quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


SP: favelas, fogo e… fatalidades?


130226-Favela
Não houve mais nenhum incêndio, após fim das gestões Serra-Kassab na prefeitura. Coincidência?
Por Stanley Burburinho
Depois que Haddad assumiu a Prefeitura os constantes incêndios em favelas de São Paulo pararam. De 2005 até 2012, ocorreram mais de 600 incêndios em favelas, todos seguidos de remoção. Maioria dos incêndios ocorriam em véspera ou durante feriados prolongados ou fins de semana. O último grande incêndio seguido de remoção que ocorreu em favela do Rio, foi em 1969, na favela Praia do Pinto, ao lado do campo do Flamengo, onde hoje existe o condomínio Selva de Pedra. São Paulo tem 1.595 favelas e o Rio tem 743 favelas. Curiosidade: maioria dos incêndios ocorreram em favelas da capital de São Paulo. Quase nenhum em favela da periferia.

 
 Postagem e comentário de: Luiz Navarro- Estranhamente em Manaus aquele incendio da favela do bairro de São Jorge, também não se repetiu mais]??????????????
 
 
 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

FORA BLOGUEIRA ANTICUBANA!

(Nota Política do PCB)
A blogueira anticubana Yoani Sanchez está no Brasil, a convite de uma editora e para participar da exibição de um documentário em que ela é uma das entrevistadas. Vai passar alguns dias no Brasil e depois viajar o mundo com o propósito maior de atacar as conquistas da Revolução Cubana. A moça – assim como todos os cubanos – exerceu em Cuba o direito de cursar a Universidade gratuitamente (é formada em Filologia Hispânica), tendo inclusive morado na Suíça e depois retornado ao seu país. 

É conhecida como blogueira e se diz defensora dos direitos humanos, mas nunca emitiu uma palavra a favor do seu próprio país contra os criminosos embargos impostos pelos Estados Unidos, que atingem gravemente a economia e prejudicam o povo. Nada fala a respeito dos Cinco Heróis Cubanos, presos nos EUA por monitorarem as atividades de terroristas cubanos que atuavam em Miami. Nunca escreveu nas redes sociais uma linha sequer sobre a miséria humana exposta em Guantanamo.

É sustentada financeiramente por entidades, instituições e empresas internacionais para ser a mais influente opositora do regime socialista, utilizando-se das redes sociais para disseminar pelo mundo desinformação e mentiras a respeito da sociedade cubana. Tudo indica que a blogueira é financiada pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), entidade ligada aos golpes militares na América Latina. Uma das maneiras de remunerá-la, segundo os cubanos, é a concessão de prêmios patrocinados por instituições contrárias a Cuba.

Considerada pela mídia estrangeira como uma das personalidades mais influentes em todo o mundo, ela é seguida por apenas 32 cubanos. Dentro de Cuba, portanto, a repercussão de seus comentários na internet é praticamente nula. Mesmo a sua grande influência internacional já foi contestada: Yoani segue 80 mil pessoas no Twitter, um número desproposital. O jornalista francês Salim Lamrani revelou o truque: o perfil de Yoani Sánchez no Twitter é artificialmente aumentado por cerca de 47 mil perfis falsos, usuários que sequer têm fotos de perfil, não são seguidos por ninguém, nem seguem ninguém, a não ser a própria blogueira.

Na tentativa desesperada de criar factoides contra o governo cubano, a blogueira chegou a convocar, anos atrás, vários jornalistas para uma coletiva de imprensa na qual denunciaria suposto sequestro seguido de espancamento em público, mas apareceu na coletiva sem qualquer traço de agressão no corpo, e sem ter apresentado qualquer testemunha.

Ao contrário do que tentam disseminar a blogueira e a mídia capitalista, a Revolução Cubana, com sua a ousada experiência popular, sempre buscou garantir, a partir da permanente mobilização de seu povo, conquistas que não são apenas voltadas a atender as necessidades internas de seu país, mas também ligadas à solidariedade internacionalista para com os trabalhadores e os povos de todo o mundo, estes, sim, constantemente ameaçados pelos interesses do capital internacional e do imperialismo.

Essa luta continua hoje, mais do que nunca, contra os embargos que sufocam a economia cubana e prossegue na persistência revolucionária para a manutenção e o aprofundamento da experiência socialista no país. Com autonomia e soberania, com o elevado grau de consciência que tem o povo cubano sobre seus próprios problemas, avança a batalha pela construção do socialismo: os índices de escolarização e acesso ao conhecimento são os maiores do mundo; o sistema de saúde – público e realmente universal – é referência em todo o mundo, e um dos principais “itens de exportação” cubanos são seus médicos, formados fundamentalmente para atender as populações mais necessitadas. Não há uma criança passando fome, não há desempregados nas ruas, não há pessoas expulsas da terra ou sem moradia. Todas essas conquistas foram obtidas pela Revolução Cubana, sem que Cuba necessitasse se apropriar das riquezas de outra nação, sem que precisasse travar guerras de pilhagem, tampouco escravizar qualquer povo ou país.

O PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO, defensor intransigente da Revolução Cubana, se contrapõe à campanha midiática que, com a contribuição da blogueira, financiada por instituições e empresas capitalistas e recebendo o apoio da grande imprensa burguesa internacional, desinforma e distorce a imagem de Cuba socialista e das grandes conquistas de seu povo.

Viva o socialismo! Viva Cuba!
Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB)





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Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

CUBA NÃO É APENAS LIVRE, MAS PROFUNDAMENTE DEMOCRÁTICA

Mensagem ao CC e aos CRs

Cuba não é apenas livre, mas profundamente democrática
Por Otávio Dutra*
Não posso deixar de registrar um exemplo marcante da democracia popular cubana. Neste domingo 03 de fevereiro ocorreram as eleições para a Assembléia Nacional e as Assembléias Provinciais do Poder Popular em Cuba. Uma amiga, de não mais de 20 anos, acaba de ser eleita deputada da Assembléia Nacional do Poder Popular. Lisett Conde é só mais uma dos representantes da Federação de Estudantes Universitários - FEU no parlamento cubano. Aqui, os candidatos são indicados pelos movimentos sociais do país e não à revelia do povo, como ocorre no nosso país através das máfias dos partidos políticos da ordem. E ao contrário do que muitos pensam, o Partido Comunista de Cuba não indica candidatos e não exerce influência direta no processo eleitoral.

Além da FEU, a Assembléia Nacional do Poder Popular é composta por representantes da Central de Trabalhadores, da Federação de Mulheres, dos Comitês de Defesa da Revolução, da Associação dos Pequenos Agricultores, etc. E pasmem, todos são indicados em assembléias realizadas em cada uma dessas organizações populares e eleitos pelo voto secreto e universal do povo, sendo que a qualquer momento podem perder seu mandato caso sua base assim deseje. A candidatura de Lisett, por exemplo, foi discutida pelos estudantes universitários desde cada sala de aula, nos mais distintos cursos universitários do país. Assim como a jovem estudante de medicina do segundo ano, nenhum deputado ou deputada recebe um centavo pra exercer seu cargo, apenas o compromisso de servir como voz dos mais diversos setores sociais do país. Lisett, além do mais, é parte dos 48% de mulheres que compõe a Assembléia Popular em Cuba. 
Lisett é simples e carismática, é alegre e extremamente profunda em suas idéias e convicções. Sabe que terá uma tarefa difícil daqui em diante: ser uma tribuna dos milhões de jovens universitários cubanos. E mais, usar grande parte do que seria seu tempo livre para aportar sonhos e trabalho à bela obra de 54 anos iniciada pelo triunfo da Revolução.

E assim segue Cuba, livre e profundamente democrática!
04 de fevereiro de 2013
Havana – Cuba
*Otávio Dutra é estudante de medicina da Escola Latino Americana de Medicina - ELAM em Havana e membro da Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista - UJC.
     

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


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Volta dos leilões de petróleo é crime de lesa-Pátria, denunciam petroleiros de SP

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imagemhumorpolitico.com.br
Goveno anunciou a autorização para ser realizado o 11º leilão de áreas de exploração do petróleo
por: O Portal do Mundo do Trabalhotranscreve abaixo o editorial do jornal do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo.
Volta dos leilões de petróleo
O governo anunciou no dia 10, a autorização para ser realizado o 11º leilão de áreas de exploração do petróleo. O último leilão havia ocorrido em dezembro de 2008.
A proposta do governo é leiloar 172 blocos até maio; desses blocos, metade encontra-se em terra, a parte marítima dos blocos está fora do pré-sal, mas isso não significa que a maior descoberta energética brasileira do século 20 esteja segura.
Privatização
Um dos argumentos utilizados para a retomada dos leilões foi a necessidade de novos investimentos, em um momento em que a Petrobrás e o Brasil enfrentam dificuldades.
Esse é um argumento falacioso, pois a privatização de áreas do petróleo não traz resultados imediatos. O problema maior, no entanto, é a míope visão governamental que se joga nos braços dos interesses das companhias privadas ao sabor dos ventos.
A presidente Dilma Roussef já foi presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, conhece a empresa, seu potencial e sabe, muito bem, que estrategicamente é um péssimo negócio para o país: desnacionaliza nossas riquezas naturais e, consequentemente, a soberania do país, a longo prazo remete dividendos para fora do Brasil, enquanto o país perde capacidade estratégica de definir suas políticas. Um dos pilares da contenção de tendência de alta de inflação, por exemplo, foi a decisão política de segurar o preço dos combustíveis; isso foi possível porque a Petrobrás é uma empresa pública, se todo o setor estivesse privatizado, o governo jamais conseguiria manter essa política, que tanto ajudou o Brasil.
Pré-sal
O atual leilão não contempla áreas do pré-sal, mas o governo já anunciou que deve liberar até dezembro a autorização para privatização de blocos no pré-sal.
Apesar de o sistema de partilha, aprovado no Congresso, configurar um cenário menos danoso do que o de concessão (modelo utilizado no governo FHC, mantido por Lula nos primeiros leilões, mas modificado para as áreas do pré-sal), é irresponsabilidade política abrir mão da soberania de uma área que ainda sequer se dimensionou o potencial de exploração.
Novamente, no quesito privatização, o governo Dilma Roussef se mostra na contramão dos interesses nacionais, privatizou os aeroportos – e os custos ainda serão sentidos pela população – e, agora, retoma a privatização das áreas de gás e petróleo, um retrocesso que poderá custar caro para o país. Leiloar é privatizar, vamos lutar e denunciar esse crime de lesa pátria.
(informa CUT)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


