terça-feira, 31 de dezembro de 2013

AS FILAS DA POBREZA TAMBÉM NOS ESTADOS UNIDOS


Morris Berman, 67 anos, é um acadêmico americano que vale a pena conhecer.

Recomendo a leitura de “Por Que os Estados Unidos Fracassaram”, dele. A primeira coisa que me ocorre é: tomara que alguma editora brasileira se interesse por este pequeno – 196 páginas — grande livro.

A questão do título é respondida amplamente. Você fecha o livro com uma compreensão clara sobre o que levou os americanos a um declínio tão dramático.

O argumento inicial de Berman diz tudo. Uma sociedade em que os fundamentos são a busca de status e a aquisição de objetos não pode funcionar.

Berman cita um episódio que viu na televisão. Uma mulher desabou com o rosto no chão em um hospital em Nova York. Ela ficou tal como caiu por uma hora inteira, sob indiferença geral, até que finalmente alguém se movimentou. A mulher já estava morta.

“O psicoterapeuta Douglas LaBier, de Washington, tem um nome para esse tipo de comportamento, que ele afirma ser comuníssimo nos Estados Unidos: síndrome da falta de solidariedade”, diz Berman. “Basicamente, é um termo elegante para designar quem não dá a mínima para ninguém senão para si próprio. LaBier sustenta que solidariedade é uma emoção natural, mas logo cedo perdida pelos americanos porque nossa sociedade dá foco nas coisas materiais e evita reflexão interior.”

Berman afirma que você sente no ar um “autismo hostil” nas relações entre as pessoas nos Estados Unidos. “Isso se manifesta numa espécie de ausência de alma, algo de que a capital Washington é um exemplo perfeito. Se você quer ter um amigo na cidade, como Harry Truman disse, então compre um cachorro.”

O americano médio, diz ele, acredita no “mito” da mobilidade social. Berman nota que as estatísticas mostram que a imensa maioria das pessoas nos Estados Unidos morrem na classe em que nasceram. Ainda assim, elas acham que um dia vão ser Bill Gates. Têm essa “alucinação”, em vez de achar um absurdo que alguém possa ter mais de 60 bilhões de dólares, como Bill Gates.

“Estamos assistindo ao suicídio de uma nação”, diz Berman. “Um país cujo propósito é encorajar seus cidadãos a acumular mercadorias no maior volume possível, ou exportar ‘democracia’ à base de bombas, é um navio prestes a afundar. Nossa política externa gerou o 11 de Setembro, obra de pessoas que detestavam o que os Estados Unidos estavam fazendo com os países delas. A nossa política (econômica) interna criou a crise mundial de 2008.”

A soberba americana é sublinhada por Berman em várias situações. Ele cita, por exemplo, uma declaração de George W Bush de 1988: “Nunca peço desculpas por algo que os Estados Unidos tenham feito. Não me importam os fatos.” Essa fala foi feita pouco depois que um navio de guerra americano derrubou por alegado engano um avião iraniano com 290 pessoas a bordo, 66 delas crianças. Não houve sobreviventes.

Berman evoca também a Guerra do Vietnã. “Como entender que, depois de termos matado 3 milhões de camponeses vietnamitas e torturado dezenas de milhares, o povo americano ficasse mais incomodado com os protestos antiguerra do que com aquilo que nosso exército estava fazendo? É uma ironia que, depois de tudo, os reais selvagens sejamos – nós.”

Você pode perguntar: como alguém que tem uma visão tão crítica – e tão justificada – de seu país pode viver nele?

A resposta é que Berman desistiu dos Estados Unidos. Ele vive hoje no México, que segundo ele é visceralmente diferente do paraíso do narcotráfico pintado pela mídia americana — pela qual ele não tem a menor admiração. “Mudei para o México porque acreditava que ainda encontraria lá elementos de uma cultura tradicional, e acertei”, diz ele. “Só lamento não ter feito isso há vinte anos. Há uma decência humana no México que não existe nos Estados Unidos.”

