quarta-feira, 14 de maio de 2014

Plantio de Maconha nos EUA

EUA: Empresas estão prontas para vender maconha para o país inteiro

Derek Paterson, CEO da Terra Tech: a expansão do mercado de maconha sempre foi parte do plano da empresa (Reprodução Facebook)
ROÇA DE MACONHA
Empresa dos Estados Unidos tem tudo pronto para o plantio de cannabis em diversos pontos do país
Revista Samuel
Estado por estado, os Estados Unidos estão começando a reavaliar a proibição da maconha. Especialmente desde que os estados de Colorado e Washington legalizaram a erva para propósitos recreacionais, no ano passado, rumores sobre a legalização e a descriminalização se espalham por toda parte. No entanto, o cultivo da planta ainda é crime federal e, frequentemente, à medida que os estados legalizam seu uso médico ou recreacional, ocorre uma concomitante escassez do produto.
Ex-banqueiro de Wall Street, Derek Peterson é agora o CEO de uma empresa que poderia, finalmente, transformar a escassez de maconha medicinal e recreacional em um mito. A empresa chama-se Terra Tech Corp e, desde a sua criação em 2010, Peterson fez com que seu principal objetivo fosse a construção de instalações em vários estados para o cultivo de manjericão e tomilho, preparando-se para uma eventual transição para a cannabis.
Empresa sustentável de agricultura hidropônica, a Terra Tech se transformou na primeira empresa de capital aberto a solicitar uma licença para o cultivo de cannabis. Todos os profissionais de suas equipes são treinados para o cultivo de maconha, de modo que, assim que os estados legalizarem o plantio, as instalações possam ser adaptadas, deixando o pessoal e as estufas intactos. Em um esforço para se manter ambientalmente sustentável, a empresa planeja implementar muito mais estufas externas que funcionam à base da luz solar do que instalações internas, que dependem da eletricidade. Uma subsidiária da Terra Tech, a Edible Garden, já começou a usar a iluminação LED da Terra Tech para cultivar seu produto reduzindo a emissão de gás carbônico.
Parte do plano
Sediada em Nova Jersey e na Califórnia, a Terra Tech está trabalhando juntamente com a Edible Garden e a GrowOp Technology, fundada por Peterson, para fornecer equipamentos para o cultivo de maconha medicinal. Tendo começado como uma empresa que fabricava instalações móveis de cultivo no norte da Califórnia, a empresa agora expandiu suas instalações por todo o país, incluindo Flórida, Nova Jersey e Indiana.
"Temos cerca de 3 hectares nos quais estamos trabalhando em Nova Jersey, 4 hectares na Flórida e 12 hectares disponíveis em Indianápolis, nos quais também estamos cultivando", disse Peterson.
Peterson disse que a expansão do mercado de maconha sempre foi parte do plano da Terra Tech, mas que não quis implementar os projetos em 2010. Em vez disso, portanto, ele começou desenvolvendo e vendendo equipamentos hidropônicos como filtros, nutrientes e sistemas de iluminação HID e LED.
"Eu não quis me envolver diretamente com a planta, naquele momento, porque, na verdde, acredito que não conseguiria convencer minha esposa", disse Peterson, rindo. "Pensei: 'Por que não começamos desenvolvendo e fabricando alguns dos equipamentos que as pessoas que plantam usam?'"
Quando se trata de cultivar maconha, ainda que suas intenções sejam boas, de certa forma é um desafio convencer as pessoas a respeito da ideia, explica. Foi aí que apareceu a ideia do cultivo de outras plantas.
A Terra Tech uniu-se à East Coast Farm, empresa de venda de frutas e vegetais por atacado, fundindo-se eventualmente com a Edible Garden. Peterson disse que isso permitiu que eles se expandissem em termos de cultivo de outras colheitas, bem como que trabalhassem no sentido de cultivar maconha em lugares onde o uso recreacional já estivesse próximo da legalização.
O mais novo projeto da Terra Tech encontra-se em Nevada. Agora que o estado alterou recentemente suas leis sobre a maconha medicinal e os postos de saúde se tornaram legais, de acordo com o Projeto de Lei 374, Nevada autorizará a criação de 66 postos de saúde e uma quantidade não especificada de instalações e laboratórios. Terra Tech é um dos candidatos à construção de uma instalação de cultivo de cannabis de alta escala no estado. Após apresentar um relatório e argumentar em próprio favor, eles esperaram ainda alguns meses antes que qualquer decisão fosse tomada.
Segundo Peterson uma das partes mais complicadas da criação de novas estufas é a espera por permissões. Dependendo do estado, país e cidade, a permissão pode levar de semanas a meses para ser concedida. Peterson disse que, enquanto Clark County, no Nevada – onde Las Vegas está localizada – tem cooperado relativamente bem até o momento, pessoas de outras partes do estado têm tentado manter as instalações para o cultivo de maconha fora de suas comunidades, por meio de moratórias e leis de zoneamento.
Reprodução Facebook
Estufa para plantio, Terra Tech:  iluminação especial e ar condicionado para melhor qualidade

