terça-feira, 29 de janeiro de 2013


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Narradores do Açu

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"SE TIVER QUE MORRER, VAMOS MORRER JUNTOS!"
Depoimentos de pequenos agricultores que estão sendo expulsos de suas terras, em São João da Barra (RJ), para a instalação de um mega empreendimento de Eike Batista. O governo do Rio de Janeiro está desapropriando na marra pequenas propriedades pela ridícula quantia de R$1,90 o metro quadrado e cedendo gratuitamente toda a região para Eike Batista, com a cumplicidade do governo federal.
O empresário agora tenta alugar para a Petrobras as terras desapropriadas. Nesta sexta-feira, Eike levou Lula para sobrevoar em seu helicóptero o Porto de Açu, no contexto do lobby para viabilizar a negociata.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

DESAPARECIDOS DO PCB



No capitalismo, sua vida não vale nada

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Olhar Comunista, em edição extraordinária, une-se à consternação nacional sobre a tragédia ocorrida em Santa Maria. A lista de culpados pelo ocorrido será conhecida após investigação dos órgãos competentes, mas desde já informamos de público nossa revolta pelo maior culpado não aparecer ou sofrer punição: o capitalismo e sua forma de encarar a vida humana.

O fato de alguns dos seguranças presentes no ocorrido terem impedido a saída dos presentes na casa de shows, sob a alegação de que a consumação desses ainda não estava paga, durante a ocorrência de um incêndio, é sinal inequívoco de que no capitalismo, a vida não vale nada.
Após o ocorrido, absurdos como esse já são criticados na grande imprensa, a mesma que estimula o individualismo, o “farinha pouca meu pirão primeiro”, enfim, a mentalidade dessa nova modalidade dos “capitães de mato”, que ali estavam para cumprir ordens de quem só visou o lucro – essa maldita fonte de exploração do trabalho humano, da vida humana, em última análise, do q ue entendemos por Humanidade...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013