Clap, clap, clap.
330 visitas - Fonte: Diário do Centro do Mu

Comentários (4)

31/12/2013 11:39:26Jadir
No Brasil tem uma quantidade grande de gente que gosta de buscar os modelos norte americanos para implnatar no Brasil. É o pessoal que vai para Nova Yorque fazer compras ou em outros lugares e se acham o máximo.rsrsr 

Respostas (1)

31/12/2013 12:04:48Tiago
Verdade..........
31/12/2013 10:22:31joão Leite
Os Estados Unidos é um país em decadência. O país que tem uma divida de U$ 16 trilhões, vai chegar a um ponto que não vai ter condições de aumentar o seu limite de divida e aí o fim vai ser quebrar e, junto uma quebradeira mundial. O mundo deveri

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

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POR FREI LEONARDO BOFF

Contra a imbecilidade do atual anticomunismo

17/12/2013
Mauro Santayana é um dos jornalistas mais eruditos do jornalismo brasileiro. Sempre comprometido com causas humanitárias, contundente e dotado de um estilo de grande elegância. Somos colegas como colunistas do Jornal do Brasil-on line. Recentemente, no dia 17/12/2013, publicou um artigo sob o título HAMEUS PAPAM  com o qual me identifiquei imediantamente. Sofro ataques imbecis de que sou comunista e marxista, como se para um teólogo com 50 anos de atividade, fosse uma banalidade fazer esta acusação. Sou cristão, teólogo e escritor. Marx nunca foi pai nem padrinho da Teologia da Libertação que ajudei a formular. O atual anticomunismo  revela a anemia de espírito e a pobreza de pensamento  que  estão prevalecendo como disfarce para esconder o desastre que significa a economia de mercado, altamente predadora da natureza e agressora de todo tipo de direitos humanos e agora numa crise da qual não sabem como sair. Há tempos o Zürcher Zeitungo maior jornal suiço e pouco depois o Times diziam que o autor mais lido hoje é Marx. Não só por estudiosos, mas porbanqueiros e financistas conscientes que querem saber por que seu sistema foi a falência e porque tem tantas dificuldades em sair dele, se é que encontram uma saída que não signifique mais sacrificio para a natureza (injustiça ecológica) e para a humanidade já sofredora (injustiça social). Hoje mais e mais se percebe que este sistema é anti-vida, anti-democracia e anti-Terra. Se não cuidarmos poderá nos levar a um abismo fatal. É uma reflexão que faço contra meus acusadores gratuitos e faltos de razão. Penso às vezes que Einstein tinha razão quando disse:”Existem dois infinitos:um do universo e outro dos estultos; do primeiro tenho dúvidas, do segundo, absoluta certeza”. Estimo que muitos dos anticomunistas atuais se inscrevem nesse segundo infinito. É fácil serrar árvore caída e convardia chutar cachorro morto. Pensemos, antes, no presente com sentido de responsabilidade, unidos face a um feixe de crises que nos poderá levar a uma tragédia ecológico-social. Como fazer tudo para evitá-la e garantir um futuro comum para todos, inclusive para a nossa civilização e para nossa Casa Comum. Essa é a questão maior a ser pensada e sobre ela inaugurar práticas salvadoras e não distrair-se com discutir um comunismo inexistente, morto e sepultado. LBoff
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Habemus Papam
Acusado por um conservador norte-americano de ser marxista, Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, negou sê-lo, mas disse que não se sentia ofendido, por ter conhecido ao longo de sua vida muitos marxistas que eram boas pessoas.
A declaração do papa, evitando atacar ou demonizar os marxistas, e atribuindo-lhes a condição de comuns mortais, com direito a ter sua visão de mundo e a defendê-la, é extremamente importante, no momento que estamos vivendo agora.
A ascensão irracional do anticomunismo mais obtuso e retrógrado, em todo o mundo — no Brasil, particularmente, está ficando chique ser de extrema direita — baseia-se em manipulação canalha, com que se tenta, por todos os meios, inverter e distorcer a história, a ponto de se estar criando uma absurda realidade paralela.
Estabelecem-se, financiados com dinheiro da direita fundamentalista, “museus do comunismo”; surgem por todo mundo, como nos piores tempos da Guerra Fria, redes de organizações anticomunistas, com a desculpa de se defender a democracia; atribuem-se, alucinadamente, de forma absolutamente fantasiosa, 100 milhões de mortos ao comunismo.
Busca-se associar, até do ponto de vista iconográfico, o marxismo ao nacional-socialismo, quando, se não fossem a Batalha de Stalingrado, em que os alemães e seus aliados perderam 850 mil homens, e a Batalha de Berlim, vencidas pelas tropas do Exército Vermelho — que cercaram e ocuparam a capital alemã e obrigaram Hitler a se matar, como um rato, em seu covil — a Alemanha nazista teria tido tempo de desenvolver sua própria bomba atômica e não teria sido derrotada.
Quem compara o socialismo ao nazismo, por uma questão de semântica, se esquece de que, sem a heroica resistência, o complexo industrial-militar, e o sacrifício dos povos da União Soviética — que perdeu na Segunda Guerra Mundial 30 milhões de habitantes — boa parte dos anticomunistas de hoje, incluídos católicos não arianos e sionistas, teriam virado sabão nas câmaras de gás e nos fornos crematórios de Auschwitz, Birkenau e outros campos de extermínio.
Espalha-se, na internet — e um monte de beócios, uns por ingenuidade, outros por falta de caráter mesmo, ajudam a divulgar isso — que o Golpe Militar de 1964 — apoiado e financiado por uma nação estrangeira, os Estados Unidos — foi uma contrarrevolução preventiva. O país era governado por um rico proprietário rural, João Goulart, que nunca foi comunista. Vivia-se em plena democracia, com imprensa livre e todas as garantias do Estado de Direito, e o povo preparava-se para reeleger Juscelino Kubitscheck presidente da República em 1965.
1964 foi uma aliança de oportunistas. Civis que há anos almejavam chegar à Presidência da República e não tinham votos para isso, segmentos conservadores que estavam alijados dos negócios do governo e oficiais — não todos, graças a Deus — golpistas que odiavam a democracia e não admitiam viver em um país livre.
Em um mundo em que há nações, como o Brasil, em que padres fascistas pregam abertamente, nainternet e fora dela, o culto ao ódio, e a mentira da excomunhão automática de comunistas, as declarações do papa Francisco, lembrando que os marxistas são pessoas normais, como quaisquer outras — e não são os monstros apresentados pela extrema-direita fundamentalista e revisionista sob a farsa do “marxismo cultural” — representam um apelo à razão e um alento.
Depois de anos dominada pelo conservadorismo, podemos dizer, pelo menos até agora, que Habemus Papam, com a clareza da fumaça branca saindo, na Praça de São Pedro, em dia de conclave, das veneráveis chaminés do Vaticano.
Um Papa maiúsculo, preparado para fortalecer a Igreja, com o equilíbrio e o exemplo do Evangelho, e a inteligência, o sorriso, a determinação e a energia de um Pastor que merece ser amado e admirado pelo seu rebanho.
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domingo, 22 de dezembro de 2013

