quinta-feira, 31 de maio de 2012

COMO TEM FARSANTES, QUE POSARAM DE COMUNISTA E HOJE SÃO VERMES VIRULENTOS ATACANDO O INATACÁVEL

Tem pessoas que diante do poder quase se ajoelharam, para dizer frente a população brasileira o seguinte - "Graças a Deus eu não sou mais comunista". Essas pessoas jamais foram comunistas. Sempre foram na verdade, farsantes, que para atingir a qualquer preço o poder, vestiram-se como canalhas que são, de posturas sociais burlando e iludindo a boa fé dos cidadãos.
A velha oligarquia, imperialista  capitalista, com a arrogância dizendo que os "Deuses Mercados", tudo regulariam, levaram o mundo capitalista a "bancarrota" só conseguiram se salvar através do dinheiro público. São umas gracinhas ! Privatizam os lucros e dividem os prejuízos. Mesmo assim a Europa está em crise braba. O povo Europeu não acredita mais nas "baboseiras" dos capitalistas imperialistas. Sabem que é hora de mudar e vão mudar para melhor é so aguardar.
Cá pelo nosso torrão, o povo está atento e aguardando um  apoio político por gratidão para mostrar sua indignação. Gratidão nada ortodoxa e transparente.
O comunismo cresce e cresce de forma vigorosa e está apavorando aqueles tem contas a ajustar com o povo.

Postado e escrito por: Luiz Navarro

DIGA-ME QUEM TE FINANCIA, QUE EU DIREI PARA QUEM GOVERNAS



Diga-me quem te financia, que eu direi para quem governas

PT arrecadou 89,5% das doações de empresas em 2011

Paulo Schueler*

Que os governos encabeçados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) foram um grande "achado" para a burguesia, qualquer um que não seja movido por má-fé ou tenha por esta agremiação um fetiche masoquista já sabia.

A novidade, divulgada na imprensa neste último final de semana, é que na folha de pagamento da burguesia estão não apenas a "corte" - membros dos altos escalões do governo que se transformam em consultores e lobistas de grandes grupos empresariais e a máfia sindical que se apodera dos fundos de pensões -, isso sem falarmos dos "menos votados" que se transformaram em sanguessugas dos cargos comissionados pagos pelo erário público. Cotadinhos, esse últimos...

famiglia, o partido, também é muito bem remunerada pelos bons serviços prestados aos exploradores do suor alheio. Vejamos: dos R$ 54,6 milhões doados por empresas aos 29 partidos políticos registrados na justiça eleitoral em 2011, o PT ficou com 89,5% - cerca de R$ 50,1 milhões, recebidos de 75 doadores, segundo prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A direita clássica deve estar com aquela dor de corno... Afinal de contas, o PSDB recebeu "míseros" R$ 2,35 milhões enquanto o PMDB, segundo na arrecadação, abocanhou apenas 5,2% dos recursos.

Deixemos eles choramingarem suas pitangas com o pires na mão. O revoltante na novidade está mesmo no PT. Com R$ 53,9 milhões de dívidas, ele passou a sacolinha em empreiteiras, bancos, empresas do setor alimentício e petroquímico, chegando ao escárnio de receber dinheiro de um empresário envolvido no mensalão do DEM no Distrito Federal.

Os segmentos doadores deixam claro: boba essa camarilha não é. Foi cobrar sua comissão justo nos setores e empresas mais beneficiados pelo governo federal desde 2003. O setor que mais "contribuiu" foram as empreiteiras (45%, ou R$ 48,9 milhões). Foi também o setor com maior número de doadoras (21) e com a líder em contribuição (Andrade Gutierrez, com R$ 4,6 milhões).

Fornecedoras da Petrobras ficaram em segundo lugar (10,8%), seguidas pelo agronegócio (10,3%). Parêntesis: mão de vaca esses grandes proprietários rurais, hein? Assassinam, usam trabalho escravo, acabaram de ter aprovado o Código Florestal e só repassaram esse percentual aos "companheiros"? Vai ver que é por isso que Dilma vetou alguns artigos do referido Código... O mesmo se pode dizer do setor financeiro (7,9%), que teve o Bradesco e o BMG como doadores.

De acordo com levantamentos da imprensa, há na lista de doadores companhias com contratos "vultuosos" com o governo federal. É o caso da Jurong Shipyard, que irá construir estaleiro em Aracruz (ES) e já adiantou R$ 1 milhão da "comissão" ao PT.
Mas o caso mais escandaloso é o da JBS, a mesma que iria adquirir a empreiteira Delta. Quinta maior doadora petista, tem entre seus acionistas (financiadores) o BNDESPar, braço de investimentos do BNDES. Essa tinha que figurar entre as líderes de doações mesmo, ganhou muito desde 2003!