DECLARAÇÃO CONJUNTA DAS FARC-EP E O PCB


Reunidos em Havana, capital mundial da paz e da solidariedade internacional, representantes das FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo) e do PCB (Partido Comunista Brasileiro) passaram em revista a conjuntura mundial, sobretudo a da América Latina, e da Colômbia em particular, dedicando-se com afinco a estudar possibilidades e alternativas que contribuam para uma expressiva mobilização das forças políticas e sociais antiimperialistas do nosso continente e de outros países, com vistas à criação de um amplo, unitário e pujante movimento pela paz democrática com justiça social na Colômbia e pelo cumprimento do que venha a ser eventualmente estabelecido nos diálogos por uma solução política do conflito colombiano.
https://lh5.googleusercontent.com/-o944m-m9XeA/UP6xKzkHPyI/AAAAAAAACec/7TsS79iDBoQ/s505/rect3888.pngCoincidem as organizações políticas que firmam a presente declaração com a necessidade de conscientizar as forças progressistas de Nuestra America de que a solução política do conflito colombiano é  do interesse de todos os povos irmãos da região, inclusive para a continuidade e desenvolvimento dos heterogêneos processos de mudanças que fazem de nosso continente objeto de esperanças dos povos e, por isso mesmo, de projetos golpistas e intervencionistas do imperialismo.
A paz frente ao imperialismo na América Latina, requisito para o avanço dos processos de mudanças, no caminho ao socialismo, depende da paz democrática em Colômbia.
E depende, ao mesmo tempo, de uma firme unidade internacionalista de solidariedade militante:
- à Revolução Cubana - inspiração de todas nossas rebeldias e exemplo de que é possível vencer nossos inimigos – nossa saudação a Fidel e Raul, ao partido e ao povo cubano, confiantes nos ajustes para avançar no socialismo, no fim do bloqueio desumano e na libertação dos Cinco Heróis de todos os povos;
- à Revolução Bolivariana da Venezuela - que passa por um momento de consolidação e de possibilidade de trânsito ao socialismo – nossos votos de restabelecimento do Presidente Hugo Chávez, nossa confiança nos partidos que compõem o Pólo Patriótico e no protagonismo do proletariado venezuelano;
- aos demais processos diferenciados de mudanças na América Latina, onde se destacam os desenvolvimentos na Bolívia, no Equador e na Nicarágua;
- à reivindicação argentina em relação às Ilhas Malvinas e à defesa de sua lei sobre os meios de comunicação, exemplo de contraponto à manipulação da mídia burguesa;
- à luta dos povos paraguaio e hondurenho contra os golpistas que violaram a vontade popular, a serviço das oligarquias locais e do imperialismo;
- à luta de todos os demais povos de Nuestra America, das suas organizações antagônicas à ordem que se dedicam a empurrar seus governos para o caminho das mudanças progressistas ou para derrotá-los e substituí-los.
Como internacionalistas, não podemos deixar de olhar o mundo em seu conjunto, analisando o agravamento da crise sistêmica do capitalismo, que pode conferir vigência dramática à disjuntiva socialismo ou barbárie.
Assim, denunciamos a aliança entre os países imperialistas centrais, coadjuvados pelo sionismo que, pela força das armas, recolonizam o mundo, tendo no momento como prioridade a dominação do Oriente Médio e da África, por suas posições estratégicas e imensas riquezas naturais.
Desta forma, registramos nossa solidariedade militante à luta pela Palestina Livre, repudiamos a intervenção estrangeira na Síria, que tem como objetivo fortalecer o projeto expansionista de Israel e de colocar o Irã às portas de uma guerra imperialista. E repudiamos a atual intervenção no Mali, parte do projeto que começou com a ocupação da Líbia, com vistas ao domínio de todo o território africano.
Saudamos o renascer das lutas dos trabalhadores europeus e de outros continentes em face da ofensiva do capital para que paguem pela crise.
Diante do crescente aumento da repressão e criminalização das lutas populares, da retirada de direitos e das guerras de rapina, nada mais vigente que a consigna de Marx e Engels, no Manifesto Comunista:
Proletários de todo o mundo, uni-vos!
Havana (Cuba), 16 de janeiro de 2013
Assinam:
Iván Marquez – Chefe da Comissão Internacional das FARC
Ivan Pinheiro – Secretário Geral do PCB