PRÉ-CANDIDATO MAURO IASI

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Corazones 'rojos': La mayoría de los ciudadanos exsoviéticos añora la URSS

Publicado: 22 dic 2013 | 12:17 GMT Última actualización: 22 dic 2013 | 12:17 GMT
Transcurridas dos décadas del derrumbe de la Unión Soviética, la mayoría de los ciudadanos de las ex repúblicas de la antigua URSS consideran que este cambio geopolítico fue negativo para sus países.
Una encuesta realizada por Gallup en 11 repúblicas postsoviéticas planteó a 1.000 participantes la pregunta de si consideran que la desintegración de la URSS, ocurrida hace 22 años, ha dañado o benificiado a la población de los nuevos países independientes surgidos de aquel colapso. 

Aproximadamente un 51% de los encuestados, sobre todo en Armenia, Rusia y Ucrania, considera que la desintegración del bloque comunista no ha resultado beneficiosa, desencadenando violencia y conflictos étnicos en el espacio postsoviético, mientras que un 24% valora la desintegración de la Unión Soviética como algo positivo. En lo que se refiere a Rusia, un 55% cree que este cambio geopolítico dañó a su país y sólo un 19% de los rusos cree que el colapso de la URSS mejoró su estilo de vida. 

El estudio revela que las personas mayores de 30 años son más propensas a sentir nostalgia por el pasado soviético y a creer que el derrumbe de la URSS perjudicó a sus países, mientras que los jóvenes sin recuerdos del pasado soviético suelen percibir su situación actual con más optimismo.

Según la información estadística, un 33% de los jóvenes encuestados califican la desintegración del bloque de ''dañina'', mientras que aproximadamente un 30% de las personas menores de 30 años ven ciertas ventajas. A su vez, un 20% de participantes en el sondeo no hacen estimación alguna o se niegan a contestar.

El resultado de la encuesta sugiere que "la libertad que pensaron que podrían obtener después de la caída de la Unión Soviética no se ha materializado", afirma el estudio. En este contexto, es muy notorio el caso de la república de Tayikistán, donde un 61% de los encuestados teme dar una opinión política. 

Asimismo, el sondeo de opinión pública demuestra que una parte significativa de los ciudadanos de las exrepúblicas soviéticas no vislumbran ninguna mejora a corto plazo, dando por hecho que tras la desintegración de la URSS las generaciones posteriores tendrán menos oportunidades, mientras que un 18% tienen confianza en el futuro. 