Estufas sustentáveis
Enquanto a Terra Tech orgulha-se de ser uma empresa ambientalmente sustentável, ela ainda assim não poderá instalar uma estufa em Nevada imediatamente, ainda que consiga todas as permissões necessárias.
"[Nevada não está] permitindo a instalação de estufas no momento porque não gostam do fato de que elas são transparentes e você pode ver através delas; acreditam que isso traz problemas de segurança", disse. "Isto é um pouco frustrante para nós, já que é o modo mais ambientalmente sustentável de cultivar. Mas, no momento, teremos de plantar em ambientes fechados se recebermos a permissão, o que significa utilizar iluminação suplementar, iluminação de alta intensidade, iluminação artificial, ar condicionado.
Ainda que haja complicações para a criação de suas estufas para o plantio de maconha em Nevada, o objetivo final da Terra Tech é eventualmente transformar todas as suas instalações em estufas sustentáveis. Peterson explicou que, no momento, estão trabalhando para obter duas permissões de varejo e duas permissões de cultivo no estado.
A Terra Tech também está procurando oportunidades em Denver, no Colorado, além de estar de olho em Nova York. Peterson acha que não tardará para que comecem a cultivar ali também.
Peterson é otimista em relação ao futuro de sua empresa e do lento mas constante avanço da legalização da maconha pelo país. A Terra Tech já está crescendo mais rápido do que se imaginava, passando de 300 varejistas, no ano passado, para 600, neste ano. As equipes de cultivo e os demais membros são bem treinados e estão prontos para o trabalho.
"Já temos tudo pronto, agora é só plantar uma outra semente", disse Peterson. "Poderíamos começar a plantar cannabis em qualquer uma dessas instalações dentro de 48 horas".
Tradução Henrique Mendes

Postagem de Luiz Navarro.

segunda-feira, 12 de maio de 2014



De: Embaixada da Síria Embaixada da Síria <embaixadadasiria@gmail.com>
Data: 12 de maio de 2014 10:14
Assunto: Matéria publicada no site Marcha Verde sobre a Síria


Simon Tisdall (em Teerã), Guardian, UK – Tradução: Vila Vudu

Muitos já dizem que a estratégia ocidental na Síria encorajou radicais e saiu-lhe pela culatra, fazendo aumentar a ameaça contra a segurança da Europa, agora que os jihadistas começam a fugir da Síria para seus países de origem. Altos funcionários iranianos dizem que “Os norte-americanos só falavam de substituir Assad, mas… por quem? A única coisa que conseguiram foi encorajar grupos radicais, e tornar as fronteiras muito menos seguras.” 