DECLARACIÓN CONJUNTA DE LAS FARC-EP Y El PCB [ Esp.]
Reunidos en La Habana, capital mundial de la paz y de la solidaridad internacional, representantes de las FARC-EP (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejército del Pueblo) y del PCB (Partido Comunista Brasileño) pasaron en revista la coyuntura mundial, sobre todo la de América Latina, y de Colombia en particular, dedicándose con hinco a estudiar posibilidades y alternativas que contribuyan para una expresiva movilización de las fuerzas políticas y sociales antiimperialistas de nuestro continente y de otros países, con vistas a la creación de un amplio, unitario y pujante movimiento por la paz democrática con justicia social en Colombia y por el cumplimiento del que venga a ser eventualmente establecido en los diálogos por una solución política del conflicto colombiano.
Coinciden las organizaciones políticas que firman la presente declaración con la necesidad de concientizar las fuerzas progresistas de Nuestra América de que la solución política del conflicto colombiano es de interés de todos los pueblos hermanos de la región, incluso para la continuidad y desarrollo de los heterogéneos procesos de cambios que hacen de nuestro continente objeto de esperanzas de los pueblos y, por eso aún, de proyectos golpistas yintervencionistas del imperialismo.
La paz frente al imperialismo en América Latina, requisito para el avance de los procesos de cambios, en el camino al socialismo, depende de la paz democrática en Colombia.
Y depende, a la vez, de una firme unidad internacionalista de solidaridad militante:
- a la Revolución Cubana - inspiración de todas nuestras rebeldías y ejemplo de que es posible vencer nuestros enemigos – nuestro saludo a Fidel y Raul, al partido y al pueblo cubano, seguros en los ajustes para avanzar en el socialismo, en el fin del bloqueo inhumano y en la liberación de los Cinco Héroes de todos los pueblos;
- a la Revolución Bolivariana de Venezuela - que pasa por un momento de consolidación y de posibilidad de transición al socialismo – nuestros votos de restablecimiento del Presidente Hugo Chávez, nuestra confianza en los partidos que componen el Polo Patriótico y en el protagonismo del proletariado venezolano;
- a los demás procesos diferenciados de cambios en América Latina, donde se destacan los desarrollos en Bolivia, en Ecuador y en Nicaragua;
- a la reivindicación argentina en relación a las Islas Malvinas y a la defensa de su ley sobre los medios comunicacionales, ejemplo de contrapunto a la manipulación de los medios de comunicación burgués;
- a la lucha de los pueblos paraguayo y hondureño contra los golpistas que violaron la voluntad popular, a servicio de las oligarquías locales y del imperialismo;
- a la lucha de todos los demás pueblos de Nuestra América, de sus organizaciones antagónicas a la orden que se dedican a empujar sus gobiernos para el camino de los cambios progresistas o para derrotarlos y sustituirlos.
Como internacionalistas, no podemos dejar de mirar el mundo en su conjunto, analizando el agravamiento de la crisis sistémica del capitalismo, que puede conferir vigencia dramática a la disyuntiva socialismo o barbarie.
Así, denunciamos la alianza entre los países imperialistas centrales, coadyuvados por el sionismo que, por la fuerza de las armas, recolonizan el mundo, teniendo en el momento como prioridad la dominación de Oriente Medio y de África, por sus posiciones estratégicas e inmensas riquezas naturales.
De esta forma, registramos nuestra solidaridad militante a la lucha por la Palestina Libre, repudiamos la intervención extranjera en la Siria, que tiene como objetivo fortalecer el proyecto expansionista de Israel y de colocar Irán a las puertas de una guerra imperialista. Y repudiamos la actual intervención en Malí, parte del proyecto que comenzó con la ocupación de Libia, con vistas al dominio de todo el territorio africano.
Saludamos el renacer de las luchas de los trabajadores europeos y de otros continentes en faz de la ofensiva del capital para que paguen por la crisis.
Delante del creciente aumento de la represión y criminalización de las luchas populares, de la retirada de derechos y de las guerras de rapiña, nada más vigente que la consigna de Marx y Engels, en el Manifiesto Comunista:
¡Proletarios de todo el mundo, uníos!
La Habana (Cuba), 16 de enero de 2013
Firman:
Iván Marquez – Jefe de la Comisión Internacional de las FARC
Ivan Pinheiro– Secretario General del PCB






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Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PSDB CAMINHA PARA EXTINÇÃO


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


PSDB caminha para a extinção

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

Saiu no Estadão texto de Julia Duailibi e José Roberto de Toledo com a análise de uma pesquisa do Ibope.

“Apartidários são maioria do país pela primeira vez desde a redemocratização.”

“Pesquisa do Ibope revela que 56% dos brasileiros afirmaram no final de 2012 não possuir preferência por nenhuma legenda política- eram 38% em 1988; … ; todas as siglas perderam, mas o PT ainda lidera com 24%.”

Hoje, segundo a pesquisa feita por encomenda do Estadão, 56% não tem partido; 24% são petistas; 6% são do PMDB; e 5% do PSDB.

O ponto mais alto da preferência pelo PSDB foi no primeiro mandato de FHC, com 10%.

O ponto mais alto da preferência pelo PT foi no fim do segundo governo Lula, com 33%.

Navalha

A pesquisa foi feita no meio do furacão: o fim do ano passado.

