléo, também um desconhecido do setor elétrico, dando pitacos e mamando nos cofres do governo de Minas Gerais, no bem bom da cidade maravilhosa, e por ai vai, essa a tucanada faz jus ao apelido tucanalhada, que faz o "diabo" com os cofres públicos em diversos estados, e ainda tem a coragem de colocar um político conhecido por sua falta de índole e desrespeito a coisa pública, o líder Álvaro Dias para posar de bom moço e "Líder da Moralidade nas telas do jornais do Plim-Plim da Globo? Conte-me outra.

Postagem de: Luiz Navarro