Envolvido no mensalão, o BMG doou R$ 1 milhão ao PT, após o partido pagar dívida de R$ 1,9 milhão com o banco. Quanta coincidência, quanta idoneidade... Outra novidade: o maior credor da agremiação é a Coteminas, do ex-vice-presidente José Alencar, para a qual o PT deve R$ 5,7 milhões. Mas calma, Coteminas, a desoneração da folha de pagamentos para o setor em que você atua já foi feito pelo Governo Federal!

Sem mais delongas: "Nunca antes na história deste país" um partido soube tão bem aproveitar os benefícios que dá à burguesia em troca de dinheiro vivo, registrado no TSE, tudo dentro da “legalidade”. Uma perfeita máquina de interesses privados que comanda o país.

* Paulo Schueler é membro do comitê central do PCB


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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922



Postagem e comentário de : Luiz Navarro - Essa falácia de "recibo eleitoral" é para dar a impressão que todos os partidos tem as mesmas condições democráticas eleitorais. O eleitor pode observar que os partidos socialista de fato (partidos que não se aliam a política de beneficiar a direita), não recebem um centavos sequer para financiar suas campanhas, sem falar no tempo de televisão absolutamente reduzido.

terça-feira, 29 de maio de 2012

TORTURA ! CRIMES QUE JAMAIS PRESCREVEM

É necessário respeitar a decisão da corte internacional de Direitos humanos, que ao julgar o caso dos guerrilheiros desaparecidos do Araguaia, declarou nula a anistia de 1979.
Que sejam julgados e paguem por seus crimes os torturadores e criminosos que torturaram mataram  pais de famílias covardemente, presos pelo estado impossibilitados de esboçar qualquer reação. Temos a mais absoluta certeza, que nem os atuais militares são capazes de conciliar com a tortura e sevicia de presos, que deveriam ter a sua integridade mantida incólume pelo estado brasileiro.

Postagem de: Luiz Navarro

segunda-feira, 28 de maio de 2012


          ATO DE INVALIDAÇÃO NA CRIAÇÃO DA UJC
                O Partido Comunista Brasileiro, pelo seu Secretario Político senhor Luiz Manoel Navarro, pelo presente documento declara que o Ato de Criação da União da Juventude Comunista no estado do Amazonas aconteceu de forma irregular pois, para sua criação são necessários os seguintes requisitos:
O Secretario Político do PCBAM, tem que participar do Ato de  criação da mesma.
Os membros Diretores da UJC são obrigatoriamente filiados ao PCB
O Secretário da UJC tem assento na Executiva do PCBAM.
Como faltaram os requisitos citados o Ato de Criação da UJC de 11 de abril de 2009 está pelo presente documento invalidado ficando sem efeito o Ato de Criação de 11 de abril de 2009.
                                       Manaus, 28 de maio de 2012.

                                  Luiz Manoel Navarro
                          Secretario Político do PCBAM



domingo, 27 de maio de 2012

MORREU A REVOLUCIONARIA MARIA ALICE


Comunico o falecimento da valorosa brasileira  Maria Alice, na madrugada desta sexta-feira, 25 de maio de 2012, em Araruama. Ela morreu de infarto no hospital público da cidade e seu enterro foi no cemitério Jardim da Saudade, no Rio de Janeiro, no final da tarde desta sexta.

Maria Alice nasceu no interior da Paraíba, em março de 1935, e veio para o Rio de Janeiro aos 19 anos. Era mais uma retirante das secas do Nordeste. Na cidade do Rio morou inicialmente em Vicente Carvalho e a seguir em bairros adjacentes. Nessa região conheceu o cativante Sebastião Braz, companheiro de toda vida, com quem teve quatro filhos: Olinda, já falecida, Iolanda, Marcel e Marcílio.

Maria Alice era uma militante comunista autêntica. Cidadã integra que jamais, em tempo algum, abandonou suas ideias revolucionárias. Lutou, até os momentos finais,  pela construção de  uma sociedade justa, fraterna, igualitária e libertária. Ela teve atuação destacada, durante a ditadura militar, quando abriu as portas de sua casa corajosamente e conscientemente para acolher  os guerrilheiros Stuart Angel e Carlos Lamarca. O Brasil chora a perda inesperada de tão querida camarada.




Camarada Maria Alice!
 
Presente! Sempre Presente!
 