Durante um ano inteiro, o PiG e seus ilustres representantes no Supremo montaram o espetáculo do mensalão na TV.

E marcaram a hora do julgamento: o Dirceu precisa arder na hora em que os paulistanos forem votar no Cerra.

O ponto culminante do auto de fé, quando o fogo chegou ao topo, foram os 18′ do jornal (sic) nacional do Gilberto Freire com “i”.

Ao longo de 2012 – aí incluída a eleição para prefeito, em que o Cerra tratou do Dirceu e do mensalão durante três meses, no horário eleitoral – o papel da Casa Grande foi destruir o PT, desmoralizar a política e, portanto, os partidos.

Desmoralizar o Legislativo, a casa da política.

Desmoralizar o Legislativo, para transformar a politica em monopólio da Falange da Casa Branca, do Supremo e seus Chinco Campos, e dos “especialistas” da Urubóloga.

Eles é que detém o Saber, a Razão, o Poder irrecorrível – e o querosene que acende a fogueira.

Surpreende que 44% dos brasileiros ainda acreditem num partido político depois do braseiro de 2012.

E, óbvio, quem mais se queimou foi o PT: alvo do mensalão e líder na tabela.

Porém, o ansioso blog prefere dar destaque a um ponto que a reportagem do Estadão contém num espaço discreto.

(Louve-se o profissionalismo de Julia e do José Roberto, que poupam o leitor daqueles sutis petardos editoriais que as “reportagens” do PiG tentam impor aos desavisados leitores.)

O ansioso blog prefere destacar a iminência do fim do PSDB.

O PSDB tem 5% da preferencia nacional.

E quer dar o Presidente da República …

Um partido que jamais passou de 10% da preferência do país…

E, por obra do Plano Real do Governo Itamar, da compra da reeleição a R$ 200 mil por deputado, e do bote salva-vidas do Bill Clinton, ficou oito anos no poder.

E para lá não voltará jamais.

A menos que entre de contrabando numa chapa que esconda a Privataria.

Não fosse o PiG, esses tucanos de São Paulo não passavam de Resende.

E, não fosse o brindeiro Gurgel, o clã Cerra da Privataria estaria no xilindró – ou na Avenue Foch.


Berlusconi admite que a “revolução” na Líbia foi fabricada

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La REPUBLICA
O ex-primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, admitiu que a intervenção da OTAN na Líbia foi orquestrada pelo então presidente Nicolás Sarkozy com o objetivo de obter uma parte do petróleo e do gás natural líbios, depois de uma viagem sua à Líbia em que viu pôsteres de Muammar Kaddafi abraçando Berlusconi.
Segundo um vídeo publicado pela página Eretz Zen em seu canal de vídeo no YouTube, o descobrimento de grandes reservas de gás natural na costa mediterrânea de Síria, Líbano e Israel haveria provocado outra “Revolução de Primavera Árabe” artificial na Síria cuja derrocada significa não apenas tomar o controle das reservas de gás natural de Síria e Líbano – tanto “Líbano quanto Síria se vão” –, mas também a busca de uma rota para o gasoduto de gás natural do Qatar para a Europa e Turquia, enquanto o Qatar busca oferecer a Europa e Turquia um bom acordo referente a este recurso natural que desloque o atual provedor, a Rússia.
Fonte/ Eretz ZenYou Tube