¿Cree que la desintegración de la URSS fue beneficiosa para las repúblicas que la componían?

 No, la desintegración provocó conflictos étnicos, violencia y crisis sociales.
 Resulto ser un proceso dispar, ya que algunas repúblicas salieron mejor paradas que otras
 Sí, porque ahora la sociedad de las repúblicas postsoviéticas tiene más libertades y oportunidades


Texto completo en: http://actualidad.rt.com/sociedad/view/114970-urss-ciudadanos-anorar-tiempos-sovieticos

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Debate O Cavalo de Troia Prisão Luís Carlos Valois Juiz de Direito, mestre e doutorando em direito penal pela Universidade de São Paulo, membro da Associação Juízes para a Democracia e da Law Enforcement Against Prohibition - LEAP, Associação de Agentes da Lei Contra a Proibição das Drogas Ads by LyricsFanAd Options Ads by LyricsFanAd Options Em 1917, ao receber as primeiras notícias da revolução russa, Gramsci elogiou o fato de alguns revolucionários, ao entrarem em uma cidade, ao invadirem a prisão, terem encontrado presos favoráveis à revolução, a ponto de acharem por bem permanecerem presos apesar da liberdade oferecida. Note-se que a revolução não libertava apenas os presos políticos, mas todos aqueles que, antes, já eram adversários da ordem, da tranquilidade burguesa, violadores da propriedade privada, ou seja, os presos comuns. As revoluções têm dessas coisas, muitas das instituições do sistema anterior são mantidas em nome da funcionalidade da sociedade, pois, afinal, nem os revolucionários sabem como reorganizar tudo com base em fundamentos absolutamente diferentes. Nem nós somos capazes de imaginar as instituições realmente necessárias e as obsoletas, que deveriam ser demolidas, extintas, em nome de uma nova forma de pensar, mas posso arriscar que uma das mais prejudiciais e merecedoras de uma lápide bem sólida é a prisão. A prisão se tornou uma instituição perfeitamente adaptada ao sistema capitalista, pois a única coisa que se podia tirar do pobre que ousasse violar as regras era o seu tempo. Sem dinheiro, sem propriedade, sem casa e sem comida, quem não cumpre as normas só pode ser punido com a perda do seu tempo de vida. Não é à toa que se diz que o fulano tem que pagar tantos anos de prisão. Ele paga com seu tempo, a única coisa que sobrou da exploração do lado de fora das prisões. A prisão também simboliza o sacrifício necessário ao regime capitalista. A troca de mercadoria, relação padrão dessa sociedade, sempre tem como consequência a perda. Todos saem perdendo algo na troca e, assim, quando há um fato tido como crime, a pessoa tida como a criminosa não pode sair ganhando, tem que perder algo. Não importa se encarcerar aquela pessoa não trará nada de útil para a sociedade ou para a vítima, não importa mesmo se o encarceramento aumenta a criminalidade, porque o que vale é que alguém tem que perder algo. A prisão carrega consigo todos esses valores e muitos outros mais, valores morais que sustentam a imoralidade de um sistema por natureza desigual. A prisão não respeita a individualidade, corrompe a diferença, é racista, preconceituosa e machista. Na prisão as mulheres são tratadas como homens, os homossexuais são torturados por sua opção sexual e os negros que lá estão, como são a maioria, são a própria prova do racismo vigente. Vejo a prisão como um Cavalo de Troia, uma instituição que reproduzida por qualquer sistema político vai levar consigo uma das piores características do sistema capitalista. A União Soviética cometeu diversos erros e manteve instituições outras desnecessárias do regime anterior, mas com certeza a prisão foi uma delas. Melhor seria que os revolucionários tivessem demolido as prisões e preservado o humanismo intrínseco ao pensamento marxista. Onde se pretende acabar com a exploração do trabalho e onde a propriedade é comum, não há necessidade de se pagar pena com o tempo de vida. Aos presos favoráveis à revolução deveria ter sido ensinado isso, porque aprender a viver em liberdade é aprender a viver uns com os outros em igualdade.