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Postagem de: Luiz Navarro

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Um personagem comunista do PCB no Ceará

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imagemCrédito: 4.bp.blogspot


O centenário de José Pattapio da Costa Jatahy.
Em 10 de Novembro de 2010, foi comemorado, em Fortaleza, o centenário do compositor José Pattapio da Costa Jatahy. Dentre os eventos realizados, a Prefeitura de Fortaleza inaugurou uma nova artéria batizada com o nome do cantor. A Avenida José Jataí fica localizada no trecho da avenida José Bastos compreendido entre a Avenida Francisco Sá, no Jacarecanga, até o cruzamento com a rua Professor João Bosco, no bairro Benfica.
Mais conhecido pela autoria do Hino do Ceará Sporting, José Jatahy foi um dos pioneiros na rádio cearenses, há quem diga que foi o primeiro cantor contratado da Ceará Radio Clube, lá nos anos 1930. Em 1942 foi escolhido o cantor do ano no estado do Ceará. Jatahy foi parceiro de Luiz Gonzaga, em dois baiões de sucesso: “Eu vou pro Crato” e “Desse jeito Sim”, ambos gravados pelo “Rei do Baião”.
Ativista, fundou e foi o primeiro presidente do Sindicado dos Músicos Cearenses. Sua militância política comunista no PCB o levou a ser preso pela ditadura militar instaurada em 1964.
Sobre o período de prisão de Jatahy, o meu amigo, o jornalista Eliézer Rodrigues postou, na versão eletrônica da sua revista “Singular”, o seguinte depoimento:
“[...] Amigo de meu pai, José Lopes Barbosa, os dois comunistas e ativistas sindicais, Jatahy foi muitas vezes à nossa casa participar de comitês e reuniões do Partidão. Presos nos primeiros momentos da caça aos “subversivos”, logo depois do golpe militar do dia 1º de abril de 1964, os dois foram recolhidos, juntamente com outros companheiros, ao 23º Batalhão de Caçadores. E todos os dias, quando eu com minha mãe (D. Eliezita) íamos deixar a marmita para o meu pai (já que a comida do quartel era péssima), observava aquelas dezenas de marmitas espalhadas pelo corpo da guarda do quartel, todas endereçadas nominalmente aos prisioneiros políticos. E lá, entre aqueles nomes havia um que, a partir de hoje, ficará eternizado na placa da avenida: José Jatahy [...].”
José Jatahy faleceu em 1983,aos 73 anos de idade. Ouça a interpretação de Luiz Gonzaga para “Eu vou pro Crato” e “Desse Jeito Sim”.
Veja o link:

Postagem de: Luiz Navarro

POR UMA FRENTE ANTICAPITALISTA E ANTI-IMPERIALISTA, PARA ALÉM DAS ELEIÇÕES



 N
ota do Comitê Regional do Partido Comunista Brasileiro – PCB/CE)