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


Os destinos da Colômbia e da Venezuela se cruzam em Havana

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Ivan Pinheiro*
Não é coincidência que dois entre os mais importantes acontecimentos da América Latina nos últimos anos estejam se desenvolvendo numa mesma pequena ilha do Caribe, com uma população menor que de muitas cidades do continente.
Cuba é a capital mundial da solidariedade internacional, que tem sido um caminho de mão dupla, nesses 54 anos da Revolução Socialista. Os povos amigos protegem-na de inimigos poderosos, que não perdoam sua rebeldia e gostariam de acabar com este exemplo teimoso e irreverente. O internacionalismo é uma das principais marcas da gênese da Revolução Cubana.
Hugo Chávez escolheu Cuba para tratar de sua grave enfermidade não apenas pela excelência de sua medicina, que se desenvolveu em função do compromisso da revolução com a saúde do povo.
Chávez escolheu Cuba por sua confiança no povo, no partido e na liderança cubana. É também um gesto que valoriza Cuba aos olhos do mundo e estreita as relações fraternas entre venezuelanos e cubanos, seja qual for o desfecho da luta pela vida dos Comandantes Fidel Castro e Hugo Chávez.
Como os dois não são fisicamente imortais, não é “pecado” refletirmos sobre cenários, apesar de nossas esperanças de que ambos vivam tanto quanto Oscar Niemeyer!
A eventual ausência de Hugo Chávez é mais complexa que a de Fidel Castro, porque em Cuba a construção do socialismo tem raízes sólidas, ao passo que na Venezuela a luta de classes está num momento decisivo, em que ou a atual revolução nacional e democrática radicaliza no caminho do socialismo ou corre o risco de sucumbir. A presença física de Chávez tem um significado importante na luta anti-imperialista, na Venezuela, na América Latina e em âmbito mundial, ao passo que a herança de Fidel já é uma obra completa a inspirar a unidade e a rebeldia dos explorados. Além do mais, Raul Castro é um revolucionário convicto e mais experiente que Nicolás Maduro, ainda uma esperança.
Sem deixar de valorizar o sentimento popular pela volta de Chávez, parece-me que a liderança venezuelana no país deveria colocar em relevo a necessidade de reforçar a organização e a mobilização das massas, para o que der e vier.
É preciso amadurecer ainda mais a consciência dos trabalhadores venezuelanos para que valorizem seus ganhos até agora e para que lutem para não perdê-los e ampliá-los, entendendo que a manutenção do processo de mudanças, seu avanço e a possibilidade de transitar ao socialismo dependerão, mais do que nunca, de tomarem o processo em suas mãos e o radicalizarem, com formas de luta para além dos eventos eleitorais, que no entanto seguirão sendo importantes na Venezuela, onde são polarizadas entre campos políticos antagônicos.
O papel de Chávez, ao sacudir a América Latina e provocar uma polarização em seu país é uma herança indelével. Mas repetindo o que escutei em Caracas do histórico dirigente do Partido Comunista de Venezuela, Jerônimo Carrera, “a revolução não se faria sem Chávez; mas não se fará só com Chávez”.
Da mesma forma que o destino da Venezuela está em parte sendo jogado em Havana, não foi à toa que aqui também se instalou no fim do ano passado a mesa de diálogos que, a depender de muitos e complexos fatores, pode resultar numa solução política para o conflito social e militar colombiano.
Em que outro país a experiente insurgência colombiana se sentiria segura para fazer descer das montanhas alguns de seus melhores quadros e colocá-los à frente do mundo para, de cabeça erguida, expor as razões e os objetivos que lhes levaram a pegar e se manter em armas e as condições que estabelecem para depô-las?
E quem diria que um estado terrorista, principal agente do imperialismo no continente, com seus “sete punhais apontados para as costas da América Latina”, nas palavras de Fidel Castro para se referir às bases norte-americanas instaladas na Colômbia, aceitaria sentar-se à mesa com uma organização política insurgente e comunista, até poucos dias satanizada como “narco-terrorista”? Ainda mais sendo anfitrião e fiador desse diálogo um país que se tornou socialista em função do exercício heróico do direito de rebelião dos povos! Um país que absurdamente até hoje não foi admitido como Estado membro da OEA – que exatamente por isso está com os dias contados - mas tem recebido a solidariedade da esmagadora maioria das nações que condenam anualmente na ONU o cruel bloqueio que o imperialismo lhe impõe.