Carta de Albert Einstein sobre Deus vai a leilão com lance de U$ 3 milhões

Postado em: 4 out 2012 às 0:14

Conhecida como “Carta de Deus”, a correspondência revela pensamentos íntimos do cientista sobre religião, Deus e tribalismo

albert einstein carta deus leilão
A carta de Einstein sobre Deus vai a leilão no eBay. Foto: físico Albert Einstein / reprodução
Uma carta manuscrita pelo físico Albert Einstein um ano antes da sua morte, na qual ele expressava suas opiniões sobre a religião, será vendida neste mês no eBay com um lance inicial de 3 milhões de dólares, disse um leiloeiro na terça-feira (2).
Conhecida como “Carta de Deus“, a correspondência revela pensamentos íntimos do cientista sobre religião, Deus e tribalismo.
“Essa carta, na minha opinião, é realmente de significado histórico e cultural, já que são pensamentos pessoais e privados daquele que é provavelmente o homem mais inteligente do século 20″, disse Eric Gazin, presidente da agência de leilões Auction Cause, de Los Angeles, que fará a venda no eBay.
Einstein escreveu a carta em alemão, em 3 de janeiro de 1954, num papel timbrado da Universidade Princeton. Seu destinatário era o filósofo Erik Gutkind, de quem ele havia lido “Choose Life: The Biblical Call to Revolt” (“escolha a vida: o apelo bíblico pela revolta”).
“A palavra de Deus é para mim nada além do que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda primitivas, que são não obstante bastante infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil, pode (para mim) mudar isso”, escreveu o cientista de origem alemã, ganhador do Nobel de Física de 1921.
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O vendedor anônimo da carta, que será leiloada com o envelope, selo e carimbo postal originais, a adquiriu em 2008 da Bloomsbury Auctions, de Londres, por 404 mil dólares. Gazin disse que a carta, a ser leiloada entre 8 e 18 de outubro, pode alcançar até o triplo do valor inicial.
Reuters

Ex-freira de 73 anos conta como virou ateia: “nada fazia sentido”

Postado em: 7 nov 2012 às 16:21

“Estou finalmente livre”, diz Elizabeth Murad, 73 anos, ex-freira que virou militante humanista e ateísta. “Estou livre para simplesmente ser eu mesma”, reitera