Este ano, o Partido Comunista Brasileiro - PCB completa 90 anos de atuação política. Desde 1922, seguimos firmes na convicção de que somente numa sociedade socialista, etapa que precede o comunismo, será possível efetivamente melhorar as condições de vida do povo trabalhador.
Não cabe aos comunistas, portanto, a administração do capitalismo! Todos aqueles que se propõe a “gerentes do capital”, invariavelmente, terminam na vala comum da corrupção, das negociatas de gabinetes e do descrédito popular.
Em Fortaleza não é diferente. A administração municipal petista governou durante 8 anos sob a sustentação política de uma aliança que abarcava desde o PSB e o PcdoB, até as siglas “nanicas” de aluguel, passando pelo PMDB, herdeiro político de Juraci Magalhães. Por trás dessa “Torre de Babel” eleitoral, os grandes empresários, tradicionais financiadores das campanhas eleitorais burguesas, como tem feito na capital cearense as construtoras BETA, FUJITA e TRANA, dentre outras, juntamente com as máfias patronais do SINDIÔNIBUS e SINDUSCON.
Em tempos de “Minha casa minha vida” e às vésperas da “Copa do Mundo”, a burguesia do setor imobiliário tem investido pesado para garantir a eleição de candidatos que não imponham entraves aos seus negócios. Para o povo trabalhador, isso se traduz em remoções e desalojamentos dos locais onde fincaram raízes. Daí o “apartheid” geográfico vivenciado hoje na capital cearense. Trata-se de uma “opção” pelo capital que se tem repetido nas sucessivas gestões à frente do Paço Municipal.
As obras da Prefeitura no entorno do “Riacho Maceió”, impondo a saída dos pescadores e comunidades tradicionais do Mucuripe para saciar o apetite dos empresários da construção civil por terrenos “à Beira Mar”, são um exemplo claro dessa ingerência do capital nas administrações do PT e seus aliados. As remoções para a “Copa do Mundo” são mais uma amostra da força desse lobby imobiliário, tanto na prefeitura quanto no Governo do estado.
Os empresários do setor de transporte coletivo, por sua vez, enchem os bolsos à custa da concessão de um Serviço Público que não termina nunca! São capitalistas que financiam campanhas eleitorais milionárias, para depois cobrar a fatura!
Para a população, sobra uma cidade cada vez mais dividida: de um lado, as chamadas “áreas nobres”, da Fortaleza que aparece nos cartões postais e distribui lucros vultosos aos empresários do setor de turismo. Do outro lado do fosso, a classe trabalhadora, cada vez mais empurrada para a periferia da cidade, onde o Poder Público só aparece para reprimir o trabalhador. Seja com o “Ronda” de Cid Gomes/PSB, seja com a Guarda Municipal truculenta de Luizianne/PT. Falta a infraestrutura mínima ao povo de Fortaleza: ruas sujas e escuras, saúde deficiente, escolas sucateadas e transporte público caótico.
Como parte de uma estratégia comum de “desenvolvimento do capital”, encampada nacionalmente pelo PT, PSB, PcdoB, PDT, PMDB e seus aliados, tanto a prefeita Luizianne Lins quanto o governador Cid Gomes reprimem de maneira ferrenha o proletariado em luta. Na greve dos professores municipais, a tropa de choque da prefeitura, leia-se guarda-municipal, comandada pelo petista Arimá Rocha, reprimiu com violência os servidores. Não faltaram os famigerados “sprays de pimenta” costumeiramente lançados contra o povo nas ruas... Também na greve dos agentes de trânsito (AMC) a prefeitura não hesitou em determinar a demissão dos servidores em estágio probatório que participaram do movimento, afrontando a própria Lei de Greve. Já na greve dos professor es do estado, a truculência da PM de Cid Gomes foi notícia em nível nacional, derramando o sangue dos trabalhadores em luta.
Durante oito anos à frente da prefeitura, a gestão Luizianne/PT, advinda da chamada “esquerda petista”, fez uma enorme inflexão à direita. Em nome da “governabilidade” dentro dos moldes burgueses, incorporou ao seu arco de alianças representantes diretos da burguesia, a exemplo de Eunício Oliveira (PMDB) e da oligarquia dos Ferreira Gomes.
Diante desse quadro, o Partido Comunista Brasileiro, fiel aos princípios que nortearam sua fundação, afirma que esse modelo de administração, a serviço do capital, implantado tanto no governo do PSB quanto na prefeitura do PT, não serve à Classe Trabalhadora! Ambos são parte de um mesmo projeto nacional de “desenvolvimento do capital”, capitaneado pelos governos Lula/Dilma, em benefício da burguesia. Daí sua impotência em romper com a velha casta parasitária encastelada nas administrações públicas, mantendo incólumes as velhas práticas de favorecimento fiscal às grandes empresas, entrega do espaço urbano à especulação e subserviência aos interesses privados.
Por tudo isso, o PCB reafirma sua oposição a esse projeto “desenvolvimentista” do capital, hoje representado pelo PT, PcdoB, PSB, PDT, PMDB, PTB, PR, dentre tantos outros. Tampouco fazemos qualquer acordo com a oposição de direita, encarnada nos ultrarreacionários DEM, PSDB e PPS.
Para unificar as lutas da classe operária, o Partido Comunista Brasileiro – PCB/CE convoca as organizações da oposição de esquerda e os movimentos sociais a se somarem numa frente ampla e permanente na cidade de Fortaleza. Uma frente para além das eleições, disposta a discutir e efetivar as lutas, que tenha a participação real do povo de Fortaleza.
Aqueles que não se vendem ao capital, que desejam a verdadeira mudança, e empregam diariamente os seus melhores esforços pela construção de uma sociedade socialista são desde já convocados a colaborar na construção desse bloco. Se você é um deles: venha para o PCB!
Fortaleza, 23 de maio de 2012




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Postagem : Luiz Navarro

domingo, 20 de maio de 2012

AUTORITARISMO É O RESULTADO DO ACUMULO DE PODERES DOS TRIBUNAIS

De acordo com o vídeo em que aparece o Engenheiro Amílcar Brunazo Filho diz - o acumulo de poderes dos tribunais eleitorais provoca o autoritarismo, é pode dar margem para o as fraudes nas urnas eleitorais.
Eu em 2008, me considero vitima de fraude eleitoral na candidatura a Prefeitura de Manaus. O que digo está registrado nos jornais, Rádio Difusora e na memória dos eleitores que ouviram a reportagem do Waldir Corrêa, na Rádio Difusora de Manaus-AM. A Action, empresa de pesquisa eleitoral fez pesquisa de boca de urna, concluindo que o candidato Luiz Navarro estava apresentando indicação de votação de 3,4% dos votos que totalizariam 32.980 votos aproximadamente para mais ou para menos. Todos sabemos que as pesquisas de "boca de urna", são absolutamente próximas do resultado indicado. Então, dos 32.980 votos que deveriam aparecer no resultado da eleição apareceu somente 2000 votos. Um Tribunal onde provas desapareceram do processo Azedo, onde o pedido de vista de processo permitiu que o Senador Alfredo Nascimento não fosse julgado porque o prazo de julgamento havia passado por decurso de prazo, no jargão do judiciário chame-se "sentar em cima do processo". Essas e outras mais colocado sob suspeita a Justiça Eleitoral como um todo. Os  Juízes de modo geral continuam afirmando que as urnas são inexpugnadas. O Leonel Brizola sempre afirmou que processo que não se pode conferir, é totalmente fraudável!