O fato de os diálogos para a paz na Colômbia serem em Havana desmoraliza este cinquentenário bloqueio. Para coroar o protagonismo de Cuba, a partir de fevereiro a Ilha Rebelde ocupará a Presidência pro tempore da CELAC, Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe, uma espécie de OEA sem os Estados Unidos e o Canadá.
É evidente que o estado colombiano quer a paz não porque seu novo presidente é um humanista, pacifista. Santos foi o Ministro de Defesa de Uribe, que comandou o Plano Colômbia, a mais poderosa e violenta tentativa de destruir militarmente as guerrilhas. Se isso lhe tivesse sido possível, não tomaria a iniciativa de propor os diálogos de paz. Os vencedores de uma guerra não procuram diálogo com os vencidos; impõem-lhes a rendição.
O fato é que o setor hegemônico da oligarquia colombiana, já que não consegue exterminar as guerrilhas e ocupar o território que elas dominam, precisa do fim do conflito militar como requisito para melhor expandir seus negócios, ampliando as fronteiras do agronegócio e a exploração de riquezas minerais. O silêncio do imperialismo é um sinal verde tácito aos diálogos, até porque os projetos da oligarquia local estão articulados e subalternos ao grande capital estrangeiro, nomeadamente o norte-americano.
É verdade que há uma parte da oligarquia colombiana, mais ligada ao latifúndio, aos paramilitares e ao tráfico de armas e drogas, que perde com o fim do conflito militar e por isso boicota os diálogos. Já o imperialismo ganha e pretende não perder com a paz, no caso de continuar vendendo armas para o estado colombiano e de o manter como sua principal base militar na América Latina. Aliás, juntamente com a questão agrária, o fim do terrorismo de estado, do paramilitarismo e da ocupação norte-americana será um dos temas mais nevrálgicos da agenda dos diálogos.
Mas o povo colombiano não quer a paz pela paz, não quer a paz dos cemitérios como aquela dos anos 1980/90, quando foram cruelmente assassinados milhares de militantes desarmados da União Patriótica, uma organização política legal que se formou a partir de um acordo de paz traído pelo estado colombiano.
O povo colombiano quer uma paz democrática com justiça social e econômica. Para isso, alguns requisitos são fundamentais. Um deles encontra-se em pleno desenvolvimento: a crescente mobilização e unidade das organizações populares no país e seu envolvimento cada vez maior nos debates sobre a pauta dos diálogos, o que, contra a vontade do governo colombiano, marca a presença popular nas reuniões em Havana.
A Marcha Patriótica é a principal expressão do ascenso do movimento de massas, reunindo cerca de duas mil organizações de trabalhadores da cidade e do campo, de indígenas, afrodescendentes, jovens, mulheres e do proletariado em geral. Além da Marcha Patriótica, há outros movimentos populares importantes, como o Congresso dos Povos.
Outro requisito indispensável é a solidariedade internacional ao povo colombiano e a todas as suas organizações que lutam por uma Colômbia justa, democrática e anti-imperialista, independente de suas formas de luta, todas legítimas.
O PCB, aqui representado em Havana, reitera sua fidelidade incondicional à Revolução Cubana, sua solidariedade ao povo e ao partido cubanos, em sua batalha para o avanço do socialismo e na luta contra o bloqueio e pela liberdade dos nossos Cinco Heróis.
Mas em função da importância da questão colombiana na América Latina, estamos aqui em Havana também para registrar nossa solidariedade aos que representam na mesa de diálogos os interesses dos trabalhadores da cidade e do campo, dos povos indígenas e do proletariado desse país, em que o terrorismo do estado burguês é anterior à insurgência e a causa de seu surgimento e persistência.
Nosso objetivo principal nesses dias aqui em Cuba tem sido procurar contribuir para iniciativas de apoio ao povo colombiano, sobretudo a criação de um amplo movimento latino-americano e mundial que influa positivamente para viabilizar uma solução política para o conflito social e militar e, mais do que isso, para cobrar e assegurar o cumprimento do que porventura vier a ser acordado entre as partes.
Esta solidariedade não é uma tarefa apenas para os comunistas e a esquerda em geral. Ela só terá êxito se lograr ser a mais ampla e unitária possível, incluindo todos as organizações políticas e sociais e toda a intelectualidade e individualidades progressistas, humanistas, pacifistas e anti-imperialistas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013



