quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Por que os suicídios seguem crescendo nas fileiras do Exército estadunidense?

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O SOCIALISMO EM MARCHA ACELERADA


Viva Zapata! Viva el EZLN! Viva el pueblo mexicano!

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O 21/12 dos verdadeiros maias
Neste dia 21/12/2012, enquanto o mundo brincava de apocalipse, os verdadeiros descendentes dos maias, vivos e reais, nos mandaram das montanhas de Chiapas uma importante mensagem, que surpreendeu o México hoje de manhã. Em diferentes municípios da região Sudeste, milhares de indígenas integrantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) iniciaram o dia em grandes marchas por diferentes estradas e cidades. A manifestação, organizada até a véspera em sigilo, foi pacífica e surpreendentemente silenciosa. Em todas as marchas, o silêncio foi absoluto. Nenhuma
palavra de ordem, nenhum cântico, nenhum grito de protesto. Ao final do dia finalmente foi divulgado um comunicado oficial do líder máximo do EZLN, Subcomandante Marcos, dizendo apenas: “Escutaram? É o som do mundo de vocês desmoronando. E do nosso ressurgindo”. Como sabemos, os maias nunca falaram em “fim do mundo” (tampouco jamais conceberam essa ideia). Ao contrário, em um gigantesco silêncio, nos disseram hoje que um mundo novo, uma nova era, está começando. E que os ideais zapatistas estão de volta (Antonio Lisboa, in: ORG).
Outros links:

domingo, 23 de dezembro de 2012


Violações se proliferam em obra de Eike Batista

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Marcos Antonio Pedlowski - Brasil de Fato
Apesar da polêmica em torno da construção do chamado Complexo Portuário-Industrial do Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra, norte fl uminense, ter se concentrado até o momento nas violações dos direitos de centenas de agricultores familiares e pescadores que estão sendo sumariamente expulsos de suas terras, agora começam a surgir evidências de que outros problemas graves estão ocorrendo também dentro do canteiro de obras.
Na área trabalhista, os primeiros sinais de uma falsa propalada efi ciência do processo de construção do megaempreendimento de propriedade do Grupo EBX, do bilionário Eike Batista, surgiram em fevereiro de 2011. Na época, os operários contratados pelo Consórcio ARG-Civilport entraram em greve e fecharam as estradas de acesso aos canteiros de obras pelo menos em duas ocasiões.
As reclamações dos trabalhadores percorriam desde a falta de pagamento do adicional de periculosidade, passando pela falta de seguro de vida, até chegar aos problemas causados pela superlotação dos alojamentos em que eles foram colocados.
Mesmo com compromissos firmados pelo consórcio ARG-Civilport, os operários voltaram a entrar em greve em fevereiro de 2012 devido ao alto número de acidentes de trabalho, e também pela falta de cumprimento dos acordos firmados no tocante ao valor dos salários e ao pagamento das chamadas “horas in itinere”, que são um valor pago pelos custos arcados pelos trabalhadores para viajar aos seus locais de moradia e retornar aos seus postos de trabalho.
Terceirizações
Como resposta a estas duas greves, a LLX e a OSX, subsidiárias do Grupo EBX, encarregadas da construção de diferentes componentes do Complexo do Açu, passaram parte signifi cativa dos trabalhos realizados pelo consórcio ARG-Civilport para a empresa espanhola Acciona.
A Acciona, por sua vez, terceirizou a maior parte destes serviços e contratou outras empresas menores, entre elas a Hispabras Engenharia Civil e Ambiental, cuja sede fi ca em Goiânia (GO). No entanto, se a mudança visava acabar com os confl itos trabalhistas, as evidências que surgem por meio de relatos publicados na imprensa regional demonstram que o efeito foi o oposto. Tanto que ao longo dos meses de novembro e dezembro, uma série de novas denúncias começaram a ser apuradas pelo Ministério do Trabalho, envolvendo justamente trabalhadores contratados pela Hispabras.
De acordo com o que foi divulgado na imprensa local, além dos costumeiros problemas de superlotação dos alojamentos, os fi scais do trabalho começaram a verifi car também a ausência de fornecimento de água potável, quebra de compromissos sobre valores de salários, não pagamento de horas extras e tempo de permanência exagerado dentro do canteiro de obras sem que os trabalhadores pudessem retornar para seus locais de origem em períodos de folga. Esta situação tornou-se particularmente aguda para trabalhadores que foram trazidos da região nordeste com promessas de ótimas condições de salário e acomodação.
Contexto “sombrio”
Um aspecto bastante peculiar que dificulta a capacidade de articulação dos trabalhadores envolvidos na construção do Complexo do Açu para lutar pelo cumprimento de seus direitos é o seu relativo isolamento em relação à população local. Por um lado, o acesso ao canteiro de obras é fortemente controlado pelo Grupo EBX, o que difi culta o acesso de organizações como o Comitê Popular pela Erradicação do Trabalho Escravo Degradante do Norte Fluminense, que há anos tem realizado um trabalho de combate às violações dos direitos de trabalhadores migrantes que antes vinham para a região norte fl uminense atuar no corte da cana.
Além disso, os locais que são usados como alojamento também têm o seu acesso fortemente controlado. Para completar este quadro sombrio, os trabalhadores que decidem questionar o descumprimento dos acordos feitos no momento da contratação são ameaçados de demissão imediata e de retorno para seus locais de origem sem o cumprimento de seus direitos trabalhistas.
A situação em que se encontram os trabalhadores envolvidos na construção do Complexo do Açu não chega a surpreender aqueles que vêm acompanhando a execução de megaprojetos de infraestrutura vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal. Entretanto, ainda que no caso do Complexo do Açu não tenham ocorridos confl itos tão violentos como os que ocorreram nas hidrelétricas do Jirau e Santo Antônio em Rondônia, fi ca evidente a repetição do mesmo tipo de estratégia para elevar o nível de exploração dos trabalhadores, que são submetidos a péssimas condições de habitação e alimentação.
De resto, fi ca evidente que o discurso de estilo arrojado e moderno voltado para a economia globalizada, com que o Sr. Eike Batista se apresenta para vender seus projetos, não resiste a uma análise mínima das condições a que os trabalhadores que os executam estão diariamente submetidos.