Postagem e comentários de Luiz Navarro



sábado, 19 de maio de 2012

FRAUDES DAS URNAS ELETRÔNICAS COMPROVADAS. E AGORA?



A denuncia é feita no plenário da Câmara Federal. Como ficam os Juízes togados agora ? Com a palavra o Conselho Nacional de Justiça e Policia federal pois, está comprovado pelo menos, a falsidade ideológica do senhor Paulo Camarão.

Postagem e cometários de Luiz Navarro

domingo, 13 de maio de 2012


Terrorismo de Estado
Terça-Feira, 08/05/2012 por Mário Maestri

As revelações são terríveis, pela total desumanidade e enorme barbarismo. Mas não são novidades. Ainda que parcialmente ignoradas, são larga e substancialmente conhecidas, desde sempre. Sabemos os nomes de quase todas as vítimas e de boa parte dos algozes. No geral, faltam apenas as circunstâncias de crimes comumente inomináveis. Dezenas de corpos de vitimados restam insepultos para seus familiares, companheiros, conhecidos e amigos.
O paradoxo seria a impunidade absoluta dos responsáveis por tais atos abomináveis. Eles foram promovidos profissionalmente; encontram-se ainda em elevados cargos; aposentaram-se e reformaram-se magnificamente; morreram na santidade da paz dos inocentes, jamais incomodados; alguns foram e seguem sendo homenageados com o nome de ruas, praças, avenidas e escolas.
Compreende-se tal despropósito. Não se trataram de crimes comuns. Foram ações criminosas realizadas ao abrigo e com o apoio das instituições estatais, contra cidadãos e cidadãs nacionais e estrangeiros inermes, para se obter ganhos sociais, econômicos, políticos, etc. Foram atos praticados com o apoio de enorme parte da mídia, da alta hierarquia da Igreja, da justiça  e do legislativo nacionais. Os crimes e os criminosos foram defendidos direta ou tortamente por intelectuais abrigados à sombra do poder e contaram com o apoio incondicional – e comumente material – de industrialistas, banqueiros, latifundiários.
Nos milhares de martirizados, feriram-se profundamente as carnes da população brasileira, expropriada fortemente em seus direitos e conquistas, não raro para sempre. A lista é longa: após aqueles fatos, jamais o salário mínimo recuperou seu valor; perdeu-se o pouco de estabilidade no trabalho que se possuía; passou a dominar o ensino, a saúde, a segurança, etc. privados e pagos. Tudo em proveito dos eternos donos das riquezas e do poder deste país.
Os crimes de Estado não são prescritíveis ou auto-anistiáveis. A anistia ditada pelos militares, para civis e militares criminosos, sancionada por parlamento subserviente, não possui valor legal e moral. É farsa que segue vigente apenas por que encobre crimes de Estado, protegidos e referendados por Estado sempre sob o controle das mesmas classes e interesses que promoveram e sustentaram o regime ditatorial.
A cumplicidade das instituições estatais constitui sanção política e moral àqueles crimes, através da qual se cultua a memória da violência e do despotismo contra os trabalhadores e opositores e se mantém sobre a população a eterna ameaça de que tudo pode voltar a ser como antes, se necessário. Em repouso na parede da casa-grande, o chicote do feitor lembra aos negros da senzala que está sempre pronto para cantar!
Desde a redemocratização, em 1985, o culto e a defesa da impunidade e do crime dão-se sob forma surda e explícita. Na historiografia, proliferam leituras revisionistas desculpando e justificando a ditadura; desqualificando a resistência; criminalizando as vítimas, etc., aqui e ali, promovidas por algum ex-resistente, regiamente recompensado por se aninhar sob a asa protetora do poder.
A grande imprensa cala e confunde; defende o perdão e o esquecimento e ataca orevanchismo; desqualifica os resistentes e a resistência. O golpe militar deu-se contra o golpe civil em marcha, dizem. Tudo foi uma guerra, e a guerra é sempre suja, afirmam. Sempre a serviço dos poderosos, a Justiça reitera imperturbável que a farsa da anistia não pode e não deve ser tocada, ferindo a jurisprudência mundial e os direitos inarredáveis da população brasileira.
O poder legislativo, federal, estadual e municipal, mantém-se majoritariamente em igual posição. Há poucos meses, a câmara municipal de Porto Alegre rejeitou reparação moral à cidade, negando-se a rebatizar com o nome do governador Leonel Brizola, avenida porto-alegrense que segue homenageando o primeiro general-ditador. Votaram contra a proposta vereadores do PP, do PSDB, do PTB, do PDT, do PPS...
O poder é cínico. Desde 1985, o poder presidencial mantém-se na férrea proteção da impunidade. Para governar o país em nome dos poderosos, é necessário ajoelhar-se diante dos mesmos. Não há paradoxo em que FHC e Lula da Silva seguiram na posição vil, mesmo tendo sido o primeiro demitido do trabalho pela ditadura, e o segundo, preso brevemente durante as grandes greves operárias de 1979.
Não há contradição que a senhora Dilma Rousseff, objeto de inomináveis sevícias, abrace a defesa dos algozes, agora através de comissão de mentirinha, para esclarecer superficialmente os fatos, sem qualquer punição dos mesmos. Tudo para diminuir a pressão  nacional e mundial pela inculpação de criminosos de Estado, que avança na Argentina, Uruguai, Peru, etc. Eles pouco se importam que, ao proteger os criminosos, tornam-se cúmplices  morais dos crimes.
Segue cabendo apenas ao povo brasileiro o dever incontornável de enterrar, algum dia, os cadáveres insepultos de seus combatentes, através do castigo exemplar dos algozes, em homenagem às memórias dos golpeados e em defesa de seus interesses sagrados – passados, presentes e futuros.
·         Mário Maestri, 63, é historiador e professor do Curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF. maestri@via-rs.net
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Postagem de : Luiz Navarro