A GLOBO CONTRA OS VENEZUELANOS

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Paulo Nogueira
Blog Diário do Centro do Mundo:
Noto, nas redes sociais, revolta contra a maneira como a Globo vem cobrindo o caso Chávez.
Estaria havendo um golpe na Venezuela, segundo a Globo.
Não existe razão para surpresa. Inimaginável seria a Globo apoiar qualquer tipo de causa popular.
Chávez e Globo têm um história de beligerância explícita. Ambos defendem interesses antagônicos com paixão, com ênfase, com clareza.
Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. Em vez de recitar Bolívar, ele repetiria Rousseau.
Há uma cena clássica que registra a hostilidade entre Chávez e a Globo. Foi, felizmente, registrada pelas câmaras. É um documento histórico. Você pode vê-la no pé deste artigo.
Chávez está dando uma coletiva, e um repórter ganha a palavra para uma pergunta. É um brasileiro, e trabalha na Globo. Fala num espanhol decente, e depois de se apresentar interroga Chávez sobre supostas agressões à liberdade de expressão.
Toca, especificamente, numa multa aplicada a um jornalista pela justiça venezuelana.
Chávez ouve pacientemente. No meio da longa questão, ele pergunta se o jornalista já concluiu a pergunta. E depois diz: "Sei que você veio aqui com uma missão e, se não a cumprir, vai ser demitido. Não adianta eu sugerir a você que visite determinados lugares ou fale com certas pessoas, porque você vai ter que fazer o que esperam que você faça."
Quem conhece os bastidores do jornalismo sabe que quando um repórter da Globo vai para a Venezuela, a pauta já está pronta. É só preencher os brancos. Não existe uma genuína investigação. A condenação da reportagem já está estabelecida antes que a pauta seja passada ao repórter.
Lamento se isso desilude os ingênuos que acreditam em objetividade jornalística brasileira, mas a vida é o que é. Na BBC, o repórter poderia de fato narrar o que viu. Na Globo, vai confirmar o que o seu chefe lhe disse. É uma viagem, a rigor, inútil: serve apenas para chancelar, aspas, a paulada que será dada.
"Como cidadão latino-americano, você é bem-vindo", diz Chávez ao repórter da Globo. "Como representante da Globo, não."
Chávez lembrou coisas óbvias: o quanto a Globo esteve envolvida em coisas nocivas ao povo brasileiro, como a derrubada de João Goulart e a instalação de uma ditadura militar em 1964.
Essa ditadura, patrocinada pela Globo, tornou o Brasil um dos campeões mundiais em iniquidade social. Conquistas trabalhistas foram pilhadas, como a estabilidade no emprego, e os trabalhadores ficaram impedidos de reagir porque foi proibida pelos ditadores sua única arma - a greve.
Não vou falar na destruição do ensino público de qualidade pela ditadura, uma obra que ceifou uma das mais eficientes escadas de mobilidade social. Também não vou falar nas torturas e assassinatos dos que se insurgiram contra o golpe.
Chávez, na coletiva, acusou a Globo de servir aos interesses americanos.
Aí tenho para mim que ele errou parcialmente.
A Globo, ao longo de sua história, colocou sempre à frente não os interesses americanos - mas os seus próprios, confundidos, na retórica, com o interesse público, aspas.
Tem sido bem sucedida nisso.
O Brasil tem milhões de favelados, milhões de pessoas atiradas na pobreza porque lhes foi negado ensino digno, milhões de crianças nascidas e crescidas sem coisas como água encanada.
Mas a família Marinho, antes com Roberto Marinho e agora com seus três filhos, está no topo da lista de bilionários do Brasil.
Roberto Marinho se dizia "condenado ao sucesso". O que ele não disse é que para que isso ocorresse uma quantidade vergonhosa de brasileiros seria condenada à miséria.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013


"Poder de Deus" ou da maracutaia?