sábado, 22 de dezembro de 2012


A oposição venezuelana perde estados estratégicos

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imagemODiario.info
Vitória bolivariana em 20 dos 23 governos regionais
RNV / TeleSur
Nas eleições deste domingo a oposição venezuelana perdeu vários estados considerados estratégicos pela localização geográfica e pelo potencial económico que detêm no do país. Este facto constitui um retrocesso importante para a direita, que em Outubro passado perdera também as eleições presidenciais.
A oposição venezuelana perde estados estratégicos
Nas eleições regionais deste domingo a oposição venezuelana perdeu 4 estados considerados estratégicos pela localização geográfica e pelo potencial económico que detêm na nação sul-americana: Carabobo, Táchira, Nueva Esparta e Zulia.
O estado Zulia (nordeste) definiu-se a favor do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) com 50.99 por cento para o seu representante, Francisco Arias Cárdenas. Enquanto Pablo Pérez, representante do partido opositor Mesa de la Unidad Democrática (MUD) obteve 46. 74 por cento.
No estado Nueva Esparta (nordeste), o candidato socialista Carlos Mata Figueroa alcançou 52.44 por cento dos votos; enquanto o opositor Morel Rodríguez apenas obteve 44.34 por cento.
Com 53.49 por cento o candidato do PSUV Francisco Ameliach obteve o governo do estado Carabobo (norte); enquanto Enrique Salas Feo, candidato opositor, alcançou 42.7 por cento.
Em Táchira (sudoeste) o candidato do PSUV José Vielma Mora ganhou com 51.7 por cento. Por sua parte o opositor Cesar Pérez Vivas contou com 44.48 por cento dos votos.
O Estado Monagas também pôde ser recuperado pela bandeira vermelha cuja representante Yelitze Santaella, alcançou 52.59 por cento. José Gregorio Briceño, que aspirava à reeleição pela MUD conseguiu 40. 67 por cento.
Briceño governou em dois mandatos com o apoio do partido socialista. Não obstante, em princípios de 2012 foi expulso dessa organização política por condutas irregulares. Posteriormente José Gregorio Briceño identificou-se como partidário da oposição.
A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, felicitou o povo venezuelano pela conduta manifestada nestas eleições.
“”Observamos e felicitamos o povo de Venezuela, que votou tranquilamente, com esse espírito de civismo que nos caracteriza”, apontou Lucena, que destacou a participação de 53.4 por cento dos eleitores.
Os centros de votação na Venezuela fecharam as portas às 18.00 horas de Caracas (22.30 GMT), com excepción daqueles centros em que ainda havia pessoas esperando a sua vez de votar.
Para estas eleições regionais existia um universo eleitoral de 17 milhões 421 mil 946 cidadãos, para escolher 260 cargos, entre governadores e legisladores regionais.
Fontes:
Nas eleições regionais do passado domingo o Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) alcançou a maioria dos governos, vencendo em 20 dos 23 estados. A Revolução recuperou Carabobo, Nueva Esparta, Táchira e Zulia. A participação foi de 53,4 por cento.
São os seguintes os dados divulgados pelo CNE:
Amazonas: Liborio Guarulla 56,01%. Nicia Maldonado (PSUV) 37,37%.
Anzoátegui: Aristóbulo Istúriz (PSUV) 53,97%, Antonio Barreto Sira 41,6%.
Apure: Ramón Carrizález (PSUV) 59,83%, Luis Lippa 22,42%.
Aragua: Tareck El Aissami (PSUV) 52,72, Richard Mardo, 42,71%.
Barinas: Adán Chávez (PSUV) 54,69%, Julio César Reyes 41,52%.
Bolívar: Francisco Rangel (PSUV) 43,57%, Andrés Velázquez 42,34%.
Carabobo: Francisco Ameliach (PSUV) 53,49%, Henrique Salas Feo 42,7%.
Cojedes: Érika Farías (PSUV) 59,27%, Alberto Galíndez 35,31%.
Delta Amacuro: Lizeta Hernández (PSUV) 71,27%, Arévalo Salazar 20,99%.
Falcón: Stella Lugo (PSUV) 48,28%, Gregorio Graterol 35,28%.
Guárico: Ramón Rodríguez Chacín (PSUV) 70,41%, José Manuel González 25,5%.
Lara: Henri Falcón 54,35%, Luis Reyes Reyes (PSUV) 41,98%
Mérida: Alexis Ramírez (PSUV) 47,56%, Lester Rodríguez 37,96%.
Miranda: Henrique Capriles Radonski 50,35%, Elías Jaua (PSUV) 46,13%.
Monagas: Yelitze Santaella (PSUV) 52,59%, José Gregorio Briceño 40,67%.
Nueva Esparta: Carlos Mata Figueroa (PSUV) 52,44%, Morel Rodríguez 44,34%.
Portuguesa: Wilmar Castro (PSUV) 50,96%, Oswaldo Zerpa 22,59%.
Sucre: Luis Acuña (PSUV) 55,77%, Hernán Núñez 35,26%.
Táchira: José Gregorio Vielma Mora (PSUV) 53,48%, César Pérez Vivas 44,48%.
Trujillo: Henry Rangel Silva (PSUV) 79,4%, José Hernández 17,31%.
Vargas: Jorge García Carneiro (PSUV) 69,05%, José Manuel Olivares 24,13%.
Yaracuy: Julio León (PSUV) 57,8%, Biagio Pilieri 36,5%.
Zulia: Francisco Arias Cárdenas (PSUV) 50,99%, Pablo Pérez 46,74%.
Mais detalhes clicando aqui:
Extraído de: www.odiario.info