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O SOCIALISMO É VITORIOSO NA FRANÇA

                               A vitoria do socialista Francês hollanda, não deixa dúvidas que a população Francesa desaprovou a política dos EUA, que tinha em Sarcozi um de seus principais aliados. O povo Francês sempre foi um povo inteligente e revolucionário lutando contra todas as formas de tiranias, até aquelas disfarçadas de democracias como são chamadas as intervenções em assuntos internos de nações não aliadas a política de "intervenção humanitária".   
                               Na verdade  o que a população mundial tem observado e mais particularmente a população Francesa, é a "descarada" mentira forjada desastradamente, para invadir assassinar e roubar os bens de outras nações, como fazia Moisés atravessando o deserto em busca da terra prometida, as cidades que encontrava assassinava homens mulheres e crianças em nome de Deus, apropriando-se de todos os pertences das vitimas daquela cidade.
                               Felizmente existe o povo para impedir o avanço de políticas desumanas que no momento decisivo bloqueia as pretensões de politicas e políticos, cruéis, desumanos e de caráter aviltado onde o roubo o assassinato são a tônica inequívoca de seus objetivos.
                                Parabéns ao povo Françês que no hora decisiva soube barrar as pretensões nada decentes da corja capitalista e imperialista que tem como seu Deus, o lucro, através da exploração da humanidade.