freira católica ateu religião
Ex-freira conta como virou militante ateísta: “Quando saí do convento, era como se tivesse renascido”. (Foto: TCPalm)
Elizabeth Murad, de Fort Pierce (EUA), lembra bem do dia em que saiu do convento há 41 anos. Sua sensação foi de alívio. Ela tocou as folhas de cada árvore pela qual passou. Ouviu os pássaros enquanto seus olhos azuis percorriam o céu, as flores e grama. Naquele dia, tudo lhe parecia mais belo.
“Quando saí, era como se eu estivesse renascido”, contou. “Eu estava usando de novo os meus sentidos, querendo tocar em tudo e sentir o cheiro de tudo. Senti o vento soprando em meu cabelo pela primeira vez depois de um longo tempo.” Ela ficou 13 anos em um convento franciscano de Nova Jersey.
Hoje, aos 73 anos, Elizabeth é militante ateísta. É filiada a uma fundação que denuncia as violações da separação entre o Estado e Igreja. Ela tem lutado contra a intenção de organizações religiosas de serem beneficiadas com dinheiro público. Também participa do grupo Treasure Coast, de humanistas seculares.
Em sua casa ela tem uma foto em preto e branco tirada há 50 anos onde aparece com o hábito de freira. Guarda essa foto como marco de uma época em que suas dúvidas se acentuaram, questionando a sua fé. “Foi o começo do que sou hoje.”
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Elizabeth nasceu em um lar católico. Ia à missa aos domingos, se confessava a cada duas semanas e às sextas-feiras sua família se abstinha de carne. “Uma vez, comi carne por engano em uma sexta-feira”, disse. “Então corri sem parar até a igreja para me confessar. Eu não queria ir para o inferno.”
Um dia uma irmã entregou em sua classe uma história em quadrinhos sobre como se tornar “noiva de Cristo”. “Eu pensei ser o tipo de vida que gostaria de ter”, disse. “As meninas da classe viviam chorando por causa dos meninos que não gostavam dela, e eu decidi que não ia desperdiçar minha vida daquele jeito. Eu preferia fazer algo mais significativo.”
Ela entrou no convento quando se formou no ensino médio. “Ela pensou que foi chamada por Deus”, disse o pediatra James Oleske, irmão de Elizabeth. “Minha mãe e meu pai ficaram muito chateados, mas concordaram porque acreditavam que ela estava em busca de sua felicidade”, afirmou. “Mas eu sabia que ela não pertencia ao convento.”
Não demorou para que Elizabeth começasse se frustrar, porque, como já achava o seu irmão, ela percebeu que a vida em um convento conservador não fazia sentido.
Ela se lembrou, por exemplo, de um episódio no convento nos anos 60 que se deu com a implantação dos ensinamentos do Concílio Vaticano II.
“Havia um grande problema sobre as mudanças que tinham de ser feitas em nossos hábitos”, disse. “Nós passamos horas discutindo se o hábito devia ser na altura do joelho ou abaixo. Eu me levantei e disse: ‘Por que estamos falando de joelhos? Não deveríamos nos concentrar em fazer o bem para a comunidade, ou algo assim?’”
A madre superiora não gostou da rebeldia de Elizabeth e, como castigo, deixou-a por uns tempos sem o anel de casamento com Deus.
Toda sexta-feira Elizabeth, a exemplo das demais irmãs, tinha de cumprir o rito da mortificação corporal, chicoteando as costas com uma corrente. “Eu não conseguia acreditar que havia um Deus que queria aquilo para nós.”
Quando Elizabeth falou no convento sobre suas dúvidas e incertezas, foi encaminhada a um psiquiatra e a um retiro espiritual. Então ela concluiu que tinha chegado o momento de deixar o hábito. E chamou Oleske para tirá-la do convento.
Oleske disse que a readaptação da irmã à vida secular não ocorreu de imediato naqueles anos 70. Ela continuava a não usar maquiagem e com frequência esquecia sua bolsa nos locais em que passava, porque, como freira, não a usava. Andava curva, com as mãos cruzadas, como na época em que esteve no convento. “Ela interagia com as pessoas como se fosse freira”, contou o irmão. “Ela era uma mulher adulta, mas agia como uma adolescente precoce, com poucas experiências de vida.”
Na tentativa de se reencontrar, Elizabeth pesquisou o judaísmo e o budismo, mas não se sentiu atraída por nenhuma das duas crenças. “Não demorou muito para perceber que eu estava falando para mim mesmo”, disse. “Então decidi que não queria nada com religião.”
Em 1976, ela foi contratada como assistente de serviço social (profissão na qual se formara após sair do convento) em Miami, onde conheceu James Murad, com quem se casou. “Nós nos apaixonamos.” O casamento durou 29 anos e só se acabou com a morte de James, aos 70 anos.
James era ateu e humanista, e Elizabeth aderiu o estilo de vida do marido, tornando-se a militante que é até hoje.
O marido foi importante na transformação de Elizabeth em uma humanista secular, mas ela lembrou que uma conversa que teve com sua mãe talvez tenha sido mais.
“Eu tinha 10 anos e estava sentada na minha cama. Minha mãe, que penteava meu cabelo, do nada me disse: ‘Você sabe, eu realmente admiro as pessoas ateias. Elas podem ser amáveis apenas por uma questão de serem boas. Sua bondade não tem nada a ver com ir para o céu’”.
“Isso, o que ela me disse, ficou comigo toda a minha vida.”
Paulopes e TCPalm

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No aniversário da batalha, cidade russa volta a se chamar Stalingrado

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

A VIDA IMITA A ARTE !