PCB na luta pela criação do Monumento Nacional Contra a Tortura, na extinta Usina Cambayba

imagemPCB


Na última terça-feira (18/12),  militantes do PCB, em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, participaram do ato público na ocupação do MST- Luís Maranhão - nas terras que pertenceram a extinta Usina Cambayba.
O complexo de sete fazendas foi ocupado pelo MST pela segunda vez no dia 2 de novembro de 2012. Hoje, aproximadamente 200 famílias ocupam as terras da extinta usina, defendendo sua desapropriação  e Reforma Agrária já.
O Partido Comunista Brasileiro apoia a ocupação Luís Maranhão - nome de um de seus dirigentes assassinados pela ditadura - e que, segundo depoimento do torturador Cláudio Guerra, no livro "Memórias de uma Guerra Suja", foi um dos militantes que tiveram seus corpos incinerados nos fornos da referida usina.
O PCB defende que a extinta Usina Cambayba deve ser transformada em testemunho do período da ditadura civil militar, no município de Campos dos Goytacazes.
Os fornos e o complexo industrial devem ser tombados como patrimônio histórico como MONUMENTO NACIONAL CONTRA A TORTURA, para que sejam preservados em nome  da memória  histórica do período da ditadura  civil-militar e dos dez militantes comunistas possivelmente executados, cujos corpos foram levados para ali serem incinerados.
O Brasil sancionou tardiamente a lei que cria a Comissão Nacional da Verdade para apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar, tendo como objetivo  esclarecer fatos ocorridos neste período. Para isso,  aproveitará as informações produzidas há quase 16 anos pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e há dez anos pela Comissão de Anistia.
No  Estado do Rio de Janeiro a Assembleia Legislativa aprovou em 17/10/12 a Comissão Estadual da Verdade para acompanhar e subsidiar a Comissão Nacional da Verdade.
Dos lugares apontados como centros de tortura no Brasil no período militar, 13 eram localizados no Estado do Rio de Janeiro, como o DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna), no Rio, e a Casa da Morte, em Petrópolis.
Após os depoimentos de Cláudio Guerra em seu livro, Campos dos Goytacazes passa a figurar  como possível palco das atrocidades  da ditadura civil-militar onde, segundo Guerra, foram incinerados os corpos de dez militantes comunistas pertencentes a diversas organizações:
1-   João Batista Rita (M3G)
2-   Joaquim Pires Cerveira (militante da Frente de Libertação Nacional)
3- Ana Rosa Kucinski Silva (militante da Aliança Libertadora Nacional)
4- Wilson Silva (ALN)
5- David Capistrano (dirigente nacional do Partido Comunista Brasileiro)
6- João Massena Melo (dirigente nacional do PCB)
7- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira (APML)
8- Eduardo Collier Filho (APML)
9- José Roman (dirigente do PCB)
10 - Luís Inácio Maranhão Filho (dirigente do PCB)
Assim, é urgente o tombamento histórico dos fornos da extinta Usina Cambayba, como MONUMENTO NACIONAL CONTRA A TORTURA, para evitar seu desmantelamento, com a venda das estruturas que restam, em nome da preservação da memória, a ser articulada com documentos fruto de pesquisas e relatórios da Comissões Estadual e Nacional da Verdade, prestando-se  relevante contribuição à História do Brasil e à luta contra a tortura.
Graciete Santana
PCB - RJ