Postado e escrito por: Luiz Navarro       

sábado, 5 de maio de 2012


Homenagem MEDALHA DINARCO REIS ao camarada JOÃO MASSENA



JOÃO MASSENA

João Massena Melo nasceu em 18 de agosto de 1919, em Palmares, Pernambuco, filho de Sebastião Massena Melo e Olímpia Melo Maciel. Operário tecelão da Fábrica de Tecidos Nova América e, posteriormente, operário metalúrgico, era casado e tinha três filhos quando desapareceu em 1974, então aos 55 anos.
Integrou o Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), partido pelo qual começou a militar e por cuja legenda foi eleito vereador no antigo Distrito Federal, em 1945. Seu mandato foi extinto em 1948, com o fechamento do Partido e sua cassação. Em 1962, foi eleito Deputado Estadual pelo antigo Estado da Guanabara pela legenda do Partido Social Trabalhista (PST). Teve novamente seu mandato cassado, de acordo com o artigo 10 do Ato Institucional n° 1, de 9 de abril de 1964, decretado pela ditadura. A partir daí, usou os codinomes de João Augusto, Jacinto e Mário.
Foi condenado pelo Conselho Permanente de Justiça Militar a cinco anos de reclusão, em 7 de julho de 1966. Preso, em 1970, por agentes da 2ª Auditoria da Marinha, foi brutalmente torturado. Toda sua família foi presa e levada para a Ilha das Flores. Sua casa foi saqueada. Posto em liberdade em fevereiro de 73, foi novamente preso na cidade de São Paulo, no dia 3 de abril de 1974.
Trechos do livro “Desaparecidos Políticos”, de Reinaldo Cabral e Ronaldo Lapa, nos esclarecem que “Massena permaneceu preso durante dois anos e sete meses apenas com a prisão preventiva decretada. Mas nesse período não puderam desaparecê-lo, no dizer de sua mulher, afinal ele fora preso com testemunhas. Massena foi solto em fevereiro de 1973.”
“A libertação de Massena, para sua mulher, foi uma verdadeira armadilha. Eles - os organismos de repressão - ficaram à espreita e, na primeira oportunidade, apanharam o ex-deputado. Massena escreveu sua última carta para a família. Marcava um encontro com sua mulher, que seria realizado num fim de semana, entre os dias 5 e 6 de abril. Ela foi ao encontro, esperou todo o fim de semana, mas Massena não apareceu. Então julgou que alguma coisa acontecera, mas ainda não colocara a prisão dele como uma possibilidade. No dia 20 de abril, o homem na casa de quem Massena se hospedara em São Paulo lhe informou que Massena saiu de casa dia 3 ou 4 de manhã, ‘apenas com a roupa do corpo, dizendo que voltaria para o almoço e não voltou'."
Sua família, então, passou a desenvolver intensa busca, seguindo o mesmo ritual das outras famílias de desaparecidos: foi a São Paulo e buscou os conhecidos órgãos de repressão, foi a hospitais de emergência, cemitérios, Instituto Médico Legal. Ninguém sabia do seu paradeiro. Em documentos referentes a João Massena arquivados no antigo DOPS de São Paulo, foram encontradas as seguintes anotações: “Em 24 de junho de 1974, sua filha Alice Massena Melo solicitou ao Presidente da República, General Ernesto Geisel, providências no sentido de localizar seu pai”.
A família impetrou um habeas corpus no STM, que foi negado sob a alegação de que Massena não se encontrava preso em nenhuma dependência militar. Seu julgamento, uma farsa devido ao desaparecimento, só ocorreu em 20 de setembro de 1978.
Matéria da Folha de São Paulo publicada no dia seguinte, 21, com o título "Auditoria da Marinha absolve acusados do PC", afirma que "O Conselho Permanente de Justiça absolve, por prescrição da ação penal, Luiz Carlos Prestes, Marco Antônio Tavares Coelho, Dimas de Assunção Perrim, João Massena Melo, Elson Costa, Orlando Rosa, David Capistrano, Luiz Inácio Maranhão Filho, Hiran de Lima, Itair José Veloso, Jaime Amorim, entre outros".


Postagem de Luiz Navarro

quinta-feira, 3 de maio de 2012

VEJAM COMO SE COMBATE AS MENTIRAS SOBRE CHAVES


Venezuela, salário mínimo e mentiras
A partir deste Primeiro de Maio a Venezuela terá o mais alto salário mínimo de toda a América Latina. Será equivalente a R$ 1.310, contando com o ticket alimentação, obrigatório. Lá pagam-se, obrigatoriamente 15 salários anuais – o famoso “aguinaldo” -, assim, na média, o ganho mensal do trabalhador que recebe salário mínimo passa a ser de R$ 1.637.

Por Beto Almeida, no Brasil de Fato
O aumento beneficiará a 4 milhões de venezuelanos, incluindo cerca de 2 milhões de aposentados e pensionistas. 
O aumento do mínimo terá impacto político importantíssimo na guerra que o imperialismo e a oligarquia venezuelana travam, sem cessar, contra Chávez. Apresentam a Venezuela como um país caótico, desordenado. Agora, agregam à guerra ideológica permanente uma overdose de veneno para explorar a doença de Chávez.

Até setores progressistas, distraídos, impressionam-se ante este dilúvio de mentiras e repetem que Chávez impediu o surgimento de novas lideranças ou que não resolveu o caos do abastecimento. Na realidade, a Revolução Bolivariana promove intensamente o florescimento de milhares e milhares de novas lideranças, estimula a politização das massas. Segmentos antes avessos à política hoje andam com a Constituição no bolso, conscientes de seus direitos.

A nova Lei do Trabalho vai formalizar conquistas quando na Europa se destrói o Estado do Bem-Estar Social. Foi ampliada a comunicação pública e estimulada a leitura de jornais e livros, com distribuição gratuita e pesquisas apontam a Venezuela como o terceiro país em que mais se lê na América Latina. E sem analfabetismo.

O uso da TV por Chávez é uma verdadeira escola de quadros a céu aberto estimulando o povo a pensar em política, ideologia, economia, história e cultura. Estimula, também, um controle popular para enfrentar a sabotagem ao abastecimento – a burguesia esconde toneladas de alimentos – já há filmes denunciando esta crime, também combatido com a criação de mercados estatais que vendem produtos a preços 70 % mais baixos.