Camarada Cristian Goés, a mais nova vítima da censura

O PCB repudia a tentativa de intimidação, através de dois processos judiciais, de que o nosso militante Cristian Goés vem sendo vítima. 
Do que Cristian, jornalista sergipano de Aracajú, é acusado? De “dano moral”, pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe Edson Ulisses de Melo, por ter escrito o seguinte texto:
Eu, o coronel em mim
Está cada vez mais difícil manter uma aparência de que sou um homem democrático. Não sou assim, e, no fundo, todos vocês sabem disso. Eu mando e desmando. Faço e desfaço. Tudo de acordo com minha vontade. Não admito ser contrariado no meu querer. Sou inteligente, autoritário e vingativo. E daí?
No entanto, por conta de uma democracia de fachada, sou obrigado a manter também uma fachada do que não sou. Não suporto cheiro de povo, reivindicações e nem com versa de direitos. Por isso, agora, vocês estão sabendo o porquê apareço na mídia, às vezes, com cara meio enfezada: é essa tal obrigação de parecer democrático.
Minha fazenda cresceu demais. Deixou os limites da capital e ganhou o estado. Chegou muita gente e o controle fica mais difícil. Por isso, preciso manter minha autoridade. Sou eu quem tem o dinheiro, apesar de alguns pensarem que o dinheiro é público. Sou eu o patrão maior. Sou eu quem nomeia, quem demite. Sou eu quem contrata bajuladores, capangas, serviçais de todos os níveis e bobos da corte para todos os gostos.
Apesar desse poder divino sou obrigado a me submeter à eleições, um absurdo. Mas é outra fachada. Com tanto poder, com tanto dinheiro, com a mídia em minhas mãos e com meia dúzia de palavras modernas e bem arranjadas sobre democracia, não tem para ninguém. É só esperar o dia e esse povo todo contente e feliz vota em mim. Vota em que eu mando.
Ô povo ignorante! Dia desses fui contrariado porque alguns fizeram greve e invadiram uma parte da cozinha de uma das Casas Grande. Dizem que greve faz parte da democracia e eu teria que aceitar. Aceitar coisa nenhuma. Chamei um jagunço das leis, não por coincidência a marido de minha irmã, e dei um pé na bunda desse povo.
Na polícia, mandei os cabras tirar de circulação pobres, pretos e gente que fala demais em direitos. Só quem tem direito sou eu. Então, é para apertar mais. É na chibata. Pode matar que eu garanto. O povo gosta. Na educação, quanto pior melhor. Para quê povo sabido? Na saúde...se morrer “é porque Deus quis”.
Às vezes sinto que alguns poucos escravos livres até pensam em me contrariar. Uma afronta. Ameaçam, fazem meninice, mas o medo é maior. Logo esquecem a raiva e as chibatadas. No fundo, eles sabem que eu tenho o poder e que faço o quero. Tenho nas mãos a lei, a justiça, a polícia e um bando cada vez maior de puxa-sacos.
O coronel de outros tempos ainda mora em mim e está mais vivo que nunca. Esse ser coronel que sou e que sempre fui é alimentado por esse povo contente e feliz que festeja na senzala a minha necessária existência.

Argumenta o desembargador que quando Cristian Góes escreveu em primeira pessoa o seu texto estava, na verdade, fazendo críticas ao cunhado de Edson, o governador Marcelo Déda (PT). Para o membro da corte, quando o jornalista escreveu “chamei um jagunço das leis, não por coincidência a marido de minha irmã”, estava fazendo referência ao cargo de desembargador e a ele pessoalmente.
Cristian já declarou na Justiça que seu texto é ficcional, o que pôde ser comprovado acima. Ocorre que a carapuça parece ter servido a alguém, e “kafkianamente” a existência desses dois processos deixam claro que, ao contrário do que argumenta o desembargador, dessa vez é a vida que imita a arte...