Debate
O Cavalo de Troia Prisão
Luís Carlos Valois Juiz de Direito, mestre e doutorando em direito penal pela Universidade de São Paulo,membro da Associação Juízes para a Democracia e da Law Enforcement Against Prohibition - LEAP, Associação de Agentes da Lei Contra a Proibição das Drogas
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Em 1917, ao receber as primeiras notícias da revolução russa, Gramsci elogiou o fato de alguns revolucionários, ao entrarem em uma cidade, ao invadirem a prisão, terem encontrado presos favoráveis à revolução, a ponto de acharem por bem permanecerem presos apesar da liberdade oferecida.
Note-se que a revolução não libertava apenas os presos políticos, mas todos aqueles que, antes, já eram adversários da ordem, da tranquilidade burguesa, violadores dapropriedade privada, ou seja, os presos comuns.
As revoluções têm dessas coisas, muitas das instituições do sistema anterior são mantidas em nome da funcionalidade da sociedade, pois, afinal, nem os revolucionários sabem como reorganizar tudo com base em fundamentos absolutamente diferentes.
Nem nós somos capazes de imaginar as instituições realmente necessárias e as obsoletas, que deveriam ser demolidas, extintas, em nome de uma nova forma de pensar, mas posso arriscar que uma das mais prejudiciais e merecedoras de uma lápide bem sólida é a prisão.
A prisão se tornou uma instituição perfeitamente adaptada ao sistema capitalista, pois a única coisa que se podia tirar do pobre que ousasse violar as regras era o seu tempo. Sem dinheiro, sem propriedade, sem casa e sem comida, quem não cumpre as normas só pode ser punido com a perda do seu tempo de vida.
Não é à toa que se diz que o fulano tem que pagar tantos anos de prisão. Ele paga com seu tempo, a única coisa que sobrou da exploração do lado de fora das prisões.
A prisão também simboliza o sacrifício necessário ao regime capitalista. A troca de mercadoria, relação padrão dessa sociedade, sempre tem como consequência a perda. Todos saem perdendo algo na troca e, assim, quando há um fato tido como crime, a pessoa tida como a criminosa não pode sair ganhando, tem que perder algo.
Não importa se encarcerar aquela pessoa não trará nada de útil para a sociedade ou para a vítima, não importa mesmo se o encarceramento aumenta a criminalidade, porque o que vale é que alguém tem que perder algo.
A prisão carrega consigo todos esses valores e muitos outros mais, valores morais que sustentam a imoralidade de um sistema por natureza desigual.
A prisão não respeita a individualidade, corrompe a diferença, é racista, preconceituosa e machista. Na prisão as mulheres são tratadas como homens, os homossexuais são torturados por sua opção sexual e os negros que lá estão, como são a maioria, são a própria prova do racismo vigente.
Vejo a prisão como um Cavalo de Troia, uma instituição que reproduzida por qualquer sistema políticovai levar consigo uma das piores características do sistema capitalista.  A União Soviética cometeu diversos erros e manteve instituições outras desnecessárias do regime anterior, mas com certeza a prisão foi uma delas.
Melhor seria que os revolucionários tivessem demolido as prisões e preservado o humanismo intrínseco ao pensamento marxista.
Onde se pretende acabar com a exploração do trabalho e onde a propriedade é comum, não há necessidade de se pagar pena com o tempo de vida. Aos presos favoráveis à revolução deveria ter sido ensinado isso, porque aprender a viver em liberdade é aprender a viver uns com os outros em igualdade.

É perfeita a sintonia com o pensamento do Dr. Luís Carlos Valois, por este motivo temos a honra de publicar a matéria supra no blog do PCB-AM, para que possamos divulgar com a maior amplitude a presente matéria afim de possibilitar a todos a oportunidade de defender condições de vida melhores para todos. Viva e se estabeleça o socialismo no Brasil.
Postado e comentado por: Luiz Navarro

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Um dos futuros santos da Igreja, João Paulo II colaborou com a CIA
Carta Maior - 11/12/2013

Com a sua canonização prevista para 2014, o papa João Paulo II, hoje na lista dos beatos católicos, foi um dos colaboradores mais leais da CIA.
Dermi Azevedo



Com a sua canonização prevista para 2014, o papa João Paulo II, atualmente na lista dos beatos católicos, foi um dos colaboradores mais leais da Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), antes mesmo de ser eleito para o pontificado católico romano. A sua primeira audiência como Papa foi dada ao diretor geral da agência norte-americana de informações, William Casey, em 1978.

O arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyla, forneceu informações consideradas “valiosas” à CIA sobre a resistência polonesa ao regime comunista da Polônia. Esse apoio favoreceu substancialmente as atividades do sindicato Solidariedade, liderado pelo metalúrgico Lech Walesa e representou a ultima pá de cal no fim do regime polonês.