O Irã e o presidente Bashar al-Assad, íntimo aliado dos iranianos venceram a guerra na Síria, e a campanha orquestrada pelos EUA em apoio à tentativa da oposição para derrubar o regime sírio fracassou completamente – disseram ao Guardian vários altos funcionários iranianos.
Em séries de entrevistas em Teerã, altos funcionários, dos que modelam a política externa iraniana, dizem que a estratégica do ocidente na Síria pouco fez além de estimular radicais, gerar e alimentar o caos e, feitas as contas certas, saiu-lhes pela culatra, agora que as forças do governo sírio, comandandas pelo presidente Assad, já assumem total controle da situação em campo.
“Vencemos na Síria” – disse Alaeddin Borujerdi, presidente da comissão de política externa e segurança nacional do Parlamento do Irã, e elemento muito influente dentro do governo. “O regime permanecerá. Os norte-americanos perderam tudo.”
O terrorismo perpetrado pelos grupos jihadistas ligados à al-Qaida e indivíduos armados financiados por países sunitas muçulmanos árabes são agora a principal ameaça que o povo sírio enfrenta, disse Borujerdi. Muitos combatentes estrangeiros, que viajaram para a Síria, da Grã-Bretanha e outros países europeus, logo voltarão para casa. “Nos preocupa agora a segurança futura da Europa” – Borujerdi continuou.
Amir Mohebbian, estrategista conservador e conselheiro do presidente disse que “foi fácil para nós vencermos o jogo na Síria. Os EUA absolutamente não entendem a Síria. Queriam substituir Assad mas… nem perceberam que não havia alternativa para eles. Só conseguiram encorajar grupos radicais e tornar as fronteiras ainda menos seguras. “Aceitamos que é preciso mudar, na Síria – mas gradualmente. Se não for assim, será o caos.”
O Irã muçulmano xiita é o mais poderoso apoiador regional de Assad, e sabe-se que investiu bilhões de dólares para promover o governo de Assad desde os primeiros movimentos de oposição, em março de 2011. Ao lado da Rússia, principal fornecedora de armas para o regime sírio, o Irã salvou Assad contra todas as tentativas de golpe com ‘mudança de regime’ que o ocidente organizou contra ele.
Analistas ocidentais dizem que o Irã está engajado numa luta regional por poder, ou guerra à distância, que vai bem além da Síria, contra os estados árabes sunitas do Golfo, principalmente a Saudi Arabia. Portanto, Teerã teria agora óbvio interesse em proclamar a vitória do regime sírio alawita, que luta contra muitos rebeldes sunitas. Mas funcionários iranianos e especialistas regionais negam que essa seja a motivação principal.

Majid Takht-Ravanchi, vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, disse que a prioridade é aceitar que o golpe falhou e restaurar a estabilidade na Síria, antes das eleições presidenciais previstas para o próximo mês. “O extremismo e a desordem na Síria têm de ser enfrentados com seriedade pela comunidade internacional. Os países que estão fornecendo terroristas e forças extremistas têm de parar de alimentar o terror e os terroristas” – disse Takht-Ravanchi.
“O Irã tem boas relações com o governo sírio, o que não implica que nos ouçam sempre” – ele continuou. E negou que o Irã tenha fornecido armas e combatentes das unidades dos Guardas Revolucionários, para ajudar a derrotar os terroristas sunitas, como disseram agências ocidentais de inteligência. “O Irã tem presença diplomática ali. Nada há de estranho ou de diferente, nisso. Não precisamos armar o governo sírio” – disse ele.
Apesar de sua influência com Damasco e o Hezbollah, a milícia libanesa xiita que luta ao lado das forças do governo sírio, o Irã foi sempre excluído das conversações internacionais para forjar um acordo de paz, por causa de objeções dos EUA e da Grã-Bretanha, que alegam que Teerã não reconhece a importância de Assad deixar o governo.
Mas depois da semana passada, quando os rebeldes mantidos e armados pelo ocidente e pelos países do Golfo afinal se retiraram derrotados, da estratégica cidade de Homs – a capital da revolução síria –, alguns políticos e comentaristas ocidentais também já concluíram que Assad venceu.
Os EUA e estados árabes do Golfo seus aliados forneceram dinheiro, equipamento e armas aos terroristas ativos na Síria. Ano passado, o presidente dos EUA Barack Obama aproximou-se muito perigosamente de lançar mísseis de ataque contra o governo de Assad, sob o falso pretexto de que o exército sírio teria usado armas químicas. Mas o ataque não se consumou, e a decisão de Obama, de retroceder, foi interpretada em Teerã e em Damasco, como sinal de que os EUA já não estariam muito ativamente empenhados em continuar a tentar vencer aquela guerra.
“Entendo que os norte-americanos cometeram erro enorme na Síria e acho que sabem disso, embora jamais o admitam” – disse Mohammad Marandi, professor universitário em Teerã. “Se tivessem aceitado o Plano Annam, em 2012, que teria mantido Assad no governo, com um cessar-fogo respeitado por todos e eleições monitoradas pela comunidade internacional teriamos evitado tudo isso.”
“O Irã sempre acreditou profunda e sinceramente que não teríamos outra possibilidade, se não a de garantirmos total apoio ao governo de Assad. Qualquer outra via teria resultado no colapso da Síria, e o país teria sido perdido para os terroristas” – disse o professor Marandi. Calcula-se que mais de 150 mil pessoas tenham perdido a vida no conflito sírio, e pelo menos 9 milhões perderam as casas e locais de moradia.