Partido Comunista Brasileiro
31 de janeiro de 2013

LINCOLN LIA MAX E QUERIA O TRABALHADOR DONO DOS MEIOS DE PRODUÇÃO


O Lincoln que Spielberg — e os EUA — esqueceram

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Além de anti-escravista, presidente norte-americano lia Marx, simpatizava com socialistas utópicos e defendia direitos trabalhistas radicais
Por Vicenç Navarro* | Tradução: Gabriela Leite
O filme Lincoln, produzido e dirigido por um dos diretores mais conhecidos dos EUA, Steven Spielberg, deu nova vida a um grande interesse pela figura de Abraham Lincoln, um dos presidentes que, como Franklin D. Roosevelt, sempre desfrutou, no imaginário estadunidense, de grande lembrança popular. Sua figura política destaca-se como a de quem garantiu a unidade dos EUA, depois de derrotar os confederados que aspiravam a secessão dos Estados do Sul. É também uma figura que ressalta na história dos EUA por ter abolido a escrevidão, e ter dado a liberdade e cidadania aos decendentes das populações imigrantes de origem africana — ou seja, a população negra, que nos EUA é conhecida como a população afroamericana.
Lincoln foi também um dos fundadores do Partido Republicano. Este, em suas origens, era o completo oposto do que é hoje, quando está fortemente influenciado por um movimento — o Tea Party — chauvinista, racista e reacionário ao extremo. O Partido Republicano fundado por Lincoln era, ao contrário, uma organização federalista, que considerava o governo federal como garantia dos Direitos Humanos. Entre eles, a emancipação dos escravos, tema central da película Lincoln, foi aquele ao qual Lincoln deu maior ênfase. Terminar com a escravidão significava que o escravo passava a ser trabalhador, dono de seu próprio trabalho.
Contudo, Lincoln, inclusive antes de ser presidente, considerou outras conquistas sociais como parte dos Direitos Humanos. Entre ela, o direito do mundo do trabalho controlar não só seu trabalho, mas também o produto dele. O direito de emancipação dos escravos transformava-os em pessoas livres assalarianas, unidas — segundo ele — em laços fraternais com os outros membros da classe trabalhadora, independentemente da cor de sua pele. Suas demandas de que o escravo deixasse de sê-lo e de que o trabalhador — tanto branco como negro — fosse o dono, não só de seu trabalho, mas também do produto de seu trabalho, eram igualmente revolucionárias. O segundo tipo de emancipação, no entanto, nem sequer é citado no filme Lincoln. Ele a ignora. E utilizo a expressão “ignora” ao invés de “oculta” porque é muito possível que os autores do filme e do livro em que ele se baseia nem sequer conheçam a história real de Lincoln.
A Guerra Fria do mundo cultural e até acadêmico dos EUA (que continua existindo) e o enorme domínio do que lá se chama a Corporate Class (a classe dos proprietários e gestores do grande capital) sobre a vida, não só econômica, mas também cívica e cultural, explica que a história formal dos EUA que se ensina nas escolas e universidades é muito tendenciosa, isenta de qualquer “contaminação ideológica” precedente dos movimentos de trabalhadores — seja socialismo, comunismo ou anarquismo. A grande maioria dos estudantes norte-americanos, inclusive os das universidades mais prestigiosas e conhecidas, não sabem que a festa do 1º de maio, celebrada mundialmente como o Dia Internacional do Trabalho, é uma festa em homenagem aos sindicalistas de seu país que morreram em defesa da jornada de oito horas de trabalho por dia (no lugar de doze). Sua vitória difundiu-se na maioria dos países do mundo. Nos EUA, tal dia, o 1º de Maio, além de não ser festivo, é o dia da Lei e a Ordem — Law and Order Day — (ver o livro People’s History of the U.S., de Howard Zinn). A história real dos EUA é muito diferente da história formal promovida pelas estruturas de poder estadunidenses.
As simpatias ignoradas de Lincoln
Lincoln, já quando membro da Câmara Legislativa de seu Estado, Illinois, simpatizou claramente com as demandas socialistas do movimento trabalhador, não só dos EUA, mas também da cena mundial. Sua defesa dos trabalhadores a controlar o produto de seu labor é revolucionária ainda hoje.
Na realidade, Lincoln considerou que a escravidão era o domínio máximo do capital sobre o mundo do trabalho, e sua oposição às estruturas de poder dos Estados do sul devia-se precisamente a perceber estas estruturas como sustentadoras de um regime econômico baseado na exploração. Daí veio a ideia da abolição da escravatura como a libertação não apenas da população negra, mas capaz de beneficiar também a classe trabalhadora branca — cujo racismo, via o presidente, ia contra seus próprios interesses.
Lincoln também indicou que “o mundo do trabalho antecede o capital. O capital é o fruto do trabalho, e não existiria sem o mundo do trabalho, que o criou. O mundo do trabalho é superior ao mundo do capital, e merece a maior consideração (…) Na situação atual, o capital tem todo o poder e há que se reverter este desequilíbrio”. Leitores dos escritos de Karl Marx, contemporâneo de Abraham Lincoln, se lembrarão que algumas dessas frases eram muito semelhantes às utilizadas por tal analista do capitalismo em sua crítica da relação capital/trabalho sob tal sistema econômico.
Surpreenderá a um grande número de leitores saber que os escritos de Karl Marx influenciaram Abraham Lincoln, tal como documenta em grande detalhe John Nichols, em seu excelente artigo “Reading Karl Marx with Abraham Lincoln: Utopian socialists, German comunists and other republicans” [“Lendo Karl Marx com Abraham Lincoln: Socialistas utópicos, comunistas alemães e outros republicanos”], publicado no Political Affairs (27/11/12), e do qual extraio as citações, assim como a maioria dos dados publicados nesse artigo. Os escritos de Karl Marx eram conhecidos entre grupos de intelectuais que estavam profundamente insatisfeitos com a situação política e econômica dos EUA, como era o caso de Lincoln.