Memórias

O ex-diretor da CIA e ex-embaixador dos EUA no Brasil, general Vernon Walters, apresenta, em suas memórias, alguns exemplos desse entendimento entre o Vaticano e a Casa Branca.

Walters – que era vice–diretor geral da CIA - afirma que uma das principais preocupações do presidente Ronald Reagan era a de manter o Papa informado sobre as despesas militares dos EUA. Nesse sentido, determinou que esse embaixador se reunisse de dois em dois meses, com João Paulo II, no Vaticano.

Um detalhe: o diplomata deveria levar consigo fotografias via satélite dos países do bloco soviético e das regiões estratégicas para Washington. Afirma que, numa dessas audiências, mostrou ao Papa uma base soviética, supostamente com 13 silos contendo centenas de mísseis. “Santidade, cada míssil possui 10 ogivas. O que o senhor está vendo corresponde à morte de 130 cidades americanas ou européias”. Walters diz que o Papa afirmou: “Compreendo exatamente o que o senhor apresenta”.

O general Walters foi também embaixador dos EUA no Brasil nos anos 70, no auge da repressão da ditadura de 1964.

Colaboração antiga

A colaboração de João Paulo II com a CIA aconteceu também nos anos 80 com dois objetivos: desestabilizar o governo sandinista da Nicarágua e desautorizar a Teologia da Libertação. As duas metas foram atingidas e somente agora, com a eleição do papa Francisco I, essa corrente teológica foi oficialmente reabilitada.  

Aliança de interesses

Tanto diplomatas norte-americanos, quanto do Vaticano, descrevem a relação estreita entre os dois interlocutores como uma “aliança de interesses”. A Casa Branca pretendia favorecer a Igreja Católica Romana na sua politica de expansão da sua hegemonia especifica. E o Vaticano, atendia também ao propósito dos EUA de avançar na sua politica também expansionista e hegemonista.




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Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

TENHO COMENTADO CONSTANTEMENTE QUE O PSDB É UM PARTIDO EM QUEDA LIVRE. LEIAM A MATÉRIA ABAIXO

Homens ao mar! Chamem os tubarões 9/12/2013 15:14 Por Antonio Lassance - de Brasília O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg. Seus dirigentes continuam dando declarações de que não irão afundar de maneira alguma. Mas a verdade é que sentem o frio percorrer a espinha. As más notícias das pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais são o de menos. Aquilo que realmente os apavora é o ataque sofrido ao que têm de mais caro, Minas Gerais e São Paulo, sua república particular do café com leite. Em 2014, terão pela frente, de um lado, o julgamento do seu próprio mensalão, o original e que deu origem à série, no Supremo Tribunal Federal – STF. De outro, sofrerão as investigações da Polícia Federal sobre o trensalão paulista – denúncia de cartel, superfaturamento de obras públicas e pagamento de propina a dirigentes em altos postos de comando no governo paulista. Perto do propinoduto dos paulistas, o mensalão mineiro é brincadeira de criança. Sabedores de que têm sérias avarias no casco, já existe um plano B. É simples, curto e grosso. Se houver pressão da opinião pública que aprofunde ainda mais a desmoralização que já vêm sofrendo, e se não conseguirem suficiente blindagem midiática e do Ministério Público, terão que sacrificar alguns de seus membros para serem devorados. Vão, portanto, desovar em alto mar a carga que considerarem podre. Pretendem se livrar do peso morto e, ao invés de lançar botes e coletes salva-vidas, o plano dos comandantes é usar megafones para alertar os tubarões, dizendo: “olhem eles ali! Encham o estômago e nos deixem em paz”. Quanto mais forem fustigados, mais carne estarão dispostos a sacrificar. Eduardo Azeredo e José Aníbal são sérios candidatos a serem expulsos. Ambos são considerados figuras isoladas e difíceis de se defender. São os primeiros da fila para andar na tábua. A coisa se complica quando se fala em Aloysio Nunes, que é muito ligado a José Serra e a Fernando Henrique. Mas há informações de que a Polícia Federal tem documentos suficientes para colocá-lo em péssimos lençóis. A alta cúpula do tucanato sabe que houve corrupção em larga escala. O que não contava é que isso se tornasse tão evidente. Já se avalia que algumas provas do escândalo são incontestáveis e que haverá delatores suficientes para enrascar algumas de suas maiores lideranças até o pescoço, com crueza de detalhes. Na fissura do salve-se quem puder, o PSDB quer evitar a estratégia adotada pelo PT. O PT assumiu que houve irregularidades, mas rechaçou peremptoriamente a prática de crimes. Se solidarizou com os acusados e atacou quem os condenou. Os tucanos que estão com os nomes jogados na lama serão abandonados – lama é apenas uma maneira de dizer, trata-se de algo bem pior. O partido que ajudou a envenenar o poço agora vê que não pode reclamar de beber da água. A tentativa de se distinguir dos petistas será vendida como um ato de desprendimento em relação aos seus malfeitores. A questão, no entanto, não tem qualquer fidalguia. A acusação mais grave que os petistas sofreram no STF foi a de atentar contra o Estado democrático e o funcionamento das instituições. Segundo o delator, Roberto Jefferson, o dinheiro amealhado teria sido distribuído a parlamentares de partidos para a compra de votos no Congresso – por isso o apelido de mensalão. E os tucanos? O que poderão dizer de um escândalo envolvendo a construção de um metrô que teve, como destino final, dinheiro guardado em contas bancárias na Suíça? Não é política. Tem cara, cheiro e cor de enriquecimento. Não é poder, é dinheiro. Não é mensalão. É propina. Os petistas estão indignados e querem seus dirigentes de volta. A condenação de José Dirceu, Genoíno e Delúbio uniu até quem passou a vida fazendo oposição a eles dentro do PT. Os tucanos estão divididos e querem defenestrar aqueles que foram pegos com a mão na massa, pelo menos seus operadores, porque já sabem que deles não podem esperar qualquer reciprocidade partidária. O PT trata seus três mosqueteiros como heróis – o quarto, João Paulo Cunha, está a caminho. O PSDB está fazendo sua lista de párias para publicá-la a qualquer momento. Realmente, são duas coisas completamente diferentes. Enquanto o PT cospe fogo, o PSDB se prepara para engolir espadas. Antonio Lassance é doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB).