--
Jihan Arar
Tradudora
Embaixada da República Árabe da Síria
Brasília/DF
61-3226-1260 / 0970 / 0116

domingo, 4 de maio de 2014

O PSOL ESTÁ DIVIDO EM QUANTAS FRENTES?

Dialogando com o Presidente Nacional do PSOL

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(resposta a texto público de sua autoria, aqui transcrito1)
Ivan Pinheiro*
Tive o prazer de conhecer pessoalmente o novo Presidente do PSOL, Luiz Araujo, numa visita cordial que fez, há cerca de um mês, à sede nacional do PCB no Rio de Janeiro para uma bilateral com o Secretariado Nacional do nosso partido. O encontro transcorreu num clima de camaradagem e franqueza.
Apesar da simpatia e do diálogo elevado, não foi uma reunião com a direção nacional do PSOL, mas com a tendência do seu Presidente, com a qual, aliás, temos convergências, inclusive na questão internacional. É infactível uma bilateral com a direção nacional do PSOL, por se tratar de um partido de tendências, cada qual com direção e linha política próprias, nos marcos da luta pela hegemonia do partido.
Mas está totalmente desfocado o resumo que o companheiro Luiz Araujo faz das opiniões que lhe prestamos na ocasião. O PCB não apresenta a pré-candidatura de Mauro Iasi, "como forma de autoconstrução", conforme suas palavras. Deixamos claro à delegação da tendência do PSOL visitante que, há muitos anos, o PCB tem expressado que não está disposto a ser procurado apenas às vésperas das eleições, para conhecer propostas de meras coligações eleitorais, e que nossa proposta de frente é para além das eleições e para além dos partidos registrados no TSE, pois não são só estes os protagonistas na luta contra a ordem burguesa em nosso país.
Lutamos por uma frente permanente, de caráter anticapitalista e anti-imperialista, que se conforme nas ruas, piquetes e barricadas e no debate franco das divergências, para encontrarmos o que nos une, através de um programa comum.
O eixo central da reconstrução revolucionária do PCB é a estratégia socialista da revolução brasileira e não a via eleitoral.
Dissemos aos nossos interlocutores o que dissemos publicamente em nosso último programa na televisão: as eleições de 2014 não são para o PCB o fato político mais importante do ano, mas sim as manifestações, greves e revoltas, antes, durante e depois da Copa, em que o povo vai aprendendo a lutar e perdendo o medo da repressão.
Sem procuração do PSTU, e a despeito de nossas posições antagônicas com este partido na luta anti-imperialista, não é elegante tornar públicos entendimentos bilaterais reservados. O dirigente do PSOL, com o devido respeito, não pode ser porta-voz nem comentarista de conversas entre parceiros que podem não se coligar, mas podem e devem estar lado a lado nas lutas populares. Esta é uma regra de ouro no diálogo entre organizações que se pretendem aliadas.