Karl Marx escrevia regularmente no The New York Tribune, o jornal intelectual mais influente nos Estados Unidos naquele período. Seu diretor, Horace Greeley, considerava-se um socialista e um grande admirador de Marx, ao qual convidou a ser colunista no diário. Em suas colunas, incluiu um grande número de ativistas alemães que haviam fugido das grandes perseguições ocorridas na Alemanha daquele tempo — um país altamente agitado, com um nascente movimento trabalhador que questionava a ordem econômica existente. Alguns desses imigrantes alemães (conhecidos naquele momento como os “Republicanos Vermelhos”) lutaram mais tarde contra as tropas sulistas na guerra civil, dirigidos pelo presidente Lincoln.
Greeley e Lincoln eram amigos. Na verdade, Greeley e seu diário apoiaram desde o início a carreira política de Lincoln, sendo Greeley quem o aconselhou a candidatar-se à presidência do país. E todas as evidências apontam que Lincoln era um grande leitor de The New York Tribune. Em sua campanha eleitoral, convidou vários “republicanos vermelhos” a integrar-se a sua equipe. Já antes, como congressista, representante do condado de Springfield no estado de Illinois, apoiou frequentemente os movimentos revolucionários que ocorriam na Europa e muito especialmente na Hungria, assimando documentos de apoio a esses movimentos.
Lincoln, grande amigo do mundo do trabalho estadunidense e internacional
Seu conhecimento das tradições revolucionárias existentes naquele período não era casual, mas fruto de suas simpatias com o movimento trabalhador internacional e suas instituições. Incentivou os trabalhadores dos EUA a organizar e estabelecer sindicados e continuou fazendo-o quando presidente. Vários sindicatos nomearam-no membro honorário. Em sua resposta aos sindicatos de Nova York, sublinhou “vocês entenderam melhor do que ninguem que a luta para terminar com a escravidão é a luta para libertar o mundo do trabalho, ou seja, libertar todos os trabalhadores. A libertação dos escravos no Sul é parte da mesma luta pela libertação dos trabalhadores do Norte”.
Durante a campanha eleitoral, Lincoln posicionou-se contra a escravidão, indicando explicitamente que a libertação dos escravos permitiria aos trabalhadores exigir os salários que lhes permitissem viver decentemente e com dignidade.
Marx, e também Engels, escreveram com entusiasmo sobre a campanha eleitoral de Lincoln, em um momento em que ambos estavam preparando a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores. Em umas sessões, Marx e Engels propuseram à Internacional que enviasse carta ao presidente Lincoln, parabenizando-o por sua atitude e postura. No documento, a Primeira Internacional parabenizava ao povo dos EUA e seu presidente por, ao terminar com a escravidão, haver favorecido a libertação de toda a classe trabalhadora, não só estadunidense, mas mundial.
O presidente Lincoln agradeceu a nota e respondeu que valorizava o apoio dos trabalhadores do mundo a suas políticas. Seu tom cordial certamente criou grande alame entre os establishment econômicos, financeiros e políticos dos dois lados do Atlântico. Estava claro que, como assinalaria mais tarde o dirigente socialista estadunidense Eugene Victor Debs, em sua própria campanha eleitoral, “Lincoln foi um revolucionário e por mais paradoxal que pudesse parecer, o Partido Republicado teve em suas origens uma tonalidade vermelha”.
A revolução democrática que Lincoln iniciou e que nunca se desenvolveu
Não é preciso dizer que nenhum desses dados aparece no filme Lincoln, nem é amplamente conhecido nos EUA. Mas, como bem observam John Nichols e Robin Blackburn (outro autor que escreveu extensamente sobre Lincoln e Marx), para entender o ex-presidente há que entender o período e o contexto em que ele viveu. Lincoln não era um marxista (termo sobreutilizado na literatura historiográfica e que o próprio Marx denunciou). Nem era sua vontade acabar com o capitalismo, mas sim corrigir o enorme desequilíbrio existente, neste sistema, entre o capital e o trabalho. Mas, sem dúvida foi altamente influenciado por Marx e outros pensadores socialistas, com os quais compartilhou seus desejos imediatos, levando sua postura a altos níveis de radicalismo em seu compromisso democrático.
Não há duvida de que Lincoln foi uma personalidade complexa com muitos claro-escuros. Mas as simpatias estão escritas e bem definidas em seus discursos. Na realidade, a maior influência sobre Lincoln foi a dos socialistas utópicos alemães, muitos dos quais se refugiaram em Illinois, fugindo da repressão europeia.
O comunalismo que caracterizou tais socialistas influenciou a concepção democrática de Lincoln, que interpretava a democracia como a governança das instituições políticas por parte do povo, no qual as classes populares eram maioria. Sua famosa frase (que se converteu no esplêndido slogan democrático mais conhecido do mundo) — Democracy for the people, of the people and by the people[Democracia do povo, para o povo e pelo povo] — mostra claramente a impossibilidade de haver um governo do povo para o povo sem que seja realizada pelo mesmo povo. Daí vieram a libertação dos escravos e do mundo do trabalho como elementos essenciais de tal democratização. Seu conceito de igualdade levava inevitavelmente um conflito com o domínio das instituições políticas pelo capital. A realidade existente nos EUA, que detalho em meu artigo “O que não foi dito na mídia sobre as eleições nos EUA” (Publico, 13/11/12) é uma prova disso. Hoje a Corporate Class controla as instituições políticas daquele país.
Repito que nenhuma dessas realidades aparece no filme. Spielberg não é, afinal de contas, Pontecorvo, e o clima intelectual estadunidense ainda está estancado na Guerra Fria, o que o empobrece intelectualmente. “Socialismo” continua sendo uma palavra mal vista nos círculos do establishment cultural daquele país. Na terra de Lincoln, o projeto democrático que ele sonhou nunca se realizou, devido à enorme influência do poder do capital sobre as instituições democráticas. E o paradoxo doloroso da história é que o Partido Republicano tenha se convertido no instrumento político mais agressivo a serviço do capital hoje existente.