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Papa Francisco e o capitalismo No documento que o Papa Francisco acaba de publicar sobre a pobreza e a Igreja, parece haver um vislumbre de que este Papa queira ir um passo além. ________________________________________ 3 A A+ Vicenç Navarro (*) Quando eu era criança, meus pais me ensinaram que uma coisa são as religiões (aconselhando eu e meus irmãos a sermos respeitosos com seus crentes, como parte do respeito devido a todo ser humano) e outra coisa são as Igrejas (da cor que sejam), que reproduzem e administram as religiões para benefício de seus aparatos ou hierarquias, o que explica sua constante identificação com as estruturas de poder às quais servem. Nem é necessário dizer que meus pais não nos exigiam respeito por ditas instituições. Ao contrário, tínhamos que julgá-las por seu servilismo a essas estruturas. Ao longo da minha vida morei e visitei muitíssimos países. E em todos eles sempre vi que as Igrejas (e muito especialmente a Católica) servem sempre às estruturas de poder, sendo a Espanha o caso mais patente. É, portanto, compreensível o anticlericalismo das classes populares na Espanha e considero um sintoma de enorme frivolidade trivializar esse anticlericalismo como um sentimento gratuito, resultado de ideologias estrangeiras que manipulam os povos. As classes populares não necessitavam nenhum estímulo externo para verem e reagirem ao que viam. Esse conservadorismo da Igreja Católica (uma das religiões mais conservadoras hoje existentes) é, em parte, compreensível, devido ao benefício econômico que lhe concede. A base material de sua ideologia - como diriam os materialistas históricos - são as vantagens materiais que derivam de seu servilismo ao poder. Mas esse mesmo servilismo é o que explica sua postura anticientífica, pois se sente ameaçada pelo conhecimento científico. Não é por casualidade que só em 1992 (sim, 1992) a Igreja Católica se desculpou por haver perseguido, no século XVII, a Galileu, que teve a ousadia de indicar que, contra o que dizia a Igreja, era a Terra que dava voltas em torno do Sol e não o contrário. Em 2008, o Vaticano inclusive pensou em fazer um monumento para ele, mas decidiu atrasá-lo, porque era ainda demasiado cedo. Na Igreja Católica, as coisas de palácio vão um pouquinho devagar. O que está acontecendo no Vaticano? É interessante, claro, que no jornal do Vaticano, um historiador alemão, Georg Sans, escrevesse, em 2009, um artigo louvando Karl Marx por sua introdução do conceito de alienação originado pelo capitalismo. Georg Sans dizia que “temos que nos perguntar se Marx não levava razão em sua descrição do capitalismo como gerador de alienação…” (citado em “Is the Pope Getting the Catholics Ready for an Economic Revolution? (Maybe He Read Marx)”, de Lynn Parramore). E as declarações do novo Papa, criticando o capitalismo, estão criando um grande alvoroço. Agora, é necessário que se entenda que a Igreja Católica e, mais concretamente o Vaticano, sempre tiveram atitudes críticas aos excessos do capitalismo. Das encíclicas de Leão XIII (1878-1903) até João Paulo II, as críticas do excesso do capitalismo foram constantes e, em geral, mais acentuadas quando outras ideologias contrárias à Igreja (ainda que não contrárias à religião) como o marxismo adquiriam grande atração nos movimentos operários e intelectuais do mundo ocidental. Agora, o que é novo no Vaticano é que no documento que o Papa Francisco acaba de publicar sobre a pobreza e a Igreja, parece haver um vislumbre de que este Papa queira ir um passo além, pois sua crítica não