Mas uma vez tornado público o fato de o PSOL ter rejeitado uma reivindicação do PSTU de uma coligação com o PSOL no Rio de Janeiro, é irresistível indagar o que a direção do PSOL entende como frente de esquerda. Exatamente no Estado em que esse partido deve eleger uma grande bancada, em função de chamados "puxadores de legenda”, talvez o único em que um eventual aliado pode eleger um parlamentar, o PSOL não aceita coligação, para não "correr o risco" de outro partido de oposição de esquerda ter representação no parlamento, ou seja, pretende o monopólio institucional neste campo político. Que aliado é este?
O PCB não abrirá mão da pré-candidatura do camarada Mauro Iasi à Presidência da República, não por autoconstrução, mas para contribuir com uma tribuna, se possível plural, de denúncia do capitalismo e da democracia burguesa, pela criação de uma verdadeira Frente de Esquerda, inclusive com aqueles militantes e organizações que resistem à forma partido e que defendem o voto nulo, posição política que respeitamos como forma de luta, mais do que aos reformistas que acham que através das eleições é possível humanizar o capitalismo e torná-lo ético.
Não estamos pedindo ao PSOL coligação no Rio de Janeiro, sua reserva eleitoral, onde queremos continuar desenvolvendo ações políticas com sua combativa militância de base, independente de coligações. Não temos obsessão por mandatos parlamentares.
Em alguns outros Estados, o PCB poderá construir alianças eleitorais, no campo que se conhece como frente de esquerda, a depender do programa, do tipo de relação que tivermos localmente, da unidade na luta, da direção unitária da campanha e de assegurarmos espaço para a nossa campanha nacional, que será mais política do que eleitoral.
Quanto ao fato de que provavelmente haverá diversos candidatos com perfil de esquerda, o PCB insistirá na necessidade de nos unirmos na mesma campanha em torno da pauta de reivindicações que nasceu das ruas, a partir das manifestações de junho de 2013.
*Ivan Pinheiro
Secretário Geral do PCB
Rio de Janeiro, 2 de maio de 2014

ÓBITO DE RODOLFO KONDER


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sábado, 3 de maio de 2014

JOAQUIM BARBOSA DETONADO

Dom Orvandil detona o Supremo Joaquim Barbosa

Bispo e professor não perdoa: chama o presidente do Supremo Tribunal Federal de “fracassado”, “cara de pau”, hipócrita e traidor; segundo ele, o que fica da Ação Penal 470 “é a desfaçatez de um malandro golpista que constrói um falso circo de condenações sem provas para prender inocentes”

Dom Orvandil

247 – Em post em seu blog, o pastor anglo-católico, professor e militante Dom Orvandil desfere uma longa lista de críticas contra o presidente do STF, Joaquim Barbosa e avalia que o que fica da Ação Penal 470 “é a desfaçatez de um malandro golpista que constrói um falso circo de condenações sem provas para prender inocentes”. Leia seu texto:

Joaquim Barbosa é uma chaga social violenta e malcheirosa

Querida amiga Lohayne
Muitos autores, pensadores, jornalistas, cientistas políticos e sociais, juristas, partidários sérios da justiça, artistas e teólogos pensam e escrevem sobre as diatribes e falta de respeito de Joaquim Barbosa, acentuadamente desde que à frente do Supremo Tribunal Federal e principalmente quando o Ministro Barroso descascou toda a trama montada em torno das mentiras e desvios do chamado “mensalão do PT.”
Vivemos a impressão de que um temporal ético se armava em forma de carnaval quando de repente a máscara cai e mostra que o reizinho veste-se de nudez e má fé.
O que fica é desfaçatez de um malandro golpista que constrói um falso circo de condenações sem provas para prender inocentes. O objetivo é atender a sede de golpe de uma elite e de uma mídia acostumadas a manter esse povo cego, calado e escravizado.
Depois que o arbitrário, violento batedor em mulher, em velho e socador da poltrona da sala de seções do STF quando viu sua falsa tese condenatória cair aos cacos e cair a máscara começam a aparecer as pontas dos cabos que o ligam aos golpistas. Quem acompanha os noticiários televisivos, lê os jornalões e revistas mentirosas sabe que todos os meios mediáticos foram utilizados para pressionar os ministros e para impressionar a chamada opinião pública a constrangê-los a fazer sujeira, a sujeira comandada pelo fracassado Joaquim Barbosa.
Mas não foi somente através da mídia que a elite domesticadora e dominante agiu. Como diz o meu amigo jornalista Altamiro Borges, essa elite é competente e inteligente. Eu não acho isso, em todo o caso vamos lá.
Organizações como o escritório Borges e Strübing Müller Advogados, de Adriano José Borges Silva – ex-genro de Ayres Britto, que saiu direto do STF para outra organização golpista – dono de imensa mansão em Brasília, frequentada por Joaquim Barbosa para tratar de “investimentos” no exterior, sempre cuidadosamente sem a presença dos funcionários da mansão e sem testemunhas. Adriano publicou documento de teor claramente golpista contra o que classificou de caos político no País [1]. Adriano é um dos mentores do mistificador e golpista da justiça.
O senhor Ayres Britto, com aquela voz mansa e com fama de poeta, “depois de sair do STF virou presidente do Instituto Innovare, um dos braços políticos da Rede Globo e que até pouco tempo atrás (sic) dava prêmios em dinheiro para magistrados e promotores”[2]. Essa ligação já é bastante promíscua e indicativa de orientação de dicas políticas a Joaquim Barbosa e a Gilmar Mendes. É fácil entender que as armações para condenar Dirceu, Delúbio, Pizollato, Genóino e João Paulo Cunha visavam desmoralizar os que a direita entendia como elaboradores da vitória eleitoral da esquerda e do governo de Lula. A decisão de caluniar o grupo da cúpula do governo e de enganar o povo se esclarece cada vez mais.
O jornalista Paulo Nogueira[3] conta que a Innovare é claramente uma empresa da Globo. Sua função é fazer a mente da justiça em todo o País. Essa empresa paga altos valores a palestrantes. Quem ganha muito dinheiro em palestras são exatamente Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. Este ministro é um dos mais suspeitos de ligações escusas desde que era advogado de Fernando Henrique Cardoso. O site de Nogueira mostra fotos desses ministros em encontros na Innovare juntamente com os donos da Globo.
Luiz Nassif identifica a conduta grosseira e o discurso de Joaquim Barbosa com o clima “de radicalização, de criminalização da política, do denuncismo desvairado que a oposição levantou a partir de 2006 e, especialmente, a partir da era José Serra.
Trouxeram de volta para a cena política o macartismo, abusaram da religiosidade, despertaram os piores demônios existentes no tecido social brasileiro, aqueles que demonizam as leis e propõem o linchamento, transformaram a disputa política em um vale-tudo.