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Dois líderes da Igreja Mundial do Poder de Deus receberam passaporte diplomáticos, como informa o Diário Oficial da União desta segunda-feira. O Itamaraty afirmou que o "mimo" foi concedido em “caráter de excepcionalidade”. esse é o assunto do Olhar Comunista de hoje.

Outros líderes religiosos já receberam o benefício: em 2011, foram o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, Romildo Ribeiro Soares; à mulher dele, Maria Magdalena Bezerra Soares; e ao cardeal Geraldo Majella Agnelo, da Igreja Católica. Agora, foi a vez de Valdemiro Santiago de Oliveira e Franciléia de Castro Gomes de Oliveira ganharem o presentinho.
A concessão de passaporte diplomático só beneficia àqueles que exercem função essencial ao Estado. Bem, é o que diz a lei... Na prática, até cônjuge de pastor recebe o benefício. Como não se trata de intervenção divina, deve ser por maracutaia mesmo...

domingo, 13 de janeiro de 2013


Intelectuais do mundo se solidarizam com Chávez

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Laura Bécquer Paseiro
A Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade se uniu ao desejo dos povos e pessoas que anseiam pela pronta e total recuperação do Presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Em uma mensagem assinada por milhares de intelectuais, artistas e jovens de mais de 90 países do mundo, a Rede manifestou que “abraça fraternalmente o povo revolucionário da Venezuela, com a profunda confiança em que o Presidente Chávez conseguirá vencer todas as dificuldades”.
Também considerou “um dever histórico, de importância suprema, reiterar o chamado do Presidente Hugo Chávez à Unidade”.
O texto foi lido pelo presidente da Associação Irmãos Saíz (AHS), Luis Morlote, durante uma coletiva de imprensa (simultânea com Caracas) na Casa do ALBA Cultural na capital cubana.
O presidente da União de Escritores e Artistas de Cuba (Uneac), Miguel Barnet, manifestou que o documento é “para que Chávez saiba que não está só, e receba um sopro de otimismo e energia de todos os povos da América Latina e do mundo”.
“Serve também para desmentir a campanha sinistra que a direita, extrema e obstinada, tem desenvolvido em torno de mentiras sobre o estado de saúde de Chávez e o futuro da Venezuela e da América Latina, não só na Venezuela mas em muitos países do mundo”, acrescentou Barnet, que se referiu ao líder bolivariano como “o artífice de um projeto de renovação de nosso socialismo”.
O embaixador da Venezuela em Cuba, Edgardo Ramírez, reconheceu as mostras diárias de solidariedade a Chávez que chegam desde diversas partes do mundo.
Durante o encontro, a coordenadora da Seção Cubana da Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, Ana María Pellón, destacou que também os Cinco Heróis Cubanos se haviam somado à mensagem de apoio.
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

sábado, 12 de janeiro de 2013


Hilton Lourenço da Silva compartilhou a foto de Ocupa a Rede Globo.
A DEMONIZAÇÃO DE CHÁVEZ - "Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo. Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de "Venezuela Saudita" por causa do petróleo. Tinha 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos... Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: "As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”. Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba. Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico. Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo. O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte" (Texto original: Eduardo Galeano – Tradução para o português: Ocupa a Rede Globo).
A DEMONIZAÇÃO DE CHÁVEZ - "Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo. Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de "Venezuela Saudita" por causa do petróleo. Tinha 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos... Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: "As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”. Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba. Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico. Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo. O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte" (Texto original: Eduardo Galeano – Tradução para o português: Ocupa a Rede Globo).