se limita aos excessos do capitalismo, mas ao capitalismo em si. Existem partes do documento que parecem aproximar-se dessa postura. Escreve Francisco: “o mandamento Não matarás estabelece um mandato para respeitar a vida humana. Daí que este “não matar” deve aplicar-se a um sistema econômico baseado na desigualdade e na exclusão…”. Acrescenta Francisco que “tal economia mata. Daí que até que não termine o domínio absoluto dos mercados e sua especulação financeira (que Francisco indica corretamente que é intrínseca ao capitalismo…), e até que não se ataquem as raízes dessas desigualdades, não se encontrará nenhuma solução aos problemas do mundo, ou a nenhum problema”. Outro parágrafo de Francisco: “algumas pessoas (Francisco poderia ter escrito a maioria dos establishments econômicos, financeiros, políticos e midiáticos europeus e estadunidenses) continuam defendendo as teorias do “trickle-down”, que assumem que a concentração da riqueza que se produz no crescimento econômico (capitalista) e em seus mercados, inevitavelmente vai trazer maior justiça e inclusão, ao aumentar tal riqueza e melhorar a vida de todos e a coesão social. Dita opinião, que nunca foi confirmada pelos dados, expressa uma ingênua e crua fé na bondade dos que concentram o poder econômico e na eficiência sacrossanta do sistema econômico existente”. Não vi esse parágrafo citado em nenhum dos meios de comunicação de maior difusão espanhóis, que sistematicamente excluem as vozes críticas ao neoliberalismo dominante. Nem o que falar da resposta que foi previsivelmente hostil. Nos EUA, um país com uma cultura midiática dominante profundamente conservadora, já apareceram várias manchetes, escritas em tom alarmante, que “Marx está inspirando o Papa”. E Sarah Palin, a dirigente do Tea Party (a seita mais próxima à hierarquia católica espanhola, versão Rouco) expressou seu choque frente às declarações de Francisco. E mais de um editorial tem indicado que da mesma maneira que o Papa João Paulo II contribuiu para colapsar a União Soviética, o Papa Francisco pode ajudar a terminar com o capitalismo. Parece-me exagerada essa imagem. Mas seria um erro que as forças progressistas ignorassem as mudanças no Vaticano. Entendo e compartilho (como aparece em meus escritos em www.vnavarro.org) as reservas e o ceticismo sobre o novo Papa, ceticismo estimulado por casos tão ofensivos e dolorosos para os democratas como o silêncio de Francisco frente à homenagem dos caídos na Cruzada espanhola. Mas considero valioso que aconteçam mudanças na Igreja que diluam sua enorme oposição às mudanças e ao progresso. E daí sua enorme importância. Seria um grande erro não ser consciente disso, em um país no qual a Igreja sempre exerceu um papel negativo em sua defesa da ordem econômica estabelecida e contra a expansão dos direitos humanos. (*) Catedrático de Políticas Públicas. Universidad Pompeu Fabra e Professor de Public Policy. The Johns Hopkins University. Artigo publicado na revista digital SISTEMA, 6 de dezembro de 2013.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ato político e Cultural do PCB

PCB Secretaria Geral PCB Para PCB Secretaria Geral PCBEu Dez 4 em 4:38 PM ATO POLÍTICO E CULTURAL APRESENTAÇÃO DAS TESES AO XV CONGRESSO DO PCB E DA PRÉ-CANDIDATURA DE MAURO IASI À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Ivan Pinheiro - Secretario Geral do PCB Mauro Iasi - Membro do CC do PCB Dia 20 de Dezembro de 2013 SindPetro Rio - 18h Av. Passos nº 34 - Centro, Rio de Janeiro (Após o ato, teremos uma confraternização) -- Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922