Não valia denunciar aparelhamento da máquina, a política econômica, apontar erros na gestão pública, como em qualquer disputa política civilizada.
Repetiram nos mínimos detalhes a radicalização da política norte-americana, o movimento da mídia e do Partido Republicano dos Estados Unidos adotando o discurso virulento de ultra-direita do Tea Party.”[4].
Não tenho dúvidas de que Joaquim Barbosa, vestido de imensa hipocrisia e cara de pau, era porta voz de organizações políticas das mais perversas da direita golpista e fascista brasileira. Tanto suas ligações reais quanto seu discurso e comportamento toscos, intenso em desrespeito e falta de civilidade, sinalizam o uso do Supremo Tribunal Federal como aparelho para a prática de golpes contra o País e a democracia.
Já escrevi aqui sobre a traição que esse homem representa para os negros e para os pobres. Carrega a tintura de nossa origem africana em uma mente colonial embranquecida e imperialista na realização dos interesses dos escravocratas. Quando empossado no cargo de presidente do STF apresentou sua mãe sofrida pelos tempos de trabalho duro de trabalhadora doméstica e mencionou seu pai pobre. Porém, Joaquim os desonra ao trair os pobres no acercamento dos ricos e poderosos com o objetivo de obter vantagens financeiras e de ver o mundo a partir da ideologia dominante. Vergonhoso e mau exemplo para o povo.
Joaquim Barbosa ao servir aos interesses mesquinhos dos poderosos, que odeiam o povo e a revolução libertária, encarna o espírito de porco e se torna chaga social malcheirosa, carente de ser extirpada de onde indignamente está.
Poxa, Joaquim Barbosa causa estragos na consciência informe e ingênua de nosso povo. Na tarde em que saiu o resultado que condenou à prisão os tais “mensaleiros” fui a uma farmácia comprar refis para minha bombinha contra a asma. Relaciono-me bem com o balconista. Mas o mal joaquiniano atingiu o rapaz que disse achar muito “bão” prender aqueles “ladrões”. Esse é o serviço de Joaquim Barbosa ao levar os cegos sociais a cegueira rancorosa e odiosa, imersas em tremendas injustiças. Um aluno meu de um curso de pós-graduação ao se encontrar comigo me perguntou o que achei da prisão dos mensaleiros.
O grave de tudo é que as pessoas a cabresto da dominação que insensibiliza e bestifica se sentem alimentadas pelo desserviço da besta fera. Repentinamente as pessoas se mostram armadas e prontas para a guerra, sem a menor criticidade e questionamento sobre as forças que movem pessoas tão degradadas como Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes.
Penso que a verdade começa a mostrar sua face em meio a toda a borrasca. Nosso desafio é suspeitar sempre do que a mídia “anuncia” e de suas calúnias. O poderio da classe dominante se traduz sempre em tentar influenciar os que comandam os poderes. Desgraçadamente o Supremo Tribunal Federal está nas mãos da pior orientação, a mais injusta possível.
Sinto enorme tristeza com o fato Joaquim Barbosa. Ele é uma amargura estúpida e egoísta, uma completa frustração da justiça. Sua origem negra e pobre lhe deu a grandiosa oportunidade e raízes robustas para escolher o caminho mais justo a seguir. Poderia inspirar-se em Marthin Luther King e somar-se aos que vivem sob condições desumanas e oprimidas. Poderia orientar-se por Nelson Mandela e lutar pela defesa e libertação do povo negro e pobre de nosso País e do mundo, como o grande líder sul africano fez virando um santo canonizado por seus irmãos de luta. Poderia exemplificar-se em Mahatma Gandhi na luta contra a violência e a opressão imperialista. Teve a oportunidade de entender Zumbi e Tiradentes na luta contra as brutais causas da opressão que desumaniza.
Mas não, que pena, Joaquim Barbosa optou pelas ilusões dos traidores e oportunistas ladrões da justiça e do povo. Preferiu virar de costas para o povo em busca do falso prestígio, próprio dos traidores. Deve pagar esse custo!
Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.