Chávez enfrenta o câncer e a Revolução Bolivariana consolida-se para enfrentar os desafios que toda revolução enfrenta.

Fonte: Brasil de Fato 
  
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Partido Comunista Brasileiro – fundado em 25 de Março de 1922


Postagem de: Luiz Navarro

A VERDADE TARDA MAS, NÃO FALTA


“Delegado Fleury foi morto pelos militares"

Delegado da ditadura diz ter participado da decisão. E confessa o assassinato de dirigentes comunistas, como Nestor Veras

Tales Faria, iG Brasília | 02/05/2012 09:48:51 - Atualizada às 02/05/2012 11:38:51
 
Foto: DivulgaçãoDelegado Cláudio Guerra
Símbolo da linha-dura do regime militar, o delegado Sérgio Paranhos Fleury – titular da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo – foi assassinado por ordem de um grupo de militares e de policiais rebelados contra o processo de abertura política iniciado pelo ex-presidente Ernesto Geisel. É o que afirma Cláudio Antônio Guerra, ex-delegado do DOPS (Departamento de Operações Políticas e Sociais) do Espírito Santo.
Em depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, no livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, Guerra conta ter participado da reunião em que foi decidida a morte de Fleury.
Ele próprio teria dado a ideia de fazer tudo parecer um acidente. Acabou sendo enviado para liquidar o colega. Mas, por problemas operacionais, a execução teria ficado para um grupo de militares do Cenimar, o Centro de Informações da Marinha.
No livro ao qual o iG teve acesso, o delegado confessa ter sido um dos principais encarregados pelo regime militar de matar adversários da ditadura entre os anos 70 e 80.
Guerra está sob proteção da Polícia federal. Tornou-se uma testemunha-chave às vésperas do início dos trabalhos da Comissão da Verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).
Ele conta ter executado pessoalmente militantes de esquerda como Nestor Veras, do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), após uma sessão de tortura da qual afirma não ter participado:
“(Veras) tinha sido muito torturado e estava agonizando. Eu lhe dei o tiro de misericórdia, na verdade dois, um no peito e outro na cabeça. Estava preso na Delegacia de Furtos em Belo Horizonte. Após tirá-lo de lá, o levamos para uma mata e demos os tiros. Foi enterrado por nós.”
Além do assassinato de Veras, Guerra conta como matou, a mando de seus superiores, outros militantes contra o regime, como: Ronaldo Mouth Queiroz (estudante universitário e membro da Aliança Libertadora Nacional – ALN); Emanuel Bezerra Santos, Manoel Lisboa de Moura e Manoel Aleixo da Silva (os três, do Partido Comunista Revolucionário – PCR).

Queima de arquivo
“O delegado Fleury tinha de morrer. Foi uma decisão unânime de nossa comunidade, em São Paulo, numa votação feita em local público, o restaurante Baby Beef”, afirma Cláudio Guerra.
Além dele, segundo conta, estavam sentados à mesa e participaram da votação:
O coronel do Exército Ênio Pimentel da Silveira (conhecido como “Doutor Ney”); o coronel-aviador Juarez de Deus Gomes da Silva (Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça); o delegado da Polícia Civil de São Paulo Aparecido Laertes Calandra; o coronel de Exército Freddie Perdigão (Serviço Nacional de Informações); o comandante Antônio Vieira (Cenimar); e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (comandante do Departamento de Operações de Informações do 2º Exército – DOI-Codi), que abriu a reunião.
“Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar. Não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria. E exorbitava. (...) Nessa época, o hábito de cheirar cocaína também já fazia parte de sua vida. Cansei de ver.”
Guerra conta que chegou a fazer campana para a execução, mas o colega andava sempre cercado de muita gente. “Dias depois os planos mudaram, porque Fleury comprou uma lancha. Informaram-me que a minha ideia do acidente seria mantida, mas agora envolvendo essa sua nova aquisição – um ‘acidente’ com o barco facilitaria muito o planejamento.” 
A história oficial é, de fato, que o delegado paulista morreu acidentalmente em Ilhabela, ao tombar da lancha. Mas Guerra afirma que Fleury na verdade foi dopado e levou uma pedrada na cabeça antes de cair no mar.
"Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”

Delegado revela em livro que viraram cinzas os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura

Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar. Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury na linha de comando das forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil.
Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.
Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.
Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.
A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).
David Capistrano, Massena, Kucinski e outros incinerados
Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.
“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”
O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.
Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).
Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:
“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”
E lista no livro dez presos incinerados:
-- João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;
-- Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, (“a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”);
-- David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;
-- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).
“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.”

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Partido Comunista Brasileiro – fundado em 25 de Março de 1922