Vicenç Navarro é catedrático de Ciencias Políticas y Políticas Públicas. Universidad Pompeu Fabra, y Profesor de Policy Studies and Public Policy. The Johns Hopkins University

sábado, 2 de fevereiro de 2013

OS CEM MAIS RICOS DO MUNDO AMPLIARAM FORTUNAS EM 2012


Cem mais ricos do mundo ampliaram fortunas em 2012














De acordo com a Bloomberg, ganharam mais 183 mil milhões de euros no ano passado e comemoraram o ano como ótimo para os bilionários do mundo. Apenas 16 ficaram mais “pobres”.
ARTIGO | 3 JANEIRO, 2013 - 11:23
Carlos Slim. Foto de Imperio Reséndiz (Presidencia de la República), wikimedia commons
Apesar da crise económica que afeta a economia mundial, os 100 mais ricos do planeta ficaram ainda mais ricos em 2012 e ganharam mais 241.000 milhões de dólares (183.000 milhões de euros), revelou esta quarta-feira a Bloomberg no seu resumo anual.
“O ano passado foi ótimo para os bilionários do mundo”, disse o magnata John Catsimatidis, proprietário da Red Apple Group Inc..
Só 16 dos 100 maiores magnatas do mundo viram as suas fortunas reduzidas em 2012.
O mais rico continua a ser o mexicano Carlos Slim, com uma fortuna avaliada em 75.200 milhões de dólares, e que viu crescer 21,6% os seus investimentos nas empresas de telecomunicações, no sector imobiliário ou as suas ações em grupos de comunicação. Slim é proprietário de Telmex, o que lhe dá o monopólio das comunicações no México.
O segundo mais rico, o norte-americano Bill Gates, cofundador da Microsoft, aumentou os seus bens cerca de 12,6% e conta com um património de 62.700 milhões de dólares.
O terceiro é o espanhol Amancio Ortega, o mais rico de Europa, dono da Zara. Tem uma fortuna de 57.500 milhões de dólares e ficou 22.200 milhões mais que rico que no ano anterior.
O quarto lugar das fortunas mundiais é do norte-americano Warren Buffet, que desde o início da crise tem pedido sanções legais para os responsáveis pelos bancos e pediu a Obama várias vezes que aumentasse os impostos sobre as grandes fortunas. Tem uma fortuna de 47.900 milhões de dólares.
O quinto é o sueco Ingvar Kamprad, fundador da IKEA, com uma fortuna de 42.900 milhões de dólares.
Outros supermilionários viram crescer desmesuradamente as suas fortunas neste ano de crise e de reduções salariais para os trabalhadores. Magnatas como o saudita Alwaleed bin Talal Ao Saud ou o chinês Lê Shau Kee ampliaram os seus já imensos patrimónios em 65,2% e 42,4%, respetivamente.
O brasileiro Eike Batista foi o milionário que mais “empobreceu”, perdendo 10.100 milhões, e o título de mais rico do Brasil para Jorge Paulo Lemann, um dos donos da AB InBev, a maior fabricante de cervejas do mundo. Também é dono da rede de fast food Burger King, da ALL assim como de ferro-vias nos EUA, das Lojas Americanas, da Submarino, Americanas.com e outros interesses difusos.

Postagem e comentários de: Luiz Navarro - Comparem a presente matéria com a matéria anterior, logo abaixo desta.