segunda-feira, 16 de setembro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013
China, Rússia e Irã concentram forças no Mediterrâneo ocupado pelos EUA

Grafico publicado no site LiveLeak mostra a concentração de forças no Mediterrâneo

Russia, Irã e China teriam enviado 90 mil soldados para Síria, segundo divulgou, nesta segunda-feira, o site LiveLeak, de origem norte-americana. Segundo os jornalistas, os três países teriam movimentando tropas secretamente para Síria e, novamente, noticiam também que embarcações e navios de guerra chineses teriam permissão para atravessar o Canal de Suez no Egito para ter acesso ao Mar Mediterrâneo.
Quando ampliada a foto, é possível ler o conteúdo da análise procedida por técnicos na Síria

A situação ficou mais tensa ainda, nesta manhã, quando uma foto do investigador-chefe sobre armas químicas da ONU, Ake Sellstrom, entregando seu relatório sobre o ataque com gás na Síria no dia 21 de agosto, mostra que o documento confirma o uso do gás nervoso sarin.
A foto distribuída pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostra Sellstrom entregando o relatório, a ser oficialmente divulgado ainda nesta segunda-feira, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Ao aumentar a foto é possível ver que o relatório afirma que projéteis contendo “
o agente nervoso sarin foram utilizados”.
Aviso internacional
Nesta manhã, França, Grã-Bretanha e Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o presidente sírio, Bashar al-Assad, para que siga o acordo sob o qual a Síria abriria mão das armas químicas e alertaram que o país sofrerá as consequências se não cumprir com o acetrado. A Rússia, no entanto, alertou contra a imposição de punições duras ao governo de Assad em caso de descumprimento.
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, reiterou que o acordo alcançado no fim de semana com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, tem como objetivo uma resolução da ONU que preveja sanções pelo descumprimento.
– Se Assad deixar de cumprir no prazo os temores deste acordo-marco, não se enganem, todos nós concordamos, e isso inclui a Rússia, que haverá consequências – disse Kerry a jornalistas em Paris, ao lado dos chanceleres da França e Grã-Bretanha.
Mas, em Moscou, Lavrov declarou que a pressa na aprovação de uma resolução punitiva mostra uma “falta de compreensão” sobre o acordo. No começo deste mês, a Rússia propôs que o arsenal químico sírio fosse colocado sob controle internacional, e em troca a Síria seria poupada de um ataque norte-americano em retaliação pelo suposto uso de armas químicas contra civis, em 21 de agosto. Assad, que nega ter cometido o ataque, disse que estava disposto a abrir mão do seu arsenal de armas químicas.
Rússia e EUA concordaram em voltar ao Conselho de Segurança da ONU e explorar opções para punir o regime sírio em caso de descumprimento. Isso incluiria a discussão de uma nova resolução autorizando o uso da força de acordo com o artigo 7º. da Carta da ONU. A declaração de Kerry foi feita após discussões envolvendo os chanceleres das três potências ocidentais com poder de veto no Conselho de Segurança, dois dias depois de EUA e Rússia selarem o acordo.

O chanceler francês, Laurent Fabius, salientou que a opção militar contra a Síria não está descartada, mas acrescentou: “Não há solução militar para esse conflito, apenas política”.


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