Lula, o PCB e o caráter político dos Tribunais! TSE SUSPENDE FUNDO PARTIDÁRIO DO PCB!


Lula, o PCB e o caráter político dos Tribunais!
TSE SUSPENDE FUNDO PARTIDÁRIO DO PCB!

No mesmo dia em que Lula declarou que no julgamento da ação penal 470 (conhecida como “mensalão”) houve “80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”, o TSE informa em sua página (veja abaixo) que o PCB, dentre os diversos partidos registrados no TSE, uns não tão políticos, foi o único que teve sua prestação anual de contas reprovada, com a pena de dois meses sem receber suas cotas do Fundo Partidário.
O Lula parece acima do bem e do mal. Diz o que quiser. Inclusive sobre o egrégio STF. Será que, como cidadãos, também podemos opinar sobre o percentual político da decisão que cortou do PCB suas modestas cotas?
Se tivermos o mesmo direito de Lula, proponho a cada um que leia este texto que estabeleça, a seu critério, os percentuais político e jurídico da decisão contrária ao PCB, levando em conta:
1 – O PCB não participa de qualquer governo municipal, estadual ou federal; não tem e não quer ter qualquer financiamento privado, exceto a cotização de seus militantes e a ajuda modesta de amigos. Nunca entrou e nem entrará qualquer centavo de doação de empreiteiras, concessionárias de serviços públicos e de qualquer empresa ou empresário em geral;
2 – Nos seus 92 anos de existência, o PCB é o partido da “ficha limpa”. Em nossa história, o partido tem sido perseguido pelos que não querem perder seus privilégios. Passou a maior parte da sua vida na clandestinidade; teve vários torturados, assassinados e centenas de presos: nenhum deles por corrupção;
3 - O PCB não tem recursos para pagar os grandes escritórios de direito eleitoral, com sede em Brasília, dirigidos, em geral, por ex-ministros do TSE, que conhecem como a palma da mão os meandros e os corredores do Tribunal;
4 – O PCB não é cartório eleitoral nem legenda de aluguel. Não tem donos, mas militantes; é um partido ideológico, não fisiológico;
5 – O acórdão que rejeita as contas do PCB não aponta qualquer ilícito, qualquer suspeita de corrupção. Para mensurar em termos percentuais, como fez Lula, mais de 90% dos quesitos que geraram o indeferimento são relativos a polêmicas e corrigíveis questões contábeis;
6 – A grande maioria das irregularidades contábeis poderiam ter sido sanadas se tivéssemos uma máquina contábil e jurídica em Brasília, como têm os partidos chamados “grandes” e “médios”, cujas prestações de contas foram todas aprovadas, a despeito de todo o noticiário diário sobre corrupção e negociatas, envolvendo políticos, partidos da ordem, governos, doleiros e empreiteiros;
7 – Só para dar um exemplo exótico, uma das irregularidades apontadas foi em relação a uma despesa de 600 reais, de inscrição de participantes em um curso denominado “Crise do Capitalismo”, para o qual o órgão técnico do TSE exigiu ao PCB “apresentar cópias autenticadas dos certificados emitidos e identificar os beneficiários do curso e cargo ocupado no Partido”;
8 – Tendo aprendido com o espetáculo midiático do julgamento da ação penal 470, onde brilhou a esperteza da advocacia de luxo, ingressamos no TSE com os agora famosos Embargos de Declaração perante o eminente relator que votou pela desaprovação das contas do PCB, o Ministro Dias Toffoli, também membro do STF, onde revelou grande compreensão diante de Embargos de Declaração naquela ação penal, o que nos anima a ter esperanças de que V Ex.ª reveja o acórdão e acolha nossos argumentos;
9 – Outra esperança que deve animar o PCB é a atual tendência generosa e conciliadora dos Tribunais Superiores com relação a questões de natureza política. Exatamente na mesma semana em que o PCB perdeu cotas do Fundo Partidário, o STF reescreveu a história, absolvendo Collor das acusações que levaram ao seu impedimento, há vinte anos, e o Ministro Dias Toffoli, relator deste processo do PCB, anulou a condenação do casal Garotinho e Rosinha, rejeitando parecer do Ministério Público no sentido de que os dois fossem inelegíveis este ano, com base na chamada Lei da Ficha Limpa.
Agora, como Lula, façam suas apostas: quais foram os percentuais político e jurídico do julgamento da prestação de contas do PCB, um partido de 92 anos de ficha limpa?
Ivan Martins Pinheiro
OAB-RJ 17.517 (Rio de Janeiro)